UM PAÍS FICTÍCIO

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UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 18 ago 2007, 15:44

Viva!

Fábula

Num país fictício, um ditador louco acabou por concluir que toda a lástima que estava o seu país, era culpa dos seus cidadãos cujos apelidos começavam com a letra A. E com uma energia e uma brutalidade nunca antes visto, chegou a impor ao seu país a solução final deste problema: o extermínio de todas as pessoas cujo nome de família começava com a letra A.
Não com o apoio, mas também sem resistência da restante população, que até tinha saudado a sua chegada ao poder, embora não acreditado que ele fosse tão longe, pôs em prática o seu projecto, servindo-se do aparelho de repressão poderoso de que dispôs. Não poupou nem homem nem mulher, nem velhinho nem bebé, e conseguiu exterminar mesmo todas as famílias A, excepto um resto ínfimo que de uma ou outra forma conseguiu escapar.

Cinquenta anos volvidos, e desaparecido o ditador de má memória, os cidadãos da capital deste país fictício olham para o seu Museu da Cidade, e apercebem-se da ausência das famílias A. Lembram-se de como o seu contributo para a comunidade tinha sido grande e determinante, até ao momento do seu extermínio. E lembram-se como horrível e triste é terem sido assassinadas. Decidem então dedicar um departamento do seu museu à memória destes concidadãos, e de dar-lhe destaque, para compensar que eles, ao contrário das famílias com outros apelidos, hoje não têm presença na vida da cidade, e assim não podem, como estes, passar o seu património cultural às futuras gerações por herança familiar. Decidem ainda dar relevo ao acontecimento histórico, insólito na sua perversão, que foi o seu assassinato em massa organizado.

Um dia, vem um turista dum outro país e irrita-se com este museu. Acha que está mal. Que não devia estar na cidade onde estas famílias viveram. Se teria que existir de todo, devia estar num país longínquo, num onde alguns sobreviventes das famílias A tinham conseguido refugiar-se. Mas não devia estar na cidade onde viveram e hoje fazem falta.

Os cidadãos do país fictício olham para o turista com ar incrédulo: Seguramente, o homem não bate certo!
Ou talvez não goste das famílias A.

by Lutz
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 21 ago 2007, 20:38

Viva!

Contributo para a Armaria e Indumentária Transgénica

De tudo o que tem vindo a ser noticiado e publicado em blogs, em especial em O Insurgente, sobre o movimento eco-chic dirigido por um tal Gualter Baptista em nome do restabelecimento da “ordem ecológica, democrática e moral”, o que quero destacar, ainda mais do que o vândalo ataque da eco-escumalha anti-transgénica à propriedade do Sr. José Menezes, é o comportamento da GNR expresso nas declarações ao Público do comandante Bengala.

A preocupação deste senhor, ao que parece satisfeito por os energúmenos apenas quererem “chamar à atenção da opinião pública para as suas ideias” e não buscar o “confronto” com as autoridades, foi safar-se, como parece ser agora também moda entre políticos.

A actuação com base no respeito por princípios foi chão que deu uvas. A hora é agora de a gente se safar, a começar por ladrões, assaltantes e todo o tipo de invasores e destruidores de propriedade alheia, e esperar depois, como fez o Comandante Bengala, que os safados no fim, acabem por entrar “calmamente no autocarro” - coisa que nem todos fazem- de modo a poder depois dizer-se, como fez o tal comandante Bengala, “e tudo correu de forma civilizada”. É por isso que estes novos agentes cada vez mais parecem preferir a caça à multa do que ao ladrão, deve ser para evitar haver confronto e, ainda por cima, violento. Daí talvez a nova preferência de tantas autoridades pelos indefesos e indefesas.

Mas tem mais: quando se aproximou o segundo autocarro, continuando a fazer fé no Público, o mesmo Comandante afirmou: “tocaram tambores, ouviu-se música, e a coisa ficou por ali”. Vai daí a líder do movimento, acrescentou o oficial da Guarda, “até agradeceu a colaboração da GNR, e pediu desculpa dizendo que a situação lhe tinha saído fora de controlo”. Gente chic e educada é outra coisa, vão ver que isto ainda vai ter desenvolvimentos.

A continuar assim o homem ainda vai ser condecorado por ser expressão de uma nova ideia de forças de segurança como “bengalas democráticas” ao serviço de políticos que não querem problemas e muito menos confrontos com a maioria. O homem, se o Ministro da pasta não andar distraído, ainda vai à medalha ou pelo menos à menção honrosa por ter sabido estar estado do lado certo - dos cerca de 100 vândalos – e não do lado errado, o do choroso proprietário de apenas 1 hectare do milho transgénico, embora autorizado. Como se chegou aqui?

Tenho uma amiga, médica de saúde pública que muitas vezes era chamada para ocorrências fora de horas, como por exemplo ir verificar um óbito devido a desastre, afogamento ou outra ordem de razões. A Polícia ou a GNR costumava vir buscá-la a casa e ela mal entrava no carro ou jipe, logo colocava o cinto de segurança, mas o polícia ou guarda - pouco agradado - imediatamente lhe diz não ser preciso usar cinto. O motivo deve ser pelo facto de pensarem que a razão para colocar o dito é porque pode aparecer a polícia e não por causa da existência de uma regra com outro alcance. Por outras palavras, mais importante do o respeito pelas regras é não importunar a autoridade ou, sendo muitos e violentos, agradecer a colaboração.

Será que é disto que o meu povo gosta?
José Manuel Moreira
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor PATOLA » 22 ago 2007, 13:59

O Sr. articulista José Manuel Moreira, com o devido respeito, é um grande idiota.

Se a eco-escumalha tivesse levado uma carga da GNR à moda antiga, agora estaria a escrever sobre brutalidade policial.

Têm de ganhar a vida, nós compreendemos.

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 22 ago 2007, 16:55

Viva!

PATOLA Escreveu:O Sr. articulista José Manuel Moreira, com o devido respeito, é um grande idiota.

Se a eco-escumalha tivesse levado uma carga da GNR à moda antiga, agora estaria a escrever sobre brutalidade policial.

Têm de ganhar a vida, nós compreendemos.


Portugal é um imenso "Entroncamento", todo ele é fenómenos! Este episódio do milho, dos ecologistas, dos gnr's e dos articulistas é hilariante e totalmente insano.

Temos uns "eco-logistas" anárquicos, tremendamente preocupados com meia dúzia de espigas de milho, contudo esquecem-se dos milhões de portugueses que diariamente despejam na rua, no campo e nos areais das praias os mais variados objectos. Os automobilistas continuam a atirar todo o lixo janela fora. Os fumadores despejam as beatas à porta dos locais onde não se pode fumar. Os nossos rios estão cheios de frigoríficos, máquinas de lavar, bicicletas e tudo o mais que o meu amigo possa imaginar. Continuam a proliferar sucatas sem as mínimas condições para aparar os óleos e todos os fluidos resultantes da sua actividade. No Irão, tudo se faz para instalar uma central nuclear. Contudo, os "nossos" "eco-logistas" decidem enfiar umas mascaras na cara, tais terroristas e fazem guerra ao milho do tal agricultor!

A actuação da gnr também me dá vontade de rir. Verdade! Nem me vou dar ao trabalho de dizer porquê!

Por último (que o não é!), temos uns gajos a mandar umas bocas. Um deputado do PSD, que diz que isto é um crime tremendo, que não pode ficar impune, etc. etc. etc. Ora, há uns dias o tribunal afirmou que a Somague financiou ilicitamente o PSD(veja aqui). Ora, esse senhor deputado nem (não quer) fala nisso, isso já não é um crime grave, um crime de lesa pátria, um crime dessa natureza é o perpetrado pelos "eco-logistas"!

Digam-me lá, se isto não é um país de fenómenos!?
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 22 ago 2007, 21:37

Viva!

Se a coisa pega.... O Rogério Alves "tem" razão, podia lá ser uma coisa dessas! E o tacho!? Perdia-se não!?

Ordem dos Advogados: ministro da Agricultura não pode oferecer apoio jurídico ao dono de milheiral destruído ...
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor barros » 23 ago 2007, 21:15

Ideia:

Que tal colocar um advogado à entrada de cada plantação de milho transgenico ? Pago pelo contribuinte :LOL . Era uma boa...


Cumprimentos

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 23 ago 2007, 21:51

Viva!

Sem dúvida. Matavam-se dois coelhos com uma cajadada só. "Controlavam-se" os agentes da autoridade, in loco e fornecia-se apoio jurídico ao agricultor.

Não está nada mal pensado não senhor.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 23 ago 2007, 21:59

Viva!

Quadro de Referência Estratégico Nacional

No intuito de formar e informar os leitores sobre o funcionamento das transferências de dinheiros públicos da União Europeia, apresentamos o QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional - que vai transferir entre 2007 e 2013, 21,5 mil milhões de euros para metermos no bolso, erm.... nos modernizarmos.

Ora, é necessário um bom gestor para tal função. Um senhor capaz de revolucionar uma empresa à beira da falência e transformá-la numa das mais estáveis a nível europeu (por exemplo, a TAP - e se o caro leitor vai dissertar sobre os problemas da Portugália, aviso-o já que os mesmos trabalhadores recusaram baixar os seus salários para evitar os despedimentos, coisa que os funcionários da TAP - pilotos incluídos - o fizeram), ou um senhor que tornou uma das máquinas mais pesadas do Estado (a cobrança fiscal) numa das mais eficientes.

O Governo decidiu ir mais além. Inovou, tomou o passo para chegar a um nível, àquele nível que ninguém viu agora: confiou a Manuel Pinho a capacidade de gerir estes fundos.

Eu pergunto: porque raio não meteram o Emplastro? Sim, porque para não dizer nada de jeito, fazer asneira quando aparece na televisão e parecer alguém com problemas no seu desenvolvimento cognitivo e psicomotor já bastava esse. De certeza que recebe menos e, quiçá, fará menos asneiras que o Ministro da Economia.

Portanto, portugueses, preparem-se que em 2014 veremos que o dinheiro já foi embora e o país continua a divergir em relação à União Europeia. Estamos pobres, continuamos pobres e não temos emenda porque continuamos a colocar as pessoas erradas no lugar errado. Bolas!

(À boca pequena, diz-se nos corredores da Assembleia da República que a outra hipótese era o Mário Lino. Ao menos são coerentes. Ambos são maus, muito muito maus.)
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 24 ago 2007, 19:46

Viva!

Sobre Alberto João Jardim, diz Baptista Bastos:
Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?
O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.
A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.
Jornal de Negócios de 30 de Julho de 2007
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 24 ago 2007, 19:48

Viva!

O português ideal
Na net corre um risonho comentário sobre o português ideal. Assim: tem uma pensão de 1600 contos por mês; tem dois meses de férias como os juízes; reforma-se aos 57 anos como os enfermeiros; acumula um lugar de vogal na Fundação Luso-Americana com o seu emprego, como o dr. Vítor Constâncio; tem o sistema de saúde dos polícias; tem uma verruga mais uma dioptria no olho esquerdo, e mais outro achaque qualquer para chegar aos 80 por cento de deficiência, e quase não paga inpostos; tem a esposa na TAP e viaja com descontos; tem um pai militar e faz as compras na Manutenção Militar; tem a mãe médica e não paga consultas, ao abrigo do estatuto deontológico da Ordem dos Médicos; e possui um cartão do PS e outro do PSD pelo que arranja sempre um «tacho».
Citando Baptista Bastos (Jornal de Negócios)
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 10 set 2007, 14:18

Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguíram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência, nem memória política, nem histórica, nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprova projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido,fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar.

Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como Português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.

Como "matéria-prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve
Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados!

É muito bom ser Português. Mas quando essa Portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.

E você, o que pensa?.... MEDITE!

EDUARDO PRADO COELHO

PS: Foi-me enviado por mail, não sei se o texto pertence a este autor.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 16 set 2007, 14:16

Ζωντανός! (Αποφάσισα να γράψω στα ελληνικά)

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht(1898-1956)
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 27 set 2007, 18:01

Viva!

(Foi-me enviado por mail)

Assunto: TGV - "TRAVAR PARA PENSAR"

Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza .

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais,

O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País.

Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

CABE ao Governo REFLECTIR.

CABE à Oposição CONTRAPOR.

CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!

CABE À TUA CONSCIÊNCIA FAZER CIRCULAR ESTE TEXTO OU DEIXAR FICAR .
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 27 set 2007, 22:17

Viva!

Não sou do PSD, nem simpatizo com a figura, mas acho que esteve muitíssimo bem e merece todo o meu respeito por ter tido a coragem de o dizer em público durante um jornal nacional. Este país está maluco da "bola"!

http://www.youtube.com/watch?v=MpB1Ydko4NU
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 29 set 2007, 14:48

Viva!

Vitória do PPD

O PPD profundo, rural e populista, desalentado com a falta de vitórias, acabou por infligir uma derrota ao cavaquismo, ao barrosismo e aos sociais-democratas urbanos da linha de Cascais, arrastando na hecatombe o líder da Madeira para quem o partido é um mero trampolim para manter o poder e aumentar o orçamento regional.

O PPD/PSD é um poço de surpresas. Os homens e mulheres a quem pagaram as quotas para votarem desprezam quem lhas paga e votam em quem querem. Hoje, mais do que a vitória de Filipe Meneses, vingaram Santana Lopes e humilharam os que se julgavam donos do partido.

Não se sabe ainda se os deputados do PSD da próxima legislatura da AR, à semelhança dos vereadores de Gaia, serão obrigados a subscrever uma declaração de renúncia antes de fazerem parte das listas. Mas já se sabe, isso sim, que Rui Rio perdeu outra batalha contra Meneses e que os que o desprezavam deixam a luta ou submetem-se ao poder do autarca de Gaia.

Até lá muita água ainda passará debaixo das pontes e o PSD ruminará rancores e congeminará uma alternativa credível para disputar as legislativasl. Entretanto as antigas viagens dos deputados e outros pecados escondidos serão revelados à comunicação social, a conta-gotas, para grelhar o novo líder do PPD/PSD.

Carlos Esperança
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 03 out 2007, 09:29

Viva!

Rogério Fernandes Ferreira
Os contribuintes

Alude-se, frequentemente, que há contribuintes a perder direitos. Somos avessos a que, por razões extrafiscais, se beneficiem fiscalmente uns cidadãos em detrimento de outros, mesmo tratando-se de reformados, deficientes, autores, inventores, profissionais de desgaste rápido, desportistas, membros do clero, etc.

O princípio da igualdade (cf. art. 13º da Constituição) não deveria subverter-se. O auxílio a pessoas carentes competirá aos ministérios e serviços específicos mas não à fiscalidade, que deve assentar em leis com abstracção e generalidade, excluídas de particularismos, excepções, complexidades e instabilidade (*1).

Mantém-se, há vários decénios, arbítrios fiscais, pseudo direitos, ditos adquiridos, mas desajustados, criados por legislação favorecedora de uns em relação a outros, por motivos não inteiramente transparentes, ou (pelo menos) algo controverso. O actual primeiro-ministro e o seu Governo têm procurado suprimir, ou reduzir, desigualdades e diferenças de tratamento fiscal, o que não é fácil, a ponto de, contrariamente, se verificarem retrocessos ou alterações a medidas inicialmente anunciadas.

A lei fiscal (como as demais) tem de ser genérica e abstracta, atingindo todas as categorias de contribuintes.

Os défices orçamentais estruturais seriam de mais fácil eliminação caso se eliminassem exclusões de impostos, concedidas a certas categorias de pessoas ou situações, acabando com os excessivos sigilos, recursos a offshores, a declarações e atestações incorrectas, eventos estes frequentes e, de modo geral, do conhecimento de quase todos nós.

Assuntos como estes são demasiado sérios e difíceis de contrariar, não sendo fácil optar por soluções radicais – o Estado tem de medir efeitos de suas acções. Seria seu dever olhar em particular para os desprotegidos e ameaçados, acabando com os favorecimentos de certos contribuintes, que continuam em matéria de impostos a não pagar o devido, sobrecarregando-se, por isso, os demais.

A equidade fiscal impõe que não se favoreçam, indevidamente, uns contribuintes em detrimento dos demais. Seria bom suprimir leis excessivamente garantísticas e complicadas que acabam por acarretar desigualdades, dando protecção aos que dispõem de mais meios para utilizar soluções sigilosas, declarações falsas de residências (etc.).

O Direito Fiscal, sob pretextos interesseiros de alguns ou por via de redes de cumplicidades e de pressões de outros, na base de regulamentações algo discutíveis e demagogicamente aprovadas, conduziu a soluções reprováveis.

O que fazer? Eliminar o que está mal e não fingir que se faz, deixando tudo na mesma. O cepticismo e a incredibilidade são grandes, mas há que não desistir, estar atento aos sinais e actuar. Talvez seja bom incutir esperanças de que é possível morigerar, melhorar as situações em relação ao que está mal, desvelando se o que se oculta é ilícito ou ilegal.

Compete ao Estado, aos legisladores e aos portugueses em geral, à opinião pública, aos partidos políticos, pugnar por trazer à Fiscalidade os muitos milhões de euros que fogem à tributação e que geram descontentamentos e reacções de quem cumpre suas obrigações fiscais.

(*1) - Cf. o nosso A Tributação dos Rendimentos, Almedina, em especial, págs. 24 e segs.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 06 out 2007, 18:08

Viva!

October 05, 2007
vive la république

A 5 de Outubro de 1910 contraímos a república. Assim. Como um vírus. Meia-dúzia de senhores acharam que podiam contaminar a população inteira e assim foi.
Note-se que não sou monárquico. Nem republicano. Ambos os sistemas têm virtudes e defeitos e não me apetece debatê-los aqui. Aquilo que acho surpreendente é o tal facto de meia-dúzia de iluminados terem feito uma escolha por milhões, sem os consultar e, mais surpreendente ainda, é o facto de esses milhões aceitarem o facto como consumado, como a boa carneirada que são. Há época esta aceitação parece-me natural, dado o nível de iliteracia e de subdesenvolvimento social do país. Mas, hoje em dia, parece-me grave. Não que eu ache que os portugueses devessem ir agora reclamar por aquilo que se passou há 97 anos, mas porque continuam a ter a mesma atitude ruminante em relação a tudo o que se passa social e politicamente cá na santa terrinha. É essa atitude que leva a que, sempre que há um referendo, ninguém levante o cu do sofá para opinar. Ou que se aceite como fatalidade tudo o que um governo, câmara ou governo regional nos quiser impingir.

Pode ser só uma impressão, mas parece-me que estamos tão desenvolvidos como estávamos em 1910.

Posted by Joao
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 07 out 2007, 19:41

Viva!

Skins ameaçam procuradora

"Camaradas e amigos,

Começamos a travar mais uma batalha nesta guerra contra o sistema democrático opressor....de uma nova inquisição cujo rosto é a procuradora do Ministério Público, da 11ª Secção a Dr.ª. Cândida Vilar.

Os nacionalistas jamais se deverão esquecer deste nome...."
Mário Machado in Portugal Diário

É "interessante" observar como estes movimentos são transversais à sociedade europeia. No espaço de poucos dias, começamos por "atentados" contra cemitérios judeus em Portugal e França, ataques à imagem da família real espanhola, manifestações racistas na Alemanha e agora aqui em Portugal, aparecem estas ameaças à sra. procuradora. Apetece-me dizer - Yo no creo en brujas pero que las hay... las hay!

É igualmente "interessante" observar este subtil assalto às forças de segurança, por parte destes neofascistas, que sub-repticiamente se têm vinda a instalar no seio das referidas forças de segurança. Em todas sem excepção! Quais as consequências presentes? Ainda não se sabe, mas não será certamente inócuo. No futuro poderá ser um problema grave e difícil de resolver.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor matahary » 07 out 2007, 21:03

Que será que aqueles que queimaram as fotos do rei de Espanha têm a ver com racistas ou neofascistas que ameaçaram a Procuradora ou vandalizaram o cemitério Judeu???

Quanto ao subtil assalto às forças de segurança, não vejo como possa ser classificada de subtil (a ignorância é que só foi desfeita há pouco). E esses, que se assumem como tais, não fazem diferença alguma daqueles que dizem que não o são e que no entanto pensam tal e qual como eles.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 08 out 2007, 15:27

Viva!

matahary Escreveu:Que será que aqueles que queimaram as fotos do rei de Espanha têm a ver com racistas ou neofascistas que ameaçaram a Procuradora ou vandalizaram o cemitério Judeu???


Nada! E tudo! Confusa? Talvez, apenas depende da perspectiva por onde abordas a questão! Se duma perspectiva meramente local, ou mais lata e "universal".

Matahary Escreveu:Quanto ao subtil assalto às forças de segurança, não vejo como possa ser classificada de subtil (a ignorância é que só foi desfeita há pouco). E esses, que se assumem como tais, não fazem diferença alguma daqueles que dizem que não o são e que no entanto pensam tal e qual como eles.


E achas que isso não é grave!? Achas que basta um "desabafo" para que o "problema" esteja analisado e resolvido!?

Matahary Escreveu:E esses, que se assumem como tais, não fazem diferença alguma daqueles que dizem que não o são e que no entanto pensam tal e qual como eles.


E será que há essa diferença? Será que dizerem que não são basta? Será que dizerem que não são, mas adoptam os mesmo comportamentos não será suficiente para compreendermos que afinal são todos "do mesmo"?
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 10 out 2007, 22:09

Viva!

Exportações cresceram dez por cento até Julho

DÉFICE - As exportações portuguesas cresceram dez por cento nos sete primeiros meses de 2007 e as importações aumentaram quatro por cento. Estes valores permitiram uma redução de 7,2 por cento no défice comercial português, disse ontem o Instituto Nacional de Estatística.

A taxa de cobertura das importações pelas exportações melhorou de 65 por cento nos sete primeiros meses de 2006 para 68,8 por cento em igual período deste ano De Janeiro a Julho de 2007, Portugal exportou 22 183 milhões de euros e importou 32 262 milhões de euros. Daqui resultou um saldo negativo de cerca de dez milhões de euros na balança comercial, no período em análise.

As exportações para os 26 parceiros da União Europeia cresceram 8,2 por cento até Julho de 2007 e as importações subiram 4,3 por cento, o que permitiu uma redução de 3,8 por cento no défice comercial português.

Por seu lado, a taxa de cobertura das importações pelas exportações no comércio com a União Europeia progrediu, passando de 67,6 por cento nos sete primeiros meses de 2006 para 70,1 por cento em igual período deste ano.

O destaque das exportações vai para as máquinas e outros bens de capital, com um aumento de 20 por cento.
LUSA
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 10 out 2007, 22:22

Viva!

Duplamente roubados
José Júdice

Desemprego, falta de produtividade, educação deficiente e corrupção endémica. Estes quatro Cavaleiros do Apocalipse, que nos espreitam ao virar da esquina, já estão suficientemente identificados como sendo as razões do nosso atraso económico e social. Ainda esta semana o Presidente da República insistiu na prioridade da educação, e a corrupção voltou à ribalta com a acusação de João Cravinho de que os dirigentes do PS não lhe dão a importância devida.

“Se em Portugal não há uma ‘riqueza intangível’, é porque alguém a meteu no bolso, como já se mete a outra riqueza, a tangível. É por isso que a corrupção nos rouba duplamente”

Portugal é um país pobre de recursos, mas o nosso atraso não tem de ser assim. Os trabalhadores portugueses, mesmo analfabetos, são tão bons como os outros quando emigram. Nem todos enriquecem, mas a maioria ganha o suficiente para dar uma vida decente à família, amealham para construir uma casa na terra para quando regressarem de férias ou de reforma, e o dinheiro que enviam para Portugal foi durante muitos anos — e ainda é, em parte — um dos mais importantes recursos nacionais. A explicação clássica para esta diferença abismal da produtividade dos portugueses cá dentro ou lá fora é a qualidade empresarial. As nossas empresas são antiquadas, as empresas estrangeiras são modernas. As nossas vivem da mão-de-obra barata, as estrangeiras da maquinaria e das tecnologias. Mas esta é apenas uma parte da explicação, e uma parte menor. Um estudo exaustivo do Banco Mundial sobre a “riqueza das nações” partiu justamente do caso dos emigrantes mexicanos nos Estados Unidos, que são cinco vezes mais produtivos do que no seu país, para concluir que o que determina o sucesso económico de um país não é a sua riqueza visível (recursos naturais como o petróleo ou a terra fértil, infra-estruturas como estradas ou fábricas ou capital financeiro) mas aquilo a que chamaram a “riqueza intangível”: a confiança das pessoas na sociedade e nas instituições, o bom funcionamento da justiça, e as capacidades e competências humanas. Ou seja, o que faz com que os países prosperem é o seu capital humano e a qualidade das suas instituições. É por isso que a Suíça, um país pobre em recursos naturais, é um dos mais ricos do mundo, e Angola, que nada em petróleo, diamantes e terra fértil, um dos mais pobres.

A responsabilidade pela confiança nas instituições e na justiça depende apenas do Estado. E o Estado, digam o que disserem, não somos nós. Só o somos de quatro em quatro anos, quando votamos.
No dia-a-dia são “eles”, os ministros, os políticos, os directores-gerais, os funcionários, os juízes, os polícias. Se em Portugal não há uma grande “riqueza intangível” é porque alguém a meteu no bolso, como já se mete a outra riqueza, a tangível. É por isso que a corrupção nos rouba duplamente.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 16 out 2007, 22:14

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 21 out 2007, 15:23

Viva!

Motivos para Cavaco se envergonhar de Portugal

O Presidente de Portugal , Cavaco Silva , afirmou ontem (17) que os últimos números sobre a pobreza, que colocaram Portugal entre os mais pobres da União Europeia, são motivo de vergonha e defendeu que sozinho, o Estado não consegue melhorar a situação...

http://port.pravda.ru/cplp/portugal/18-10-2007/19798-sozinho-0
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 21 out 2007, 15:28

Viva!

Madeleine McCann : Detectives britânicos falam de falta da experiência da PJ

http://port.pravda.ru/news/cplp/portugal/19-10-2007/19815-falta-0

--/--
Suportar todo este snobismo britânico é dose....
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 21 out 2007, 15:48

Viva!

Tribunal manda demolir varandas e tapar janelas

O Tribunal Cível do Porto ordenou a demolição das varandas e o tapamento de todas as janelas (mais de 60) da fachada Norte de um dos prédios mais altos da zona das Antas, no Porto, habitado há mais de 10 anos.

Aqui

--/--

Indescritível! Só mesmo em Portugal!
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 24 out 2007, 21:19

Viva!

Pobres? Quem, nós?
José Júdice

Na mesma semana em que se descobriu que há dois milhões de pobres em Portugal foi noticiado que um dos portugueses mais ricos, administrador de um banco, pagou do seu bolso uma dívida de 12 milhões de euros que o filho tinha contraído — no banco do pai. Há muita coisa por explicar nesta história da dívida do filho de Jardim Gonçalves ao BCP, a ser investigada pelo Banco de Portugal, mas o que parece claro como água é que a liquidação da dívida foi feita tarde e a más horas e por pressão da opinião pública — e dos investidores do banco.

“Grande parte da população vive afogada de dívidas e não tem dinheiro para comer ou dar educação aos filhos. E, no entanto, tem luxos. São pobres mas esbanjam dinheiro”

Haverá neste contraste entre os milhões dos pobres e os milhões do rico algum insondável desígnio divino e uma lição a tirar, ou é apenas coincidência? E a lição é a de que os ricos se separam com grande relutância do seu dinheiro. É por isso mesmo que continuam ricos. Pelo contrário, os mãos largas são os pobres. Não os velhos e reformados que vivem com 300 euros por mês nem os verdadeiramente miseráveis, que não têm um tostão de rendimento, e serão segundo o Banco Mundial cerca de 200 mil em Portugal. O escândalo dos novos pobres é que muitos são pessoas que não deviam ser pobres. Têm empregos, trabalham, são famílias normais, não vivem em barracas nem debaixo da ponte. É certo que muitos se endividaram excessivamente para comprar casa e carro, mas só os ricos que não fazem ideia de quanto custa a vida podem dizer que ter uma casa ou um carro é um luxo. O facto é que uma parte substancial da população portuguesa vive afogada em dívidas e não tem dinheiro para comer ou dar uma educação aos filhos. E, no entanto, tem luxos. São pobres, mas esbanjam dinheiro. O seu dinheiro.

Cada português, pobres incluídos, paga 70 euros por ano para manter a RTP e o sorriso de orelha a orelha de José Rodrigues dos Santos. A derrapagem de custos do Túnel do Rossio custou 14 euros a cada um, seja administrador do BCP ou cliente da Sopa do Sidónio. A do Metro do Terreiro do Paço 12 euros. O Estádio do Braga saiu-nos a dez euros por cabeça, mais que o previsto. Já o do Algarve nos saiu mais baratinho, apesar de o seu custo apenas ter aumentado 175 por cento sobre o orçamentado — em compensação, não tem nem espectadores nem
futebol. A derrapagem de custos da Casa da Música já saiu mais em conta: foi só de cinco euros por português. E há ainda o CCB, as auto-estradas, a modernização da Linha do Norte, as mil e uma obras públicas que custam sempre mais que o anunciado e os 50 euros que cada português paga a mais que os outros europeus
para alimentar a máquina do Estado. Pobres, nós? A deitar dinheiro à rua desta maneira, não admira.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor XRuy » 26 out 2007, 15:34

Eu quero morrer em paz, durante o sono, como o meu avô, e não gritando aterrorizado como os seus passageiros...

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 26 out 2007, 21:54

Viva!

O cancro e a escuta
Moita Flores

As explicações do Governo para os muitos protestos como tendo causa em acções organizadas pelo PCP cheiram a bafio.

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=262608&idselect=113&idCanal=113&p=93
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 06 nov 2007, 13:34

Viva!

“O Que Resta da Esquerda?”, de Nick Cohen, publicado em Portugal
Entrevista: “Ser de esquerda significa apoiar o Estado e, temo, ser anti-americano”

O que resta da esquerda ou como a esquerda está sempre pronta a desculpar mais depressa Saddam e Osama do que George W. Bush. Entrevista com Nick Cohen, que acaba de lançar “O que Resta da Esquerda?” em Portugal

«A integração dos imigrantes, as sociedades multiculturais... A esquerda também, do seu ponto de vista, não está a saber responder a isto?

Num certo sentido, o meu livro é sobre isso. As mulheres muçulmanas que vivem na Europa, por exemplo, deviam poder contar com o apoio da esquerda para se poderem emancipar. Mas, por causa do dogmatismo sobre o multiculturalismo, não podem. É a esquerda que hoje lhes diz: isso é a vossa cultura. E qualquer pessoa que se lembre de criticar essa cultura em termos mais duros é logo acusada de ser islamofóbica e racista.

O que sobra para a esquerda então, para além da protecção do ambiente como você refere?

No livro, recuo 100 anos para os socialistas e intelectuais do início do século XX, que hoje diriam que ganharam quase tudo. Essa é uma parte do problema. Actualmente, ser de esquerda significa apoiar o Estado de bem-estar e as instituições públicas. E, temo, ser anti-americano. Não sei como é que as coisas vão avançar a partir daqui. Mas quero acreditar que o lado melhor da esquerda, o seu lado emancipador, volte a existir.
Para além disso, essa ideia do New Labour de saber como é que preservamos essa democracia social que faz a civilização europeia num mundo globalizado é interessante.»

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1309678&idCanal=12
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