CHEGAR A IDOSO

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popas
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CHEGAR A IDOSO

Mensagempor popas » 26 out 2009, 21:35

Tenho pouca paciência.
Para te ouvir e aturar.
A culpa não é minha.
É a idade a avançar.

Será que estou enganado?
Ou é um argumento válido!
Para se afastarem de mim.
Ou estou um pouco baralhado.

Mas pensando muito bem.
A idade afecta a mente.
Bastar chegar a idoso.
Para notar a mente diferente.

Mas não é demência!
É apenas a idade a avançar.
Que não podemos alterar.
Apenas temos que lá chegar.

Mas chegar a idoso.
Sem qualquer doença.
É uma grande vitória
conseguida com paciência.

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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Diana » 28 out 2009, 16:01

Hoje é o Dia Mundial da 3ª Idade.


Há 40 000 idosos em Portugal, segundo um estudo recente da DECO, que não têm dinheiro para comer.


:(
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Pedro Bala » 28 out 2009, 17:17

Pergunto-me muitas vezes: o que é que esta gente andou a fazer quando era nova?
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Diana » 28 out 2009, 17:48

Pedro Bala Escreveu:Pergunto-me muitas vezes: o que é que esta gente andou a fazer quando era nova?



caro pedro bala acha que quem tem uma pensão mensal de 240 euros, tem dinheiro para comer ?

Se for ao ribatejo encontrará muitos trabalhadores rurais que trabalharam a vida inteira, de forma muito dura, e que hoje têm pensões de reforma desse valor....

mas há mais casos....

esclarecido ? :))
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Pedro Bala » 28 out 2009, 19:34

Não me parece que seja o pessoal que trabalhou no campo que está a passar fome.
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor MASIII » 28 out 2009, 20:54

Muitos deles ainda podiam fazer alguma coisa, mas preferem estar sentados no banco do jardim a jogar cartas, preferem morrer de fome do que fazer algo de util!
Nas aldeias isso não acontece!Ninguém ali passa fome, só que continuam a trabalhar até aos 80/90 anos, como é o caso dos meus pais, que continuam a ter uma couve no quintal e outras iguarias, para evitar comprar tudo!
Muitos estão é mal habituados!
Quando trabalham esbanjam tudo e depois estão à espera de milagres.
Está tudo habituado a ser dependente das diversas instituições (cáritas, banco alimentar contra a fome, etc.)
Só que eu acho que essas instituições deviam apenas funcionar para quem efectivamente precisa e não para andarem a encher o cú a gulosos.
Muitos vão a essas instituições porque não querem fazer ponta de corno e sabem que ali lhe dão tudo, pelo que a reforma pode ser esbanjada noutras coisas.
Desde que vi o funcionmento destas instituições nunca mais la entrou um chavo meu!
Já vi a coordenadora da Cáritas da minha zona (após peditório na porta dum supermercado) entregar directamente um carro cheio de dádivas a um magote de ciganos que a esperava.
Porque não lhe deu ela o que é dela? É só a ela que copete decidir a quem entregar as dádivas?

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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Pedro Bala » 28 out 2009, 22:40

Ora nem mais! Percebeste facilmente o que eu quis dizer. ;)
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Diana » 29 out 2009, 13:20

... parece que estamos em comprimento de ondas diferentes ó companheiros.... :))

mas afinal tamos a falar de quê ? :shock:


Eu tou a falar de idosos a partir dos 65 (embora a 3ª idade começe mais cedo).... daki nada até eu já sou idosa ...ehehe...mas a cabeçinha é sempre jovem....

Eu tou a referir-me a pessoas cujas condições físicas já não lhes permite trabalhar.... ou que já trabalharam demais toda a vida e estão cansadas.....


depois fala-se nas instituições.... por mim .... ponham já .... lá uma brigada da PJ em cada uma delas a investigar as fraudes, o gamanço etc....

eu estou na linha da frente .... quanto a isso, não tenham a menor dúvida...pq sei o ke se passa no terreno...e sei muito...


quanto à noção de trabalhador rural ...... ó pedro bala não me diga que os trabalhadores rurais são todos ricos e bem acomodados na vida ...?

francamente ..... :))


ó pra eles !
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Pedro Bala » 29 out 2009, 17:59

Cada um fala do que sabe. Na minha aldeia não há ninguém a passar fome. E, actualmente, nestes tempos de crise, quando se pretende alguém para trabalhar no campo, mesmo a pagar bem, não aparece uma única pessoa. Esclareço, todavia, que é uma terra de emigrantes. Homens e mulheres que não se acomodaram e fizeram-se à vida, na estranja, para trabalhar nas obras ou nas limpezas. Não ficaram à espera que o Estado lhes desse nada. Hoje, porém, após muitos anos de trabalho, quase todos têm boas casas, grandes carros e dinheiro nos bancos, que depois é emprestado ao país consumista. E no mês de Agosto, (meus Deus, como eu fiquei espantado) vi lá, um filho da terra, parar um Ferrari para dar boleia a uma senhora de idade, toda vestida de negro e suja de terra que vinha do campo com um braçado de alfaces. E bem que ela o merecia: era a mãe do condutor. Na minha terra, graças a Deus e ao trabalho dos que ali nasceram, não há ninguém a viver exclusivamente do rendimento mínimo. E os velhos não estão nos lares. Estão nas suas casas. Os que não têm filhos cá têm vizinhos que olham por eles. Os filhos, que criaram e estão longe, pagam para isso. Não conheço lá uma única pessoa que esteja num lar daqueles que considero «pré-morgues». Enfim, colhe-se aquilo que semeia. E termino como comecei: cada um fala do que sabe! :LOL
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor matahary » 29 out 2009, 21:56

Sim, sim, estou mesmo a ver: na tua aldeia não passam fome, nao há pobres, tal como na Madeira, pois, está bem, já mo tinham dito.

Deves ter-te esquecido que a maior pobreza se encontra a norte de Portugal. Porque será?

A tua aldeia deve ser daquelas que tem dois ou três moradores residentes e no Verão enche-se de migrantes com bigs viatures, depois de muitos aninhos a passarem fome, de andarem aos caixotes, a fugirem à polícia e sabe-se lá mais o quê.

E é falso. É falso que haja algum idoso (que começa aos 65 anos, pelo menos desda a última vez que li sobre o assunto) a receber pensões de 240 euros. A pensão mais baixa que existe em Portugal ronda os 400 e qualquer coisa. Não é muito, mas é muito mais do que teriam direito (tendo a mesma linha de pensamento dos restantes comentários). E, já agora aproveito para dizer, que é para estas pessoas, que nunca descontaram (muitas porque nunca o quiseram fazer) que vai a maior parte (80%?) do orçamento da Segurança Social.

Será que é só a falta de condições físicas e/ou cansaço que faz com que uma pessoa não seja/esteja apta para o trabalho?
Não sabia...

Haja paciência para a vossa coragem de estarem em constante espancamento daqueles que já estão por baixo, que não têm onde cair mortos. É tudo inveja?

Vejam lá se disseram alguma coisa sobre o van Zeller ou sobre os administradores da Delphi que levavam balurdios aos fim do mês. Não. Sobre estes não dizemos nada, pois estão acima de nós e nós como subservientes que somos, bajuladores hipócritas, viramo-nos para os párias e dormimos descansados porque já fizemos o nosso deverzinho.

Aliás, o Pedro Bala nem precisa de dizer nada; o nome que tem em rodapé diz tudo.
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor tiririca » 29 out 2009, 22:40

Genericamente concordo contigo, mas não podia deixar passar em falso esta tua afirmação...
matahary Escreveu:É falso que haja algum idoso (que começa aos 65 anos, pelo menos desda a última vez que li sobre o assunto) a receber pensões de 240 euros. A pensão mais baixa que existe em Portugal ronda os 400 e qualquer coisa.


A pensão mínima em Portugal é de:

Actualmente a Pensão Mínima em Portugal situa-se nos 243,32 euros, a Pensão Rural em 224,62 euros e a Pensão Social em 204,05 euros.

http://cdsnoparlamento.pp.parlamento.pt/index.php?idmenu=4&lg=1&idn=810

Pedro Bala, eu também conheço bem a realidade vivida numa aldeia, não minhota, mas beirã! Infelizmente, a realidade não é tão bucólica! Não se passa fome, pelo menos não há subnutrição é certo. Mas nem só de pão vive o homem. Também há por lá muita miséria... de afectos!

Quanto ao ferrari... caríssimo (genericamente e, salvaguardando as honrosas excepções), sempre ouvi dizer que quem trabalha muito, não tem tempo para ganhar dinheiro! Ponto final!

A culpa que vocês atribuem ao sistema, não está no sistema. Eu cresci a ouvir dizer que devíamos ser solidários uns com os outros. Que, quem tem mais, deve dividir com quem tem menos. Que não devíamos ter soberba do próximo! O sistema está certo! O problema está na desonestidade das pessoas que se aproveitam da ingenuidade e boa fé do sistema!
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Euzinha » 29 out 2009, 22:45

matahary Escreveu:E é falso. É falso que haja algum idoso (que começa aos 65 anos, pelo menos desda a última vez que li sobre o assunto) a receber pensões de 240 euros. A pensão mais baixa que existe em Portugal ronda os 400 e qualquer coisa.


Lamento desiludir-te Mata, mas não é assim (talvez a última vez que leste sobre o assunto tenha sido há muito tempo)! Ou então sou eu que estou mal informada e, nesse caso, muito gostaria que me ajudasses. É que os meus pais são os dois pensionistas. Ambos se reformaram após os 65 anos (logo... são idosos), não foram reformados por invalidez, nem antecipadamente e nem a pensão do meu pai nem a da minha mãe chega aos 300 euros. Fico a aguardar a tua informação/ajuda. Os meus pais ficar-te-ão muito gratos, acredita!
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor matahary » 29 out 2009, 23:21

Então e a juntar à reforma que ganham, não têm a "prestação do complemento solidário" (CSI), que juntos perfazem a quantia de 400 e qualquer coisa?

Caso não tenham direito ao CSI é porque recebem mais do que este valor (400, para os casado será mais cerca de 600).

Bom, se não estou em erro, os rendimentos dos filhos também contam para a atribuição. Vejam pela positiva: se os pais não precisam do complemento, quer dizer que os filhos vivem bem, o suficiente para poderem viver sem a ajuda do Estado (excluindo a parte em que se é funcionário público, claro; caso se seja).

E, claro, a Segurança Social para atribuir estes subsídios terá de ter acesso à informação fiscal e bancária entre outros dados, não vá terem uma quinta....
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Euzinha » 29 out 2009, 23:57

matahary Escreveu:Então e a juntar à reforma que ganham, não têm a "prestação do complemento solidário" (CSI), que juntos perfazem a quantia de 400 e qualquer coisa?

Caso não tenham direito ao CSI é porque recebem mais do que este valor (400, para os casado será mais cerca de 600).

Bom, se não estou em erro, os rendimentos dos filhos também contam para a atribuição. Vejam pela positiva: se os pais não precisam do complemento, quer dizer que os filhos vivem bem, o suficiente para poderem viver sem a ajuda do Estado (excluindo a parte em que se é funcionário público, claro; caso se seja).

E, claro, a Segurança Social para atribuir estes subsídios terá de ter acesso à informação fiscal e bancária entre outros dados, não vá terem uma quinta....


Não, não têm o complemento. Porque, quer os meus pais, quer a minha sogra, também reformada com cerca de 240€ de pensão, não têm direito. Porquê? Porque os rendimentos da catrefada de filhos que têm (ambos somos filhos únicos), que ronda os 4000€ mensais, são considerados uma verdadeira fortuna. Logo, tem que dar para pagar a minha casa, as minhas despesas e da minha filha que ainda está a meu cargo (em quem tenho que investir para que um dia também pague as minhas) e as despesas dos meus pais e sogra que excedam as chorudas pensões que recebem.
E sim, vejo as coisas pela positiva, ainda bem que ganhamos 4000€/mês. Se calhar há quem ganhe 3000 e é o suficiente para que os pais tb não tenham o complemento. Não me custa absolutamente ajudá-los, já fizeram muitos sacrifícios por mim e pelo meu marido. Jamais lhes conseguirei retribuir o que fizeram por nós
Sabes o que me custa? É ter que ajudar com os meus impostos a fulana que vive em frente aos meus pais, que nunca fez nada na p* da vida, tem uma pensão social, mais 2 ou 3 instituições que lhe vão deixar os generos alimentícios em casa para ela e para a neta e o marido que lá vivem os dois, não fazem nenhum e recebem o Rendimento mínimo e ainda têm direito a ter o filho no infantário sem pagar. Um luxo, não trabalhar e os filhos no infantário (e as pessoas que trabalham não têm vaga). Isso é que me dói, não é o meu rendimento ter que cobrir as despesas dos meus pais. Retirem-me a parte dos impostos que pago para essa cambada de mitras e ainda ajudava com muito gosto mais 1 ou 2 velhotes sem familia e com pensões baixas.

Sabes quantos polícias estão deslocados, a esposa na terra sem trabalhar e eles a arcar com a despesa de duas casas? Pergunta-lhes quantos têm os filhos no infantário sem pagar?
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor matahary » 30 out 2009, 00:54

Sabes quantas pessoas já perderam o emprego este ano?
Que é isso comparado com:
Sustentam duas casas? Estão deslocados?
Têm bom remédio. Aliás, colegas aqui já deram o seu (deles) exemplo. E são felizes.

Essa, sobre as creches, nem vale a pena comentar.

Já o disse e volto a dizer: não tenho inveja da pobreza dos outros; nem do pacote de arroz, nem dos almoços grátis, nem das borlas, nem dos subsídios. Não tenho.
Vivo com um quarto do que tu vives e nunca recebi um único subsídio do Estado. Sou pobre, mas não o suficiente. Contudo, comparando-me com outros, sou riquíssima, não me falta nada. Aliás, às vezes até acho que tenho a mais.

Queres trocar a tua vida pela vida da vizinha, da prima, da tia, da cunhada que é casada com o marceneiro da vila dos marrecos?

Essa é outra falácia, o rendimento social de inserção, primeiro: nunca é dado a uma pessoa, mas sim a uma família, segundo o número de agregados; segundo, existe sempre uma contrapartida, não recebem o rendimento por fazerem nada.

Que inveja me causa a mim, quando o rendimento serve para alimentar, calçar os filhos e enviá-los à escola, mesmo que os pais deles sejam preguiçosos?

Mais: fica descansada, não são os teus impostos que servem para pagar a essa cambada de mitras. Já pareces aqueles que dizem que os polícias são pagos com o dinheiro dos impostos deles. Enfim.

E tens a certeza que os teus pais não recebem o complemento devido ao teu vencimento?
É que eu não estou assim tão certa… Pois isso não tem sido impeditivo.
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Euzinha » 30 out 2009, 11:46

matahary Escreveu:Sabes quantas pessoas já perderam o emprego este ano?
Que é isso comparado com:
Sustentam duas casas? Estão deslocados?
Têm bom remédio. Aliás, colegas aqui já deram o seu (deles) exemplo. E são felizes.

Essa, sobre as creches, nem vale a pena comentar.

Já o disse e volto a dizer: não tenho inveja da pobreza dos outros; nem do pacote de arroz, nem dos almoços grátis, nem das borlas, nem dos subsídios. Não tenho.
Vivo com um quarto do que tu vives e nunca recebi um único subsídio do Estado. Sou pobre, mas não o suficiente. Contudo, comparando-me com outros, sou riquíssima, não me falta nada. Aliás, às vezes até acho que tenho a mais.

Queres trocar a tua vida pela vida da vizinha, da prima, da tia, da cunhada que é casada com o marceneiro da vila dos marrecos?

Essa é outra falácia, o rendimento social de inserção, primeiro: nunca é dado a uma pessoa, mas sim a uma família, segundo o número de agregados; segundo, existe sempre uma contrapartida, não recebem o rendimento por fazerem nada.

Que inveja me causa a mim, quando o rendimento serve para alimentar, calçar os filhos e enviá-los à escola, mesmo que os pais deles sejam preguiçosos?

Mais: fica descansada, não são os teus impostos que servem para pagar a essa cambada de mitras. Já pareces aqueles que dizem que os polícias são pagos com o dinheiro dos impostos deles. Enfim.

E tens a certeza que os teus pais não recebem o complemento devido ao teu vencimento?
É que eu não estou assim tão certa… Pois isso não tem sido impeditivo.


Então explica-me tu, porque lhes foi negado o complemento, já que outra razão não encontro!

Não não são os meus impostos, porque não chegam. Desconto muito, mas ainda não os consigo subsidiar a todos!

Não não pareço esses, porque tenho a consciência de que o ordenado dos polícias sai-lhes do corpo. Pagam-se a si próprios e ainda contribuem com algum pá tal mitragem que anda a comer à conta, mas a passear-se bem montados e a viver em boas casas (algumas tb à conta).

E não desvies a conversa pós degraçados que perderam o emprego (a mitragem não perde o que nunca teve). Acredita que não me sinto muito bem em dizer isto, não quero que me interpretem como estando a evidenciar-me, nada disso, mas ajudo uma senhora desempregada, com 3 filhos e sózinha, porque foi vitima de violencia domestica (tás a ver, ainda sobra das despesas com os velhotes!).

Desempregados (se não o forem só de fachada e a ganhar o bom sem contribuir), gente q descontou uma vida e em pensões de miséria é uma coisa e mitragem que só vive de expedientes é outra bem diferente!

E não, também não tenho inveja do arroz gratis e dos almoços de borla. Não tenho um pingo de inveja do que os outros têm. Não me lamento do que ganho, antes pelo contrário, tenho dito milhentas vezes tomara que toda a gente ganhasse pelo menos igual ao que eu desconto.
Já tenho uma raiva do caraças de ver, aqui onde almoço, um casal que com uma senha de almoço ... almoçam os dois (e não, não é um almoço pa 2). Safam-se, tás a ver. Isso sim irrita-me. São mais uns que pra mim estão enfiados no saco da mitragem. Gente que se aproveita dos outros, que come parte do que é dos outros (principalmente dos que precisam), isso sim, é que me tira do sério!

E não, não quero trocar a minha vida pela da vizinha. Agora já não me importava nada que àquela vizinha, lhe impusessem como condição para receber o tal rendimento mínimo que trabalhasse pelo menos metade do dia na creche onde tá o filho, por exemplo. Deixavam-lhe a outra metade do dia para procurar trabalho.

Mas diz-me tu ... que ainda não percebi ... . Ou seja, tu que és sempre do contra, na tua opinião o que devemos fazer para ajudar os que ficaram desempregados? e os quem recebem o rendimento mínimo (e a que maioritariamente eu chamo mitras)? O que tens feito? Como podemos nós participar com mais do que aquilo que costumamos fazer (o ajudar com roupas, com comida, ajudando nos estudos dos filhos) junto das pessoas perto de nós?

Estatísticas? Todos nós lemos jornais, vimos televisão, temos internet ...
Trás ideias de como diminuir os números, de como podemos ajudar a diminuí-los! Soluções ... isso é que era!!!!
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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor MASIII » 30 out 2009, 14:12

Euzinha tens razão nas tuas afirmações, faço minhas as tuas palavras, não conseguia exprimir-me melhor!
Esta é a realidade do nosso País!
Ajudar quem precisa está correcto, sustentar malandros, deve acabar de imediato, pois não tenho filhos tão grandes!
Mas acreditam que nas instituições há também muita gente a viver à pala destas situações, dá para todos, por isso não acaba!

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Re: CHEGAR A IDOSO

Mensagempor Pedro Bala » 30 out 2009, 14:16

matahary, a assinatura de rodapé, tratou-se apenas de algo que eu entendi ser uma boa resposta de um dos seus pares ao comunista Saramago que em vez de se "refugiar" em Lanzarote devia antes tê-lo feito na Rússia, Cuba, China, Coreia do Norte, etc.

Tens razão, quanto às pessoas que vivem na minha terra natal. São poucas. Este ano nas últimas eleições votaram apenas cerca de 170. Nenhuma no PCP. As restantes, que estão emigradas, fazem parte do meu partido: a abstenção. Mas as que cá estão nada ligam à política nem aos políticos.E vivem bem com isso. Não passam fome. Todas têm casa própria e médico de família. Todas. Terreno para cultivar batatas, milho, centeio, alfaces, tomates, feijão, etc. não falta. Até há demais, porque ninguém quer/precisa trabalhar. Fazem-no apenas para consumo próprio. Por isso a miséria de que falas está noutros lados, não na minha aldeia serrana minhota. Desculpa-me a frontalidade, mas deves desconhecer completamente a realidade rural de que falo. Agora há uma coisa que não deve agradar a muitos citadinos: os dois cafés/mercearias lá existentes, principalmente agora no Outono/Inverno, às 20H00 já estão fechados. Quem quiser beber que beba em casa. E por cá me fico a este respeito. Amanhã mesmo desloco-me à aldeia, porque no domingo vou, com aquela pouca e boa gente, ao cemitério, em procissão, homenagear e rezar pelos que ali descansam eternamente. E uma coisa te garanto: não verei lá uma única campa abandonada. Aliás, praticamente todas os jazigos e sepulturas são propriedade privada. Sei que serão muitos aqueles que virão de França e Suíça, propositadamente para estar junto da sepultura dos seus entes queridos nesse dia de saudade. E nada mais a este respeito. Cada um fala do que sabe. E isto é parte da realidade que eu conheço, porque a vivi e vivo enquanto o Criador me deixar.

Os nossos emigrantes até poderão ter passado fome no estrangeiro, mas não ficaram cá acomodados à espera do RSI nem das esmolas dos outros. Fizeram-se à vida. Não andaram, como alguns que eu conheço, a comer o pão que outros trabalham, porque não querem «dobrar a mola». Estes nem sequer são os que engoliram o garfo, engoliram o faqueiro todo, para não se dobrarem. Preguiçosos e «chicos-espertos». O pior vai ser se um dia lhes acaba a maminha. Contudo, até lá, vai-se andando... e a Deus louvando.
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