Amar

arnaldo anastácio_

Amar

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 27 ago 2007, 20:49

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca

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Re: Amar

Mensagempor matahary » 27 ago 2007, 21:11

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!


Letra: Florbela Espanca
Música: João Gil
Voz: Sara Tavares
http://www.youtube.com/watch?v=nyhev5sKkr4
"Satisfaça-se com o que lhe agrada, e deixe os outros falarem de si como lhes agrada." - Pitágoras

Uma por dia, tira a azia.

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Re: Amar

Mensagempor lecavo » 27 ago 2007, 21:24

Viva!

E diz "ele" ao caso.....
«À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.»
M. de Montaigne

-- Um abraço - Lecavo

arnaldo anastácio_

Re: Amar

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 27 ago 2007, 21:54

E este... já conhecem?


EU NÃO SOU DE NINGUÉM…

Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser
Há-de ser luz do Sol em tardes quentes;
Nos olhos de água clara há-de trazer
As fúlgidas pupilas videntes!

Há-de ser seiva no botão repleto,
Voz no murmúrio do pequeno insecto,
Vento que enfuna as velas sobre os mastros!...

Há-de ser Outro e Outro num momento!
Força viva, brutal, em movimento,
Astro arrastando catadupas de astros!

Florbela Espanca

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Re: Amar

Mensagempor lecavo » 27 ago 2007, 22:59

Viva!

Saudades

Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca
«À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.»
M. de Montaigne

-- Um abraço - Lecavo

8888888888

Re: Amar

Mensagempor 8888888888 » 02 set 2007, 23:52

Não é um poema é simplesmente uma citação de um grande escritor!

Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.

(Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela')

8888888888

Re: Amar

Mensagempor 8888888888 » 02 set 2007, 23:58

ACASO

"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

(Antoine de Saint-Exupéry)

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Re: Amar

Mensagempor lecavo » 03 set 2007, 12:54

Viva!
**Quase um poema de amor**

Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.

Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
--- Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor

Miguel Torga
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Re: Amar

Mensagempor matahary » 03 set 2007, 15:55

Um poema alentejano de amor profundo:
(Domínio Público)

O meu coração palpita que nem uma batata frita.
Amo-te, adoro-te, exploro-te. Queres que por ti morra?
Porra!
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Re: Amar

Mensagempor XRuy » 03 set 2007, 17:23

FODINHAS QUENTES
"As fodinhas podem ser embrulhadas, na racha ou no redondo!"

Poético qb, não é?
Eu quero morrer em paz, durante o sono, como o meu avô, e não gritando aterrorizado como os seus passageiros...

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Re: Amar

Mensagempor lecavo » 07 set 2007, 21:03

Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

COM UM BRILHOZINHO NOS OLHOS

Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há.

Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente, muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
trocamos projectos os dois
trocamos de roupa, trocamos de corpo,
trocamos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
p'lo menos a julgar pelo som

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no "off" o telefone
e olha, não dá p'ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei

Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola [o que nos passou pelo goto]
do estilo és o "number one"
dou-te vinte valores
és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto]
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de "tête a tête"

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.

E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
portanto,
Hoje soube-me a pouco

Sérgio Godinho

http://br.youtube.com/watch?v=ZRb-w96wgBQ
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Re: Amar

Mensagempor Lila » 30 set 2007, 10:13

Amar

Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade

arnaldo anastácio_

Re: Amar

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 30 set 2007, 17:51

Este soneto trata uma forma de amar perseverante.

Pois, conta a história que acabado o prazo de sete anos, Labão, tio de Jacob, fez-lhe bodas, mas quando veio a noite, pôs no leito, em lugar de Raquel, a filha mais velha, Lia, que era feiíssima.

Em face da reclamação de Jacob, que se sentiu enganado, Labão respondeu que não era costume casarem primeiro as filhas mais novas, mas que se servisse mais sete anos, lhe daria Raquel por mulher.

E, por amar Raquel, assim fez Jacob.


Sete anos de pastor Jacob servia

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
mas não servia ao pai, servia a ela,
Que a ela só por prémio pretendia.

Os dias na esperança de um só dia
Passava, contentando-se com vê-la:
porém o pai, usando de cautela (1),
em lugar de Raquel lhe deu a Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Assim lhe era negada a sua pastora,
como se a não tivera merecida,

Começou a servir outros sete anos,
Dizendo: Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida.


Luiz Vaz de Camões


(1) astúcia

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Re: Amar

Mensagempor alma » 15 jan 2008, 12:06

Laços de Paixão



Tempo de amor e amizade,

Vivido cada instante,

Com o fulgor e a verdade,

De uma juventude errante!



Lugar de imensos recantos,

Cada qual com sua história!

Ficarão para sempre tantos,

Quantos couberem na memória!



Caminhada também dura,

Para o sonho a alcançar

E na vida, de forma pura,

Esta página virar!



Passado está o suplício

E as dificuldades vividas,

Eis que chegamos ao início,

Do resto de nossas vidas!



Na encruzilhada da vida,

O passado é recordação

De uma esperança cumprida,

Bem dentro do coração!



Com o curso acabado,

Cinco anos de recordação

E o destino entrelaçado

Por laços de imensa paixão

Manuela Rocha)

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Re: Amar

Mensagempor masahemba » 15 jan 2008, 13:00

Neste tópico «Amar», grande parte dos poemas apresentados são da poetisa afamada Florbela Espanca. Segundo o que li sobre a sua biografia, era uma mulher a tender para o desiquilibrado, eternamente sofredora, que segundo consta, terá vivido apaixonada pelo irmão. Não tendo nunca consumado esse amor, deu-se à desilusão, tentando apagar o fogo que a consumia em outras fontes que não aquela que ansiava. Acabou por se suicidar. A sua poesia, embora bela, deprime. E o seu conceito de amor não está em conformidade com o meu. No primeiro poema, apresentado pelo nosso colega Anastácio, retiro o seguinte excerto:
«...quem disser que se pode amar alguém
durante a vida inteira é porque mente...»
Florbela Espanca nunca amou ninguém verdadeiramente
amar é rir, chorar, a vida ver crescer
durante a vida inteira ser semente
na terra nua no amor que se sente
que das lágrimas faz prazer.

Desculpem a incapacidade. Saiu-me. É fraquinho. Mas é mais verdadeiro!
Briosas saudações. Masahemba

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Re: Amar

Mensagempor alma » 26 jan 2008, 13:10

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi tão fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado

Vinicius de Moraes

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Re: Amar

Mensagempor alma » 28 jan 2008, 17:13

Minhas lágrimas


Não; não são só de desgosto
As lágrimas que aqui vês
Abrir sulcos em meu rosto.

Não; nem são de alegria
Essas, reservo-as para ti
Hei-de dar-tas algum dia

Também não são de ciúme
Porque jamais as senti
Queimar o rosto em seu lume
Mesmo ciúme de ti

Não são sequer de saudade
As lágrimas que vês rolando;
Essas secou-as a idade
E o tempo que vai passando

Não entendes os porquês
Parece-te incoerência
Eu choro, como tu vês
Mas de raiva e impotência

Vejo o mundo ser destruído
As Guerras que não acabam
Crianças morrem de fome
Velhas pontes que desabam

Vejo queimar as florestas
Vejo homens que se matam
As minhas lágrimas são estas
São nós que se não desatam

Queria ver pombas brancas
P´los ares esvoaçando
Então aí sim, verias
Minhas lágrimas secando

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Re: Amar

Mensagempor Paigé » 28 jan 2008, 17:32

AMAR, AMAR, AMAR, AMAR, AMAR, AMAR, AMAR, AMAR, AMAR, AMAR, AMAR, AMAR,AMAR, AMAR, AMAR,
AMAR, AMAR, AMAR, AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,
AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR, AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,
AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR, AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,
AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,
AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,
AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,
AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR, AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,
AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,
AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,
AMAR,AMAR,AMAR,AMAR,

Poema de Ó Mar Peixoto
"Se, algum dia, aquela(e) que tu amas, te trair e sentires vontade de te atirar de um prédio lembra-te: Tu tens cornos, não tens asas..."

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Re: Amar

Mensagempor alma » 28 jan 2008, 22:11

meu deus .....
fiquei tao comovida que so me apetece chorar
sera que tens idade para saber o que é isso?
falar é so falar.......sentir é sonhar......sentir é amar....sentir é viver..........

Tu vives?????
Não tem Permissão para ver os ficheiros anexados nesta mensagem.

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Re: Amar

Mensagempor tiririca » 10 fev 2008, 18:06

Silencio

Duermen en mi jardín
las blancas azucenas,
los nardos y las rosas.
Mi alma, muy triste y pesarosa,
a las flores quiere ocultar
su amargo dolor.

Yo no quiero que las flores sepan
los tormentos que me da la vida.
Si supieran lo que estoy sufriendo,
De pena morirían también.

Silencio, que están durmiendo
Los nardos y las azucenas.
No quiero que sepan mis penas,
Porque si me ven llorando morirán.

Silencio, que están durmiendo
Los nardos y las azucenas.
No quiero que sepan mis penas,
Porque si me ven llorando morirán.
De penas morirán... también.
O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.
(Willian George Ward)

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Re: Amar

Mensagempor masahemba » 11 fev 2008, 14:09

«Perdigão perdeu a pena
não há mal que lhe não venha...»


triste, amargurado, assena
mas não há quem dele piedade tenha.

Perdigão que ama um coração fechado
na lúgubre tristeza acha companhia

vai perdigão, morre desalentado
amor para ti não há, te dizem que é mania.

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Re: Amar

Mensagempor alma » 11 fev 2008, 21:19

Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

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Re: Amar

Mensagempor matahary » 11 fev 2008, 22:01

Custa muito colocar os autores dos poemas/textos, custa?

É tão fácil usar as palavras dos outros, mas respeitar o autor parece que já é outra estória... Apesar de ser crime.

Sinceramente, é uma dificuldade que me transcende.
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Re: Amar

Mensagempor tiririca » 11 fev 2008, 22:29

Apesar de ser crime.

Sinceramente, é uma dificuldade que me transcende.


Quando há intenção dolosa sim, é censurável. Aqui não há intencionalidade absolutamente nenhuma em se apoderar do património intelectual de ninguém, mas apenas o de partilhá-lo.

Dependendo da mente de cada um, da forma como encara a vida, da forma como a vive, encontrará mais ou menos dificuldade em relacionar-se com certas "transcendências", mas seguramente muita facilidade no uso da agressividade gratuita, mesmo na abordagem aos assuntos mais triviais (será por falta de "melhor" oportunidade!?). Sinceramente, sem mais comentários!

Mas, já que faz disso um assunto de sumais, capaz de justificar tamanha agressividade gratuita, faça-se então justiça a Ibrahim Ferrer, cancioneiro cubano que deu a conhecer ao mundo tão belo poema "Silencio"!
O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.
(Willian George Ward)

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Re: Amar

Mensagempor matahary » 12 fev 2008, 00:28

Quando há intenção dolosa sim, é censurável. Aqui não há intencionalidade absolutamente nenhuma em se apoderar do património intelectual de ninguém, mas apenas o de partilhá-lo.

Tu devias era de estar caladinho, já que és repetente no assunto.

Não há intenção? Não sei...
Quem não conhecer os poemas vai ficar a pensar o quê? Que os poemas são deste e daquele autor ou escritos por quem os cá colocou? Parece-me bem que sem sair daqui, deste tópico, é facilmente visível que não foi feito qualquer esforço para evidenciar o detalhe da autoria. Mesmo que não queiram dar-se ao trabalho de procurar o autor, um itálico ou um negrito é sempre possível usar para fazer essa diferenciação.

Sim, é um assunto de extrema importância. Deveria de parecer, mais a vós que a mim, que num Fórum frequentado por polícias que se acham acima dos outros - que é o teu caso - sejam eles, polícias, os primeiro a cumprir e fazer cumprir a Lei.

Não é nada pessoal. É fácil e não custa nada.
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Re: Amar

Mensagempor tiririca » 12 fev 2008, 12:01

tiririca Escreveu:Quando há intenção dolosa sim, é censurável. Aqui não há intencionalidade absolutamente nenhuma em se apoderar do património intelectual de ninguém, mas apenas o de partilhá-lo.


Tu devias era de estar caladinho, já que és repetente no assunto.


Já dei para esse peditório! Mas admito que tenha culpas no cartório (na verdade até nem tinha, mas não tenho forma de o provar, porque quando fui tentar emendar o erro já cheguei tarde).

Esta sua afirmação deixou-me atónito. Quer saber porquê!? A senhora, na sua ânsia maldosa, acusa-me da prática de um acto. Acusa-me que "fiz" um copy past sem colocar o nome do autor. Mas omite conscientemente umas rasteiras que me fez...Mails e nomes fornecidos à socapa e coisas deste género não lhe dizem nada!? É preciso ter muita lata ou então uma personalidade muito complexa...

Não há intenção? Não sei...
Quem não conhecer os poemas vai ficar a pensar o quê? Que os poemas são deste e daquele autor ou escritos por quem os cá colocou? Parece-me bem que sem sair daqui, deste tópico, é facilmente visível que não foi feito qualquer esforço para evidenciar o detalhe da autoria. Mesmo que não queiram dar-se ao trabalho de procurar o autor, um itálico ou um negrito é sempre possível usar para fazer essa diferenciação.


Sim senhor, já vi que dá uma importância capital a esse assunto.


Sim, é um assunto de extrema importância. Deveria de parecer, mais a vós que a mim, que num Fórum frequentado por polícias que se acham acima dos outros - que é o teu caso - sejam eles, polícias, os primeiro a cumprir e fazer cumprir a Lei.


Mas vindo de si, já nada me espanta! Tanta preocupação com estes assuntos e depois desvaloriza valores como a fidelidade a uma amizade, chegando a trair com a maior das facilidades a confiança depositada!

Não é nada pessoal. É fácil e não custa nada.


Sim, não é nada pessoal, foi só para lembrar, é fácil e não custa nada!Mas já não se pode dizer o mesmo quanto ao assumir de uma falha grave, isso para certas pessoas é impossível, porque não têm "estofo" (personalidade) para o admitirem. Sentem-se mais confortáveis mantendo a mentira, nem que para isso tenham de inventar no seu consciente (repare que eu não disse subconsciente!) tramas, tramoias, conspirações, etc. Vergar a espinha com humildade não é para todos, é só para eleitos! É a vidinha!
O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.
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alma
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Re: Amar

Mensagempor alma » 12 fev 2008, 16:06

matahary Escreveu:Custa muito colocar os autores dos poemas/textos, custa?

É tão fácil usar as palavras dos outros, mas respeitar o autor parece que já é outra estória... Apesar de ser crime.
Sinceramente, é uma dificuldade que me transcende.



existem mesquinhices....Claro que se pode fazer citaçoes.Apenas quiz transmitir um poema que me tocou e, quiz transmitir a todos os intervenientes deste forum.Que eu saiba nao estou a ganhar dinheiro com isso.Podemos citar aquilo que gostamos....Nao disse que fui eu que escrevi....Infelizmente nem sei o autor.....Mas nao tenho culpa de ser muito sentimental.....Agora isso é crime? Mas de certo nao era para mim....Nao acredito.....

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Pedro Bala
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Re: Amar

Mensagempor Pedro Bala » 12 fev 2008, 18:50

O título deste tópico é AMAR, mas como o amor e o ódio sempre andaram de mão dada, falta pouco para se odiarem, caso não se odeiem já. Na polícia, como no fórum, as relações resvalam quase sempre para o lado pior. Triste sina! E o pior é que todos têm(?) ou se acham com razão... Mas não entendam isto como mais uma provocação ou acha para a fogueira. Entendam-no antes como aquilo que é: a constatação de um facto. Disse.
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

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Re: Amar

Mensagempor masahemba » 13 fev 2008, 21:53

minha cara matahary, obrigado pela parte que me toca.
Se reparares comecei com «perdigão perdeu a pena, não há mal que lhe não venha», coloquei entre aspas, porque, efectivamente, este verso é de Luís de Camões. Mas o resto é made by masahemba. Pelo teu comentário, vejo que gostaste. Obrigado minha cara!

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Re: Amar

Mensagempor tiririca » 20 fev 2008, 00:06

Dois homens, gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.

Um deles podia sentar-se na cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. A sua cama estava junto da única janela do quarto.

O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.

Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus hobbies, onde tinham passado as férias...

E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.

A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris.

Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.

Enquanto um homem descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o outro fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.

Um dia, o homem perto da janela retratou com tal pormenor um desfile que ia a passar, que o outro até conseguia ver e ouvir a banda a tocar...

Dias e semanas passaram.

Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto com a água para os seus banhos, e encontrou sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.

Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.

Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiou-se no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora, fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira porque é que o seu falecido companheiro de quarto lhe tinha descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.

Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.

A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é duplicada.

Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

' O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente.'
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