EXCERTOS ERÓTICOS

arnaldo anastácio_

EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 16 jun 2007, 14:33

Ao criar aqui este tópico, fi-lo com a intenção de abordar um tema novo e até agora não falado. Especificamente o erotismo presente na literatura e nos seus mais diversos géneros.
Convido assim os amantes da leitura a contribuírem com excertos de obras que versem o mote.
Fica desde já o meu contributo, ao qual daria o singelo título: “A primeira vez”.

Boa leitura.

Arnaldo Anastácio


«Carlos tomou-a nos braços durante muito tempo, para lhe dar confiança, para a confortar. Leonor deixou-se abraçar, agarrou-se a ele desesperada por se sentir protegida, fragilizada, desejosa de receber um mimo, com as emoções à flor da pele. Carlos enterrou os dedos nos seus cabelos macios, puxou-a mais para si. Ela escondeu o rosto no peito de Carlos, ele fez o mesmo na sua cabeça, inebriado com o seu perfume, passando palma da mão livre pelos seus ombros, pelas costas, com um vigor apaixonado, um calor, uma excitação que a fez abrir mão de todas defesas, deixando-se afundar lenta e irremediavelmente numa volúpia excitante, sem esboçar resistência, desfalecida de prazer e querendo mais e mais os seus beijos, as suas mãos quentes e ousadas tocando em todo o lado, percorrendo freneticamente o seu corpo, sem pudor provocando-a... Estava tanto calor e Leonor sentia-se transpirada, dissolver-se em suores febris. Ele beijava-a sem parar, no rosto, pálpebras, chupava-lhe o lóbulo da orelha e o pescoço, arrepiando com sensações maravilhosas, fazendo-a deslizar para um estado pura felicidade. Beijou-a nos lábios e a sua língua invadiu-lhe a boca húmida, quente, deixando-a definitivamente à sua mercê, sujeitando-a a uma doce tortura. Leonor correspondia-lhe com beijos ansiosos, estremecendo de excitação, mal se contendo na vontade avassalado de ir mais longe, de ir com ele até ao fim. Sentia-se morrer de expectativa, queria tanto consumar o amor, experimentar tudo aquilo que antecipara vezes e vezes sem conta quando imaginava aquele momento, quando pensava que não via a hora de se tornar uma mulher completa, de ter um homem, o seu homem, o seu amor...
Carlos pegou nela e levou-a ao colo sem uma palavra. Leonor abraçou-se a ele, aninhou a cabeça nele, na curva do ombro com o pescoço. «O que fazes?», perguntou-lhe numa vozinha débil, submissa, quando passaram a porta do quarto. Carlos, depositou-a gentilmente na cama, mais uma vez sem dizer nada. Deitou-se a seu lado, subiu-lhe a saia, subjugando-a definitivamente com uma habilidade amorosa, despojando-a de todas as peças de roupa, uma a uma, e tratando ele próprio de fazer o mesmo em seguida, perante o fascínio silencioso de Leonor enquanto ele lhe revelava o corpo musculado, aqui e ali marcado por cicatrizes de guerra que lhe davam um aspecto mais viril, mais bestial, provocando nela uma confusão de emoções, totalmente dominada por um misto de espanto, de receio e de excitação.
Leonor recebeu-o de braços abertos, preparada para o ter e para sofrer as dores da primeira vez, convencida de que seria difícil, mas absolu¬tamente decidida a suportá-las com Carlos, por ser o homem que amava e, tinha a certeza, o único a quem se entregaria em toda a sua vida.
Uma dor breve mas lancinante atravessou-a no momento em que o sentiu invadi-la, como se a rasgasse por dentro. Leonor mordeu o lábio para não gritar, embora incapaz de se descontrair, agarrando-se a ele com muita força, cravando as unhas nos seus braços. Carlos surpreendeu-a com uma generosidade, uma preocupação apaixonada que a comoveu ao perguntar-lhe se desejava que parasse. Disse-lhe que não. E não desejava de facto, não queria interromper nada, pelo contrário, queria viver a plenitude daquele acontecimento único na sua vida. Depois a dor atenuou-se e foi substituída por um prazer crescente, arrebatador, e Leonor apercebeu-se de que o corpo dele, forte e ágil, investia com uma agressividade benigna contra o seu, numa cadência cada vez mais rápida, mais vigorosa e agradável, transportando-a até àquele instante mágico em que se sentiu unida a Carlos numa explosão de gozo físico, de euforia, de plena satisfação.»

Tiago Rebelo, O Tempo dos Amores Perfeitos.

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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 21 jul 2007, 22:37

Cala a boja e me beija.

- Me desculpe...é que estou um pouco envergonhado...na verdade eu queria...
- Diz, diz.
- Estou cofuso.
- Se diz confuso. O que tá te confundindo?
- Não sei. Não sei dizer.
- Diz, diz.
- Você tem problemas com o seu corpo, verdade?
- Não gosto do meu corpo, se é isso que você quer saber.
- Entenda, tenho problemas para me expressar.
- Entendo perfeitamente. Só não entendo onde você quer chegar.
- Não entendo.
- Quero dizer que não sei qual a finalidade dessa conversa. Entende ¨finalidade¨?
- Sim, sim. É que eu tenho algo para dizer. Não sei se me explico.
- Tem uma coisa no teu olho.
- Você pode notar?
- Não, não, quero dizer que ele está vermelho.
- Como?
- Tá com uma cor estranha. Tá vermelho.
- Ah. Sabe, eu gosto de você. Muito. Mas você é uma pessoa um pouco estranha, entende? Como é difícil para mim...
- Pode dizer, cara, já tô acostumada.
- Quê?
- Siga, siga.
- Sabe, quando agente faz o amor, nao tem naturalismo, entende?
- Naturalidade.
- Como?
- Se diz naturalidade, caramba.
- Como?
- Fala, fala.
- Ah, é que eu sinto como se você não estivesse a gosto.
- À vontade.
- Quê?
- Se diz à vontade.
- Ah, é como se você não estivesse de vontade.
- O que é que você quer dizer, que acha que me falta tesão ou que eu me sinto incômoda com o meu traseiro?
- Como?
- Olha, eu continuo não entendendo onde você quer chegar. Eu sou ruim de cama, é isso?
- Ehh, não sei se entendo...
- Você não gosta de transar, ¨fazer o amor¨ comigo, babaca, é isso?
- Não, meu deus, não é isso. Gosto muito de você, Brigitte. Acho você maravilhosa. Eu só acho que você não se sente a gosto.
- É à vontade, Hans.
- Isso, à vontade. Você teve problemas quando criança?
- Como é que é?
- Sabe, 90% das pessoas que tem problemas para fazer o amor tiveram problemas quando criança. Você sabia?
- Não, não sabia. De que almanaque você tirou isso? Se quer saber mesmo, não, o meu pai não abusou sexualmente de mim nem muito menos a minha mãe gostava de me vestir de gaúcho quando eu era criança. Qual é, heim? Vai dar uma de psicólogo? Essa tua cara de quem não entendeu patavinas me deixa doente. Esquece tudo, tá? Es-que-ce. Não, não tive problemas.
- Ah, está bem. Mas é que você é estranha. Porque usa essas roupas estranhas?
- O que tem de errado com as minhas roupas?
- Nada, nada. Só são um pouco estranhas. Por que você gosta de usar elas tão...pequenas? Não sei, ai deus, não consigo me expressar...
- Já entendi, você quer me chamar de falsa puritana, é isso? Quer dizer que eu uso essas roupas de puta mas na realidade sou mais reprimida do que a sua vó e ainda por cima sou frígida, é isso? Entende ¨frígida¨?
- Na verdade, não entendo nada.
- Melhor assim.
- Olha, eu não quero ser, como se diz, indelicado, é que eu acho que você tem problemas. Como eu gosto muito de você, queria ajudar.
- Legal. Só que eu não tô precisando de um psicólogo. Aliás, o último que eu consultei ficou caidinho por mim, se você quer saber. E tem mais, acho que esses caras são um bando de loucos inconformados com a sua impotência para resolver os próprios problemas e pra compensar saem por ai querendo resolver a vida dos outros. Não ententeu uma vírgula sequer do que eu disse, verdade? Legal. Como você pensa em me ajudar?
- Eu acho que poderíamos conversar. Por ejemplo...
- Exemplo.
- Por ecsemplo...
- Não, porra, se diz ezemplo, tá vendo, ó, se escreve exemplo, mas se diz ezemplo. Não me pergunte porquê.
- Por exemplo, aquelas músicas que você ouve, não são boas.
- Quem disse?
- Falam de coisas ruins. Acredite em mim, ficar chamando satanás não é bom. É muito ruim, muito ruim mesmo. Negativo de verdade.
- O caralho. Eu gosto de ficar evocando satã e vou continuar fazendo. Puta merda, eu já tinha me ligado que você era moralista à beça, mas agora a coisa tá ficando muito séria. Não entendeu nada, né? Olha, não penso em mudar meus hábitos por sua causa, neném. E outra, quem te deu o direito de me criticar assim? Entende ¨criticar¨?
- Desculpe, entendo, mas não entendi a outra coisa.
- O quê?
- O que você tinha dito antes?
- Caralho?
- Isso eu também não entendo.
- Não importa.
- Olha, eu quero que você seja bem, nada de mais.
- Legal, agora quem não entende sou eu.
- Você devia pensar mais no futuro, o que vai fazer quando maior?
- Papai? É você? Qual é a sua? Só porque me comeu 2 ou 3 vezes se sente no direito de me dar lição de moral ? O seguinte: deixamos assim, tá bom? N-ã-o n-o-s v-e-m-o-s m-a-i-s, d-á p-a-r-a e-n-t-e-n-d-er?
- Mas eu só quero conversar, Brigitte...
- Sabe o que é, eu não gosto de conversar, cara, você já tá falando demais. Antes era legal, agente trocava 4 ou 5 frases por dia. Agora que você aprendeu a falar já era.
- Não sei se eu entendi...
- Entendeu sim, entendeu direitinho. Aprendeu a falar português, dançou. Comigo é assim. Lamento, querido, você fala demais.
- Mas, mas....
- Se você quiser agente pode fazer o inverso: falamos na sua língua.
Falar em português já não dá mais, sinto muito.
- Mas, mas...você não entende a minha língua.
- Nem você a minha, mané.
- Ahmm...
- E ai, o que me diz?
- Tudo bem, falamos na minha língua então.
- Jura?
- Como?
- Promete?
- Prometo.
- Assim está melhor.
- Brigitte?
- Heim?
- Posso falar uma última coisa antes que seja tarde?
- Diz, diz.
- Eu te amo.
- Ah, vai a merda.

Julieta Marocco Esteves
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 18 ago 2007, 19:01

Viva!

O QUE ANDO A LER
Rotos avulsos perguntam-me: ó Pipi, qual é, para ti, a leitura que permite a um gajo aceder a mais cricas?î
Esperam que eu, qual Marcelo Rebelo de Sousa da pinocada, desate para ali a recomendar livros que, uma vez conhecidos, sirvam para impressionar, tanto pachacha literata, como cona analfabeta. Ora, eu, do Marcelo, só gostava de ter o defeito da língua, que atribui ao aleijado enormes potencialidades mineteiras. Quanto ao resto, dispenso.

Assim sendo, não recomendo que leiam a poesia tísica do Cesário Verde, nem as lamechices do Nicholas Sparks. Tampouco as ordinarices dum Henry Miller ou as repetices senis dum Lobo Antunes. Nada disso me serve e uma senaita que fica húmida à alusão destes autores não presta grande coisa. Fode-se, mas não presta grande coisa.

O que eu posso indicar como saca-mulas eficaz é a leitura da necrologia dos jornais. Eu faço-o. Gosto de saber quem morreu, para ir visitar a família. Gente enlutada é gente carente de consolo. Há sempre a hipótese de sacar uma viúva ou uma órfã. Tenho arrefinfado boas berlaitadas de pêsames em pito viúvo que, pese embora a sua viuvez, sabe proporcionar festa rija, mesmo que se apresente no leito com um fumo preto numa das bordas. Além disso, lágrimas de pesar dão sempre bom lubrificante.

Pipi
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 18 ago 2007, 19:17

Viva!

O EngasGate

Comi uma senhora da melhor sociedade, à sorrelfa, em casa dela, sem ninguém saber. Foi uma quinzena de berlaitada insana, em que limpei alegremente o mangalho aos cortinados de renda e aos lençóis de seda. Como a gaja é casada com um importante banqueiro da praça, houve que preparar a fodenga aventura com todos os cuidados. Não podia escapar nenhum pormenor. A organização do curioso "derby" exigiu cautelas próprias de congresso partidário. Todavia, o escândalo rebentou quando certo dia lhe forcei o pau na garganta, despejando-lhe uma descarga de esporra pelas goelas abaixo. A senhora engasgou-se, e pôs num correrio os serviçais da casa, espantados com os sons aflitivos que tugia. Tive que escapulir-me pela janela. Grande sarilho. Um escândalo pior que o Watergate e o Clintongate. Foi o meu EngasGate.

by Sebastião
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 18 ago 2007, 19:21

Viva!

As cabeleireiras

Tenho desde tenra idade uma relação especial com cabeleireiras. E desde tenra idade porque aos 12 anos já satisfazia os ardores sexuais da menina Júlia, mocetona aloirada que estagiou no salão da D. Antónia. A gaja obrigava-me a lamber-lhe o berbigão sob pena de contar a meus pais que eu lhe apalpara as tetas. Para além disso, convenceu-me de que lamber pachachas dava energia suplementar para os jogos da bola. Iniciei-me assim bastante moço no bordedo pingão destas profissionais de unha encarnada e cabelo loiro. E desde aí até hoje, tenho-me divertido bastante com esta espécie fodenga. Apanascado é certamente todo o homem que nunca fez investidas de mangalho em crica cabeleireira.
Dessa história de energia suplementar para os jogos da bola, em que acreditei piamente, vingo-me hoje persuadindo as cabeleireiras de que levar no cu é uma actividade saudável e assaz recomendada por boa parte da classe médica nacional. Primeiro, coloco-as de joelhos, e de nabo em riste ordeno: «Faz-me um brushing». Logo após, venço o cepticismo que algumas me opõem quando lhes quero comer o c.. à canzana. De uma forma geral, costumo ser bem sucedido. Digo-lhes que levar no traseiro robustece a musculatura anal, lubrifica o trato intestinal, e confere agilidade e graça aos membros inferiores. É isto, aliás, que explica o andar elegante de alguns dos nossos ministros.

By Sebastião
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 18 ago 2007, 19:36

Viva!

A vizinha do lado

Desta vez, fui empalmado. Coisa rara. A vizinha do lado trocou-me pelo advogado do segundo andar porque não consigo dobrar a língua em forma de "L". Foi a primeira vez que uma mulher me deixou por eu não ser capaz de executar uma pirueta lingual. Até à desavença, satisfiz-lhe todas as fantasias. Ela não pedia nada em troca; simplesmente aparecia lá em casa, e f..dia de todas as maneiras e feitios. Depois, ficava uns dias sem aparecer. Às vezes, encontrava-me com ela no elevador, ou avistava-a à entrada do prédio. Tínhamos tudo combinado: falávamos apenas o trivial, bom dia, boa tarde, como está a senhora. Ela aparecia-me sempre de manhã, logo após as 8 horas, quando o marido saía para o trabalho e levava as crianças para a escola. Não dizia nada. Entrava. Tirava a roupa. Deitava-se.
Isto durou quase três meses, até ao dia em que ela me pediu que a lambesse. Hesitei. Tive nojo. Mas disse que sim. Pu-la de joelhos em cima da cama com a cabeça na almofada. Posicionei-me atrás dela. Parei, segurei-lhe o rabo com as duas mãos e olhei com cuidado, de testa franzida, avançando lentamente. Dei-lhe uma lambidela, depois outra, e comecei a lamber sem parar quando ela disse: «Não! Assim não quero!» Ergui-me de arremesso. Ela prosseguiu: «Tem que ser com a língua torcida, em forma de "L"». Eu disse: «Está bem», e tentei dobrar a língua como ela queria. «Não, ainda não está bem», comentou furiosa. E levou-me para a frente do espelho, onde fiquei a treinar com ela.
Esforcei-me. Uma vez. Duas vezes. Dez vezes. Cem vezes. Ali em frente ao espelho... Cheguei a babar-me, mas não consegui dobrar a língua como ela queria. Argumentei, implorei, insisti, mas ela permaneceu irredutível. Sem dobrar a língua, ela não queria: tinha que a lamber de língua torcida. E todas as loucuras que fazíamos na cama, antes de ela inventar aquela novidade teórica, deixaram de ter importância. Nunca mais apareceu. Sei que anda com o advogado do segundo andar porque o apartamento dele é mesmo debaixo do meu. Ouço gemidos de manhã e reconheço os gritos da vizinha. Nunca mais voltamos a falar no elevador, nem na pastelaria do rés-do-chão, nem nas reuniões do condomínio. A gaja faz de conta que não houve nada entre nós. Somos apenas dois estranhos habitando o mesmo prédio. E o advogado, filho da p..ta, outro dia pôs a língua de fora no elevador. Pô-la em forma de "L", brincando com os filhos da vizinha. Eu ainda não aprendi a fazer o minete de língua torcida, mas agora só esbodego trancas que não moram no mesmo prédio.

By Sebastião
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 22 ago 2007, 21:23

Viva!

Epitáfio de um putanheiro

Uma das ideias que mais me perturbam é a de um dia poder esticar o pernil, em apoplexia fulminante, enquanto rasgo crica pingona. Daí que haja lavrado em verso um pedido de epitáfio ao jeito de Bocage (o meu poeta favorito), uma mensagem que alivie a dor das carpideiras:

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles que não fazem falta,
Verbi gratia — o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero que se saiba a minha idade,
Que, espero, há-de ser bastante alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade.

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

«Aqui dorme Tião, o putanheiro;
Passou vida folgada e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.»
By Sebastião
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor matahary » 22 ago 2007, 21:42

Para que ninguém seja induzido em erro, pelo sr. Sebastião, aqui fica o soneto do Bocage, Manuel Maria de Barbosa l´Hedois Du.

Soneto do Epitáfio

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
que engrole sob-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

"Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
Passou a vida folgada, e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro."
"Satisfaça-se com o que lhe agrada, e deixe os outros falarem de si como lhes agrada." - Pitágoras

Uma por dia, tira a azia.

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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 22 ago 2007, 21:50

Viva!

matahary Escreveu:Para que ninguém seja induzido em erro, pelo sr. Sebastião, aqui fica o soneto do Bocage, Manuel Maria de Barbosa l´Hedois Du.

Soneto do Epitáfio

Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles, que não fazem falta,
Verbi-gratia – o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

Não quero funeral comunidade,
que engrole sob-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade:

Mas quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

"Aqui dorme Bocage, o putanheiro:
Passou a vida folgada, e milagrosa:
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro."


Pois.... o "By Sebastião" está aqui, o Bocage? Não faço ideia!
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 23 ago 2007, 08:41

Amigos Matahary e Lecavo

Gostava muito de vos ajudar neste desiderato. Todavia, consultado um livro velhinho que herdei de um familiar já falecido, não cheguei a conclusão nenhuma. Pois, dos trezentos e setenta e seis (376) poema que ali constam, nem sombra do “Soneto do epitáfio” aqui publicado pelos ilustres.

Já agora, para mero conhecimento, a peça que está atribuída como epitáfio ao nosso lusitano Byron é esta que aqui vos deixo.

Um beijinho para a primeira e um abraço para o segundo.

Arnaldo Anastácio


DITADO ENTRE AS AGONIAS DO SEU TRÂNSITO FINAL

Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento…
Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura:

Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento;
Musa!... Tivera algum merecimento
Se um raio da razão seguisse pura!

Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:

Outro Aretino fui… A santidade
Manchei!... Oh! Se me creste, gente impia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!

Bocage

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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor matahary » 23 ago 2007, 11:15

Do latim,

Anastacium num merrites.
"Satisfaça-se com o que lhe agrada, e deixe os outros falarem de si como lhes agrada." - Pitágoras

Uma por dia, tira a azia.

Matisyahu - One Day ^.^ Aurea - Busy for Me

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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 23 ago 2007, 15:03

matahary Escreveu:Do latim,

Anastacium num merrites.


Em grafia da vince

"ratocirt a senisne em euq arepse á ounitnoc"

sohnijieb

:) ;)

Arnaldo Anastácio

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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 23 ago 2007, 16:06

Viva!

LICENCIATURA EM FO**

1º ano
Introdução às bordas da co**
Teoria da fo**
Metodologia do cara** científico
Informática na óptica do fodilhão
Punheta clássica
Pachacha portuguesa I
Pachacha inglesa I
Pachacha francesa I

2º ano
História da fo** portuguesa
Pragmática da canzana
Morfologia do cara**
Minete contemporâneo
Foda I
Pachacha portuguesa II
Pachacha inglesa II
Pachacha francesa II

3º ano
Didáctica do chucha-na-tola
Fo** II
Manipulação de tetas
Pachacha portuguesa III
Pachacha inglesa III
Pachacha francesa III

4º ano
Sematologia da fo**
Fonologia do peido de co**
Pachacha alemã
Pachacha sueca
Filosofia do rego da bufa


"Conclui" no final do ultimo semestre a licenciatura em referência com nota razoável (mais que positiva, claro!). Demorei vários anos a concluí-lo, não pensem que foi por falta de empenho! Nada disso, perdi muitas noitinhas a "marrar", é que aquela cadeira do 3º. ano "Pachacha francesa III" deu-me que fazer! Tive que ir a exame 3 vezes! e só passei na oral!

Agora, de canudo na mão...... estou a pensar seriamente enveredar pela via "ensino"!
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor Lila » 03 set 2007, 01:19

Se duvidas que o teu corpo


Se duvidas do teu corpo
Possa estremecer comigo
E sentir
O mesmo amplexo carnal,
Desnuda-o inteiramente,
Deixa-o cair nos meus braços,
E não me fales,
Não me digas seja o que for,
Porque o silêncio das almas
Dá mais liberdade
às coisas do amor.

Se o que vês no meu olhar
Ainda é pouco
Para te dar a certeza
Deste desejo sentido,
Pede-me a vida,
Leva-me tudo que eu tenha
Se tanto for necessário
Para ser compreendido.

António Botto

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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 03 set 2007, 18:22

Viva!

ERA UMA VEZ UMA C#NA...

Era uma vez uma c#na que sorria para mim... que mordia assim um lábio, e o outro lábio assim. Que franzia um pintelho como quem está a insinuar. Que contorcia outros tantos, sempre que estava a gostar. Esta c#na emitia sons vindos do seu epicentro. Sons em onda curta ouviam-se quando eu escutava atento.

Era uma vez uma c#na, que não me encarava... que de tão envergonhada, para outro lado olhava. Que espreitava de quando em vez, sem que me apercebesse. Que arregalava os olhos, sempre que a lambesse. Esta c#na soltava odores vindos do éter do seu suor. Cheiros aromáticos eu sentia quando estava em seu redor.

Era uma vez uma c#na que me convidou para sair... que me ofereceu um manjar, que me deixou servir. Que pulsava em cada gesto da minha língua ao lamber. Que pulsava novamente enquanto estávamos a f#der. Esta c#na era húmida como uma zona tropical. Com paredes embebidas por um corrimento vaginal.

Era vez uma c#na que desconfiava de mim… que no princípio me estranhava, mas que se habituou no fim. Que não queria tanta língua, nem tão pouco assim o dedo. Que provou e depois gostou, e assim perdeu o medo. Esta c#na tinha receio e alguma teimosia. Estava mal habituada, por quem antes a comia.

Era uma vez uma c#na que só queria ser lambida… que não gostava sequer dum dedo, muito menos ser f#dida. Que era egoísta e só pensava nela. Que era narcisista por se achar tão bela. Esta c#na caprichosa, no fim deu-se mal. Foi comida de tal maneira, que tombou do pedestal.

Era uma vez uma c#na que estava sempre desperta… que olhava em redor, que se mantinha em alerta. Que era desconfiada por tanto duvidar. Que hesitava sempre quando estava a acreditar. Esta c#na vacilou, quando por fim a convenci. Foi a c#na mais céptica, que eu alguma vez comi.

Era uma vez uma c#na que dizia que não queria… que dizia que não gostava, da maneira que a f#dia. Que me pediu para parar, e de seguida sair. Que se arrependeu de imediato, quando me viu partir. Esta c#na pediu desculpa, e disse que exagerou. Agora quer ser f#dida por quem a perdoou.

Era uma vez uma c#na tão bonita de se ver… que tinha um clítoris saboroso, que dava vontade de comer. Que lábios tão perfeitos como se fossem desenhados. Que pélvis tão macia com pintelhos alinhados. Era vaidosa esta c#na, gostava de estar na moda. Punha o seu melhor piercing, sempre que dava uma f#da.

Era uma vez uma c#na que não passou despercebida… que comigo se cruzou, e acabou sendo lambida. Que aparecia quando queria para depois desaparecer. Que voltava outra vez com vontade de f#der. Era uma c#na aplicada e que tinha sempre vontade. Que voltava para mim quando sentia saudade.

Era uma vez uma c#na que era fresca como gelo… que me eriçava no minete, que me arrepiava ao metê-lo. Que era fria como um glaciar, mesmo em noite de verão. Que me punha de pau feito, e me congelava a tesão. Era pálida esta c#na, pois não tinha cor nenhuma. Mas que importa o seu aspecto, quando c#na há só uma.
Um abraço
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 03 set 2007, 18:31

Viva!

Por acaso algum dos "presentes" conhece a verdadeira C.O.N.A? Não!?

Pois então podem conhecê-la aqui!
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 03 set 2007, 18:38

Viva!

Quando elas aquecem.... sai de cima!!!!!

Um Desejo e Uma Loucura Insasiaveis!

Era bom que este desejo pudesse chegar até ti mesmo que só por palavras...

Cada dia que passa tenho mais uma fantasia contigo, desejo-te de uma maneira que não sei esconder nem controlar, desejo tanto sentir esse teu pau na minha c#na, e senti-la a escorrer por dentro com o teu leite, desejo que me chames de puta enquanto engulo o teu pau, e lhe vou chupando a cabecinha, apetece-me arregaça-lo e mamar até que implores para parar.

Quero sentir as tuas mãos nas minhas tetas, enquanto as apertas e eu gemo de prazer.

Sinto saudades tuas, e dava tudo para poder ter uma noite de puro prazer de muita tesão contigo.

Comprei uns brinquedos, que queria tanto poder experimentar à tua frente, aquele vibrador grosso, queria que me visses molhada, louca a desejar sentir o teu pau na minha boca...

Já algum tempo que andava a imaginar algemar-te à cama, desta vez decidi comprar umas algemas, e não te passa pela cabeça o quanto me apetece pedir-te para que me deixes fazê-lo... sou tarada? talvez, aprendi a ser contigo e agora não sei desaprender, sou doida para ter sexo contigo, para me sentir tua, mesmo que só por breves minutos.

Gostava de controlar os meus pensamentos as minhas fantasias mas não sei fazê-lo e nem consigo, só tenho vontade de te implorar que entres dentro de mim, como num túnel a alta velocidade sem parar, sem limites para nada...

Entre esses brinquedos está também aquela roupa bem sexy, que eu quero vestir só para ti, tenho tudo preparado na minha cabeça, como se fosse um filme.

Desejo ver-te a olhar para mim, com um olhar de quem me quer comer de todas as maneiras, comprei também um género de uma luva que se põe nos dedos com algumas saliências, queria que visses eu a enterrar os meus dedos na minha c#na.

Comprei tudo isto para que visses, e usasses, para que tivéssemos momentos únicos de prazer, cada vez te desejo mais, nunca pensei desejar-te tanto, desejar tanto ter o teu pau na minha boca, entre as minhas tetas, ou até mesmo a dar leite para a minha cara, neste momento acho que uma simples punheta era capaz de me satisfazer um pouco...

Fantasias
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 03 set 2007, 18:52

Viva!

Porque a rapariga continua com a franga à solta, aqui vai mais uma.... sai de cima!!!!!!

Enfia Lá a Tua Língua!

A primeira vez que me fizeste um minete não me lembro, talvez seja das poucas coisas que não me lembro!

Foi estranho... tinha vontade de te sufocar fechando as minhas pernas, senti muito prazer, amei enquanto chupavas estares a olhar para mim, com olhos de tas a gostar?", claro que estava, davas pulos na cama, revirava-me toda, e só me apetecia gritar...

Sentir as tuas mãos a abrirem-na, a lambe-la de cima a baixo, a enfiares lá a tua língua e investigares como ela é por dentro, deixou-me completamente doida, amo que te interesses pelo meu corpo, por descobri-lo!

Fomos tentando e hoje em dia, temos uma posição diferente da comum, tu deitado e eu por cima da tua boca, gosto mais desta, mas "fujo" mais vezes, o prazer que me dás faz com que não esteja quieta!

Amo quando a chupas e ela toda rapadinha, dá mais prazer, sinto melhor a tua língua !

também adoro fazer um 69 quando ela está rapadinha, fico mais sensível , mais molhada, e tenho mais prazer com isso!

Deixas me rapar-te?

Fantasias
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 05 set 2007, 12:45

Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

Palavras/frases/gestos/actos de tesão...

Qual a palavra que mais tesão vos dá? Ou a frase?Ou o acto? Ou o gesto?
A minha pessoa entesuada fica com o pai do padrasto do filho do José Filipe em brasa quando ouve a palavra cú!!!
Acho que vem do simples facto que no dia que perdi a virgindade, em vez de ir ter com a caverna húmida do prazer... fui au buraco negro do tabu!
Com o meu ar de cromo disse: -"Sei que dói, mas é por estares a perder os 3 tal como eu!". Tal não é o meu espanto quando me diz: -"Burro, estás a ir-me ao cú!!!!!", óbvio isto foi dito com aquele ar de quem lhe estava a doer e com vontade de me aviar umas belas lambadas!
É por isso que essa palavra... Cú me fascina! E é, como não podia deixar de ser, o que mais gosto! Ir enterrando... bem, já estou animado!!!
A frase é sem dúvida: -"Fode-me cabrão!". Porquê? Pensem, estão a dar o litro e chamam-vos cabrão? Ai é? Agora é até sair pela boca! Gosto de insultar e ser insultado, mas aquela frase...
O gesto... estava a pensar e só me ocorre o virarem-me as costas! Dar largas à paz e ouvir aquele barulho das nalgas a bater nos abdominais... já para não falar dos amigos "tomatos" na caverna... sem dúvida, o virar de costas É O GESTO!
O acto é o lamber/morder a tomatada! Poucas mulheres o fazem, logo... quem o faz... entendem?

Uma quadra:

Seja Inverno.
seja Verão!
Bom MINETEIRO,
faz sempre botão!

Que a tusa esteja contigo!
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 05 set 2007, 13:05

Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

Uma estória inacabada.

Fiquei surpreso. Depois de a ter convidado vezes sem conta, hoje resolveu aceitar. E ainda teve tempo para, como habitualmente, afivelar um sorriso trocista e superior e dizer: ok, hoje nem tenho nada para jantar em casa. Mas será que ela pensa que eu sou o ultimo recurso contra a fome?Eu convidei para um café, sei lá se vale a pena gastar dinheiro num jantar com esta gaja de aspecto gelado como as estepes da Sibéria.

Ou então não sabe o verdadeiro significado de papar, e eu faço questão de a papar toda. Pronto, também não me vou esforçar mais que o normal, é só mesmo porque nunca a vi sair com ninguém e isso dá-me tesão, pensar que vou desbravar uma gaja que não é f#dida regularmente.

Lá estávamos então, comendo uma refeição rápida, ela diz que tem de manter a linha. Manter a linha para quê se não dá uma chance a ninguém ?

Mas hoje está estranhamente alegre, até disse que era bom sentir que afinal eu era muito simpático, e o meu sorriso é cativante e blá blá.

Não deixo de rir por dentro, isto promete, se promete. Simpático, pois claro que sou simpático, se te quero f#der tenho de ser simpático não?!

No entanto com tanta conversa sobre amizade entre homem e mulher já se está a preparar para me dar cabo do esquema. Já estou a imaginá-la a lançar, com ar de Madre Teresa : - olha, acho que podemos mesmo ser amigos. Amigos? E que faço eu com este volume desgraçado quase a trespassar as calças? Está um gajo a esmerar-se com tantas paneleirices para quê?

E ela que não se despacha com a merda da empada ...

De repente fez-se luz na minha cabeça. É por demais evidente que esta gaja está com medo, não de mim mas do que eu represento, um homem que só pensa em saltar-lhe para cima e disposto a passar por todas as provocações dela só para no fim ter o prazer de sentir o ego cheio. Sim, ela afinal não passa da gaja n.º 75, mais coisa menos coisa, confesso que não consigo recordar-me de todas. Aliás diga-se que apenas uma mão cheia merece uma lembrança, uma memória.

-Não vale a pena, não vale a pena pensar muito, tudo isto é breve, tão breve que quando damos conta, a vida passou. A voz melodiosa, quente e sensual fez-me ficar alerta de novo, quase corei por ela ter percebido que me tinha perdido nos pensamentos.Mas que merda de frase, onde leste tu isto? Tás a gozar-me, e pior ainda, a querer-me tirar a tusa? Claro que a vontade de lhe dizer isto ficou por isso mesmo, portanto vou mudar de táctica e começar a ser mais sensível como elas gostam. Mais paneleiro como diz o meu mano.

-Porquê esse medo querida? Olhou-me como quem tenta decifrar algo ao mesmo tempo que lançava o fumo azulado de um travo no cigarro directamente na minha face, Grande cabra ... Recordei-me de Marlene Dietrich, ela mesmo, sedutora mas insegura, de lábios sequiosos, carnudos, entreabertos, numa pose estudada. Estás a ver se me deixas doido é? Não é preciso tanto baby, quando acontecer o inevitável vais perceber o significado do desejo, vou fazer com que gemas, e me peças que entre em ti, que te f#da sem descanso, mas tem calma, relaxa, nada de pressas, o mundo não acaba aqui.

-Queres vir comigo até casa? Tenho de acabar um trabalho mas podemos conversar mais um pouco. Pois, conversar um pouco, claro que conversamos, mas primeiro f#do-te toda, acho que a dose de conversa foi suficiente como preliminar, não estou propriamente a defender tese como os teus malditos alunos.

E ali estava ela à mais de uma hora ao portátil, martelando as teclas com uma força desmedida, e eu sentado a olhar, já dormente. A musica de Janis Joplin ainda me ressoava ao ouvido quando segui o seu pedido para ficar à vontade e me deitei no sofá. Há cinco dias que não sei o que é estar na minha cama, mas não me queixo, não posso querer f#der uma gaja e deixá-la sozinha o resto da noite, até porque elas não deixam -querem mais, sempre mais, e quando não querem sou eu que me sinto compelido, sinto que tenho de mostrar que sou suficientemente homem ... que soneira, espero que ela se despache, senão vai ter de gozar sozinha.

A janela aberta para o rio Tejo trazia uma aragem que fazia esvoaçar as cortinas de algodão, lisas e sem enfeites, deixando entrever a noite escura. Uma luz difusa ao longe, ténue e intermitente, deixava perceber que o mundo lá fora estava como eu, dormente, sonolento, de guarda baixa.

Os cabelos negros, agitando-se ao ritmo desenfreado dos toques no teclado, o pijama branco com ursinhos rosa, e as pantufas de lã, daquelas que as velhotas oferecem no Natal, fizeram-me olhar para ela de novo, desta vez para a pessoa que ali estava, absorta no seu trabalho, provavelmente já esquecida da minha existência.

quem sabe um dia se acabe esta estória, quem sabe?
Beijos e abraços do Xupa
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 05 set 2007, 20:47

Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

Caro amigo Arnaldo Anastácio, aqui vai a resposta ao seu post colocado noutro tópico de assuntos mais sacros.

O que é que é "f#dido"?

- É amar e recear não ser correspondido!
- Ou... estar tão bloqueado que já nem se compreende... nem se é compreendido!
- É um estado de emoções k.o. , por seu fluir cozido!

O que é que é "f#der"?

- É recear ficar, é hesitar partir, é não conseguir desaparecer nem fugir!
- É perder!
- É sofrer por não se conseguir ser!

O que é que é "não f#der nem sair de cima"?

- É o tal impasse, é não conseguir tocar baixo nem concertina

Resumindo, f#dido e f#der, não é sexo, não é asneira, é sim não conseguir abrir nem fechar a torneira porque as emoções bloquearam num tal estado... tipo bebedeira!!!!


Quanto ao abstémio, este apenas não ingere bebidas que contenham álcool. Para além destas, existem uma infinidade de líquidos bebíveis de sabores magníficos, que dão um prazer enorme em "passar ao estreito", com a grande vantagem de manter a pessoa sempre lúcida, seja qual for a quantidade ingerida.

Depois, não bebendo bebidas alcoólicas não faço figuras destas

PS: Se as paredes fosse de alvenaria em vez de pladur, aquele senhor teria ficado com uma grande dor de cabeça!
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arnaldo anastácio_

A Filha do Capitão

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 08 set 2007, 13:36

Um ténue clarão de luz emergiu verticalmente da entrada do quarto, era a porta que se abria, devagar.
"Alphonse?"
O capitão arregalou os olhos.
"Alphonse?"
"Oui?”

Um vulto entrou com uma vela na mão, os contornos de luz a revelarem as linhas graciosas de Agnès, as sombras dançando no rosto fino, a penumbra acentuando as curvas da cintura e das coxas e a protuberância dos seios firmes que se insinuavam sob o vestido creme. A baronesa estacou, olhando para ele, frágil, quase receosa, submissa até. Ele fitou-a, surpreendido. Agnès sorriu com timidez e doçura, aproximou-se com passos leves, olharam-se de perto, de coração palpitante, aos pulos, caíram um no outro, envolvendo-se num abraço, beijaram-se timidamente, depois com sofreguidão,
Afonso começou pela face, desceu para os lábios, descobriu-os húmidos e fofos, penetrou-a com a língua, a boca era doce, que te, acolhedora, encontrou aí um sabor melífluo que o deixe inebriado, bêbado de prazer, perdido mima dimensão que não sabia existir, como se o tivessem arrancado da realidade e o elevassem à eternidade, Afonso era uma andorinha e Agnès o céu, ela um lago, ele um nenúfar. Sentiu o veludo macio dos grossos lábios vermelhos a recebê-lo com paixão e soube então, nesse preciso instante, como se de uma revelação se tratasse, que esses mesmos lábios de mel eram o seu fado, que aquela boca quem se fizera para ser a sua casa, que aquela mulher terna nascera para ser o seu destino.
O desejo cresceu, tornou-se irresistível, arrebatador, incontrolável, a respiração pesada, ofegante, ela sentiu as pernas fraquejarem, tombou na cama e perdeu-se nos lençóis. O capitão lambeu-lhe a orelha direita, desceu para o pescoço e depois, tirando-lhe os seios para fora da camisa de noite, percorreu os mamilos erectos com a língua, chupou-os e lambeu-os, eram rosados e arrebitados. Meteu a mão por baixo do vestido de dormir, ajudou-a a tirar as calcinhas e acariciou-a entre as pernas. Depois, quando a verificou muito húmida, tirou as calças do pijama e procurou-lhe a entrada.
"Doucement", sussurrou ela.
Afonso penetrou-a com suavidade. Sentiu-se inebriado, era como se tivesse mergulhado num delicioso pote de mel, infinitamente doce, quente e húmido, tão saboroso que até salivou. Agnès fechou os olhos, gemeu, deitou a cabeça para trás e experimentou-o dentro de si, abrindo-a, explorando-a. Sem que Afonso o esperasse, ela rodopiou e rolou para cima dele, dominando-o. O capitão nunca vira uma mulher colocar-se sobre si, nem as desavergonhadas meninas das Travessas, em Braga, alguma vez o tinham feito. Passada a surpresa inicial, aceitou a dominação, considerou-a mais uma coisa excitante que esta francesa lhe ensinava. Ela cavalgou-o com entusiasmo, o ventre dançando para cima e para baixo, por vezes acariciando-o com a ponta dos dedos. Quando sentia a ejaculação a aproximar-se, apertava-lhe as mãos.
"Pára! Pára", implorava-lhe.
Ela imobilizava-se, paciente, até a lava que o queimava recuar de mansinho, e depois recomeçavam, sempre beijando-se e acariciando-se. Minutos mais tarde, ela deitou-se e voltou ele para a posição dominante. Sentiu o corpo ganhar velocidade e ritmo, tomando conta de si, cavalgando autonomamente com crescente intensidade, mais rápido e mais rápido, até não mais se conseguir conter e soltar a erupção com um urro, sentir o corpo explodir e gemer de prazer, ao mesmo tempo que ela se agitava por baixo de si num orgasmo mais prolongado. Todos os músculos se retesaram, atingiram um pico de tensão e, passada a onda alucinante, descontraíram-se de imediato. A respiração readquiriu gradual normalidade, uma indescritível sensação de bem-estar encheu-lhes a alma de paz e adormeceram nos braços um do outro.

A Filha do Capitão, José Rodrigues dos Santos

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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 21 set 2007, 21:50

Viva!

Cena real....

Caros Senhores da Companhia de Seguros

No outro dia, estava muito bem a trabalhar na pachacha de uma amiga, quando se dá um daqueles imprevistos que só não acontece a quem não f#de.
Estava deitado de costas, numa das minhas posições preferidas, que permite continuar a ver o futebol por cima do ombro dela.
Ela, a gozar o madeiro do Pipi (de tal maneira que os mamilos dela para mais de meia hora que estavam como dois pitons de alumínio), saltava freneticamente em cima de mim, como se em vez de c*r*lho eu tivesse uma mola.
Tudo bem, estou habituado, havia de me vingar dela no enrabanço.
Sucede que não chegámos tão longe. A meio da pinocada, ela descontrola-se e salta alto de mais. Ao ultrapassar o meio metro, desenfia o espigão da senaita e, ao cair, como me tinha desviado para ver uma repetição de um fora-de-jogo que a cabeça dela entretanto obstruira, a crica aterra três centímetros ao lado.
Foi o suficiente para me escangalhar o madeiro de encontro à virilha. Na peixeirada que foi a discussão posterior, ninguém assumiu a culpa. "P$ta do c*r*lho, então não vês por onde a tua c$na anda?", disse eu. "Tu é que mexeste a pila sem fazer sinal!", retorquiu ela. "Mas eu tinha prioridade, ó f#da-se! Já viste o que é que fizeste? Deste-me para aqui uma trancada tal que fiquei com a picha toda empenada!", disse eu, tentando fazê-la sentir-se culpada. Não serviu de nada: "Bem feita! Tens a mania de andar por aí a abrir, sem prestar atenção! Julgas-te o Fangio da f#da, ou quê?" Claro que não chegámos a conclusão nenhuma.
Ela ainda sugeriu chamarmos um GNR, mas eu disse: "Estás doida, pá? 0 teu pai ainda está lixado comigo por causa das fotografias que tirei à tua mãe!" Maneiras que me fui embora, com um saco de gelo preso nas cuecas e a picha a fazer um ângulo que nem o cabrão do Pitágoras sabia que existia.
A dôr era tanta que, durante a noite passada em claro, cheguei a pensar, por mais de uma vez, que antes a morte que tal f#da. Mas depois passou-me. A vontade de não f#der, isto é. A dôr continuou. É baseado nesta experiência que vos faço uma sugestão para um produto que deviam acrescentar às vossas carteiras de seguros.
Falo do Seguro Contra Acidentes de F#da. Qualquer gajo que dê berlaitadas está sujeito a de vez em quando sofrer as contingências de andar aí com a picha ao Deus-dará.
Há por aí muita c#na mal guiada, e isso é um perigo para quem f#de. Proponho, por isso, que criem uma Declaração Amigável de Acidente de F#da, a preencher pelos dois intervenientes. Dois ou mais, porque às vezes estas merdas acontecem numa seruba.
Depois, uma Comissão Arbitral decide quem tem razão. A declaração será em tudo igual à de um acidente automóvel: elementos dos f#dilhões, circunstância do acidente, danos materiais, croquis da espeta etc. Exemplifico com o meu caso.
Terei o cuidado de usar terminologia condicente com o formalismo de um documento do tipo que apresento agora.
DADOS PESSOAIS F#dilhão A: Pipi. Conduz: uma picha grossa, com dois tomates em forma de bolota (o esquerdo) e feijão branco (o direito) F#dilhão B: de Merda, Vaca. Conduz: uma pachacha lassa, rapadinha de três dias.
CIRCUNSTÂNCIAS DO ACIDENTE F#dia-se numa cama de solteiro, ali às Olaias. Lençóis cor-de-rosa, manchados. Antes do orgasmo, o c*r*lho desenfia-se da c#na e é prensado entre a virilha do F#dilhão A e a virilha do F#dilhão B.
DANOS MATERIAIS F#dilhäo A: dores do c*r*lho no c*r*lho; c#lhão esquerdo dorido. F#dilhão B: dificuldade em comer, dois dentes partidos e um olho negro.
ESQUEMA DO ACIDENTE Aqui estou em vantagem, uma vez que, sem a gaja saber, estava a filmar o pinanço com um telefone e basta-me portanto mostrar as fotos. Para o f#dilhão comum, que ainda não aderiu às novas tecnologias, o croquis ainda dá para uma meia hora bem passada a desenhar c#ninhas e pich#tas. Bem, executivos do c*r*lho, vejam lá o que é que podem fazer. Atenciosamente, Pipi

P. S.: Quem é que me arranja um encontro com a Marta da OK TELESEGURO?

Pipi
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Re: EXCERTOS ERÓTICOS

Mensagempor lecavo » 06 out 2007, 23:14

Viva!


MAXIMILIANO I, imperador do MÉXICO (Não tem nada a ver, mas....)

Consuela de Jésus Perez y Mendizabal, aliás conhecida por Shakira González agitou o leque com dolência e olhou gulosamente o enchumaço das calças de dança flamenca de Ernesto Muñoz-Garmendia Bólòs y Capdevilla, também conhecido por toda a gente como “El Zorro”. Os chatos pululavam no escroto de Ernesto e também se divertiam a fazer slalon-gigante nas bem ensebadas polainas. Um contingente de chatos mais temerários aventurou-se pelas pernas peludas de Shakira, quais bandeirantes, cruzando a corta-mato o denso tomento hirsuto. O cheiro acre do pulque vaginal da apetecível herdeira atraia a súcia de chatos, que de armas e bagagens se instalou, por fim, no rechonchudo monte-de-vénus. – “Aÿe que me muerde la pajarita” – disse ela coçando a insalubre bernarda com o leque. Pepe González y Berastagui, um chato que atafulhava um taco de ácaros e feijões nas beiças, foi colhido enquanto os outros debandaram, num fósforo, de volta para os altivos testículos de Ernesto onde fundaram uma banda mariachi. No entanto, revelava-se pouco auspicioso o novo coi dos chatos. Súlfureos eflúvios oriundos das entranhas do rico proprietário assolavam a região qual ventos infernais, mor das copiosas encilladas que lhe fermentavam nos intestinos. Ao padre Angel Perez Reyes-Bettancourt vinha-lhe tudo à boca, o que nem era mau de todo porque já estava com um ratinho. Mais, como estava constipado, era boa a expectoração que lhe aflorava a laringe, pois com um sábio golpe de epiglote, lá vinha a copiosa lagosta até à língua, para depois a deglutir com satisfação.

FIM

O Porco
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