INFORMÁTICA

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 11 mar 2010, 10:52

Treta da Semana: o cliente é sempre ladrão.

Antigamente o cliente tinha sempre razão. Agora processam os fãs, “protegem” os CDs para instalar coisas que não queremos e não nos deixar ouvir a música como quisermos (1). As músicas compradas online vem com sistemas de “gestão de direitos” para eles gerirem os nossos direitos por nós. E se a loja fecha temos que comprar tudo outra vez (2).

Os DVDs também nos “protegem” de ver na Europa um filme comprado nos Estados Unidos (3). A premissa é sempre que os clientes são ladrões. O site da FEVIP, e os DVDs que compramos por cá, fazem questão de passar filmes a acusar-nos de ladroagem ou, pior, com um rato a chamar-nos idiotas (4).

O software que compramos vem com dezenas de páginas de “licença” a dizer o que não podemos fazer e o que nos fazem se o fizermos. Acho. Como todos, eu também não leio os EULA. Mas, por norma, estamos proibidos sequer de descobrir o que é que o programa faz ao nosso PC. Nada de bisbilhotar.

Os jogos vêm com sistemas de protecção diabólica (5) e obrigam a deixar o DVD a rodopiar no leitor só para o estragar mais depressa, e pagamos dezenas de euros por uma rodela de plástico. Dizem que o dinheiro é pela licença de utilização, mas um risco na rodela e são mais umas dezenas de euros para uma “licença” nova. Não há protecção contra riscos, mas está tudo protegido contra o cliente que o comprou. Ladrão. E a moda agora já nem é só no digital. Do campo pequeno à costa são cinco módulos mas para a FCT são só quatro. Quando pico um bilhete de quatro módulos o motorista pergunta sempre “Para onde vai?” Compreendo. Devo ter cara de ladrão.

No tempo das disquetes dizia-se que o software original era mais seguro. As cópias podiam ter vírus. Hoje o melhor é deixar o original no pacote e usar a versão pirata- Não “gere direitos”, permite fazer cópias pelo seguro e não pede activações, verificações e afins. Instala-se e funciona. O software original primeiro quer garantias que não somos ladrões. Os filmes sacados da Internet não têm ratinhos idiotas no inicio, mas os DVDs comprados na loja obrigam a gramar idiotices e insultos antes de mostrar o filme pelo qual pagámos. E a música sacada em mp3 toca em todo o lado, sem licenças, incompatibilidads ou “gestão de direitos”.

A semana passada pensei que isto tinha mudado. Sins of a Solar Empire (6) é um jogo de estratégia como eu gosto. Além disso não tem sistemas de protecção e quando fui ver o preço ao site tinha a opção para comprar por download directo. Um click, 25 euros, e tinha o jogo. Foi preciso instalar um programa de distribuição (7), mas isso pode facilitar a vida a quem não se quer preocupar com actualizações ou outros detalhes. E como permite fazer cópias de segurança dos jogos instalados, comprei e descarreguei o jogo.

Mas quando o tentei instalar no PC que usamos para jogos descobri que para recuperar a cópia de segurança também é preciso “validar” o instalador com uma ligação à Internet. Que aquele computador não tem. Após umas voltas descobri que o arquivo é apenas um zip com extensão diferente e cifrado com uma palavra passe que é o nome do utilizador (deve ser mesmo só para chatear). Mas é uma imagem do jogo como está instalado e uns ficheiros à parte com a informação do registo, bibliotecas no sistema e coisas dessas. Vinte e cinco euros, um giga de download e uma carga de trabalhos para pôr aquilo a funcionar onde quero. Felizmente há o Pirate Bay (8).

O problema não é competirem com o gratuito. O problema é serem chatos como o raio. Não me custa dar o preço de um jantar por um jogo que me vai entreter dezenas de horas (se vou ter tempo para o jogar é outro problema...). Mas custa-me esbarrar com obstáculos idiotas ou exigências disparatadas apenas porque assumem que sou ladrão. Ainda por cima sabendo que se não lhes pagar tenho todo o proveito sem nenhuma chatice.

A maior ameaça à economia de informação não é a quebra dos monopólios. É tornarem o comércio, que era uma troca voluntária para beneficio mutuo, em algo mais parecido com cobrança de impostos ou rusga policial. Os videos da FEVIP dizem que «combater a pirataria é um dever cívico». Treta. Dever cívico é não aceitar que vendam carros que só andam à quarta feira ou televisores que só funcionam na cozinha. É exigir que quando pagamos por algo o possamos usar como entendemos. E é não lhes comprar mais porcaria nenhuma enquanto não respeitarem os clientes.

http://ktreta.blogspot.com/2008/08/treta-da-semana-o-cliente-sempre-ladro.html
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 11 mar 2010, 10:52

DRM

DRM é a sigla inglesa de digital rights management ou, em português, defeitos, restrições e merdices. Faz parte de um paradigma revolucionário da industria de distribuição. Tradicionalmente, vendia-se coisas agradando aos clientes e aliciando-os a comprar. Mas as editoras discográficas e as distribuidoras de filmes romperam com esta tradição ultrapassada. Agora a estratégia é incomodar e ameaçar os clientes. Se compramos um DVD levamos um sermão sobre o roubo de carros e afins. Se vamos ao cinema ameaçam prender-nos se tivermos uma máquina de filmar. Se a moda pega, nos restaurantes vai passar a haver cartazes com as penas de prisão por furto da máquina registadora ou homicídio do cozinheiro a ver se isso abre o apetite à clientela.

O DRM leva o assédio mais longe, pois permite ao vendedor controlar o uso que damos, em nossa casa, à coisa que lhe comprámos. Por exemplo, o CD de música que instala no nosso computador um programa para nos impedir de copiar faixas para o leitor de MP3. Não que seja ilegal copiá-las. Por lei temos esse direito, de mudar o formato, ouvir noutro aparelho ou criar cópias para uso pessoal. E não é por vontade dos autores, que poucos querem “proteger” a sua música impedindo que a oiçam. É só porque o distribuidor acha que lhe dá jeito e pode fazê-lo (1). É como comprar uma torradeira com controlo remoto e, a cada pequeno almoço, telefonar ao vendedor a pedir para nos deixar fazer uma torradinha.

O sucesso desta abordagem não tem sido total. Outro dia encontrei na Amazon o Sacred 2 à venda por menos de seis libras (2). Fantástico, pensei eu. Um jogo enorme, mesmo como eu e os miúdos gostamos, barato e enviado a casa com um click. Mas com DRM. Para instalar tenho de ligar aos servidores deles e pedir autorização para jogar o jogo que comprei. Dizem-me que esses servidores «vão estar disponíveis nos próximos anos. Se não for o caso haverá uma actualização para retirar o DRM»(3). Ou seja, daqui a uns tempos o jogo deixa de funcionar e é preciso confiar que possa encontrar arranjo para isso. Como já me tramei uma vez com estas tretas das validações online em jogos que não quero jogar online (4) não me atrai a proposta. Poupo seis libras e eles vendem menos um jogo.

E isto só chateia os clientes. A Ubisoft implementou um novo sistema de DRM que obriga o cliente a estar sempre ligado aos servidores da Ubisoft enquanto joga, mesmo que não esteja a jogar online. Foi a “super-protecção” escolhida para o Silent Hunter 5, o primeiro jogo desta fornada à prova de piratas. Supostamente. Poucas horas depois do jogo sair já havia na 'net programas para tirar essas restrições (5). Quem compra o jogo tem de ficar ligado à Ubisoft para jogar. Quem o saca da 'net joga à vontade sem chatices.

Também se pode comprar o jogo e depois sacar só o crack para corrigir os defeitos do original. Mas isso é ilegal porque contorna o mecanismo de “protecção”. Curiosamente, sacar uma cópia do jogo que já venha sem estas tretas – alterada por miúdos ucranianos que se entretêm a gozar com os cotas das editoras – pode nem ser ilícito (6). Por um lado porque o mecanismo de protecção já vem desactivado e, por outro, porque tendo decidido não comprar o original defeituoso não se causa prejuízos indevidos ao descarregar a cópia. Não é certo que o juiz concorde; dependerá da sua disposição nesse dia. Mas a lei só diz ser ilícito tirar o DRM de um produto legitimamente comprado. Copiar algo que não se compra é permitido se for para uso pessoal e não causar prejuízo. Pelos vistos o problema é o cliente.

A situação ainda se torna mais ridícula quando compramos um ficheiro, como uma música ou livro em formato electrónico. Nesse caso o DRM consiste num sistema que nos permite copiar e aceder a um conjunto de bytes sem permitir copiar ou aceder a esse conjunto de bytes, o que é obviamente difícil de pôr a funcionar bem. Felizmente, há sempre alternativas. Vejam, por exemplo:
http://www.bradcolbow.com/archive.php/?p=205

1- The Big Picture,http://bigpicture.typepad.com/comments/2005/10/drm_crippled_cd.html
2- Amazon, UK,http://www.amazon.co.uk/Sacred-2-Fallen-Angel-PC/dp/B000ZNRIWK
3- RPG watch,http://www.rpgwatch.com/show/newsbit?rwsiteid=1&newsbit=10223
5- Torrentfreakhttp://torrentfreak.com/ubisofts-uber-drm-cracked-within-a-day-100304/
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor matahary » 12 mar 2010, 15:37

Fulano_de_tal Escreveu:DRM é a sigla inglesa de digital rights management ou, em português, defeitos, restrições e merdices.
:hahah :hahah



Imagem

Fundir e/ou fragmentar PDFs, de PDF para PDF.

Aqui: http://www.ilovepdf.com
"Satisfaça-se com o que lhe agrada, e deixe os outros falarem de si como lhes agrada." - Pitágoras

Uma por dia, tira a azia.

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 13 mar 2010, 13:52

Microsoft COFEE (Computer Online Forensics Evidence Extractor) tool and documentation, Sep 2009

O COFEE é um aplicativo microsoft, que nao se encontra a venda e nao é disponibilizado por qualquer meio ao publico ou a empresas.
Apenas é disponibilizado a um determinado numero de Policias Nacionais para a recolha de vestigios (forensics) em sistemas microsoft.

podem fazer o download do seguinte link:(wikileaks)

http://mirror.wikileaks.info/wiki/leak/microsoft-cofee-112.zip

Dentro do arquivo .Zip estao as instruções em .PDF

mais e melhores informaçoes em:http://mirror.wikileaks.info/wiki/Microsoft_COFEE_(Computer_Online_Forensics_Evidence_Extractor)_tool_and_documentation,_Sep_2009/
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 05 abr 2010, 21:56

Oficialmente, o WPA Cracker(1) não passa de um serviço de computação distribuída na nuvem que permite testar a segurança da nossa rede sem fios protegida com o protocolo de encriptação WPA-PSK e, se for caso disso, recuperar a senha.
Mas na prática, esta ferramenta pode muito bem ser utilizada por internautas mal-intencionados para fazer downloads da Internet sem ter que pagar uma mensalidade por uma ligação de banda larga.

(1)http://www.wpacracker.com/gate/select
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 11 abr 2010, 21:04

A Microsoft espia-nos eis o Guia:

Microsoft Online Services,
Global Criminal Compliance Handbook
http://www.scribd.com/doc/27394899/Microsoft-Spy

Pagina 6

" E-mail account registration records are retained for the life of the account. Internet Protocol (“IP”) connection history records are retained for 60 days."

Interessante :shock:

NON-U.S. LAW ENFORCEMENT

Microsoft has established local contacts within your country or region to handle legal process related to Microsoft Online Services. If you are not already familiar with your local contact, please e-mail the Global Criminal Compliance team at globalcc@microsoft.com, and you will be directed to the local contact handling requests from your country.
All legal process for criminal matters from non-U.S. law enforcement, prosecutors and courts must be directed to Microsoft Corporation, One Microsoft Way, Redmond, WA 98052 and not to Microsoft’s local subsidiary as all Microsoft Online Services customer data is stored in the U.S. Your local contact will be able to educate you as to what local process must be followed in order to obtain online services customer account records from Microsoft.

What are Microsoft Online Services?


 E-mail Services
 Authentication Service: Windows Live ID
 Instant Messaging: Windows Live Messenger
 Social Networking Services: Windows Live Spaces & MSN Groups
 Custom Domains: Windows Live Admin Center & Office Live Small Business
 Online File Storage: Office Live Workspace & Windows Live SkyDrive  Gaming: Xbox Live
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 15 abr 2010, 22:57

Treta da semana: iPad
A Apple lançou o iPad, que é basicamente um iPhone gigante. Como era de esperar da Apple, é imensamente cool e integra-se sem falhas com as outras iCoisas todas. É um ecrã táctil com pouco mais de um centímetro de espessura, 25 cm de diagonal e menos de um quilo de peso. Gostava ter um computador assim, se não fosse a aldrabice.

O iPad é um computador amputado. Apregoam-no como um meio excelente para navegar na Net mas, por causa da guerra entre a Apple e a Adobe, não é compatível com Flash. Mesmo não gostando de Flash parece-me que um browser sem Flash é uma treta. Não tem interface USB. No iPhone ainda havia a desculpa de ser um telefone, muito pequenino e assim. Mas o iPad tem o tamanho de uma revista. Cabia lá perfeitamente um buraquito ligar um pendisk, disco externo ou impressora. Não tem leitor para cartões de memória nem permite usar a rede para copiar ficheiros de outro computador. É como o iPhone. Para pôr algo no iPad ou no iPhone é preciso ir pelo iTunes e dá vontade de dizer iCaramba, que raio de coisa.

Mas a maior treta não é culpa da Apple. Isto funciona. Vendem hardware aleijadinho, prendem os clientes ás lojas da Apple e ganham imenso dinheiro. Espertos. A maior treta é que tanta gente aceita estas coisas. Não só da Apple. Os leitores de DVDs são fabricados para funcionar com discos de qualquer região mas, quando são vendidos, configuram-nos para só funcionar com os discos dessa região. Quem tem o Kindle aluga livros à Amazon convencido que os comprou e os telemóveis são quase todos vendidos presos a uma operadora.

É perigosa esta ideia de que o fabricante pode ditar como usamos o que é supostamente nosso. Não pela imposição de obstáculos técnicos, porque se os consumidores estiverem atentos e o mercado for competitivo esse problema resolve-se sozinho. Mas pela aceitação de obstáculos legais. O Artigo 218º do Código do Direito de Autor e Direitos Conexos estipula que «Quem, não estando autorizado, neutralizar qualquer medida eficaz de carácter tecnológico, sabendo isso ou tendo motivos razoáveis para o saber, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 100 dias.» Isto mesmo quando a neutralização é necessária para usufruir de um direito concedido pela lei, como fazer cópias de segurança dos jogos que se comprou ou para ver um DVD comprado no estrangeiro.

O sucesso comercial destas coutadas, dos telemóveis ao Kindle e iPhone, não é a causa do problema, mesmo que ajude a perpetuar o mal. O pior parece-me ser o desconhecimento das potencialidades desses aparelhos. Todos sabem que um livro tanto dá para ler no campo como na praia. Ninguém ia acreditar que o tabuleiro de Xadrez que comprou é incompatível com as Damas. Mas se o leitor de DVDs não dá para ver o filme comprado em Macau ou se o iPad só corre programas comprados no iTunes encolhem os ombros e pensam que tem de ser mesmo assim. Mas não tem. É aldrabice.

http://ktreta.blogspot.com/search/label/tecnologia
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 19 abr 2010, 22:19

Qual é o computador mais rápido do mundo?


Para analisarmos corretamente, vamos começar com o computador colocado em sua mesa: o computador que usamos no dia-a-dia para navegar pela Internet, manusear tabelas, criar documentos, etc. A maioria das pessoas tem algo como um computador Pentium rodando o Windows ou um Macintosh. Um computador como este pode executar aproximadamente 100 milhões de instruções por segundo. Seu computador pode ser duas vezes mais rápido ou ter a metade desta capacidade, mas isso não é nada demais.

O computador mais rápido do mundo é muito mais rápido que isso, e ele está colocado bem em cima dos seus ombros! O cérebro humano é um maravilhoso computador - e o processador mais rápido disponível. Vamos ver um um exemplo:

Seu computador de mesa está apenas começando a atingir o ponto em que pode "entender" a voz, entender um ditado e transformar o que foi falado em palavras escritas. Ele pode entender apenas um interlocutor, que terá de treiná-lo por cerca de 20 minutos, e o programa de ditar cometerá uma grande quantidade de erros. Dessa forma, 100 milhões de instruções por segundo dificilmente podem lidar com um ditado.

Nosso cérebro, por outro lado, pode entender qualquer quantidade de interlocutores. Não necessita de treinamento e não cometerá qualquer engano. Pode até ser capaz de entender múltiplas línguas! Além do mais, a porção do cérebro encarregada da fala é apenas uma pequena parte do todo, pois o seu cérebro pode também processar complexas imagens visuais, controlar todo o nosso corpo, entender problemas conceituais e criar novas idéias. Nosso cérebro é constituído por pouco mais de um trilhão de células com 100 trilhões de conexões entre elas. Poderíamos fazer uma estimativa superficial e dizer que ele está gerenciando 10 quatrilhões de instruções por segundo, mas isto é realmente difícil de afirmar.

Na lista dos TOP 500 de 2006, que ranqueia supercomputadores pelo grau de velocidade, os três supercomputadores mais rápidos são:

BlueGene/L da IBM - 360 teraflops
BGW da IBM - 115 teraflops
ASC Purple da IBM - 93 teraflops
Outro supercomputador, chamado MDG Grape-3, construído pela companhia japonesa RIKEN, tem uma velocidade máxima teórica de 1 petaflop (1 quatrilhão de operações por segundo), o que é três vezes mais rápido do que o BlueGene/L. Mas o MDG Grape-3 não pode estar nesta lista dos TOP 500, e o BlueGene/L permanece no topo do ranking com 360 trilhões de operações por segundo, o que é bastante rápido, mas não tão rápido quanto o cérebro humano.
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 22 abr 2010, 11:17

Google publica lista de países que censuram conteúdos



Está disponível online para quem queira ver (1) e é uma resposta clara às organizações que têm pedido mais transparência: a Google criou um mapa com os pedidos de informação sobre uti- lizadores e de remoção de conteúdos feitos por dezenas de governos. Este mapa revela os pedidos feitos entre 1 de Julho e 31 de Dezembro de 2009.

"Somos novos nisto e ainda estamos a aprender qual é a melhor maneira de reunir e apresentar esta informação", escreve a Google na página onde o mapa foi disponibilizado. "Vamos continuar a melhorar esta ferramenta e a afinar os tipos de dados que apresentamos", promete a empresa.

Portugal é um dos países que aparecem no mapa. Embora não tenha solicitado a remoção de conteúdos, o governo de Sócrates fez 45 pedidos de informação sobre utilizadores. De que tipo? Não sabemos. De uma forma geral, explica a Google em comunicado, "a maioria destes pedidos são válidos e a informação em causa é necessária para investigações criminais legítimas". No entanto, muitas vezes também configura uma tentativa de censura. A guerra que a Google tem travado com a China não é alheia a esta iniciativa. Aliás, a empresa usa o mapa para dar um beliscão na controvérsia. A China aparece no mapa, mas em vez de ter números tem um ponto de interrogação à frente, com a seguinte nota: "Os responsáveis chineses consideram que as ordens de censura são segredos de Estado, por isso não podemos revelar essa informação neste momento."

Noutros países também há dados interessantes. Por exemplo, a Google recebeu mais pedidos de informação sobre consumidores privados no Brasil que nos EUA. Porém, no que toca ao pedido de remoção de conteúdos - o que muitas vezes está relacionado com conteúdos ilegais, de pornografia, xenofobia, racismo - a Alemanha é campeã absoluta, com 188 pedidos. A Google explicita a percentagem que foi efectivamente retirada, identifica o serviço em causa (Blogger, YouTube...) e indica em que casos houve ordem do tribunal.

"Pensamos que maior transparência e responsabilidade irão conduzir a menos censura e maior responsabilidade na vigilância governamental", remata a Google.
(1)http://www.google.com/governmentrequests/
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 20 mai 2010, 00:01

Geeks encontraram novo Messias: Cristo Nerd fez milagre da multiplicação da largura de banda para navegar na internet


Depois de um par de milhares de anos sem um sucessor à altura, o Messias Nerd está a criar um impacto só comparável ao de Jesus Cristo. O Novo Messias não anda sobre as águas, não cura cegos, surdos, paralíticos, mas consegue proezas muitíssimo mais importantes para a sociedade actual. iCristo coloca as mãos num iPad e dota-o imediatamente de uma entrada USB e da capacidade em processar conteúdos em flash, MP4, Quicktime. E a vida desde novo Messias já está inclusive documentada nas Escrituras. “Naquele tempo, iJesus aproximou-se de um jovem e disse-lhe: "Eis um smartphone feito por mim e que é muito melhor e mais barato que o teu iPhone OS4. É multitarefa de verdade, pesa 1 grama, a duração da bateria é eterna e não é só em modo “standby”. A RAM é ilimitada, a velocidade do processador é ilimitada, a câmera tem 4500 biliões de pixéis e mete a tua Canon 7D a um canto”. Numa sexta-feira, arruinados pelos milagres de Cristo Nerd, os “romanos” da Apple, Facebook, Microsoft e Google decidem açoitá-lo e crucificá-lo. Ressuscitou ao terceiro dia e foi logo actualizar o seu blogue”, retirado de "Salmos de Lourenço Medeiros, capítulo 35, versículo 5".
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor serrano » 20 mai 2010, 10:19

Site pornográfico apanhado a ver funcionários públicos em horário de expediente

OH, SÍ, CARIMBO/JS – Foi ao final da tarde de ontem que o site www.ninfo-porno-xxx.com foi apanhado em flagrante, com servidores em baixo e acariciando o router, a ver funcionários públicos em várias repartições. O site desculpou-se, afirmando que teve um momento de fraqueza numa altura em que tinha apenas 7512 visitantes online, e que por isso quis ter um momento de “relaxamento”. Porém, segundo O Indesmentível apurou, esta não foi a primeira infracção, e o site já teria sido chamado à atenção anteriormente por estar a ver repartições de finanças, notários e Lojas do Cidadão em alturas em que deveria estar a difundir vídeos de lolitas colegiais que lutam com peluches gigantes na lama.
“Por mim despedia esses pervertidos todos”, declarou o site www.sim-oh-sim.com a’O Indesmentível. “Eu costumo trazer os meus actores e actrizes porno para o trabalho, para fazer live shows, e não sei o que aconteceria se fossem expostos a esse tipo de imagens, de gente a fazer coisas com formulários e esperas de seis horas na fila errada porque não se tirou a senha azul.”
http://prioradodeidiotas.com/oindesment ... expediente

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor serrano » 22 mai 2010, 12:02

Facebook e MySPace acusados de enviar dados pessoais a agências

http://www.ionline.pt/conteudo/61118-fa ... s-agencias

Site PleaseRobMe alerta para os riscos de revelar informações pessoais nas redes sociais
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/ ... 884570.asp
http://pleaserobme.com/

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 26 mai 2010, 18:08

Como usar o Facebook.
Sou um novato no Facebook. Não tenho dicas para plantar couves mais depressa ou esconder carros blindados. Mas tenho uma ideia do que está por trás da interface e para onde vai cada click, foto e tecla que lhe mandamos.

A primeira impressão que temos quando criamos uma página no Facebook é que nos tornámos clientes de uma grande empresa que nos presta esse serviço. Gratuitamente. Maravilha. É uma impressão errada. O Facebook, tal como o Blogger, o YouTube, o Google e tantos outros, são empresas e têm clientes, é certo, mas os clientes não somos nós. São quem lhes paga os anúncios. Nós somos o produto. O Facebook é uma frota de pesca, as empresas que lá anunciam compram o peixe e nós somos sardinhas. Pensem nisso sempre que lá forem. “Sou uma sardinha; isto é a rede”. É meio caminho andado para evitar dissabores.

Outra falsa impressão é a do Facebook ser um sítio onde conversamos com amigos e lhes mostramos coisas giras. Daquelas que se mostra a amigos, em sussurros no café ou gargalhadas na sala de estar. Mas enquanto nós queremos partilhar certas coisas só com algumas pessoas, ao Facebook interessa é atrair gente com os detalhes da nossa vida privada. Quanto mais olhos mais anúncios e mais negócio. É por isso que as opções de privacidade estão todas, por omissão, no equivalente WWW das cuecas à mostra*. E se bem que haja muitas opções para trancar e isolar a informação (1), no fundo vai tudo parar aos servidores do Facebook e eles lá fazem daquilo o que quiserem.

E lembrem-se do logout. É no menu “Account”, a última opção. Depois de ver o que os amigos andaram a fazer, responder a comentários e pedir um balde para ordenhar a vaca é sempre bom terminar a sessão. Não só evita que alguém use o computador para remodelar o vosso perfil mas também que o Facebook vos siga pela Internet e vá instalando coisas sem que lhe peçam. Um “erro”, segundo os responsáveis (2), mas “erros” destes acontecem com alguma frequência. E descuidar-se na 'net é como descuidar-se na piscina. Espalha-se e pronto, não há nada a fazer (3).

Não quero dizer que o Facebook seja mau. Apenas que é público. Aquelas opções todas parecem proteger os nossos dados mas, na realidade, tudo o que lá pomos deixa de estar sob o nosso controlo. Ainda assim, o Facebook é bom para encontrar pessoas que já não vemos há tempos, fazer novos amigos, partilhar ideias e discutir coisas. Só não é o sítio certo para contar a bebedeira da semana passada, dizer com quem se namora ou deixou de namorar, nem mostrar fotos que não se quer que o patrão veja. Se encararmos todas estas redes sociais como sítios públicos (4) podemos tirar bastante proveito delas sem chatices. Nem é preciso andar disfarçado. Basta só partilhar lá o que não nos importaríamos de partilhar com estranhos na rua.

*Sei que hoje em dia isso já não quer dizer muito, mas foi a analogia que me ocorreu. Estou a ficar velho..

1- AllFacebook http://www.allfacebook.com/2009/12/facebook-privacy-new/
2- MacWorld http://www.macworld.com/article/151087/2010/05/facebook_addingapps.html
3- The Independent http://www.independent.co.uk/life-style/gadgets-and-tech/news/facebook-can-ruin-your-life-and-so-can-myspace-bebo-780521.html
4- Pelo menos até o Diaspora estar operacional http://www.joindiaspora.com/

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 03 jul 2010, 11:58

Treta da semana: copiar CDs é pior que a droga.

No passado dia 28 o programa Falar Global da SIC Notícias foi sobre a pirataria informática. Ou, melhor, foi sobre o que os revendedores dizem da pirataria. Começou logo com o apresentador a dizer que iam “dar rosto às vítimas da pirataria”. E depois de uma curta peça de propaganda disfarçada de reportagem passaram à entrevista com o Manuel Cerqueira, presidente da Associação Portuguesa de Software (ASSOFT). Um senhor distinto e com um aspecto bem mais próspero do que seria de esperar de uma vítima de piratas. Mas estou a adiantar-me.

A peça “jornalística” que inicia o programa dura três minutos e meio. Minuto e meio para um vídeo americano de propaganda contra a pirataria de filmes e a ASSOFT a dizer que a pirataria de software faz perder 174 milhões de euros por ano só em Portugal. Depois um minuto dividido entre o presidente da ACAPOR a dizer que tanto o download como o upload são crime e um representante do PPP a dizer que apenas o upload é ilegal porque o que a lei proíbe é a distribuição e não a cópia privada. Entra então a jornalista em voz off e, com a isenção que manda a sua profissão, resolve a questão dizendo que a pirataria informática é um crime com vítimas. O minuto final é sobre os clubes de vídeo estarem a fechar por culpa da Internet, concluindo depois com a pergunta, em tom retórico, se não seremos todos nós os lesados. Eu cá não sou. Um clube de vídeo faz-me menos falta que uma loja de alugar palitos.

Depois vem a entrevista. Um género de Crossfire sem o cross nem o fire. Às tantas, acerca da pirataria, o entrevistador faz uma “pergunta” afirmando que «Estas manobras são, de facto, um atentado à economia mundial. Inclusivamente trazem um rombo significativo». Não querendo ficar atrás, o Manuel Cerqueira responde que a «pirataria de software consegue ser mais gravosa que a própria droga». Não será pelo drama da toxicodependência, as overdoses, os perigos de partilhar seringas, a miséria e a violência estúpida que acompanham a droga. Esses são problemas humanos sem gravidade. A pirataria é pior porque, segundo o chapéu do Manuel Cerqueira, custa mais dinheiro. São cinquenta e quatro mil milhões de dólares por ano em pirataria, que é muito mais do que se gasta em droga.

Bem, na verdade, não é. A ONU estima que o comércio ilícito de drogas movimenta um total de 351 mil milhões de dólares por ano (1), sete vezes mais que o valor inventado para a pirataria de software. E com a agravante de ser dinheiro mesmo em vez de números de fantasia. As contas do Manuel Cerqueira não convenciam nenhum traficante de droga. Nem, em verdade, ninguém com um nível de alcoolemia abaixo do limite legal. Porque as tais bateladas de milhões que a pirataria alegadamente custa resultam de estimar quantas cópias do MsOffice o pessoal usa de borla, assumir que se o usam de borla também pagavam 100€ para não usar o OpenOffice, que é mesmo de borla, e depois chamar “perdas” a esse dinheiro que teriam ganho se vivessem na terra do Nunca-Nunca.

Foi assim que eu perdi 28 milhões de euros a semana passada, quando não ganhei o Euromilhões. E só não foi mais porque não joguei...

Depois disto o resto da entrevista é anti-climático. Um enrolar de disparates e pobreza jornalística já muito abaixo da pirataria de software ser mais gravosa que a droga. Mas queria salientar um momento que me tocou pessoalmente. O Manuel Cerqueira diz que desenvolver software exige pessoas com grande formação e que «a ciência para fazer software não se apanha das árvores. É uma questão que obriga a muito estudo, obriga a mentes brilhantes, e obriga a muito investimento. Portanto alguém tem que ganhar para pagar essa factura.»

Criar software exige muito estudo, investimento e ciência. Mas a factura principal pagamo-la todos. A empresa pode pagar um ou dois anos de salários a uma equipa de programadores para desenvolver o próximo minesweeper, mas só porque esses programadores investiram a sua juventude em estudo e nós todos pagámos essas quase duas décadas de formação. E porque gerações anteriores criaram, ensinaram e partilharam a ciência que permitiu essa formação. Sem Microsofts possivelmente não haveria programas tão bonitos, tão fáceis de usar e tão cheios de bugs e vírus. Mas sem o enorme investimento público em ciência e tecnologia, e sem o investimento pessoal de muita gente que se dedicou a aprender a programar, não havia nem Microsofts, nem Internet, nem sequer computadores. E os associados do Manuel Cerqueira lá teriam de arranjar um trabalho que não fosse a vender o que os outros criam.

O programa está aqui. Obrigado ao Miguel Caetano por, não satisfeito com a azia com que ficou, me ter dado o link para eu ficar mal disposto também.

1- Boston.com, UN report puts world's illicit drug trade at estimated $321b

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 21 set 2010, 10:38

Sábado, Setembro 18, 2010
Software livre.
Hoje é o dia internacional da liberdade do software. E de quem o usa. Celebra o ideal de que os programas de computador devem ser livres de restrições que nos privem destas liberdades:

0 – A liberdade de executar o programa como quisermos.
1 – A liberdade de estudar o programa, perceber o que faz e alterá-lo.
2 – A liberdade de distribuir cópias do programa e ajudar os outros.
4 – A liberdade de distribuir as alterações que fizermos ao programa e contribuir para o melhorar.

Para muitos isto parece utopia, absurdo ou, pior ainda, comunismo. Mas suponham que tentávamos aplicar estas regras à matemática. Imaginem que alguém defendia a liberdade de fazer contas onde quisesse; a liberdade de estudar, perceber e ajudar outros a fazer contas; e a liberdade de criar e distribuir as melhorias que fizesse nas expressões algébricas. Estas liberdades são tão fundamentais na álgebra que nem vale a pena defendê-las, porque ninguém vai propor limitá-las.

Pois um segredo bem conhecido da informática é que o software é álgebra, e o computador é apenas uma máquina de calcular. Uma máquina muito versátil e rápida, com disco, memória, monitor e mais umas coisas mas que, no fundo, só faz contas e copia valores. Absurdo é este sistema de nos vender contas para fazer na nossa máquina de calcular e proibir-nos de saber que contas são e como se fazem, de as partilhar com outros ou de as melhorarmos.

Um exemplo disto é o SolTerm, um programa para cálculo do desempenho de sistemas solares térmicos e fotovoltaicos. É de uso obrigatório na certificação energética de edifícios (pelo Dec. Lei 80 de 4 de Abril de 2006), para evitar que haja concorrência. Foi desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia, uma instituição pública financiada por todos nós. Mas cobram 130€ para autorizar o uso deste programa que a lei obriga a usar. 130€ por uma licença restrita «a um utilizador único, para um único posto (i.e. computador)»(2). E não permitem sequer que se veja os cálculos que o programa faz.

Na licença de utilização, só acessível depois de comprar o programa, escreveram que «este software e os seus bancos de dados são propriedade do LNEG, I.P.», provavelmente sem notar a ironia de um instituto público ser proprietário do programa que lhes pagámos para criar e dos dados que lhes pagámos para recolher. E a cereja, no cimo do bolo:

«ESTE SOFTWARE E OS SEUS BANCOS DE DADOS SÂO PROVIDENCIADOS "TAL-QUAL" E SEM GARANTIAS DE QUALQUER TIPO, EXPRESSAS OU IMPLICITAS, INCLUINDO E SEM LIMITAÇÃO, QUALQUER GARANTIA DE ADEQUAÇÃO A QUAISQUER FINS PARTICULARES OU COMERCIAIS.»

Depois de cobrarem o desenvolvimento nos impostos e a autorização na licença, proibirem o uso de alternativas e impedirem que se examine o código, ainda se isentam de qualquer responsabilidade pelo resultado. E isto nem é o pior. O pior é que o pessoal aceita calado.

Admito que este exemplo é extremo, mas mostra onde se pode chegar se ignorarmos estas liberdades fundamentais. O software, e o conteúdo digital em geral, não é produto nem propriedade. É álgebra. É conhecimento. Pode ser público ou privado, pode ser acerca de coisas ou de pessoas, pode ser regulado para proteger a vida privada ou outros direitos fundamentais. Mas não é coisa que se venda a retalho. Tem de se investir para o criar mas, uma vez que se obtém conhecimento de interesse público devemos ser livres de o examinar, compreender, usar e partilhar.

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor eragon » 21 set 2010, 14:27

e depois cobram-te a ti se precisares de uma certificação energética. lol

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Nautilus » 21 set 2010, 19:10

ironia de um instituto público ser proprietário do programa que lhes pagámos para criar


precisamente.
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 29 set 2010, 19:32

Treta da semana: milhões em impostos.
Parece que a “indústria cultural” está finalmente a mudar o seu modelo de negócio. Assumindo o seu papel de entretainers, dedicam-se cada vez mais à palhaçada.

A associação portuguesa de clubes de vídeo (ACAPOR) decidiu iniciar «um procedimento administrativo com vista ao bloqueio do acesso ao site “The Pirate Bay” através de território português.»(1) Tendo em conta a arquitectura da Internet, isto é o mesmo que impedir o acesso à Suécia através de território português. Apesar de fútil, esta tentativa ilustra as prioridades que a legislação de copyright impõe. Para proteger o aluguer de rodelas de plástico, a ACAPOR quer que as autoridades interceptem todas as comunicações entre Portugal e os servidores do Pirate Bay.

Mas mais engraçada ainda é a análise do «Manuel Lopes Rocha, advogado especialista em questões relacionadas com marcas, patentes e propriedade intelectual». Ganhando a vida com o litígio por estas coisas, cita naturalmente o “estudo” da Business Software Alliance segundo o qual «só em 2009 as perdas relacionadas com software pirateado - entre programas, música e filmes - ascenderam a 179 milhões de euros. Um número que representa quase 36 milhões de euros em IVA que fugiram aos cofres do Estado.»(2)

Um problema destes estudos é assumir que, se não fosse a pirataria, tudo o que agora se obtém gratuitamente seria comprado. Julgam que, acabando a pirataria, em vez de encher o leitor de mp3 com dez mil músicas de borla, um miúdo vai gastar dez mil euros em canções. Fora do estreito universo de advogados e gestores de copyright, esta estimativa é considerada pouco razoável. Mas há outro problema nesta ideia de que a pirataria digital prejudica a nossa economia e rouba impostos ao Estado.

Mesmo assumindo que acabar com a pirataria vai obrigar alguém a comprar software, filmes e música, esse dinheiro terá de vir de algum lado. Não é dinheiro novo que entra na economia. São custos que apenas deslocarão para esta actividade dinheiro que está a ser gasto noutras. O que é bom para os senhores advogados e “gestores de direitos”, mas mau para os outros e até para o Estado.

Portugal é um importador de obras sob copyright. Seja software, filmes, séries, livros ou músicas, compramos muito mais do que exportamos. Por isso, aumentar os custos nesta área apenas manda mais dinheiro para os EUA (3). E onde o Estado perde oportunidades de cobrar impostos é nas transacções não declaradas. A partilha gratuita de ficheiros não prejudica o erário; é como dizer as horas sem cobrar nada ou lavar a loiça que se sujou ao jantar. Pelo contrário, a partilha gratuita praticamente eliminou a venda de cópias pirata. O mercado não declarado dos filmes vendidos à porta do Metro, dos CDs pirata nas feiras, ruas, e porta-bagagens, esse mercado desapareceu. A contrafacção comercial é um problema económico, mas já só é significativo nos bens materiais. A banda larga matou o mercado da pirataria digital.

E combater a partilha de ficheiros sai caro. Na França, o HADOPI custará cerca de cem milhões de euros (4). No Reino Unido, a Digital Economy Bill vai custar uns setecentos milhões (5). E o mais provável é que nenhuma destas medidas reduza grande coisa. Vai ser dinheiro investido em trabalho inútil.

Infelizmente, a palhaçada ainda vai convencendo muita gente. Ontem, o Parlamento Europeu aprovou o relatório Gallo (6). Esta iniciativa da Marielle Gallo recomenda o corte do acesso à Internet por processos administrativos e que a cópia sem fins comerciais seja tratada da mesma forma que a contrafacção de produtos para venda. Em linha com a aldrabice costumeira, parte da pressão dos lobbies das editoras veio por petições falsificadas (7).

Reprimir a partilha de ficheiros não melhora a economia nem traz mais impostos. Pelo contrário: tem custos avultados, quer em dinheiro quer em liberdades; incentiva a contrafacção comercial, cujo maior concorrente é o acesso gratuito, o que canaliza dinheiro para transacções não declaradas; e, na nossa economia, dar dinheiro à Sony ou à Microsoft é mais perda que ganho.

É claro que, por si só, estas desvantagens não bastariam para abolir o copyright, se algo as compensasse. Mas, pelo menos na cópia para uso pessoal, não há vantagens que compensem o custo das restrições. Nem nos direitos morais, que são melhor servidos evitando o policiamento e a censura das comunicações. Nem para a inovação, cujo maior incentivo é o acesso à cultura. E nem sequer para a economia, porque deixar copiar ficheiros de borla sai bem mais barato do que forçar as pessoas a pagar por eles.

1- ACAPOR,http://www.acapor.pt/html/destaques.php?destaque_id=311
2- DN Economia,http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1665277
3- Glyn Moodyhttp://blogs.computerworlduk.com/open-enterprise/2010/09/bsas-piracy-numbers-less-than-they-seem/index.htm
4- PCInpacthttp://www.pcinpact.com/actu/news/49668-riposte-graduee-coutera-100-millions.htm
5- Cory Doctorow, BoingBoinghttp://boingboing.net/2010/01/10/britains-digital-eco.html
6- La Quadrature du Net,http://www.laquadrature.net/en/gallo-report-adopted-a-stab-in-the-back-of-citizen-freedoms
7- TorrentFreak,http://torrentfreak.com/anti-pirates-list-dead-and-pre-teen-artists-as-petition-signatories-100923/
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 03 out 2010, 20:20

Revolução.


Eu defendo que não se deve aplicar o copyright ao acesso e partilha de conteúdo digital para uso pessoal. No máximo, admito apenas a regulação do seu comércio, e só se demonstrarem primeiro haver necessidade disso. Uma crítica que me fazem é que isto revoluciona o sistema de direitos de autor e, por isso, tenho de demonstrar a necessidade de excluir o copyright desta partilha de conteúdo digital*. Coisa que já fiz muitas vezes, apontando, ao enjoo e mais além, problemas como o policiamento da Internet, a impossibilidade de repartir a álgebra por vários “proprietários”, e a injustiça de condicionar a cultura ao poder de compra tendo tecnologia para distribuir tudo a custo zero. Mas isso de que me acusam é falso. Eu não sou o revolucionário, porque manter o copyright fora da partilha de ficheiros é consistente com o que o copyright sempre foi. A revolução é o que nos têm impingido nos últimos anos.

Em 1886, o tratado de Berna uniformizou o copyright internacional. Nessa altura, o direito sobre a cópia referia-se ao direito de imprimir coisas em papel. Livros, mapas, pautas, panfletos e afins. O compositor vendia ao impressor o direito de imprimir as pautas e mais ninguém podia imprimir as pautas da música que ele tinha composto. Mas todos podiam ler, emprestar, tocar, ensinar a tocar ou até transcrever a música. Muita música foi tradicionalmente partilhada, sem problemas legais, usando tablaturas em vez de pautas. Só agora, com a Intenet, é que se lembraram que também querem isso ilegal.

O direito de cópia sempre se restringiu a actos específicos de valor comercial. Não interferia com o acesso ou a partilha de qualquer informação acerca da obra. O autor de um livro podia decidir quem o imprimia mas não podia decidir quem o lia, emprestava, declamava em voz alta ou o copiava à mão.

E o crescimento do copyright com o progresso seguiu sempre estes princípios: recompensar a criação e distribuição; promover a inovação; e não interferir no uso ou acesso pessoal. Por exemplo, quando se tornou possível gravar músicas decidiu-se que o compositor seria compensado pela venda das gravações. Mas toda a gente poderia gravar o que quisesse sem precisar de autorização, e nem sequer pagamento se não vendesse nada. Ainda hoje, apesar dos esforços dos distribuidores, é legal gravarmo-nos a declamar poesia ou tocar música por livros ou pautas emprestados.

Aplicar o copyright aos números que circulam na Internet viola dois dos três princípios que sempre governaram esta legislação. Em vez de promover a inovação, impede-a. Na Internet, a tecnologia de distribuição ilegal está anos à frente do sistema legal e, com o ritmo do progresso moderno, estes anos equivalem a décadas do século passado. É tão inédito quanto absurdo. Mas aqui o problema talvez não seja a aplicação do copyright por si, mas apenas consequência da forma demasiado restritiva como está a ser aplicado. Talvez haja remédio.

Mas aplicar estas leis à partilha de dados para fins pessoais não tem remédio. Viola necessariamente o terceiro princípio. E isto é que é revolucionário. Não aconteceu com o papel; os impressores tinham direito de editar os livros mas nas cartas e diários ninguém bisbilhotava. Não aconteceu com o fonógrafo; quem tivesse um podia gravar o que quisesse. Não aconteceu com o telefone, nem com a fotografia, nem com filme, cassetes ou gravadores de vídeo. De 1886 até fecharem o Napster houve sempre uma divisão clara. O copyright era para os negócios e não se metia na vida das pessoas. Fosse qual fosse a tecnologia.

Hoje querem que o copyright determine se podemos ler um livro, em que aparelho podemos ouvir uma música ou se podemos partilhá-los com outras pessoas. Querem que o direito de cópia proíba a troca de dados que representem uma obra, qualquer que seja o meio de transmissão, a sua codificação, ou o seu propósito. Querem que esta lei proteja seu o negócio às custas da nossa liberdade de expressão, privacidade, e até do direito de comunicar, cortando a ligação a quem se portar mal.

Posso dar, e já dei, muitas razões para rejeitarmos isto. Mas não sou eu que tenho de justificar uma revolução. Porque este novo copyright é muito diferente daquilo que foi durante quase toda a sua existência. É quem defende esta mudança revolucionária que tem de explicar para que nos serve suportar um monstro destes.
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor serrano » 07 out 2010, 22:04

Apresentamos o Google phone gallery


Aqui no Google, estamos muito empolgados com a aceitação global do Android e com a alta qualidade dos celulares que chegam ao mercado no mundo todo. Em razão da oferta de tantos celulares incríveis, gostaríamos de facilitar um pouco o processo de escolha para as pessoas que querem comprar um aparelho novo. Hoje, apresentamos o Google phone gallery, uma vitrine para os dispositivos que usam o Android e que oferecem a melhor experiência do Google no momento. Confira a galeria no endereço http://www.google.com/phone.

Todos os celulares expostos acessam o Android Market, a Pesquisa Google e outros serviços Google Celular, como Gmail, Google Maps e YouTube. Há ferramentas que facilitam a comparação dos aparelhos: você pode filtrar celulares por país, fabricante e operadora. Você também pode ver e comparar especificações técnicas e recursos, além de saber onde cada aparelho está disponível para venda.

http://googlebrasilblog.blogspot.com/20 ... +Brasil%29
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 14 out 2010, 21:51

DAT


Digitalizar uma música é criar uma descrição numérica do som. E essa descrição pode ser feita de infinitas maneiras. O formato CDA, dos CD, descreve o som com uma lista de valores de intensidade medidos a 44.1kHz. O MP3 descreve o som como uma combinação de frequências seleccionadas por serem mais salientes ao ouvido. No FLAC os valores de intensidade de som são repartidos em blocos, uma função aproxima o perfil do som em cada bloco e o erro residual é guardado num formato comprimido. E assim por diante. Cada formato cria uma descrição diferente da música.

Ao considerar que tudo isto são cópias, o copyright torna-se em censura. Em vez de regular apenas a reprodução de representações materiais específicas, como cassetes ou discos, restringe todas as descrições. Em vez de proibir a criação de algo semelhante, proíbe a transmissão de tudo o que significar o mesmo.

Há quem justifique esta alteração pela natureza da codificação digital. Como é trivial representar a mesma coisa de formas diferentes, é preciso proibir pelo significado em vez de pela semelhança. No entanto, isto assume implicitamente que se justifica tal sacrifício só para proteger o negócio de cobrar pelo acesso. Tendo em conta o custo da censura e o decrescente valor da distribuição, eu diria que já passámos há muito o ponto em que deixou de valer a pena. Mas essa é uma divergência de valores. Hoje quero apontar um contra-exemplo factual, e propor uma explicação para o triste estado da legislação que temos agora.

No final dos anos 70 surgiu o Digital Audio Tape, uma tecnologia que codificava o som em fita magnética usando uma representação digital semelhante à dos CD modernos (1). Pouco depois, a RIAA começou a pressionar para proibir esta tecnologia, ameaçando mover acções legais contra qualquer empresa que vendesse gravadores DAT nos EUA (2), e conseguindo atrasar vários anos a introdução destes gravadores nesse mercado. Finalmente, em 1992 o Audio Home Recording Act regulou a gravação digital (2).

Em linha com a aplicação tradicional do copyright nas outras “terríveis crises” para a indústria, como o caso da rádio, cassetes ou VHS, os legisladores decidiram que nenhuma empresa poderia ser processada pelo uso dos gravadores áudio e, particularmente relevante, que ninguém poderia ser processado «pelo uso não comercial […] para fazer gravações musicais analógicas ou digitais». Um dos objectivos declarados desta legislação foi mesmo o de «garantir o direito dos consumidores de fazer gravações analógicas ou digitais de música protegida para uso privado não comercial»(2).

A Internet mudou a escala da cópia e da partilha. Agora já não é só uma cassete para o primo ou para a namorada. Mas o princípio fundamental é o mesmo. A representação é digital, e todos nós temos direitos. O editor de discos não tem legitimidade para proibir a todos tudo o que lhe apetecer. Por isso devia-se aplicar o copyright da mesma maneira de sempre, circunscrito à regulação comercial e não interferindo com direitos pessoais. Dessa forma, em vez de censurar as descrições regularia apenas a sua comercialização.

Mas em vez de uma lei como essa de 1992, não só temos milhares de processos contra quem partilha ficheiros sem fins comerciais, como há censura de fóruns onde se partilha ligações e pessoas em tribunal por “facilitar” a troca ou até por terem criado software para partilhar ficheiros (3). A diferença hoje não é por ser digital, porque isso já era. E não é pela escala, porque os direitos das pessoas não desaparecem só porque muitos os podem exercer.

A diferença é que em 1992, a RIAA estava a lutar contra os interesses de empresas como a Phillips e a Sony. Hoje em dia, o lobby das editoras opõe apenas os interesses de pessoas como nós, sem dinheiro para comprar políticos. É por isso que agora, pela primeira vez, este sistema de regulação comercial serve para processar cidadãos por actos sem fins lucrativo.

1- Wikipedia, Digital Audio Tapehttp://en.wikipedia.org/wiki/Digital_Audio_Tape
2- Wikipedia, Audio Home Recording Acthttp://en.wikipedia.org/wiki/Audio_Home_Recording_Act
3- Wikipedia, Winnyhttp://en.wikipedia.org/wiki/Winny
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor serrano » 14 out 2010, 22:40

Google TVs da Sony à venda a partir de sábado
http://tek.sapo.pt/multimedia/google_tv ... 98218.html

Estão apresentados os primeiros modelos e preços das televisões da Sony que combinam a ligação à Internet com o software para a Google TV, o serviço da gigante das pesquisas que promete trazer funcionalidades e navegação Web para o ecrã da televisão.

As televisões com ecrãs LCD de alta-definição estarão à venda online a partir de Sábado em quatro tamanhos, com preços que variam entre os 599 dólares (cerca de 429 euros), para a versão de 24 polegadas e os 1.399 dólares (1.000 euros), pelo modelo de 46 polegadas.

Imagem fornecida pela Sony
Os equipamentos, por enquanto destinados apenas ao mercado norte-americano (tal como o serviço que tem estreia marcada no país no final do mês), foram mostrados ontem à noite, numa apresentação que aconteceu em Nova Iorque, mas as imagens já foram disponibilizadas online.

Os televisores já vêm equipados com acesso à Internet e o software necessário ao serviço da Google pelo que não será necessária uma caixa descodificadora - como as fabricadas pela Logitech, lançadas também esta semana.
Para além dos televisores, foram apresentados um comando destinado ao formato, que inclui um pequeno teclado QWERTY e botões para a navegação Web, e um leitor Blu-ray que custa 399,99 euros e que também fornece suporte à Google TV em televisores HD compatíveis.
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor serrano » 14 out 2010, 22:44

Leis mais acessíveis
http://www.i-gov.org/index.php?article=14062&visual=1

Foi publicado em Diário da República o Regimento do Conselho de Ministros que aprova a simplificação da linguagem usada na redacção da legislação.

O objectivo desta medida, que faz parte do Simplegis, é simplificar a forma como as leis são escrita tornado as mesmas mais acessíveis e claras ao comum dos cidadãos.

O novo regimento entra em vigor apenas em 2012 e embora seja importante que o mesmo seja seguido, não estão previstas sanções para os organismos que não o cumprirem.
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor serrano » 18 out 2010, 22:45

Leis vão ter resumo em linguagem corrente
As leis publicadas pelo Governo vão ter, a partir de agora, um resumo em linguagem corrente. A ideia é torna-las mais claras para o cidadão comum. O Bastonário da Ordem dos Advogados critica a medida.
http://tv2.rtp.pt/noticias/?t=Leis-vao- ... 84407&tm=8
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor serrano » 18 out 2010, 22:46

Novo projecto da Sapo e Faculdade de Engenharia do Porto facilita as buscas na net
Está a ser desenvolvido num laboratório inaugurado hoje no Porto e que junta a Faculdade de Engenharia e o Sapo uma tecnologia que permite mais agilidade nas pesquisas na Internet.
http://tv2.rtp.pt/noticias/?t=Novo-proj ... 84529&tm=8
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor serrano » 12 nov 2010, 23:12

Sapo apresenta telemóvel de marca própria
O Sapo apresentou um smartphone com ecrã sensível ao toque e equipado com sistema Android. O aparelho é o primeiro com a marca do portal.
O Sapo a5, que foi mostrado esta sexta-feira no Sapo Codebits, tem uma câmara de cinco megapixels, 512 MB de memória RAM e o equipamento é da fabricante chinesa ZTE. Vai custar 150 euros se comprado online (mais 20 euros para quem compre numa loja). Chega ao mercado no final do mês.

O telemóvel já vem com várias aplicações do Sapo pré-instaladas – mas estas aplicações já estavam disponíveis para outros smartphones. A grande diferença, explica Celso Martinho, director de tecnologia do Sapo, é que no caso deste aparelho a integração com o resto do dispositivo é maior. E exemplifica: se um utilizador tiver uma conta no Pond (um serviço de agregação de sites sociais desenvolvido pelo Sapo), os contactos do Pond são automaticamente transpostos para a agenda do telemóvel.

“Este tipo de integração não era possível só com aplicações”, nota Martinho. Para este género de funcionalidades, o Sapo (graças a uma parceria com a empresa portuguesa Caixa Mágica, responsável pela distribuição de Linux com o mesmo nome) foi ao núcleo do sistema operativo Android (que é de código livre e pode ser modificado por qualquer pessoa) e fez as adaptações necessárias. “É o que fazem a HTC ou a Motorola”, dois dos fabricantes que têm no mercado smartphones com o Android.

Este lançamento, assegura o responsável, não é qualquer tipo de concorrência com a TMN, também detida pela PT e que comercializa vários smartphones com Android. "É mais uma experiência do Sapo".

“No Sapo, não podemos estar a olhar só para o PC”, observa Celso Martinho, para quem o sector móvel está a aproximar-se do ponto em que “vai explodir”, à semelhança do que já aconteceu com o sector da Internet via ADSL.

Para que o uso de smartphones se massifique – e para que os portugueses ganhem o hábito de contratar serviços de ligação à Internet via telemóvel – o director de tecnologia argumenta que falta apenas que “amadureçam os preços dos dados” e que os preços dos telemóveis baixem da fasquia dos 100 euros – um preço frequentemente apontado como um ponto de viragem para a adopção de algumas tecnologias.

O sistema Android, impulsionado pelo Google em parceria com dezenas de outras empresas, não tem custos de aquisição e tem ajudado ao aparecimento de smartphones de preços relativamente reduzidos. Com frequência, porém, estes aparelhos têm componentes cuja qualidade fica muito longe dos smartphones topo de gama e a versão do sistema usada é já antiga.

O a5 está equipado com a versão 2.1 do Android (a mais recente é a 2.2), mas as novas versões do sistema serão enviadas automaticamente aos utilizadores.
http://www.publico.pt/Tecnologia/sapo-l ... ia_1465852
"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. (Oscar Wilde)

"O conhecimento chega, mas a sabedoria demora." (Alfred Tennyson)

Saudações,
Serranas

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor eragon » 13 nov 2010, 09:52

Sim mas também é conhecido que poucos telemóveis correm o mais recente SO android e são conhecidos os problemas de segurança dos mais antigos.

Acho que não me convencia se fosse um potencial comprador.

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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 18 nov 2010, 21:02

O sistema Kinect, a tecnologia de controlo para a consola Xbox 360 que permite jogar sem comando, foi pirateado por um grupo de hackers, que afirma ter conseguido usar o sistema num PC. Veja o vídeo
Colocado à venda na semana passada, apesar de só chegar a alguns países, como Portugal, durante esta semana, o Kinect tornou-se o mais recente alvo dos hackers.

Logo nessa semana uma empresa especializada no desenvolvimento de hardware com open source, a Adafruit Industries, lançou um concurso onde oferecia mil dólares a quem conseguisse utilizar o sistema, criado para a Xbox, num PC, recorrendo a tecnologias abertas.

Citado pelo portal CNet News um dos promotores da iniciativa adiantou que o objectivo era saber se o Kinect podia ser utilizado para outros fins, como a Educação ou a Robótica.

Para Phillip Torrone a tecnologia desenvolvida pela Microsoft para a sua consola «é um hardware magnífico que não deveria estar preso apenas à Xbox 360».

Durante este fim-de-semana foi a vez do Gizmodo avançar com a notícia de que o sistema já tinha sido pirateado, por um grupo de hackers que colocou on-line um vídeo onde prova que conseguiram correr o Kinect num PC.

Vários blogues acreditam que o que estes hackers fizeram poderá ser o primeiro passo para que dentro em breve surja uma tecnologia capaz de replicar o Kinect num computador.
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 18 nov 2010, 21:04

O que é o software livre?

"Software livre" refere-se à liberdade dos utilizadores executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, para os utilizadores do software, ele se refere a quatro tipos de liberdade:

A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito.
A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades.*
A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar o seu próximo.
A liberdade de aperfeiçoar o programa e publicar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade beneficie.*

http://softwarelivre.citiap.gov.pt/Fold ... 971515334/
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Re: INFORMÁTICA

Mensagempor Fulano_de_tal » 18 nov 2010, 21:07

Segundo os dados apresentados pela Direcção-Geral do Orçamento na Conta Geral do Estado de 2009, disponíveis em http://www.dgo.pt/cge/cge2009, a Administração Central do Estado despendeu no ano passado 160 milhões de Euros em “Software Informático”.

160 milhões de Euros de despesa em 2009

A ESOP examinou os dados apresentados pela Direcção-Geral do Orçamento na Conta Geral do Estado de 2009, disponíveis em http://www.dgo.pt/cge/cge2009, e chegou à conclusão que a Administração Central do Estado despendeu no ano passado cerca de 160 milhões de Euros em “Software Informático”.

80 milhões de euros de poupança no OE 2011
Numa altura em que são pedidos sacrifícios a todos os portugueses, e em que o Parlamento avalia as alternativas para os cortes na despesa no orçamento para 2011, a ESOP está disponível para colaborar com o Estado português num plano que permita baixar drasticamente a despesa com software na Administração Pública, através da utilização de software de código aberto – software “open-source”. Com base nos valores que constam do Catálogo Nacional de Compras Públicas a ESOP calcula que é possível atingir uma poupança de 50% a 70% na maior parte das aquisições de software do Estado. O que representa uma redução dos custos em software de pelo menos 80 milhões de Euros/ano.

Melhorar a balança comercial e investir nas empresas portuguesas

O software open-source não só permite grandes poupanças, mas também a melhoria da balança comercial, com a substituição das transferências externas inerentes ao licenciamento, pelo investimento na economia nacional em formação e consultorias técnicas efectuadas por empresas portuguesas.
O apoio técnico profissional ao software open-source é assegurado em Portugal por muitas empresas, com destaque para as empresas associadas da ESOP.

A Europa já utiliza soluções open-source

Outros países europeus estão já utilizar software open-source na Administração Pública como um meio de reduzir custos, aumentar a transparência e a sustentabilidade do desenvolvimento tecnológico e de modernizar a administração.

Como exemplo de intervenção parlamentar nestas matérias podemos referir o caso dos Países Baixos. Em 2003 o Parlamento holandês apelou à utilização de normas abertas e software open-source no sector público. Após uma série de estudos o governo aprovou um programa de acção “Nederlands in Open Connection”, determinando a adopção de normas abertas e uma política de utilização preferencial de software open source.

A adopção de uma política de normas abertas de software e utilização preferencial de software open -source não é contraditória com as leis da concorrência, porque não implica preferência por marcas ou fornecedores, apenas indica características preferidas pelas entidades compradoras. Isso mesmo foi reconhecido recentemente pelo Supremo Tribunal de Itália, que reconheceu esta preferência como um requisito legal válido.

O software open-source é amplamente utilizado no mundo inteiro. Apenas alguns exemplos:

A Google, a Amazon e o Facebook têm toda a sua infra-estrutura baseada em software open-source
A Bolsa de Londres (“London Stock Exchange”) tem a sua infra-estrutura baseada em software open-source;
Os smartphones Android, que já lideram o mercado, são baseados em software open-source;
As administrações públicas da Espanha, Noruega, Países Baixos e França são fortes utilizadoras de software open-source;
A Assembleia da República (em 2004) e a Assembleia Legislativa da Regional dos Açores (em 2010) já apelaram a uma maior utilização de software open-source na Administração Pública portuguesa.
O software open-source pode ajudar as finanças e a economia portuguesa. É esta a proposta da ESOP.

http://www.esop.pt/estado-gasta-160-mil ... -software/
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