FICA, SENHOR!

Avatar do Utilizador
Pedro Bala
Mensagens: 1273
Registado: 13 jan 2006, 22:51
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Categoria: Agente
Localização: Algures, por aí...

FICA, SENHOR!

Mensagempor Pedro Bala » 19 ago 2007, 18:04

FICA, SENHOR!

Fica, Senhor, comigo, porque é necessária a tua presença, para não Te ofender.
Tu sabes como facilmente Te abandono.
Fica, Senhor, comigo, porque Tu és a minha vida e sem Ti esmoreço no fervor.
Fica, Senhor, comigo, porque Tu és a minha Luz e sem Ti permaneço nas trevas.
Fica, Senhor, comigo, para me dares a conhecer a tua vontade.
Fica, Senhor, comigo, para que ouça a Tua voz e te siga.
Fica, Senhor, comigo, pois desejo amar-Te muito e estar sempre na Tua companhia.
Fica, Senhor, comigo, se queres que Te seja fiel.
Fica, senhor, comigo, pois embora a minha alma seja muito pobrezinha, deseja ser para Ti um lugar de consolação, um recanto de amor;
Fica, Senhor, comigo, pois é tarde e o dia está a declinar, passa a vida, aproximam-se a morte, o juízo e a eternidade e é necessário redobrar as minhas forças, para que não desfaleça no caminho e para tanto preciso de Ti. Faz-se tarde e avizinha-se a morte!... Afligem-se as trevas, as tentações, as securas, as penas e as cruzes, e… tenho necessidade de Ti nesta noite de exílio;
Fica, Jesus, comigo, porque nesta noite de vida e de perigos preciso de Ti; que eu Te conheça, Senhor, como os teus discípulos ao partir do pão, e que a união eucarística seja a luz que dissipe as minhas trevas, a força que me sustente e a única felicidade do meu coração.
Fica, Senhor, comigo, pois, quando chegar a morte quero estar unido a Ti, se não puder ser de modo sacramental pela sagrada comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
Fica, Jesus, comigo. Não Te peço a tua divina consolação pois não a mereço, mas o dom da tua presença santíssima.
Fica, Senhor, comigo. Só Te procuro a Ti, o teu amor, a tua vontade, o teu coração, o teu espírito, porque Te amo e não Te peço outra recompensa além do aumento deste amor, amor sólido e prático: - amar-Te de todo o coração na terra para continuar a amar-Te perfeitamente por toda a eternidade.

(Beato P. Pio).
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

Avatar do Utilizador
PATOLA
Fundador
Mensagens: 25
Registado: 07 fev 2004, 22:07
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Localização: Portugal

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor PATOLA » 21 ago 2007, 14:49

E agora? É suposto passarmos isto a 300 pessoas nos próximos 30 minutos senão arde-nos a casa, cai-nos um braço ou morre-nos a família toda afogada na banheira?

Qual é o intuito disto? Missa à borla?

Há cada um....

arnaldo anastácio_

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 21 ago 2007, 19:16

PATOLA Escreveu:E agora? É suposto passarmos isto a 300 pessoas nos próximos 30 minutos senão arde-nos a casa, cai-nos um braço ou morre-nos a família toda afogada na banheira?

Qual é o intuito disto? Missa à borla?

Há cada um....


Camarada PATOLA

Antes de tecer outros considerandos, entendo que devemos respeitar o credo religioso de cada um, bem como o daqueles que, como eu, não o têm.

Depois, estamos num espaço de CULTURA E ENTRETENIMENTO, destinado especificamente à LITERATURA, logo e apesar do seu conteúdo sagrado e quiçá litúrgico, o texto publicado pelo camarada Sultão não deixa de ser uma bela obra da forma natural da literatura, a saber: o Lirismo.

Efectivamente, há poetas, e seus leitores, que preferem obras que versem temas mais pragmáticos e profanos, mas… gostos… não se discutem.

Pessoalmente, e desde que a obra tenha conteúdo, não desprezo qualquer tema, forma ou autor. Pois, nestas coisas de artes e letras, sempre fui (e sou) o mais eclético e ecuménico possível. Como já aqui escrevi um dia, gosto de beber água em todas as fontes, mas sem nunca me deixar viciar por nenhuma.

E, já que o camarada pergunta, elucido-o que o intuito de qualquer elemento que neste fórum divulga uma obra literária que aprecia, nos quais eu me incluo, é pura e simplesmente permitir aos demais utentes que a desfrutem, que se entretenham e que enriqueçam a sua cultura. Daí, presumo, o nome dado ao espaço.

Como frequento vários fóruns (actualmente vou em 7), apercebo-me que a ameaça a todos comum é a pouca participação dos seus membros. Factor que leva ao abandono desses espaços de discussão, cultura, lazer, etc., e, consequente, ao seu encerramento.

Ora, o camarada, até porque está referenciado como membro FUNDADOR, certamente não estará interessado que isso aconteça ao FÓRUM DA P.S.P.?

Por isso abra o espírito ao convívio e critique, porque a crítica também é necessária e sempre bem-vinda. Todavia, faça-o de forma construtiva e acima de tudo dentro do respeito que cada um aqui lhe merece.

Por último e para lhe demonstrar o interesse que uma obra, de tema divino, pode despertar num profano como eu, deixo-lhe aqui este poema de um meu conterrâneo e que nos fala de um Ignoto Deo (Deus Ignorado).

Um abraço.

Arnaldo Anastácio



IGNOTO DEO
D.D.D

Creio em ti, Deus: a fé viva
De minha alma a ti se eleva.
És - o que és não sei. Deriva
Meu ser do teu: luz... e treva,
Em que - indistintas! - se envolve
Este espírito agitado,
De ti vem, a ti devolve.
O Nada, a que foi roubado
Pelo sopro criador
Tudo o mais, o há-de tragar.
Só vive de eterno ardor
O que está sempre a aspirar
Ao infinito donde veio.
Beleza és tu, luz és tu,
Verdade és tu só. Não creio
Senão em ti; o olho nu
Do homem não vê na terra
Mais que a dúvida, a incerteza,
A forma que engana e erra.
Essência!, a real beleza,
O puro amor - o prazer
Que não fatiga e não gasta...
Só por ti os pode ver
O que inspirado se afasta,
Ignoto Deus, das ronceiras,
Vulgares turbas: despidos
Das coisas vãs e grosseiras
Sua alma, razão, sentidos,
A ti se dão, em ti vida,
E por ti vida têm. Eu, consagrado
A teu altar, me prostro e a combatida
Existência aqui ponho, aqui votado
Fica este livro - confissão sincera
Da alma que a ti voou e em ti só 'spera.

Almeida Garrett, Folhas Caídas

Avatar do Utilizador
Pedro Bala
Mensagens: 1273
Registado: 13 jan 2006, 22:51
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Categoria: Agente
Localização: Algures, por aí...

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor Pedro Bala » 21 ago 2007, 23:07

Ó PATOLA, desculpa lá o mau jeito que te possa ter causado. Não tive intenção de te contagiar... nem aos outros membros do fórum. Apenas, repito: apenas, transcrevi uma oração que leio muitas vezes ao deitar, mas se te incomodou tanto (ou ainda incomoda) é só dizeres aqui ou por MP que eu retiro de imediato esse texto. Não vai ser por isso que nos vamos chatear...

Parabéns, arnaldo anastácio, pelo poema do Garrett, que eu não conhecia. Gostei. Não sei se já leu o testamento desse escritor, todavia, se o não fez, um dia, com vagar, transcreverei-o para aqui... desde que não incomode, claro!

E continue a "beber em todas as fontes"... água é vida!
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

Avatar do Utilizador
PATOLA
Fundador
Mensagens: 25
Registado: 07 fev 2004, 22:07
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Localização: Portugal

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor PATOLA » 22 ago 2007, 14:26

Caro Arnaldo:

Muito aprecio a sua erudição juntamente com os belos efeitos rendilhados de palavras de sete e quinhentos que utiliza na sua prosa.

Já que foi buscar um dos nossos maiores e intemporais escritores, cuja vida se desenrolou nos séc. 18 e 19, tempos em que a igreja católica ainda era um grande poder aqui para estes lados da Europa, para ilustrar e reforçar a ladaínha do Papa Pio piedoso qualquer coisa, devo dizer-lhe o seguinte: A família de Garret destinou-o à vida eclesiastica. O homem, enquanto jovem, esteve sob a orientação da padralhada (que não tinha só coisas más, admito). Logo que saiu desse jugo, Garret pouco mais teve a ver com a igreja católica, tornando-se num maçon.

Ora aqui está uma análise interessante ao tal "IGNOTO DEO" :


Ignoto Deo

(D. D. D.)

Creio em ti, Deus; a fé viva

De minha alma a ti se eleva.

És: - o que és não sei. Deriva

Meu ser do teu: luz... e treva,

5 Em que - indistintas! - se envolve

Este espírito agitado,

De ti vêm, a ti devolve.

O Nada, a que foi roubado

Pelo sopro criador

10 Tudo o mais, o há-de tragar.

Só vive do eterno ardor

O que está sempre a aspirar

Ao infinito donde veio.

Beleza és tu, luz és tu,

15 Verdade és tu só. Não creio

Senão em ti; o olho nu

Do homem não vê na terra

Mais que a dúvida, a incerteza,

A forma que engana e erra.

20 Essência! a real beleza,

O puro amor - o prazer

Que não fatiga e não gasta...

Só por ti os pode ver

O que, inspirado, se afasta,

25 Ignoto Deo, das ronceiras,

Vulgares turbas: despidos

Das coisas vãs e grosseiras

Sua alma, razão, sentidos,

A ti se dão, em ti vida,

30 E por ti vida têm. Eu, consagrado

A teu altar, me prostro e a combatida

Existência aqui ponho, aqui votado

Fica este livro - confissão sincera

Da alma que a ti voou e em ti só spera.




No presente poema, como o testemunham o título e o seu parêntesis (D. D. D. (dat, donat, dedicat (dá, sacrifica, consagra))), o sujeito poético concretiza a dedicatória de Folhas Caídas a um deus desconhecido (Ignoto Deo), dedicatória essa, aliás, anunciada já na Advertência («Consagrei-os Ignoto Deo») e confirmada nos vv 30/34;

O poema apresenta vários apontamentos reveladores duma concepção platónica:

«És: - o que és não sei», v 3 (o verbo ser é o que melhor traduz, por si só, qualquer essência);

«Deriva / Meu ser do teu», vv 3/4;

«eterno», v 11;

«Beleza és tu, luz és tu, / Verdade és tu só», vv 14/15 (Platão é o filósofo do verdadeiro, do belo e do bom eternos, conceitos de uma realidade eterna e imutável);

«o olho nu / Do homem não vê na terra / Mais que (...) / A forma que engana e erra.», vv 16/19;

«Essência! a real beleza, / O puro amor», vv20/21;

«... alma que a ti voou e em ti só spera», v 34;

Existem, no entanto, visíveis contradições. Inocentes? Inconscientes? Não o creio. Em arte, nada se faz ao acaso, ou por acaso. Vejamos algumas dessas contradições:

O pronome ti, referente a Deus, encontra-se grafado com minúscula;

Um espírito que deriva de um ser perfeito (vv 3/4) não deveria manifestar-se agitado (v 6), nem envolvido em treva (v 4);

«De ti vêm, a ti devolve.» (v 7) - em relação ao primeiro verbo, não existem dúvidas de que o seu sujeito é «luz... e treva, / (...) - indistintas! - (...)», mas, em relação ao segundo («devolve»), apresentam-se várias dúvidas:

O que é que devolve ao tu? «Este espírito agitado»? A «treva»? Ou o singular é apenas uma liberdade poética com o propósito de rimar com «envolve»?

Seja como for, a «treva» ou um «espírito agitado» são indignos de serem devolvidos a um ser perfeito;

«Só vive do eterno ardor / O que está sempre a aspirar / Ao infinito donde veio.» (vv 11/13) - a palavra «ardor» pode sugerir desespero, ansiedade, mas não se adequa a uma concepção platónica; ou será que devemos conotar «ardor» com outra coisa muito mais terrena?

O v 28 contém três elementos portadores, aparentemente, de contradição. Vejamos:

Mesmo «despidos» das chamadas «coisas vãs e grosseiras», não me parece que alma e sentidos sejam elementos conciliáveis (se o primeiro se identifica com o mundo das ideias preconizado por Platão, o segundo já só tem espaço no mundo sensível do mesmo sistema filosófico (mundo terreno));

Sendo assim, não faz sentido que o sujeito poético afirme que os sentidos se dêem ao tu, e tenham vida no tu (o mundo sensível tem vida no mundo das ideias?!) e para o tu (esta contradição é apenas mais uma que deita por terra a pretensa concepção platónica de que pretende ser uma profissão de fé o presente poema);

E quanto à razão? A que razão se refere o sujeito poético? À do racionalismo do séc. XVII, expressão de uma suposição metafísica e religiosa, pela qual se faz de Deus a suprema garantia das verdades racionais e, por consequência, o último argumento de um universo concebido como inteligível? À do racionalismo do séc. XVIII (que antecede o Romantismo), que entende a razão como um instrumento com o qual o homem, integrando a experiência e a acção moral e social, poderá libertar-se progressivamente da obscuridade que o rodeia? Ou à razão que, segundo Platão, permitia ascender ao mundo das ideias e residia na alma? Se se tratar desta última, alma e razão não são elementos portadores de contradição;

O sujeito poético atesta que Folhas Caídas são uma confissão sincera da alma (vv 33/34). Pessoalmente, não tenho tanta certeza assim. Apesar do autor ter advertido para o facto das presentes folhas caídas resultarem do «estado de alma do poeta nas variadas, incertas e vacilantes oscilações do espírito», não nos devemos esquecer de que estamos diante de um homem de teatro. E, antes dos actores representarem em palco, o primeiro a fazê-lo é sempre o dramaturgo no acto da escrita. A selecção criteriosa das folhas que apanhou, antes que as levasse o vento, e a forma como as ordenou em livro são um acto de consciência. Aliás, a leitura de Folhas Caídas evidencia, diria que até à exaustão, uma teatralidade que põe em dúvida a sinceridade da confissão anunciada. E ainda não se sonhava o nascimento de Fernado Pessoa...

Espero que os leitores, com os poemas que se seguem, verifiquem que, afinal, este Igono Deo é um deus bem mais terreno do que pretenderá fazer crer a intenção do poeta, quer no presente poema, quer na Advertência.



Caro Sultão:

Poupa-nos de saber aquilo que fazes ao deitar.

Cumps

Patola

arnaldo anastácio_

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 22 ago 2007, 15:13

Camarada PATOLA

Sinceramente gostei.
Só faltou um ínfimo pormenor no seu comentário.
Fazer referência à origem da análise do poema.
Certamente que foi por mero esquecimento.
Deixe lá, não tem importância, eu chamo a mim essa tarefa.

http://faroldasletras.no.sapo.pt/folhascaidas.htm

Quanto ao facto de Almeida Garrett ser maçon e o que realmente é a maçonaria!
Bem… aí… não há copiar/colar que o valha.

TAF

8) 8) 8)

Arnaldo Anastácio

Avatar do Utilizador
PATOLA
Fundador
Mensagens: 25
Registado: 07 fev 2004, 22:07
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Localização: Portugal

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor PATOLA » 22 ago 2007, 15:29

Caro Arnaldo, acho que ficou claro que a análise não era minha. Quem me conhece, sabe que eu não uso esses estratagemas de copiar-colar e fazer-me de autor, nem tenho bagagem suficiente para fazer uma análise daquele calibre.

Não lhe fica bem estar a insinuar algo que não existe. Eu sei que também tem internet (é evidente), não sou assim tão estúpido.

Cumps

Patola

arnaldo anastácio_

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 22 ago 2007, 15:47

PATOLA Escreveu:Caro Arnaldo, acho que ficou claro que a análise não era minha. Quem me conhece, sabe que eu não uso esses estratagemas de copiar-colar e fazer-me de autor, nem tenho bagagem suficiente para fazer uma análise daquele calibre.

Não lhe fica bem estar a insinuar algo que não existe. Eu sei que também tem internet (é evidente), não sou assim tão estúpido.

Cumps

Patola


As palavras são suas.

E, outrossim, a elucubração.


Cumprimentos para si também.

Arnaldo Anastácio

Avatar do Utilizador
PATOLA
Fundador
Mensagens: 25
Registado: 07 fev 2004, 22:07
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Localização: Portugal

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor PATOLA » 22 ago 2007, 16:04

Caro Arnaldo:

Tem a certeza que as palavras são minhas? Pesquise aí na internet, pode ser que não sejam...

Soa-me que essa sua erudição lexical não seja mais que argamassa para tapar algo vazio.
Quando se propuser a utilizar algo que lhe escapa ao conhecimento, tente procurar outras perspectivas mais habilitadas, nem que seja na internet, essa grande ferramenta.

Cumps

Patola

arnaldo anastácio_

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 22 ago 2007, 16:31

Caro PATOLA

Quando escrevi: As palavras são suas. E, outrossim, a elucubração., estava a referir-me ao conteúdo do seu comentário que tive o cuidado de supramencionar.

Ou seja: “Caro Arnaldo, acho que ficou claro que a análise não era minha. Quem me conhece, sabe que eu não uso esses estratagemas de copiar-colar e fazer-me de autor, nem tenho bagagem suficiente para fazer uma análise daquele calibre. Não lhe fica bem estar a insinuar algo que não existe. Eu sei que também tem internet (é evidente), não sou assim tão estúpido.”

Já no que concerne ao seu soez comentário, especificamente sobre aquilo que classifica de “sua erudição lexical”, digo-lhe já que é para o lado que eu durmo melhor.


Cumprimentos para si também.

Arnaldo Anastácio

Avatar do Utilizador
Pedro Bala
Mensagens: 1273
Registado: 13 jan 2006, 22:51
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Categoria: Agente
Localização: Algures, por aí...

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor Pedro Bala » 22 ago 2007, 21:36

TESTAMENTO
(1853)

Declaro ter sempre vivido e querer morrer no seio da Santa Madre Igreja Católica, apostólica, romana. Entrego minha alma a Deus, confio na Sua misericórdia, e espero a bem-aventurança pelos infinitos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por este meu testamento, que faço em meu perfeito juízo e em estado de saúde, quero instituir, e com efeito instituo, minha universal herdeira a minha filha única D. Maria Adelaide de Almeida Garrett. Declaro, como já declarei por escritura pública e por muitos actos solenes, que, depois de cinco anos separado de minha mulher, houve esta filha de uma donzela honesta, hoje falecida, cujo nome oculto por consideração e respeito para com a sua memória, e porque essa única fraqueza em sua vida recatada e exemplar, terá merecido a esta hora a suprema indulgência, assim como deve merecer a dos homens. Minha filha D. Maria de Adelaide de Almeida Garrett, por mim reconhecida, e com o consentimento unânime de todos os meus parentes, segundo as leis e estilos destes reinos, e por carta de legitimação de Sua Majestade, haverá tudo o que é meu e de que posso dispor, bens imóveis, e de raiz, direitos e acções, e nomeadamente a propriedade de todas as minhas Obras, já impressas ou ainda inéditas, por todos os trinta anos que a lei garante, deis da minha morte; a qual propriedade não cedi nem cederei a ninguém outro, nem fiz, ou farei sobre ela contrato algum, senão se for pelo tempo de minha vida. À mesma minha filha única e legitimada, declaro outrossim pertencer a segunda vida que Sua Majestade se dignou conceder-me no título que unicamente aceitei por esta causa, e por dar assim uma ajuda de dote a minha filha, a quem pouco tenho que deixar de bens materiais, porque tenho gasto a minha vida e as forças do meu espírito no serviço da Nação e do Rei, e não pude granjear fortuna própria. Declaro e protesto que tendo muito, e mui instantemente suplicado para que me não obrigassem a aceitar para mim a primeira vida do título, e para que esta desde logo se verificasse na dita minha filha, não pude consegui-lo. Confio na bondade e indulgência da soberana, que nos permitirá que sejam visitados na filha inocente os erros e os pecados do pai. Nomeio meus testamenteiros aos Srs. D. Pedro Pimentel Brito do Rio, par do Reino, e Carlos Kruss, negociante desta praça. Deixo e nomeio por tutor à dita minha filha, quanto por direito melhor possa ao Sr. Joaquim Latcher, par do Reino, e em sua falta ao primeiro testamenteiro nomeado, e em falta dele ao segundo. E quando se não entenda caberem em direito estas nomeações, recomendo e peço ao Conselho de Famíliam ou a quem competir, no caso que seja a legislação alterada, que as confirmem e autorizem ou revalidem. Não me lembra dever nada a ninguém, mas recomendo a minha filha que satisfaça pontualmente quaisquer pequenas dívidas que se mostrar não estarem por mim saldadas. Também lhe encarrego de interpor na Secretaria de Estado dos Negócios estrangeiros a quantia de três moedas de oiro, ou 14$400 reis, que segundo meus assentos particulares vejo terem ficado em meu poder que quando fui ministro daquela Repartição, em 1852; e a qual soma tenho um certo pejo de restituir agora, não o tendo feito quando deixei o cargo por ignorar que devia. Deixo o encargo pio de doze missas por minha alma e dos meus. A saber: três que se dirão na minha freguesia que for à ocasião de minha morte; três na igreja do Convento da Madre de Deus, em Lisboa, no altar de Nossa Senhora daquela invocação, e que serão aplicadas por minha alma, pela da mãe de minha filha, mais três missas na igreja do Convento Santo António dos Capuchos, da cidade de Angra na ilha Terceira, e não existindo já aquela igreja no altar do Senhor Jesus, não me lembra de que invocação, mas é a segunda capela do lado do Evangelho, e onde meu pai costumava sempre ouvir missa nos últimos anos da sua vida, na Sé de Angra: estas três missas serão aplicadas por alma de meu pai, de minha mãe e de meu tio bispo, e pelas de meus irmãos falecidos: as últimas três missas serão ditas no Porto na freguesia de Santo Ildefonso, em que fui baptizado. Além destes encargos, deixo recomendado a minha filha o cumprimento de alguns outros legados, que, se Deus me conceder vida, lhe ficarão explicados, ou em codicilos ou em cartas particulares, que, por me confiarem sua lealdade e amor, terão para ela a mesma obrigação. Encomendando de novo a minha alma ao Deus Todo-Poderoso, que me criou, e a minha memória aos meus concidadãos, que sempre amei e sempre quis servir, dou por concluído e concluo assim o meu testamento, que desejo se cumpra como é minha última vontade. Feito em Lisboa, aos 9 de Junho de 1853.
João Baptista de Almeida Garrett - Visconde de Almeida Garrett
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

Avatar do Utilizador
lecavo
Mensagens: 915
Registado: 29 set 2006, 21:41
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Localização: (originário de Verurium) - Alavarium

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor lecavo » 05 set 2007, 11:11

Viva!

Dedicado ao camarada Sultão, um homem "imperfeito", mas certamente muito menos que eu!

ANGELUS Alocução mariana de domingo, 26 de Agosto, com os fiéis em Castel Gandolfo

A passagem para a vida eterna está aberta
a todos mas é "estreita" porque é exigente


Queridos irmãos
e irmãs!
Também a liturgia de hoje nos propõe uma palavra de Cristo iluminadora e ao mesmo tempo desconcertante. Durante a sua última subida a Jerusalém, alguém lhe pergunta: "Senhor, são poucos os que se salvam?". E Jesus responde: "Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque muitos, digo-vo-lo Eu, tentarão entrar sem o conseguir" (Lc 13, 23-24). Que significa esta "porta estreita"? Por que muitos não conseguem entrar por ela? Trata-se porventura de uma passagem reservada a alguns eleitos? De facto, este modo de raciocinar dos interlocutores de Jesus, considerando bem, é sempre actual: a tentação de interpretar a prática religiosa como fonte de privilégios ou de certezas está sempre pronta para armar uma cilada. Na realidade, a mensagem de Cristo é precisamente em sentido oposto: todos podem entrar na vida, mas para todos a porta é "estreita". Não há privilégios. A passagem para a vida eterna está aberta a todos, mas é "estreita" porque é exigente, requer compromisso, abnegação, mortificação do próprio egoísmo.
Mais uma vez, como nos domingos passados, o Evangelho nos convida a considerar o futuro que nos espera e para o qual nos devemos preparar durante a nossa peregrinação na terra. A salvação, que Jesus realizou com a sua morte e ressurreição, é universal. Ele é o único Redentor e convida todos para o banquete da vida imortal. Mas a uma só e igual condição: a de se esforçar por segui-l'O e imitá-l'O, assumindo sobre si, como Ele fez, a própria cruz e dedicando a vida ao serviço dos irmãos. Portanto, esta condição para entrar na vida celeste é única e universal. No último dia recorda ainda Jesus no Evangelho não seremos julgados com base em privilégios presumíveis, mas segundo as nossas obras. Os "operadores de iniquidade" serão excluídos, e serão acolhidos os que tiverem realizado o bem e procurado a justiça, à custa de sacrifícios. Portanto, não será suficiente declarar-se "amigos" de Cristo vangloriando-se de falsos méritos: "Comemos e bebemos contigo e Tu ensinaste nas nossas praças" (Lc 13, 26). A verdadeira amizade com Jesus expressa-se no modo de viver: expressa-se com a bondade do coração, com a humildade, com a mansidão e a misericórdia, o amor pela justiça e a verdade, o compromisso sincero e honesto pela paz e pela reconciliação. Poderíamos dizer que é este o "bilhete de identidade" que nos qualifica como seus autênticos "amigos"; é este o "passaporte" que nos permitirá entrar na vida eterna.
Queridos irmãos e irmãs, se quisermos também nós entrar pela porta estreita, devemos empenhar-nos a ser pequenos, isto é, humildes de coração como Jesus. Como Maria, sua e nossa Mãe. Foi ela a primeira, seguindo Jesus, a percorrer o caminho da Cruz e foi elevada à glória do Céu, como recordámos há alguns dias. O povo cristão invoca-a como Ianua Caeli, Porta do Céu. Peçamos-lhe que nos guie, nas nossas opções quotidianas, pelo caminho que conduz à "porta do Céu".

(L'Osservatore Romano - 1 de Setembro de 2007)
«À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.»
M. de Montaigne

-- Um abraço - Lecavo

Avatar do Utilizador
Pedro Bala
Mensagens: 1273
Registado: 13 jan 2006, 22:51
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Categoria: Agente
Localização: Algures, por aí...

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor Pedro Bala » 05 set 2007, 15:14

Obrigado, amigo lecavo.

Durante as férias reli Olhai os lírios do campo do Erico Verissimo. Aconselho a todos a sua leitura. Transcrevo-te (integralmente) este texto para aguçar o apetite...

(…)
Uma noite me disseste que Deus não existia porque em mais de vinte anos de vida não o pudeste encontrar. Pois que até nisso se manifesta a magia de Deus. Um ser que existe mas é invisível para uns, mal e mal perceptível para outros e duma nitidez maravilhosa para os que nasceram simples ou para os que adquiriram simplicidade por meio do sofrimento ou duma funda compreensão da vida. Dia virá em que em alguma volta do teu caminho hás de encontrar Deus. Um amigo meu, que se dizia ateu, nas noites de tormenta desafiava Deus, gritava para as nuvens, provocando o raio. Deus é tão poderoso que está presente até nos pensamentos dos que dizem não acreditar na sua existência. Nunca encontrei um ateu sereno. Eles se preocupam tanto com Deus como o melhor dos deístas.
O argumento mais fraco que tenho contra o ateísmo é que ele é absolutamente inútil e estéril; não constrói nada, não explica nada, não leva a coisa nenhuma.
(…)

Saúde!... :)
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

Avatar do Utilizador
lecavo
Mensagens: 915
Registado: 29 set 2006, 21:41
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Localização: (originário de Verurium) - Alavarium

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor lecavo » 05 set 2007, 16:39

Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

Amigo Sultão, agradeço o teu gesto. Mas prefiro rosas e até mesmo sardinheiras (antigamente havia sardinheiras* lindíssimas, hoje já não se vêm tanto... caíram em desuso). Os lírios, esses passam a vida com os "pés" na água e isso faz muito mal ao reumático!

*Lembras-te das sardinheiras? Não havia casa que não tivesse uma (ou não fosse visitada por uma). Aquele cheiro característico!!!! a frescura!!!!
«À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.»
M. de Montaigne

-- Um abraço - Lecavo

Avatar do Utilizador
lecavo
Mensagens: 915
Registado: 29 set 2006, 21:41
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Localização: (originário de Verurium) - Alavarium

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor lecavo » 05 set 2007, 17:01

lecavo Escreveu:Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

Amigo Sultão, agradeço o teu gesto. Mas prefiro rosas e até mesmo sardinheiras (antigamente havia sardinheiras* lindíssimas, hoje já não se vêm tanto... caíram em desuso). Os lírios, esses passam a vida com os "pés" na água e isso faz muito mal ao reumático!

*Lembras-te das sardinheiras? Não havia casa que não tivesse uma (ou não fosse visitada por uma). Aquele cheiro característico!!!! a frescura!!!! sobretudo as mais viçosas, claro!!!!
«À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.»
M. de Montaigne

-- Um abraço - Lecavo

Avatar do Utilizador
Pedro Bala
Mensagens: 1273
Registado: 13 jan 2006, 22:51
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Categoria: Agente
Localização: Algures, por aí...

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor Pedro Bala » 05 set 2007, 17:13

Oh!...E eu que tos ofereci com tanto gosto....

Não tenho lírios (tenho o livro) em casa, mas tenho duas plantas a que a minha esposa chama a alegria da casa que são muito lindas e fazem-me lembrar as sardinheiras.

Espero que gostes deste Acordar do Pessoa, que tomo a liberdade de te dedicar com muita amizade:

Acordar

Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da Rua do Ouro,
Acordar do Rocio, às portas dos cafés,
Acordar
E no meio de tudo a gare, que nunca dorme,
Como um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono.

Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo.
À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se
Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma,
E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo.

Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne,
Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha,
Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode acontecer de bom,
São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada,
Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes,
Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades que vão leste-oeste,
Seja

A mulher que chora baixinho
Entre o ruído da multidão em vivas...
O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito,
Cheio de individualidade para quem repara...
O arcanjo isolado, escultura numa catedral,
Siringe fugindo aos braços estendidos de Pã,
Tudo isto tende para o mesmo centro,
Busca encontrar-se e fundir-se
Na minha alma.

Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas,
Para aumentar com isso a minha personalidade.

Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.
A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.

Dá-me lírios, lírios
E rosas também.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também,
Crisântemos, dálias,
Violetas, e os girassóis
Acima de todas as flores...

Deita-me as mancheias,
Por cima da alma,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Meu coração chora
Na sombra dos parques,
Não tem quem o console
Verdadeiramente,
Excepto a própria sombra dos parques
Entrando-me na alma,
Através do pranto.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Minha dor é velha
Como um frasco de essência cheio de pó.
Minha dor é inútil
Como uma gaiola numa terra onde não há aves,
E minha dor é silenciosa e triste
Como a parte da praia onde o mar não chega.
Chego às janelas
Dos palác ios arruinados
E cismo de dentro para fora
Para me consolar do presente.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também...

Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.

Por isso, não te importes com o que eu penso,
E muito embora o que eu te peça
Te pareça que não quer dizer nada,
Minha pobre criança tísica,
Dá-me das tuas rosas e dos teus lírios,
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também..


E por que não fazes como o arnaldo anastácio que bebe em todas as fontes?
Teimoso!
:))
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

Avatar do Utilizador
lecavo
Mensagens: 915
Registado: 29 set 2006, 21:41
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Localização: (originário de Verurium) - Alavarium

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor lecavo » 05 set 2007, 18:12

Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

Sultão Escreveu:E por que não fazes como o arnaldo anastácio que bebe em todas as fontes?
Teimoso!
:))


Não posso, rebentava com tanta bebida, eu que até sou abstémio vê lá!

Sabes, "não tenho inveja de quem tem carros parelhas e montes, só de quem bebe a água de todas as fontes!"
«À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.»
M. de Montaigne

-- Um abraço - Lecavo

arnaldo anastácio_

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 05 set 2007, 20:23

Amigos Sultão e Lecavo

A talhe de foice, deixem-me dizer que hoje almocei com dois convivas que muito aprecio. O meu pai, com 78 anos de idade, e o meu tio Armando, a caminho das suas 84 primaveras, como ele próprio diz. Cada hora passada com eles equivale a uma hora passada numa biblioteca e em consulta de livros de erudição singular. Pois, a vida de ambos, dava matéria de sobra para o enredo de um livro ou de um filme.
Aos dois sempre ouvi dizer: “Rapaz desconfia e afasta-te sempre daqueles que, sem motivo aparente, se privam ou abusam dos três prazeres que a vida diariamente nos proporciona, que são o comer, o beber e o f***r.”
Por isso, e enquanto a vida tal me for permitindo, vou continuar a seguir o conselho sábio destes meus ascendentes.
Na verdade, e se olharmos em redor, verificamos que existem tantas outras coisas das quais nos podemos (e quiçá devemos) tornar abstémios, não havendo assim necessidade em abrir mão destes três pequenos prazeres da vida terrena. ;)

Um abraço fraternal para ambos e desejos de um bom regresso para o Sultão.

Arnaldo Anastácio

Avatar do Utilizador
lecavo
Mensagens: 915
Registado: 29 set 2006, 21:41
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Localização: (originário de Verurium) - Alavarium

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor lecavo » 15 set 2007, 23:46

Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

Especialmente para o amigo Sultão.

Durante 40 segundos olhem fixamente para os 4 pontinhos negros no centro da figura. Depois olhem para uma parede branca....

Imagem
«À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.»
M. de Montaigne

-- Um abraço - Lecavo

Avatar do Utilizador
Pedro Bala
Mensagens: 1273
Registado: 13 jan 2006, 22:51
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Categoria: Agente
Localização: Algures, por aí...

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor Pedro Bala » 16 set 2007, 12:48

Quando era criança aprendi que Deus estava no Céu, na Terra e é toda a parte que O procurássemos, porque era imenso.
E hoje continuo a crer que efectivamente é mesmo assim.

Obrigado, amigo lecavo. :))
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

Avatar do Utilizador
Pedro Bala
Mensagens: 1273
Registado: 13 jan 2006, 22:51
Força ou serviço: Polícia de Segurança Pública
Categoria: Agente
Localização: Algures, por aí...

Re: FICA, SENHOR!

Mensagempor Pedro Bala » 17 set 2007, 16:46

A última vez que o vi foi numa festa o dia 8 deste mês de Setembro.

Tive hoje a notícia da sua morte...vítima de um acidente de viação…

A minha mãe deu-me a notícia:

- Uma desgraça, rapaz. Houve um acidente. O Berto já está com Nosso Senhor.

Amanhã vou ao funeral.

E vai custar-me tanto, Senhor…

Fica com Nosso Senhor, amigo Berto! :cry:

(Obrigado, Mãe. A tua certeza da existência de Deus tem-me ajudado tanto... tanto!)
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.


Voltar para “Literatura”

Quem está ligado:

Utilizadores neste fórum: CommonCrawl e 0 visitante