UM PAÍS FICTÍCIO

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lecavo
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 20 nov 2007, 21:24

Viva!

DIREITA X ESQUERDA...

Uma universitária frequentava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza em partes iguais, independentemente da pessoa se esforçar ou não. O que importava era que o mais rico distribui-se a riqueza amealhada com o mais pobre.

Tinha vergonha pelo facto do seu pai ser de direita e, portanto ser igualmente contrário aos programas e projectos socialistas que previam a distribuição da riqueza e benefícios aos que não mereciam (na opinião dele) e impostos mais altos aos que tinham mais dinheiro.

A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia do seu pai estava equivocada.

Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai.

Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialéctica de Marx, procurando mostrar-lhe que estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita.

No meio da conversa o pai perguntou:

- Como vão as aulas?

- Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 16, mas dá-me muito trabalho consegui-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.

O pai prosseguiu:

- E a tua amiga Sónia, como vai?

Ela respondeu com muita segurança:- Muito mal. A sua média é 10, principalmente, porque passa os dias em centros comerciais e em festas. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Com certeza, repetirá o semestre.

O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:

- Que tal se tu sugerisses aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das tuas notas para as da Sónia? Com isso, vocês as duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para ti, mas convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês as duas.

Ela indignada retrucou:

- Por quê?! Eu estudei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sónia apenas procurava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.

O seu pai, então, abraçou-a carinhosamente, e disse:

- Bem-vinda à Direita!!!!!
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 23 nov 2007, 22:10

Viva!

Carta escrita por um cidadão ao nosso Ministro das finanças sobre os benefícios fiscais para quem, infelizmente tem cancro. É verídica!

Ex.mo Senhor Ministro das Finanças

Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País, com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de identificação de Lisboa, contribuinte n.º152115870 vem por este meio junto de .Ex.a para lhe fazer uma proposta:

A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma.

Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%, imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais.

Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirmam que para si o CANCRO é uma questão de só menos importância.

Considerando ainda, o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano seja retirado os benefícios fiscais, a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:

a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus cumprimentos o dará à sua Esposa ou Filha.

b) Concomitantemente com esta oferta gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:

c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.

d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.

e) a angustia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.

f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).

g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.

h) A angústia em que vivemos permanentemente.

Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer. Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.

Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...

Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender.

Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.


Atentamente
19/Outubro/2007
Victor Lopes da Gama Cerqueira
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 30 nov 2007, 21:32

Viva!

A fronteira das ilusões

Para a maioria dos portugueses, combustíveis como a gasolina ou o gasóleo são bens não transaccionáveis. Gostariam de os poder adquirir a preços mais baixos, mas a escassa concorrência existente no mercado e o facto de viverem e trabalharem ao longo da faixa litoral dificultam o acesso a alternativas. Pagam o preço por habitarem num país em que o sustento de um Estado gordo exige uma carga fiscal compatível com as vastas necessidades do erário público.

No interior, junto à fronteira com Espanha, o cenário é diferente. Há opções para quem pretenda atestar o depósito, poupando o dinheiro que poderá ser aplicado noutros bens e serviços. A racionalidade das decisões impõe as suas consequências. Ano após ano, um volume crescente de receitas fiscais que o Estado português poderia arrecadar vai parar aos cofres do país vizinho. No ano passado, de acordo com as contas efectuadas pela associação que agrupa as empresas petrolíferas, mais de 84 milhões de euros em imposto sobre os produtos petrolíferos e IVA voaram do território português.

O recurso a postos de abastecimento situados em Espanha, onde a fiscalidade é menos penalizadora do preço de venda dos combustíveis, levou os consumidores nacionais a transferirem perto de 147 milhões de euros para o volume de negócios dos fornecedores que actuam do lado de lá da fronteira. O valor é descontado na facturação dos operadores portugueses, circunstância que explica o óbvio interesse do sector em divulgar as perdas. Mas a este balanço negativo, há que somar, ainda, os efeitos, para o Fisco e para a economia portuguesa, resultantes de outras decisões de consumo.

As disparidades fiscais entre um país que tem as suas finanças públicas em ordem e outro que ainda se esforça por fazê-lo reflectem-se um pouco por todo o lado, sempre que preços mais favoráveis para os consumidores praticados no mercado espanhol se acrescentam à conveniência e à proximidade. As petrolíferas chamam-lhe “fuel tourism” e estimam que, em 2006, tenha significado perdas de 25 milhões de euros para os concorrentes portugueses que tenham sido preteridos pelos clientes em favor de um périplo consumista a Espanha.

Parece pouco dinheiro comparado com os mais de 150 mil milhões de euros do produto interno bruto português? Parece. Mas para o débil estado das regiões do interior de Portugal, carentes de negócios e de investimentos reanimadores que anos consecutivos de incentivos fiscais não conseguiram aliciar, a soma deve fazer uma razoável diferença. Num mundo ideal, a solução seria evidente: baixar os impostos, debelando, entre muitos outros, os problemas de competitividade que têm origem na elevada quantidade de recursos que são sugados pela máquina pública às empresas e às famílias. Aparentemente, o Governo poderia fazê-lo, porque o défice público reentrou numa rota descendente. Mas seria pior a emenda que o soneto.

Como acaba de recordar Vítor Constâncio, com uma meritória dose de cautela, ainda falta percorrer um largo caminho até que Portugal tenha cumprido os seus compromissos de baixar o défice para um nível próximo de zero, como pedem as regras da Zona Euro. Cair na tentação eleitoralista de arrefecer a carga fiscal antes de garantir a redução e a sustentabilidade da despesa seria uma decisão irresponsável e antipedagógica. Transmitiria a ideia, errada, de que o mais difícil está feito. As ilusões dão dividendos no curto prazo, mas saem caras.

João Cândido da Silva
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor lecavo » 03 dez 2007, 21:18

Viva!

POBRE KHADAFI. Li há tempos que o homem andava à procura de local para montar a tenda em Lisboa. Khadafi participa na cimeira UE-África, não tenciona dormir nos hotéis da capital e deplora o facto dos nossos Sheraton ou Meridien não terem quartos apropriados para camelos. A opção mais simples seria apontar a Ota ou Alcochete como alternativas, mas a ausência de estudos conclusivos impede uma escolha informada. Desesperamos? Nem por isso: Khadafi que parta para Cascais e que monte a barraca no antigo lugar do Hotel Estoril Sol. E, de preferência, que não tenha pressa em deixar-nos. O gesto sempre conferia algum exotismo à vila e, naturalmente, impedia que Gonçalo Byrne medrasse o seu edifício híbrido por lá. Antigamente, as consciências finas deploravam o Hotel Estoril Sol e lamentavam que o mostrengo arruinasse a paisagem. O edifício de Byrne, que o Expresso e a SIC mostraram e que as consciências finas agora aplaudem, consiste em duas torres que começam por subir com vigor para os céus mas que são rapidamente acometidas por disfunção eréctil. Acontece aos melhores e longe de mim culpabilizar Byrne pelo desconcerto: nas palavras do próprio, o edifício não deixará ninguém indiferente e, se houver polémica, isso mostra apenas a excelência de uma construção que se impõe.
João Coutinho
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor masahemba » 18 jan 2008, 13:01

este tópico já vai longo, e já se esqueceu o texto que o fez nascer, o extermínio de todas as famílias cujo apelido começasse por letra A. A esta metáfora se lhe pode dar vários significados. A brutalidade dos ditadores é insana. Decerto que as famílias de letra A teriam uma qualquer particularidade que se tornava incómoda para o ditador. Nós, portugueses, que vivemos numa democracia (a sério?), podemos estar à vontade, que todos os que tiverem apelidos iniciados por letra A não correm perigo. Na nossa democracia, efectivamente, o problema não reside no nome que as famílias têm. O problema reside no estatuto social que as famílias têm. Se for R de remediado, ou P de pobre...a democracia torna-se luminosa para as famílias de R de ricos, ou I de influentes, e aí, as famílias de R ou P não se exterminam se tiverem a elasticidade de fazer render o E de €uro, por caso contrário, as famílias de R ou I tudo farão para conseguir sugar mais e mais...que uma democracia não se valoriza com gentita de R ou P. A riqueza do país é o valor da bolsa, o preço das acções, as imensas fortunas que se constroem com o súor dos...quem afirmar isso, movo-lhe uma acção! Ainda bem que eu pertenço aos M de Masahemba. Nada tenho a ver nem com Rs, nemPs, nem Rs, nem Is...vivo feliz nesta democracia. Briosas saudações. Masahemba

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor tiririca » 10 mar 2008, 13:15

Em defesa da Escola Pública

Agora que há por aí quem defenda a Escola Pública também aqui o faço, talvez seja tempo de dizer que a defesa da Escola Pública não é um exclusivo de alguns e a sua defesa não é um exclusivo de um grupo profissional.

Defendo a Escola Pública como condição de acesso igual ao ensino, da existência de uma boa Escola Pública depende o desenvolvimento do país e é uma condição para a existência de igualdade de acesso às oportunidades por todos os cidadãos.

A Escola Pública que defendo não, portanto, é a escola geradora de subdesenvolvimento e das desigualdades, não é uma escola reservada aos que não conseguem aceder ao ensino privado, onde os alunos são esquecidos nos pátios quando não há aulas por qualquer motivo. A Escola Publica que defendo é uma escola onde todos sejam igualmente responsabilizados, onde os maus resultados devem ser explicados, onde o principal objectivo é a excelência e não a mediania.

A Escola Pública que defendo é gerida de acordo com os valores democráticos e isso implica que a gestão não seja exclusivo de um grupo profissional, os seus objectivos são os da sociedade e não os de um qualquer grupo profissional, podendo confundir objectivos profissionais com objectivos públicos. A Escola Pública deve ser gerida com base nos objectivos da sociedade que deve estar presente na sua gestão.

A Escola Pública que defendo deve ter o direito de contratar, fixar e premiar os professores e todos os profissionais que se empenhem no seu sucesso, que com a participação assegurem um elevado nível de excelência à escola. Na Escola Pública que defendo os professores devem ser tratados com dignidade, ver reconhecido o seu mérito e estimulados a melhorar continuamente os métodos de ensino.

Na escola pública que defendo não há turmas para alunos de segunda, para onde vão os mais pobres e pior sucedidos, ou turmas tranquilas constituídas pelos bons alunos e pelos filhos de família. A Escola Pública deve ser gerida com base no princípio da igualdade de oportunidades, a qualidade do ensino e a igualdade devem presidir a todos os acos de gestão, a Escola Pública está ao serviço dos alunos enquanto cidadãos.

A Escola Pública que defendo deve ser um modelo de serviço público e não um modelo de “sociedade” exclusivo de um qualquer partido, deve merecer a prioridade dos recursos financeiros do Estado, em prejuízo de submarinos e obras públicas de fachada.

A Escola Pública que defendo não é pública por obedecer a modelos políticos caducos ou porque proporciona muitos empregos, é pública porque serve bem o país e é gerida em função do seu desenvolvimento. Na Escola Pública todos servem, ninguém se deve servir dela.

A democracia ainda não conseguiu construir uma Escola Pública à altura dos desafios da sociedade e capaz de responder aos valores da democracia, é tempo de os governos apostarem na Escola Pública, custe o que custar e a quem custar.

Segunda-feira, Março 10, 2008
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor tiririca » 11 mar 2008, 12:00

Chegou-me por mail....

Aqui fica um testemunho do sentimento de mais um militar que foi capaz de o expressar por escrito e com respeito. Honra lhe seja feita

"A Pátria honrai que a Pátria vos contempla"

Excelentíssimos Senhores

Em boa verdade nem eu próprio sei como classificar o teor desta carta. Os Senhores lhe darão a classificação que entenderem. RECLAMAÇÃO? LAMENTO? PEDIDO? REVOLTA?

REVOLTA pela maneira como eu e mais uns milhões de portugueses fomos enganados nas promessas eleitorais do Senhor 1ºMinistro.

Se V. Ex.ª tivesse dito que ia tirar, em vez de dizer que dava, não estaria certamente no lugar que ocupa.

Enganou-me, tirou-me e continua a tirar-me porque eu sou um dos elos mais fracos e a quem é mais fácil chegar, fácil e cómodo.

Pertenço à classe dos militares reformados, a classe a que o Governo chama funcionários públicos dando-lhe nitidamente a conotação, que havia antigamente, do chamado manga-de-alpaca. V. Ex.ª faz-me lembrar o indivíduo alcoolizado que chega a casa e desata a bater na mulher e nos filhos que é quem tem mais à mão e em quem é mais fácil, descarregar as iras. V. Ex.ª fá-lo em relação aos mais necessitados pois, como há dias disse publicamente o Sr. general Garcia Leandro, é um escândalo o que se paga a membros de certos cargos.

Mas esses estão salvaguardados, com o futuro bem garantido porque parece que são intocáveis, se calhar por pertencerem às mesmas famílias políticas que têm constituído os governos. Quero informar que não sigo em rigor nenhuma linha política mas, de facto, nunca esperei vir a ser tão humilhado e enxovalhado, na qualidade de velho militar de carreira e agora votado a quase completo abandono e desprezo por parte do Governo.

REVOLTA por constatar que V. Ex.ª, Senhor 1º Ministro, não gosta de nós, nós que lhe demos a possibilidade, em 25 de Abril de 1974, de agora estar no Governo com todas as prerrogativas de fazer o que muito bem entende.

REVOLTA pela maneira como funciona o serviço da ADM ao qual eu tenho pleno direito mas que parece ser um favor que me está a ser concedido. Classificou de privilégios os direitos adquiridos ao longo dos anos e que o Governo, abruptamente, entendeu retirar como medida absolutamente populista, aliás como é apanágio do Senhor 1º Ministro e que é anunciar coisas que caem bem na opinião pública mas alheando-se, ou fingindo que não percebe, que tem TODOS os ramos de actividade do país em protesto.

LAMENTO porque anui de alma e coração aos ideais do 25A, do MFA, não enjeitando porém, a honra de ter participado na guerra do Ultramar, em que se dizia, então, na defesa da Pátria. Cumpri como me competia e é com orgulho que ostento nos meus documentos condecorações e louvores.

E V. Exª onde estava?

Sabe o que foi ser militar nesse tempo?

REVOLTA por agora ser tratado como lixo que já não presta e que se deita fora com o maior despudor e indiferença.

A ADM, integrada no IASFA, não dá conta do recado, fruto de uma alteração forçada no sistema de saúde para a qual ninguém estava preparado.

Veja-se o que se passa no Hospital da Força Aérea ao qual recorro. Para marcar algumas consultas é preciso ir para a Porta de Armas às 5 ou 6 horas - (no dia 6 éramos cerca de 60 pessoas) esperar que o sentinela nos deixe entrar às 7H30, esperar depois à entrada do edifício para às 7H45 entrar então para a sala, onde se começam a tirar as senhas e depois às 8H30 começarem as marcações que, não raras vezes, já não se conseguem.

Mesmo as que se conseguem são, em média, para daí a 2 meses. Em Gastro só há um médico a dar consulta; sabe-se que não há ordem para contratar médicos para substituir os que se vão embora, como sucedeu recentemente em Urologia. Houve um médico que me disse que ia deixar de dar consulta e quando lhe perguntei o que seria dos doentes respondeu com a maior descontracção - "isso é problema da Força Aérea".

É este o apoio que os reformados militares têm, depois de anos e anos a servir o País?

Já nos retiraram as comparticipações que tínhamos nos medicamentos, dizem que sou aumentado mas há dois anos que recebo menos dinheiro ao fim do mês. V Ex.ª, Senhor 1º Ministro, costuma dizer que é natural que ninguém goste de perder privilégios.

E o Senhor gosta?

Se não, porque se serve deles?

Como acha que era um privilégio o que os militares tinham vou só lembrar-lhe um episódio.

Quando V. Ex.ª teve o acidente, nas férias na Suíça, e precisou de ser intervencionado recorreu ao hospital da sua zona de residência?
Foi para a Porta de Armas do Hospital da Força Aérea, como eu, para marcar consulta?

Não!

V. Ex.ª beneficiou do privilégio e foi imediatamente atendido.
Só por curiosidade gostava de saber, além de não ter tido o incómodo de estar junto de mim na rua, ao frio ou à chuva às 6 horas, qual o cartão que o credenciou e qual a taxa moderadora que pagou.

Sim, porque que me conste o Senhor não é e julgo que também não foi militar, portanto estará ao nível de beneficiário da ADSE.
Também o posso informar que o Senhor, quando foi operado, passou à minha frente que aguardava vaga havia cerca de um ano para também ser operado a um joelho.

E porquê?

Por ser 1º Ministro?

Mas o Senhor, tal como todos os outros membros do Governo são pagos por mim e pelos outros contribuintes, portanto não têm o direito de atropelar quem lhes paga.

Como V. Exas. calcularão esta carta, vai circular na Internet e pode ser que alguém resolva faze-la chegar à comunicação social.
Eu não o faço por vergonha, pois basta ver o meu orgulho ferido quando os autocarros da Carris passam junto ao H. da F. A. e se nota que alguns passageiros fazem chacota ao ver aquela gente ali, na rua, na sua maioria velhos como eu.

È este o " reconhecimento " do Governo que, ao invés de se orgulhar e compensar os velhos militares de carreira os humilha desta maneira?

PEDIDO, que V. Exas. sejam breves nas represálias que pretenderem exercer sobre mim.

É que vou a caminho dos 74 anos; já fui operado 17 vezes; já nada cá ando a fazer; já não tenho quem dependa de mim; já nada me importa em termos de futuro e, se demorarem muito tempo, já não lhes darei o prazer de me verem espernear de raiva, de dor, de sofrimento e de arrependimento por ter ajudado à possibilidade de V. Exas. me enxovalharem como têm feito.

Mais uma vez evoco as palavras do Sr. General Garcia Leandro: "Isto tem que mudar "e não seria boa imagem para o seu ego ter que fazer como o outro que, em desespero, incendiou Roma para mostrar o seu poder.

Mui respeitosamente

Carlos Sousa da Silva Nuno
SCH/OPCOM/REF
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor iMorAis » 11 mar 2008, 15:43

Imagino, ai se não imagino, quanto um Sargento-chefe da Força Aérea, Operador de Comunicações, não deve ter sofrido na guerra!

Mas acredito que entretanto a Força Aérea já deve ter revisto a ergonomia dos microfones e cadeiras das torres de controlo bem como dos bares das messes de sargentos.

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor matahary » 11 mar 2008, 16:00

Disparate!

Devia era ter vergonha!
Devia ter escrito o valor da reforma dele; assim é que era de homenzinho! Porque há muitos velhos, velhos, e muitas velhas, velhas, que estão à porta do Centro de Saúde à mesma hora que os militares estão à frente do Hospital que ele fala, mas que, ao contrário deles, não vão de carro, vão de Carris e recebem de reforma um quinto ou um sexto da reforma dele.

Putakuspariu! Vivem bem, sustentados desde sempre pelo Estado, e ainda têm o descaramento de vir chorar para a praça pública.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor iMorAis » 11 mar 2008, 16:54

Não só quanto recebe de reforma mas também com que idade se reformou!

São cartas e posições deste imprudente quilate que os cobrem de ridículo, que os diminuem e despromovem aos olhos da sociedade. Deveriam era estar caladinhos lá no seu cantinho, a esfregar as mãos de contentes por este estado pobre lhes ter proporcionado uma vidinha remediada, mas dourada, e não virem para a praça pública ofender a inteligência do tuga médio (para ai 80% da espécie).

Autistas!

(Perdoem-me os que o são de facto)

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor XRuy » 11 mar 2008, 18:13

Ora essa, cada um queixa-se do que lhe dói!

Então estes para fazerem uma berraria basta acenar-lhes, mesmo que de longe, com um biberão vazio. São muito inseguros, deixem-nos berrar à-vontade, coitadinhos! :D

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor Pedro Bala » 11 mar 2008, 19:02

matahary Escreveu:Disparate!

Devia era ter vergonha!
Devia ter escrito o valor da reforma dele; assim é que era de homenzinho! Porque há muitos velhos, velhos, e muitas velhas, velhas, que estão à porta do Centro de Saúde à mesma hora que os militares estão à frente do Hospital que ele fala, mas que, ao contrário deles, não vão de carro, vão de Carris e recebem de reforma um quinto ou um sexto da reforma dele.

Putakuspariu! Vivem bem, sustentados desde sempre pelo Estado, e ainda têm o descaramento de vir chorar para a praça pública.


Compreendo-te.
Espero, porém, que nesse «Putakuspariu» tenhas também incluído o Mario Soares (e todos os políticos oportunistas) ... a reforma do "sorja" é certamente bem menor...
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor Pedro Bala » 11 mar 2008, 19:25

iMorAis Escreveu:Não só quanto recebe de reforma mas também com que idade se reformou!

São cartas e posições deste imprudente quilate que os cobrem de ridículo, que os diminuem e despromovem aos olhos da sociedade. Deveriam era estar caladinhos lá no seu cantinho, a esfregar as mãos de contentes por este estado pobre lhes ter proporcionado uma vidinha remediada, mas dourada, e não virem para a praça pública ofender a inteligência do tuga médio (para ai 80% da espécie).

Autistas!

(Perdoem-me os que o são de facto)

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor matahary » 11 mar 2008, 21:52

"Putakuspariu", são todos aqueles que vivem à conta do Estado e que vêm chorar e lamentarem-se.

E mais uma coisa: não foi com esse sargeto, certeza absoluta, que houve o 25 de Abril. Para ele e para tantos outros como ele, não mexeriam uma palha, porque de facto, estavam bem, viviam bem, comparativamente. E prova disso, é ele dizer "honra de ter participado na guerra do Ultramar, em que se dizia, então, na defesa da Pátria. Cumpri como me competia e é com orgulho que ostento nos meus documentos condecorações e louvores.". Agora que as coisas já não lhes convêm, cospem no prato da sopa! São imorais! (Não és tu.)

Exacto, quanto recebe de reforma e a idade que tinha quando se reformou.... Bela vida!

Claro, cada um deve queixar-se onde mais lhe dói e se ele acha que se deve queixar, acho muito bem, agora, que se leia uma coisa destas e que ache que nos come por papalvos, isso é que não!
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor tiririca » 12 mar 2008, 12:34

iMorAis Escreveu:São cartas e posições deste imprudente quilate que os cobrem de ridículo, que os diminuem e despromovem aos olhos da sociedade. Deveriam era estar caladinhos lá no seu cantinho, a esfregar as mãos de contentes por este estado pobre lhes ter proporcionado uma vidinha remediada, mas dourada, e não virem para a praça pública ofender a inteligência do tuga médio (para ai 80% da espécie).

Autistas!

(Perdoem-me os que o são de facto)

iMorAis


Meu caro amigo, de todo o texto, meu é apenas a frase «Chegou-me por mail...» (só para esclarecer e perceberes as posições ou afirmações que vou fazer a seguir). Quando cá coloquei o texto, pretensamente escrito por aquele pretenso senhor sargento, não estava a pensar no dito sr. sargento de 74 anos, que até já fez 17 operações, nem nos seus lamentos, já que, como alguém disse aqui acima... "cada um se queixa onde lhe dói". Nem nas suas "benesses", nem na sua reforma, "choruda" ou não, nem na sua idade à altura em que se reformou. Porque ele simplesmente não inventou nada, apenas se limitou a aproveitar as condições existentes, as condições que o estado lhe proporcionou. Agora que lhe tiram algumas (dessas "condições") o homem dói-se e queixa-se. Lamenta-se. Está no seu direito.

Não é por aí que eu vou.

Vocês apontam o dedo ao senhor e outros apontam-nos o dedo a nós. Em suma, estamos "todos" debaixo do mesmo telhado de vidro – todos somos funcionários do estado. Tu pertences a uma instituição onde as pessoas continuam a ir para a reforma uns anos mais cedo que os restantes. Até há bem pouco tempo eram quinze anos, agora está me dez, daqui a uns anos serão cinco. Que eu saiba, os PSP’s (o grupo a que tu pertences) estrebucharam de caraças contra estes “cortes”. Tu pertences a uma instituição que goza de um subsistema de saúde (comparticipado em parte - desde há poucos dias - pelo estado, ou seja, por todos os tugas). Estes cortes no subsistema SAD, que te obrigaram a descontar uns euros do teu salário mensal, também fez estrebuchar os PSP’s.

Gostaria de chamar à atenção para o facto dos agentes da PSP também usufruírem dos hospitais militares e até somos civis (embora eu ache que somos "civis"). Acusas o "pobre" coitado, mas não renuncias aos teus "privilégios"! Ou será mesmo sem aspas!? Quando dói, toda a gente grita! (a menos que esteja afónico!).

Esquece lá o sargentola e os seus lamentos, porque não passa de uma célula de celulite deste estado obeso e corrupto. Reparas-te que o sr. PM foi operado num hospital militar!? A que propósito!? Que eu saiba ele é civil. O líder das forças armadas é o Presidente da República, não o PM!

Quando decidi colocar o texto, não esperava qualquer reacção, como é aliás habitual. Estava a pensar no estado a que esta instituição hospitalar chegou. Na constatação desse facto. Eu desconhecia-o. O hospital da Força Aérea está considerado como uma unidade de excelência, tal como o da Marinha.

Mas pensava sobretudo no absurdo de estarmos todos a manter estas instituições que se duplicam (ou triplicam). A Força Aérea tem um hospital, a Marinha tem outro e o Exército tem uns poucos espalhados pelo país. Isto custa dinheiro. Manter estes “glutões” custa rios de dinheiro, pago por todos nós.

Todos sabemos que as forças armadas têm de ter um "corpo médico". Mas será que dada a dimensão actual das forças armadas e das reduzidas capacidades financeiras do país, uma única "organização de saúde militar" (à falta de melhor nome!) não chegava!?

A GNR neste momento, provavelmente tem mais efectivo que o exército. Nesse caso e seguindo o princípio deste último, também poderia ter uns “hospitais da GNR” espalhados pelo país! (Não te esqueças que também são militares!)

Mais, será que nas condições actuais do país e das suas forças armadas se continua a justificar a existência de hospitais militares? (pagos na totalidade pelo erário público para usufruto de meia dúzia de “eleitos”)

Olha, será que os elementos da PSP devem usufruir dos serviços destas instituições? A que propósito se somos civis? (embora eu continue a achar que somos “civis”).

Em termos gerais e de equidade entre todos os cidadãos de um país, sobretudo o nosso que é pobre e serve mal quem dele necessita, acho obsceno a existência de subsistemas de saúde (quando são pagos pelo estado, claro), que beneficiam uma classe em detrimento da esmagadora maioria dos cidadãos, que para além de ganharem pouco, têm de pagar para os outros e ainda são muito mal servidos no sistema que os serve, como diariamente tomamos conhecimento pela comunicação social. Acabe-se de uma vez por todas com estes subsistemas todos e organize-se a rede pública de assistência na doença de modo a prestar um bom serviço a todos, independentemente de serem ou não funcionários do estado (ou ex-funcionários).

Mas as coisas nem sempre são simples. Nesta ode de encerramentos e cortes, também os nossos "postos médicos" teriam ido à vida (agora são só para usufruto do pessoal operacional). Mas alguém apercebeu-se que se tal ocorresse, a própria operacionalidade da instituição estava em perigo. Tiveram que dar um passo atrás! É que as coisas nem sempre são simples!
O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor Pedro Bala » 12 mar 2008, 13:10

Afinal, por os lados da "mouraria" há muita gente que não vive nada mal a julgar por este relatório:

«Relatório: lisboeta tem 44 anos e ganha em média 1.282 euros
O lisboeta típico tem, em média, 44 anos, possui o ensino primário ou básico, trabalha no sector terciário e tem um rendimento médio mensal de 1.282 euros, segundo o Observatório de Luta Contra a Pobreza em Lisboa.

O Observatório fez um levantamento de alguns indicadores socio-económicos sobre cada uma das freguesias do concelho de Lisboa de forma a caracterizar a cidade e os seus habitantes e concluiu que, em termos de habitação, 49 por cento dos lisboetas residem em casas arrendadas ou subarrendadas (com rendas médias de 118 euros), sendo São Mamede a freguesia com rendas mais altas, apresentando valores acima dos 150 euros, e Castelo, com valores médios de 54 euros, aquela com rendas mais baixas.

Os dados do relatório indicam ainda que mais de 76 por cento dos lisboetas trabalha no sector terciário, tem um rendimento médio mensal de 1.282 euros, e 7,3 por cento da população está desempregada.

As freguesias que registam maior taxa de desemprego são a Charneca (11,3 por cento), Marvila (10,1 por cento) e Santa Justa (9,8 por cento). Mártires, com 2,3 por cento, São Francisco (4,6 por cento) e Lumiar (5,2 por cento) são as freguesias com menor taxas de desemprego.
CONTINUA ...»

12-03-2008 9:01:00

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=322906
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor matahary » 12 mar 2008, 15:58

Alguém pode explicar, ou desenhar, ao tiririca que só há três - três - grandes grupos na sociedade portuguesa: clero, militar e civil. Logo, se o fulano não é militar, nem pertence ao clero, é civil. Qual será a dificuldade em perceber isto? Só um presunçoso de grande calibre pode achar-se "civil".

Haja paciência!

Alguém que lhe explique que é um civil com alguns direitos (e deveres) consagrados apenas às forças de segurança. Assim como os diplomatas são civis (os que não são militares ou do clero, obviamente), mas com regalias e direitos ainda mais específicos que os das forças de segurança, do que militares e por aí acima.

Bolas! O gajo é... que adjectivo se aplicará aqui?

Agora, expliquem-me a mim, se alguém for capaz, o que é ser "civil".
Por amoràsanta! Mete dó!

Para quem não sabe, a polícia usufrui de serviços em estabelecimentos civis, que o comum cidadão não usufrui (infelizmente); a isto chama-se parcerias. Qual o espanto? Deixa de ser polícia por isso? Claro, nem por isso são vistos com bons olhos, são tolerados. O mesmo, aposto, acontece maioritariamente quando um polícia vai a uma instituição militar - suportam-no. Por usufruir um hospital militar não o torna militar, nem menos civil que os outros. Parcerias. E pena que não haja mais, havendo assim, tanta duplicação de serviços.


Sultão,

Não te esqueças que esse relatório é baseado em estatísticas. Como sei que com a idade que tens, sabes perfeitamente o que isso quer dizer, não será necessário explicar. Portanto, não te deixes levar pelos resultados. Há muita gente em Lisboa, moura ou não, que não tem, nem nunca tiveram, casa-de-banho, nem água canalizada.
Estes resultados deviam ser emparelhados com outros resultados, nomeadamente com os da Santa Casa e talvez aí tivesses a realidade da pobreza lisboeta.


Nota: É óbvio a GNR não ter os seus próprios hospitais, à semelhança dos três ramos das Forças Armadas - são três e não quatro - uma vez que a GNR é formada pela Academia Militar, logo, os militares da GNR usam os hospitais dos outros colegas verdes. Os três ramos formam médicos, é natural que tenham os seus hospitais; enquanto que a GNR não forma, não tendo, por isso, necessidade de absorver os seus médicos.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor punisher » 12 mar 2008, 18:31

matahary Escreveu:Disparate!

Devia era ter vergonha!
Devia ter escrito o valor da reforma dele; assim é que era de homenzinho! Porque há muitos velhos, velhos, e muitas velhas, velhas, que estão à porta do Centro de Saúde à mesma hora que os militares estão à frente do Hospital que ele fala, mas que, ao contrário deles, não vão de carro, vão de Carris e recebem de reforma um quinto ou um sexto da reforma dele.

Putakuspariu! Vivem bem, sustentados desde sempre pelo Estado, e ainda têm o descaramento de vir chorar para a praça pública.


É sabido que este país é muito "fictício", mas será que agora um cidadão que após uma vida de trabalho (não importa se foi militar, civil ou "assim assim", cantoneiro ou professor etc etc, da Força Aérea ou Éxercito, se combatente ou rato de gabinete)...por ter uma reforma "justa" é que está mal???? ....claro que ha aí muito velhinho com reformas miseráveis, mas será que é o sargento que está mal???? e por haver gente em piores condições, será que o sargento já não tem direito á indignação??? Será que agora ser funcionário do Estado é imoral???..só num país fictício povoado por gente fictícia...


matahary Escreveu:"Putakuspariu", são todos aqueles que vivem à conta do Estado e que vêm chorar e lamentarem-se.


...Viver à conta do Estado??? ..desde que os funcionários cumpram os seu deveres laborais, não vivem à conta do Estado nem á conta dos contribuintes...vivem á custa do seu trabalho. Sim. Porque decerto que os trabalhadores portugueses do sector privado não vivem à conta do patrão..pois não???
Quer saber o que é viver á conta do Estado??....conhece o Ali BÁBÁ e os 230 Ladrões???

Abono superior ao salário mínimo
Os vice-presidentes parlamentares com um mínimo de 20 deputados (PS e PSD), os presidentes das comissões permanentes e os vice-secretários da mesa têm de abono 15% do vencimento - 555 €. Mais 129 € do que o salário mínimo nacional.

Ajudas de custo para os de fora
Quem reside fora dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro e Amadora recebe 1/3 das ajudas de custo fixadas para os membros do Governo (67,24 €) por cada dia de presença em plenário, comissões ou outras reuniões convocadas pelo presidente da AR e mais 2 dias por semana.
Os deputados que residem num círculo diferente daquele por que foram eleitos recebem ajudas de custo, até dois dias por semana, em deslocações que efectuem ao círculo, em trabalho político. Mas também os que, em missão da AR, viajem para fora de Lisboa. No país têm direito a 67,24 € diários ou a 162,36 € por dia se forem em serviço ao estrangeiro.


Viagens pagas todas as semanas
Quando há plenário, a quantia para despesas de transporte é igual ao número de quilómetros de uma ida e volta semanal entre a residência do parlamentar e S. Bento vezes o número de semanas do mês (4 ou 5) multiplicado pelo valor do quilómetro para deslocações em viatura própria. Uma viagem ao Porto são 600 Km, 5 vezes num mês, dá 3.000l. Como o quilómetro é pago a 0,39 €, o abono desse mês é de 1.170 €.

Deslocações em trabalho à parte
Ao salário-base, ajudas de custo, abono de transporte mensal há ainda a somar os montantes pela deslocação semanal em trabalho político ao círculo eleitoral pelo qual se foi eleito. Os deputados eleitos por Bragança ou Vila Real são os mais abonados
"quem poupa o lobo...sacrifica o cordeiro..."

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor matahary » 12 mar 2008, 21:14

A minha visão sobre os militares é tão simples quanto isto:

Viver para o Estado e não à custa do Estado.

Se atravessamos uma época de "vacas magras", estes senhores devem ser os primeiros a reconhecer que é preciso fazer sacrifícios. Sei de outros, não militares, que ficaram sem comparticipação medicamentosa, e nunca li nenhuma carta a chorar e garanto que durante a vida fizeram muitos mais sacríficios que este senhor.

A vida também já me ensinou que aqueles que mais choram são aqueles que menos precisam.

A mim, não me preocupa quem tem muito, a mim, preocupa-me quem nada tem; e estes militares têm mais do que o necessário para viverem condignamente. Esse senhor, que não olhe tanto para o umbigo dele, que vai ver que afinal de contas não tem razão alguma para chorar.

Quero deixar claro que há militares que não auferem a reforma que este sargeto aufere! Se ele em vez de chorar pelo umbigo dele, chorar pela miséria que outros recebem, aí sim, até lhe dou o braço.

Ah, outra coisa! Não se comparem ao PM. Nenhum de nós morrendo, vai trazer problemas políticos, económicos ou instabilidade ao país, ao contrário do que aconteceria, caso o PM morresse, logo, parece-me estupidez colocar em causa se ele (o PM) não fica na fila ou se vai para este ou para aquele hospital. Criancices.


Punisher,

Não me venhas ensinar o que é trabalhar à conta do Estado e o que é trabalhar à conta do patrão (sector privado)... Não percas tempo a deitar-me areia para os olhos.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor tiririca » 12 mar 2008, 23:13

Bolas! O gajo é... que adjectivo se aplicará aqui?

:shock:
Alguém pode explicar, ou desenhar, ao tiririca que só há três - três - grandes grupos na sociedade portuguesa: clero, militar e civil. Logo, se o fulano não é militar, nem pertence ao clero, é civil. Qual será a dificuldade em perceber isto? .

Se as coisas fossem assim tão simples! Quando comecei a ler até julguei que a senhora ia falar do povo, do clero e da nobreza. Afinal avançou um pouco mais e ficou-se pelos civis, militares e pelo clero. Acredite, a dificuldade não é minha. Há razões que a minha razão julga e que a sua desconhece (a fazer fé nas suas afirmações), para que não perceba, porque é que eu digo "civis" e não civis. É preciso conhecer a instituição por dentro, para perceber isso, podendo-se ou não concordar. Mas vivendo nós num país livre, deixe-me cá com as minhas ideias e limitações cognitivas. Eu vivo bem com elas.
Só um presunçoso de grande calibre pode achar-se "civil"

:shock:
Haja paciência!

:shock:
Alguém que lhe explique que é um civil com alguns direitos (e deveres) consagrados apenas às forças de segurança. Assim como os diplomatas são civis (os que não são militares ou do clero, obviamente), mas com regalias e direitos ainda mais específicos que os das forças de segurança, do que militares e por aí acima.

Agora, expliquem-me a mim, se alguém for capaz, o que é ser "civil".
Por amoràsanta! Mete dó!


Não se preocupe comigo, que eu sei bem quem sou.

Olhe, mas já que dá tanta importância a esse facto, digo-lhe então que escrevo "civil" e não civil, quando me refiro aos elementos com funções policiais da PSP, porque mantemos uma série de tiques, para não lhe chamar outra coisa, que são tudo menos civis. Nomeadamente: - "Apresentações"! Possivelmente a senhora não sabe o que isso é. É natural, mas creia que é uma seca. Depois de tanto barulho, lá se conseguiu dar um pequena passo em direcção ao civil, afastando-nos mais um pouco do "civil". Hoje já não é necessário estar às 09H00 de dolmen vestido e luvas pretas calçadas à porta do gabinete do senhor comandante e, apanhar uma seca por vezes de duas horas à espera que este tivesse "disponibilidade" para receber a "sua" apresentação. Isto, todas as vezes que se vinha de férias ou baixa prolongada, mesmo que fosse entrar no 4.º turno!!!!!! Hoje as "apresentações" são feitas ao graduado de serviço no início do turno. Foi um passo em direcção ao civil - mas a verdade é que as apresentações mantêm-se. Só muda a roupa e a pessoa a quem se apresenta, mas o formalismo, a que eu chamo tique militar mantém-se. Portanto, por aqui, mantenho a palavra "civil" entre aspas.

Quer mais? Então diga-me, qual o organismo civil, que obriga os seus elementos a meter um passaporte de férias, onde tem de descriminar para onde vai e dar um contacto. Depois de assinado, é destacado um papelito, que lhe é entregue. Não me pergunte para que serve tal papel. Antigamente devia servir para mostrar à policia militar. Hoje não sei, mas ele existe e é mais um tique militar, que me leva a manter as aspas na palavra "civil".

Continência = cumprimento militar! (segundo o dicionário da Porto Editora). Na PJ e no SEF que são civis e não "civis" as pessoas cumprimentam-se na mesma. Não há continências.

Formaturas! Sabe o que são? Não estou a ver organizações civis a fazer formaturas na rendição de cada turno. - Alinhar pela direita! FIIIRme! Sé Óp! Dá-me licença que apresente a formatura! - mande descansar! Numa organização civil os briefing's a cada passagem de turno, não são feitos com estes tiques militares, ou são!? Já vi algumas rendições de turno nos hospitais e nunca vi os enfermeiros a alinhar pela direita! (dizem por aí que algumas enfermeiras alinham :D mas eu nunca vi nada e podem ser só bocas...)

Veja a parada militar que a PSP faz todos os anos em frente aos Jerónimos. É tudo menos civil. Ver aquelas cachopas todas a marchar dá gosto. Ver aquele azul todo alinhadinho e de passo certo, até parece o exército vermelho!

Mas tudo isto são pequenas migalhas. O que me leva verdadeiramente a colocar as aspas na palavra "civil" é o facto do direito à greve me estar vedado. Para ser um civil de sete custados, este direito não me pode ser negado. O resto até que passo por cima, mas isto não. Enquanto os elementos com funções policiais da PSP não tiverem direito à greve, continuarei a escrever a palavra "civil" entre aspas.
Para quem não sabe, a polícia usufrui de serviços em estabelecimentos civis, que o comum cidadão não usufrui (infelizmente); a isto chama-se parcerias. Qual o espanto? Deixa de ser polícia por isso? Claro, nem por isso são vistos com bons olhos, são tolerados. O mesmo, aposto, acontece maioritariamente quando um polícia vai a uma instituição militar - suportam-no. Por usufruir um hospital militar não o torna militar, nem menos civil que os outros. Parcerias. E pena que não haja mais, havendo assim, tanta duplicação de serviços.

Olhe, chame-lhe o que quiser. Que haja muitos, que haja poucos...são "outras" guerras. Nós só botamos faladura sobre isto. Quem decide está-se pura e simplesmente marimbando para o que eu ou a senhora pensa. Mas, quando é "venha a nós" está tudo bem. Quando é "toma lá"! Não há ninguém que não se doa.
O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor iMorAis » 14 mar 2008, 16:16

Tiririca,
Não fiz nenhum juízo sobre as razões que o levaram a colocar o texto. Tanto podiam ser de solidariedade como de rejeição, ou outras, tanto se me fazia como se me fez. De resto você foi esclarecedor no texto subsequente, mas por mim nem precisava.

********************

Reivindicar é próprio da democracia. Se até a asneira é livre porque razão pedir, reclamar, peticionar, não devem ser vistos e feitos com espontaneidade? Devem mesmo!

Para mim o problema não está ai, mas sim nestes fulanos não terem a consciência da realidade – mais propriamente da dos outros –, serem individualistas, egoístas e colectivamente interesseiros, denotarem não possuírem a mínima consciência dos seus gordos privilégios e regalias vindo despudoradamente e com uma altivez que não compreendo (acho-a até demente) defender o direito a “comer” (ainda) mais que outros de um bolo que é de todos, para o qual todos contribuímos e que quando encolhe é (devia ser) tambem para todos.

Não são eles, os militares, os tais que dizem identificar-se com o profundo sentir da nação? Então isso de facto e de jure é o quê? Terá alguma ligação à realidade?
Sim, putaqueospariu … bem aplicado!

Quanto a sermos policias e também termos certos benefícios não disponíveis à população em geral:
Já aqui exprimi, num tempo em que fui mais participativo ou o fui com maior regularidade, qual a minha opinião em relação à manifestação publica das nossas insatisfações. Por mais de uma vez revelei o meu desconforto (e até repudio) pela forma como os sindicatos da PSP difundiam as suas reivindicações e quanto a achava quase sempre desajustada, espalhafatosa e nada sensata atendendo a que os destinatários dessa publicitação – a população em geral – a não entenderem nem poderem entender, por genéricamente se encontrar em termos de benefícios sociais em patamares bem abaixo dos nossos.

Não digo com isto que ache que os sindicatos não devam reivindicar, não. Acho é que o devem fazer em sede própria e com o devido recato.

Reparem: a FA terá à volta de 5000 elementos (não sei ao certo, talvez menos), tantos quantos os habitantes da minha freguesia. Mas não pensem que estou aqui a reclamar um hospital para a minha terrinha, não. Mas podia e (se tivesse uma construção mental parecida com a do inútil que assina essa carta) devia até lutar por isso. Toda a gente se riria de mim… mas porque é que se não riem então deles? Todos nascemos com o cu virado para o mesmo lado, ou não?

Pela mesma ordem de grandeza e respeitando a proporcionalidade, até podia reclamar 4 ou 5 hospitais para o meu concelho, que por sinal e “azar” até nem tem nenhum, mas não reclamo.

E continuando … até podia dizer que se os tais militares, cidadãos de “segunda” (como ultimamente alegam ser tratados), se queixam dos serviços do seu hospital (para 5 mil utentes) eu até nem me importava nada que a PSP tivesse apenas um por cada 10 mil e até não me arreliava mesmo nada se fosse apenas para 20 mil, funcionasse ele bem, como o deles, que garante uma consulta de especialidade não urgente em 30 dias. Mas não, não me importo que não tenhamos um hospital, funcionem é bem aqueles que o estado já põe ao meu (nosso) dispor, isso sim.

Deles, dos militares, não tenho inveja nenhuma, que não deixem de ter o que têm.

SÓ PEÇO A ESSSA CHUSMA DE INUTEIS “COMENSAIS” QUE ME NÃO F*** OS CORNOS, QUE COMAM E CALEM, P*** QUE OS PARIU!!!

ENTENDERAM?

iMorAis
Nada mais me motiva que ver o meu chefe a trabalhar!

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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor Pedro Bala » 15 mar 2008, 00:03

:shock:
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor iMorAis » 22 mar 2008, 12:48

Pensões militares imunes a contenção orçamental


O Governo acaba de aprovar uma nova alteração, a sétima, ao Estatuto dos Militares das Forças Armadas. O objectivo é garantir que todos os militares que ingressaram nas Forças Armadas antes de 1990 nunca recebam um montante da pensão de reforma ilíquida inferior à remuneração de reserva ilíquida, deduzida da percentagem da quota para efeitos de aposentação e de pensão de sobrevivência, a que teriam direito caso a passagem à situação de reforma se verificasse na idade-limite estabelecida para o regime geral da função pública.

Aos militares "é-lhes abonado, a título de complemento de pensão, o diferencial verificado", pelo que continuam totalmente imunes às novas regras de contenção orçamental que levaram o Estado a reduzir, designadamente já com o o actual Executivo, os montantes a receber pelos beneficiários de pensões dos regimes, quer públicos quer privados.

O diploma aprovado a 6 de Março assegura que "caso a pensão de reforma auferida pelo militar seja inferior à resultante do novo cálculo, ser-lhe-á abonado, a título de complemento de pensão, o diferencial ve- rificado, o qual é actualizado nos mesmos termos das respectivas pensões de reforma pagas pela Caixa Geral de Aposentações".

Na exposição de motivos desta sétima alteração ao Estatuto dos Militares recorda-se que a lei de 1990 introduziu alterações significativas no tocante ao regime de transição dos militares para a situação de reforma, diminuindo, designadamente, o limite de idade dos 70 anos para os 65. Desde aí, tem-se alterado sucessivamente o enquadramento legal para evitar "que os militares reformados prematuramente viessem a auferir montante inferior caso tivessem permanecido na situação de reserva". Uma situação de excepção que os isentou de colaborarem no esforço de contenção orçamental.


EVA CABRAL
MARIO CRUZ - LUSA

http://dn.sapo.pt/2008/03/22/nacional/p ... encao.html
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor Diana » 10 mai 2008, 08:08



O Cubo de Ivone Silva





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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor tiririca » 12 mai 2008, 13:18

O ASSUNTO É MUITO SÉRIO

Em seis dias, um oftalmologista espanhol realizou 234 cirurgias a doentes com cataratas no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, num processo que está a "indignar" a Ordem dos Médicos.

Os preços praticados são altamente concorrenciais, tendo sido esta a solução encontrada pelo hospital para combater a lista de espera.

O paciente mais antigo já aguardava desde Janeiro de 2007, tendo ultrapassado o prazo limite de espera de uma cirurgia. No ano passado chegaram a existir 616 novas propostas cirúrgicas em espera naquela unidade de saúde. Os sete especialistas do serviço realizaram apenas 359 operações em 2007 (cerca de 50 por médico num ano).

No final do ano passado, a lista de espera era de 384, e foi entretanto reduzida a 50 com a intervenção do médico espanhol.

A passagem pelo Barreiro durante o mês de Março - onde garante regressar nos próximos dois anos, embora o hospital não confirme - foi a segunda experiência em Portugal do oftalmologista José Antonio Lillo Bravo, detentor de duas clínicas na Extremadura espanhola - em Dom Benito (Badajoz) e Mérida. Entre 2000 e 2003 já havia realizado 1500 operações no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, indiferente às "críticas" de que diz ter sido alvo dos colegas portugueses. "Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal. É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros", diz ao DN o oftalmologista espanhol, inscrito na Ordem dos Médicos portuguesa, que cobrou 900 euros por cada operação realizada no Barreiro.

As 234 cirurgias realizadas no Barreiro, por um total de 210 mil euros, foi o limite possível sem haver necessidade de abrir concurso público internacional, sendo que o médico fez deslocar a sua equipa e ainda o microscópio e o facoemulsificador. O hospital disponibilizou somente um enfermeiro para prestar apoio.

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Pois é meus caros (e caras), muito do que se possa dizer deste país, está aqui escarrapachado. A atitude dos médicos portugueses, espelha bem o estado da nação! Somos ou não somos um país fictício!? Um país, onde "grupos de interesses" manobram em proveito próprio, sobrepondo-se ao interesse colectivo, com a conivência de todos os responsáveis e, obviamente em detrimento dos mais fracos!? Somos ou não somos!?

Fica aqui a reflexão, se é que alguém que está a ler isto se importa verdadeiramente com o "estado" do nosso país, antes de lhe tocar directamente!

E dou os meus mais sinceros parabéns aos presidentes de câmara que tiveram a excelente ideia (e tomates para a colocar em prática) de disponibilizar viagens de autocarros para "eSPANHA", onde os velhos, carenciados e desprotegidos dos seus concelhos são devida e humanamente tratados, a metade do preço praticado em Portugal . Isto sim, é serviço público! É trabalhar em prol do bem-estar da sua comunidade. Parabéns!
O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor tiririca » 14 mai 2008, 17:25

Fonix!!!!! Os brasileiros estão muiiiiiito mais mal servidos que nós! :shock: Deus os livre e guarde!

O vídeo dura 8 (oito) minutos!!!!!!! mas pelo andar da "carruagem", a "conversa" continua! :shock:

http://br.youtube.com/watch?v=onMuKSAA5ps
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor tiririca » 23 mai 2008, 11:55

Do outro lado da fronteira!

À saída de Vila Nova da Cerveira

VAMOS JÁ BOICOTAR ESTA MERDA TODA DA GALP, BP, ESSO, CIPOL, REPSOL, ETC...

E NÃO TEM NADA A VER COM O PREÇO, QUE A PARTIR DE AGORA É SECUNDÁRIO.

O QUE CONTA É O ATENDIMENTO, A QUALIDADE DO SERVIÇO!

PONHAM OS OLHOS NISTO (ou melhor, NESTAS)!!!!

Mais abaixo….

.....

...

..
.

Imagem

Imagem

Imagem

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Imagem

PS: Cara colega forista Diana, bem sei que tem um gosto especial pelo preto e branco. Mas não foi a preto e branco, estas tinham mesmo que ser a cores! ;) (para dar mais realce ao "enchimento do tanque"! :LOL

PS: As fotos não foram tiradas por mim, mas pelo meu companheiro de lides fotográficas "PL" (um grande "artista", este "PL")
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor tiririca » 03 jun 2008, 22:39

Não sou militante nem simpatizante do Bloco de Esquerda.

(Foi-me enviado por mail)

-x-x-x-

Ora vê mais em baixo...


e...já agora, compara para ver quem tem mais curriculum.

Só para envenenar...

«O senhor não tem idade nem curriculum!»

O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: "Você não tem idade nem curriculum..."

"Uma boa piada", diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:

Actividade política:

*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.

Actividades académicas:

Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.

Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).

Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; 'referee' para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).

Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.

Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).

Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.

Terminou em Agosto um livro sobre 'The Years of High Econometrics' que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.

Obras publicadas:

Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)
Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte Wikipédia

Sobre sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.

Quanto a curriculuns estamos conversados!

Quanto à idade devem ter diferença de meses...

Comparar o currículo de Sócrates a Louça, é o mesmo que dizer que o vinho a martelo é superior a uma Cartuxa Reserva 2002 Tinto.

Abraço, J.L.
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor matahary » 04 jun 2008, 00:13

Curriculuns... O que a gente aprende aqui!!
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Re: UM PAÍS FICTÍCIO

Mensagempor tiririca » 04 jun 2008, 21:23

Infelizmente por cá, está a passar-se o mesmo.

Este pequeno filme ganhou o prémio de melhor desenho animado latino-americano. É a expressão hipócrita do capitalismo e da alienação (neste caso dos brasileiros) pelo futebol.

http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/corrente_page.htm

Portugal, é o país mais pobre da UE. A alienação é imposta diariamente.

Já viram a importância menor - senão a ausência - que se dá à justiça social?

Futebol, Futebol, Euro 08, o 1º Ministro, a fumar no avião (título de caixa alta na 1ª página dos diários), a ASAE, fecha cantina de escola, e outras de somenos importância, projectadas em grandes letras de 1ª página.

O silêncio sobre o aumento do custo de vida, os pobres, o fim da classe média -o sustentáculo duma sociedade- as grandes empresas com lucros astronómicos ( GALP, CGD, PT.) e os lamentos que os seu lucros foram menores (estamos a falar de milhões de euros)... perante uma economia que se arrasta, etc., etc...
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