Família de PSP morto espera seis anos por indemnização

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Ivo
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Família de PSP morto espera seis anos por indemnização

Mensagempor Ivo » 04 fev 2010, 01:55

Família de PSP morto espera seis anos por indemnização

A viúva e os dois filhos de um subchefe da PSP morto em serviço em Novembro de 2003, em Vila Real de Santo António, ainda não receberam qualquer indemnização. "O processo tem-se arrastado em tribunal, já lá vão seis anos. É a justiça que temos", diz ao DN uma fonte próxima da família, acrescentando existir "esperança" de que o "calvário" possa chegar ao fim nas próximas semanas.

Isto porque "não deverá ser apresentado recurso" de uma decisão do Tribunal da Relação de Évora que condenou a companhia de seguros a pagar uma indemnização no valor de 385 mil euros. "Falta apenas acertar as contas", explica a mesma fonte.

De acordo com o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP /PSP), Paulo Rodrigues, a situação é diferente para os casos ocorridos depois de 2005, quando o Ministério da Administração Interna (MAI) instituiu um seguro próprio destinado a indemnizar as famílias dos elementos das forças de segurança em casos de morte ou invalidez permanente.

O subchefe Armando Lopes, 38 anos, foi atropelado mortalmente por um cidadão alemão, Jens Jordan, quando integrava uma barreira policial colocada à entrada da Ponte Internacional do Guadiana para evitar a fuga do suspeito para território espanhol. Na altura, o caso gerou forte polémica na opinião pública e levou o Ministério da Administração Interna (MAI) a revogar a proibição do uso de lagartas de pregos para travar veículos em fuga.

Referenciado pela prática de furtos e consumo de estupefacientes, Jens Jordan foi mandado parar à saída de Lagos. Dentro da viatura que conduzia, e que havia sido apreendida dias antes, seguiam outros dois indivíduos igualmente suspeitos da prática de furtos e consumo de droga. Em vez de abrandar, o alemão tentou fugir pela Estrada Nacional 125 e pela Via do Infante, chegando a atingir velocidades superiores a 170 quilómetros por hora.

Ao chegar junto à Ponte Internacional do Guadiana viu uma barreira formada por carros e agentes da PSP e da GNR decidindo prosseguir a marcha. Colocado atrás de um veículo descaracterizado, o subchefe foi atingido violentamente pelo veículo em fuga.

A força do embate fez com que o corpo de Armando Lopes fosse projectado a uma distância de cerca de 20 metros, tendo sofrido diversas fracturas e traumatismos craniano e torácico, que lhe causaram a morte.

Realizado o julgamento em Março de 2005, duas das três pessoas que seguiam no carro em fuga foram colocadas em liberdade. Jens Jordan foi condenado por homicídio qualificado a 17 anos de prisão. Mas, de recurso em recurso, o processo de indemnização cível arrastou-se pelos tribunais.

"É lamentável que uma situação destas não esteja resolvida ao fim de tanto tempo", diz ao DN o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, recordando que o subchefe Armando Lopes perdeu a vida "quando estava a trabalhar para o Estado, pelo que o Estado se deveria ter responsabilizado desde a primeira hora" pelo acompanhamento da família.

"Como se não bastasse a dor do momento, as pessoas ainda se vêem envolvidas em processos que se arrastam muito tempo para ir buscar o que têm direito."

Com a alteração introduzida em 2005, "existe maior celeridade na resolução destes processos, o que não invalida que possam ocorrer problemas complicados até do ponto de vista financeiro e de subsistência", garante Paulo Rodrigues, defendendo que nestas situações deveria existir uma "intervenção bem mais activa" tanto por parte do MAI como da PSP, numa altura em que as famílias se encontram "fragilizadas".

"O dinheiro é importante porque possibilita algum apoio. Mas, muitas vezes, são apenas os sindicatos que fazem o acompanhamento das situações", conclui. Ao subchefe Armando Lopes, a Direcção Nacional da PSP atribuiu a título póstumo um louvor pela sua acção em serviço, no cumprimento do dever.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/inter ... seccao=Sul

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Ivo
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Re: Família de PSP morto espera seis anos por indemnização

Mensagempor Ivo » 12 mai 2011, 15:53

17 anos para homicida de agente da PSP

O Tribunal de Vila Real de Santo António condenou ontem a uma pena única de 17 anos de prisão o cidadão de nacionalidade alemã Jens Jordan, que a 12 de Novembro de 2003 atropelou mortalmente o sub-chefe da PSP daquela cidade. Naquele dia, Armando Lopes, de 38 anos, integrava juntamente com outros agentes e veículos uma barreira à entrada da Ponte Internacional sobre o Guadiana, para evitar a fuga, para território espanhol, da viatura que o homicida conduzia desde Lagos, sob perseguição policial.

O juiz Henrique Pavão considerou Jens Jordan, de 54 anos, culpado dos crimes de resistência e coacção às autoridades (relacionada com a perseguição movida pelo agente da PSP de Lagos António Domingos ao longo da Via do Infante, num percurso de mais de 100 quilómetros, e que pôs em risco a vida do mesmo), dano qualificado (por ter abalroado um jipe da GNR antes de atropelar o subchefe Armando Lopes, provocando prejuízos no valor de oito mil euros), tráfico de droga de menor gravidade (devido ao facto de ter sido encontrado no interior do carro heroína e cocaína que daria para produzir 60 doses individuais) e homicídio qualificado.

Os outros dois ocupantes da viatura que matou o agente, respectivamente Marcos Pirralha, de 27 anos, e Lúcia Ribeiro, de 33, acusados de co-autoria daqueles crimes, saíram em liberdade. Marcos Pirralha foi apenas condenado a 15 meses de prisão, com três anos de pena suspensa, por tráfico de droga de menor gravidade, enquanto Lúcia Ribeiro pagará uma multa de 1080 euros por ter sido condenada pela prática de receptação de material roubado.

O tribunal determinou ainda o pagamento de uma indemnização global de cerca de 600 mil euros à família do agente Armando Lopes (viúva e dois filhos menores) pela companhia que segurava a viatura conduzida por Jens Jordan. Uma decisão que, na perspectiva da advogada da viúva, Isabel Fernandes, "minimizará os prejuízos materiais causados pela morte do agente, mas que não paga uma vida que se perdeu".

Revoltados com as penas aplicadas a Marcos Pirralha e Lúcia Ribeiro ficaram os colegas de Armando Lopes. António Cartaxo, dirigente do Sindicatos dos Profissio- nais de Polícia, lembrou, que "os autores da morte do agente Irineu Dinis, recentemente assassinado na Cova da Moura, andam em liberdade porque ainda não se sabe quem são". Contudo, "dois dos homicidas de Armando Lopes foram colocados em liberdade".

http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=612019

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Dubest
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Re: Família de PSP morto espera seis anos por indemnização

Mensagempor Dubest » 12 mai 2011, 20:56

Pulhas............... :ira
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Palavras levam-as o vento....as acções essas ficam sempre...nem que seja na minha consciência

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Re: Família de PSP morto espera seis anos por indemnização

Mensagempor AP » 12 mai 2011, 22:35

Isto é uma vergonha de justiça que temos, e começaram acusar o colega que matou o MC Snake de homicidio qualificado, a ele havia-se de dar um louvor, porque tirou um merda da rua, um pulha que não respeitou a ordem da autoridade.
Ninguém nos respeita, cada dia de serviço operacional que faço, fico com mais odio e nojo a certas pessoas que tenho de lidar, parasitas da sociedade que nada fazem e ainda recebem rendimentos disto e daquilo, vão mas é trabalhar, com tanto mato para rossar na minha terra.....


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