A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

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André
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor André » 06 nov 2009, 14:12

OLIVENÇA TERRA ALENTEJANA

Conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques no ano de 1166, Olivença seria definitivamente incorporada em território português no ano de 1297, através do tratado de Alcanizes celebrado entre o rei D. Dinis de Portugal e Fernando IV de Castela. D. Dinis eleva-a a vila e concede-lhe Foral no ano de 1298, sendo de imediato fortificada e entregue à Ordem dos Templários. Os reis seguintes concederam diversos privilégios aos moradores e realizaram importantes obras defensivas.

Em 1488 D.João II mandou levantar a torre de menagem de 40 metros de altura e, em 1509, D.Manuel I mandou erguer a Ponte de Nossa Senhora da Ajuda sobre Rio Guadiana, ligando assim Olivença a Elvas sem passar por território espanhol; o mesmo rei concedeu-lhe novo Foral no ano de 1509. Mesmo após a Restauração da Indepedência em 1640, nunca a Espanha questionou a pertença de Olivença a Portugal, batendo-se galhardamente esta praça nas lutas da restauração contra os espanhóis.

A Guerra da Sucessão de Espanha envolve em novo conflito os dois países, tendo as tropas inimigas destruído a Ponte da Ajuda tornando assim muito periclitante a situaçãode Olivença. A 20 Janeiro de 1801,a Espanha concertada com a França de Napoleão Bonaparte invade de novo Portugal sem qualquer motivo válido, ocupando grande parte do Alto Alentejo e, consequentemente Olivença. Portugal pressionado por espanhóis e franceses e numa situação muito frágil foi obrigado a entregar esta vila pelo Tratado de Badajoz.

Depois da abdicação de Napoleão, e pelo Tratado de Viena em 1815, que considerou ilegal a retenção de Olivença por parte de Espanha, tendo esta assinado o respectivo Tratado em 1817, comprometendo-se a devolver a vila e seu termo à soberania de Portugal. Passados 200 anos sobre a invasão, os espanhóis jamais cumpriram o estipulado no Tratado de Viena, tendo a referida vila sendo sucessivamente privada de falar a lingua-mãe, espoliados os seus naturais de todos os seus bens, assassinados aos milhares num autêntico genocídio.

A castelhanização tem sido uma das principais armas da politica de anexação espanhola sobre esta vila alentejana; contudo ainda hoje se fala o português e as gentes continuam a ser tipicamente alentejanas. Portugal jamais reconheceu a soberania espanhola sobre Olivença e a delimitação da fronteira continua em aberto naquela região.

Estando os dois países, Portugal e Espanha inseridos na União Europeia, faz todo o sentido que o assunto seja discutido e resolvido. Duzentos anos bastam de usurpação de território nacional e alentejano em particular.

JOSÉ C. RAMALHO

PEi
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor PEi » 30 nov 2009, 18:47

Esgotos de Madrid no Tejo

A Espanha está a canalizar os esgotos de Madrid para o rio Tejo e a desviar a água limpa das nascentes do rio para as regiões turísticas.


'Correio da Manhã'.

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx ... 00181&h=11
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matahary
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor matahary » 30 jan 2010, 18:16

Novas versões do Hino Nacional serão distribuídas

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx? ... A3C5C5&h=6
"Satisfaça-se com o que lhe agrada, e deixe os outros falarem de si como lhes agrada." - Pitágoras

Uma por dia, tira a azia.

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Gregório Correia
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Gregório Correia » 26 fev 2010, 21:43

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PEi
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor PEi » 31 mar 2010, 15:21

Amigos de Olivença reúnem-se com partidos

Associação luta pela anexação a Portugal e contra o esquecimento

É um episódio da História, mas que o Grupo de Amigos de Olivença não quer que passe à história. Mais uma vez. Assim, o Grupo de Amigos de Olivença inicia na quarta-feira, numa audiência com o PCP, uma nova ronda de contactos com os grupos parlamentares sobre a falta de uma tomada de posição oficial do Estado português sobre aquele «território ocupado».

O objectivo é fazer cumprir uma resolução aprovada em 2004 pela Assembleia da República que indicava a ida do ministro dos Negócios Estrangeiros ao Parlamento para «afirmar inequivocamente a posição do Estado», referiu à Lusa, o presidente da associação, Gonçalo Feio.

«Como não houve seguimento prático, nenhum dos ministros dos Negócios Estrangeiros se deslocou ao hemiciclo para o fazer, efectuámos contactos para relembrar o compromisso assumido em plenário e perguntar como estão os trabalhos a este respeito», explicou o representante.

Olivença é uma espécie de terra de ninguém. Ninguém consegue mudar o estado das coisas. Desde 1938 que esta associação luta pela integração em Portugal daquela vila, com os olhos postos no Guadiana, entalada na fronteira entre Portugal e Espanha, com um braço a tocar Elvas (23 quilómetros de distância) e outro em Badajoz (dista 24 quilómetros).

O Grupo de Amigos de Olivença admite que o assunto é complexo e «suscita melindre». Critica Portugal, que acusa de ter «uma posição que se confunde com alguma delicadeza diplomática e alguma subserviência. Dois bons amigos devem discutir os assuntos cara a cara», acrescenta.

Nesta nova ronda, o PCP foi o único partido a responder à associação, mas Gonçalo Feio não se mostra derrotado nesta batalha. Referiu que, ao longo dos seis anos, não houve nenhum partido com assento parlamentar que não tivesse recebido o grupo pelo menos uma vez.

http://diario.iol.pt/politica/olivenca- ... -4072.html
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Gregório Correia » 04 abr 2010, 09:01

Liberdade e Independência para o País Basco , Fim da Colonização Espanhola e Francesa do País Basco - Olivença é Portuguesa!

Os Bascos têm o direito à Auto-determinação e Independência.
Os Bascos e o País Basco têm o direito de se libertarem do jugo de Castela.
Os castelhanos colonizam , há séculos, o País Basco, o que é contrário à Carta da ONU e aos mais elementares direitos dos Povos à libertação e à Auto-determinação.
Sem apoiar os atentados, quero deixar bem expresso que o Povo Basco tem o direito a um Estado Independente, à libertação do jugo que lhe foi imposto pelos canalhas e carniceiros castelhanos. Que torturam os presos da ETA , nas barbas da Europa e do Mundo!
O Povo Basco, o Povo Galego, o Povo Catalão, o Povo da Andaluzia estão colonizados por Castela e Leão.
Estes Povos da Península Ibérica têm o direito à independência e à constituição de Estados Independentes. Como os portugueses.
Os castelhanos, sanguinários, têm dominados os outros Povos, os que referi, contra a vontade desses Povos Ibéricos.

Os castelhanos têm tido sempre em relação a Portugal uma atitude agressiva, de conquista.
E por isso investem em armas como misseis de cruzeiro, dois porta-aviões, aviões de caça, armas e mais armas , os fundos comunitários.
Espanha é um estado agressivo,militarista, ao mesmo tempo que não passa de um miserável estado sub-desenvolvido.
José Sócrates e Cavaco Silva não têm tido a coragem para exigirem de Espanha a devolução de Olivença e seu termo.Por medo, no mínimo!
Cavaco Silva permitiu que a GNR escorraçasse os membros dos Amigos de Olivença, quando estes quiseram confrontar o Rei de Espanha pela ocupação de Olivença, junto á barragem do Alqueva!
Uma vergonha!

Portugal tem na sua posse os tratados que nos reconhecem o direito a Olivença e à sua devolução a Portugal, mas, cobardemente nunca a exigiu!
Uma paz podre!
Um curvar da coluna vertebral face a Espanha! Vergonha!
Já Espanha exige do Reino Unido o rochedo de Gibraltar! Sempre! Zapatero foi exigir Gibraltar a Londres.
E até o perderam em guerra antes da conquista de Olivença , cumplice com Napoleão Bonaparte!
Portugal mantem-se medroso e nem ousa levantar a voz.
Os Bascos estão a dar um exemplo a Portugal de tenacidade, de heroísmo, de verticalidade, ao lutarem contra a opressão.
O que os bascos fazem hoje foi o que os angolanos, os guineenses,os moçambicanos, os argelinos , fizeram.
Lutam pela sua pátria e pelo seu orgulho.
Há dias os bascos patearam os reis durante o jogo da taça do Rei em basquetebol! Cara a cara!

O Estado Português tem o dever, imposto pela Constituição Portuguesa, de apoiar os Bascos na luta pela autodeterminação e independência.
Não é um apoio a acções terroristas, mas a apoiarem na ONU e na União Europeia.
Os Bascos têm o mesmo direito que os Kosovares! E Portugal apoiou a independência do Kosovo.
A Carta das Nações Unidas, a CRP, a minha consciência é superior a isso.
Portugal tem de saber que os castelhanos estão sempre a fazer planos para subjugar Portugal!
Só quem não conhece a história não o sabe.
Os castelhanos são sanguinários. Mataram milhares e milhares de Maias, Aztecas, Incas!
Em orgias de sangue! A troco do ouro!
Olivença é Portuguesa!
Portugal tem o dever de levantar a coluna e exigir de Espanha a devolução!

Liberdade e Independência para o País Basco, para a Catalunha, para a Galiza, para a Andaluzia, para Navarra .

Fim ao colonialismo espanhol!

http://josemariamartins.blogspot.com/20 ... calar.html
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Rui_L » 06 abr 2010, 21:09

A atender pelo recente caso de valença (escrevi propositadamente com letra pequena) ao que parece, há bem quem queira é vender... vender não! Doar... Portugal a Espanha...

Andaram os meus avós a morrer à "espadada" para vir agora esta gentalha pendurar bandeiras espanholas à janela... esqueçam Olivença! Já perdemos Portugal!

Abraço

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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Pedro Bala » 06 abr 2010, 23:35

Achava-te mais graça se em vez de escreveres Valença com a inicial minúscula o tivesses escrito da forma como os minhotos falam: Balença. E até podias ter escrito em maiúsculas a palavra toda, para se "ouvir" melhor. Portugal nasceu no Minho. Por isso, os minhotos, não aceitam lições de patriotismo de ninguém.
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Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.

Rui_L

Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Rui_L » 07 abr 2010, 17:26

Pedro Bala Escreveu:Achava-te mais graça se em vez de escreveres Valença com a inicial minúscula o tivesses escrito da forma como os minhotos falam: Balença. E até podias ter escrito em maiúsculas a palavra toda, para se "ouvir" melhor. Portugal nasceu no Minho. Por isso, os minhotos, não aceitam lições de patriotismo de ninguém.
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Obrigado pelo conselho mas não era mesmo para ter piada.

Em relação às lições de patriotismo não sei, talvez seja você e outros como o senhor a excepção, mas pendurar bandeiras de outro país como forma de protesto é... enfim, não sei bem qualificar.

De qualquer forma talvez não se tenha percebido mas a ideia do meu comentário é que já não vale a pena andar a lutar por Olivença se é o próprio povo que à primeira oportunidade desabafa o ultrajante "eu gostava era de estar em Espanha", como se para tal não bastasse atravessar uma fronteira que já nem tem sequer controlo aduaneiro...

Abraço

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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Dubest » 07 abr 2010, 21:24

Por isso, os minhotos, não aceitam lições de patriotismo de ninguém.


Que melhor lição de patriotismo do que erguer bem alto a bandeira de outro pais.

Pois bem, foi conquistado aos "mouros" e não só, numa altura onde não havia norte nem sul.

O norte e sul é uma guerra de povinhos míseros, reles, que com desculpas banais arranjam forma de estar contra alguém.

MAs enfim, é este o Portugal conquistado com suor e sangue, tanta volta na cova deve dar o nosso Rei.
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Palavras levam-as o vento....as acções essas ficam sempre...nem que seja na minha consciência

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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Xico Picão » 29 mai 2010, 11:49

Olivença: Autoridades recuperam nomes portugueses das suas ruas

A Câmara Municipal de Olivença começou a recuperar os antigos nomes em português das ruas da localidade. A iniciativa parte da associação cultural Além Guadiana, que há um ano apresentou à Câmara e aos diferentes representantes políticos de Olivença um projeto pormenorizado para a valorização da toponímia oliventina, com unânime aceitação.
O projeto contempla a adição dos antigos nomes das ruas aos atuais, mantendo a mesma tipologia e estética nas placas. Assim, resgatam-se as denominações das ruas, dos becos, das calçadas, etc., que configuram o extenso casco histórico encerrado nas muralhas abaluartadas, com um total de 73 localizações. Tudo irá acompanhado de um simbólico ato inaugural e da edição de brochuras turísticas bilingues.

A maior parte da toponímia urbana de Olivença foi substituída ou modificada na primeira metade do século XX, embora alguns dos nomes continuem a ser utilizados pela população apesar das alterações, como nos casos da rua da Rala, da rua da Pedra, da Carreira, etc.
Os antigos nomes das ruas falam-nos do passado português da “Vila”, como popularmente é conhecida a cidade, desvelando aspetos diversos, amiúde desconhecidos, da sua história.
Estes remontam a séculos atrás, muitos deles à Idade Média, aludindo a pessoas ilustres da História, a antigos grémios de artesãos, a santos objeto da devoção popular ou à fisionomia das ruas, entre outros aspetos. A rua das Atafonas, a Calçada Velha, o Terreiro Salgado e o beco de João da Gama” são alguns exemplos.

Com esta iniciativa pretende-se, enfim, realçar um interessante componente da rica herança cultural oliventina, a toponímia, contribuindo para testemunhar a história partilhada deste concelho e para a tornar visível em cada recanto intramuros. Os nomes ancestrais dos espaços públicos conformam uma janela que convida a assomar-se e a explorar a apaixonante história de Olivença. Expressados na sua originária língua portuguesa, constituem o testemunho vivo de uma cidade onde se respiram duas culturas e são um veículo que encoraja os mais novos a manter a língua que ainda falam as pessoas mais velhas do município. Para a associação Além Guadiana, trata-se de uma iniciativa com fins didáticos, culturais e turísticos, com a qual se resgata para o presente uma parte do passado oliventino.

http://www.portalalentejano.com/?p=16268
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Xico Picão » 29 mai 2010, 12:02

Assunto: O território terrestre de Portugal e a questão de Olivença
Destinatário: Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

http://www.psd.parlamento.pt/libraria/i ... ouveia.pdf
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Gregório Correia » 29 nov 2011, 01:21

Peça de teatro gera conflitos na fronteira
Alcaide de Olivença causa polémica com recriação da Guerra das Laranjas

A Guerra das Laranjas, episódio bélico que durou 18 dias e conduziu à ocupação de Olivença em 1801, durante a 1.ª Invasão Francesa, vai ter uma recriação teatral que está programada para o primeiro fim-de-semana de Junho de 2012. O projecto está a ser posto em marcha pelo alcaide de Olivença, Bernardino Píriz, eleito pelo Partido Popular (PP), envolve cerca de 300 figurantes, e será completado por um evento gastronómico. O autarca espanhol espera ter portugueses entre os figurantes. O presidente da vizinha Câmara de Elvas, Rondão de Almeida (PS), já disse que, se a ideia for por diante, poderá haver manifestações de protesto da parte portuguesa.

A Guerra das Laranjas - designação que surge associada a um gesto do primeiro-ministro e chefe militar espanhol, Manuel Godoy, que enviou um ramo de laranjeira colhido nos campos de Elvas à rainha de Espanha Maria Luísa, de quem se dizia ser amante, para a informar de que tinha tomado Olivença - é a primeira surtida militar no âmbito das invasões francesas. Godoy, nascido em Badajoz e filho de mãe portuguesa, comandou a ocupação de uma dezena de localidades portugueses junto à fronteira.

A paz é alcançada no Tratado de Badajoz, a 6 de Junho de 1801, que restitui à coroa portuguesa as praças de Juromenha, Arronches, Portalegre, Castelo de Vide, Barbacena, Campo Maior e Ouguela, mas não Olivença. Mais tarde, a 9 de Junho de 1815, o Congresso de Viena decide a restituição de Olivença a Portugal, sem que as autoridades espanholas lhe dessem cumprimento até aos dias de hoje. É mediante este passivo histórico que o autarca de Elvas lembra: "Não interessa uma nova batalha em cima das campas dos nossos antepassados".

Fomentar os laços de união

O objectivo, disse o alcaide de Olivença, num comunicado enviado à imprensa, "não é outro que não seja fomentar os laços de união entre oliventinos e portugueses". E define a "obra de teatro" com uma realização luso-espanhola. O texto que dará suporte à representação cénica, salienta, "está escrito para sarar as feridas e não abri-las".

Os primeiros a reagir com desagrado à iniciativa do autarca oliventino foram os seus antecessores eleitos em listas do PSOE, Manuel Cayado e Ramón Rocha. Em declarações à agência noticiosa espanhola EFE, afirmaram que a recriação histórica pode resultar numa "ofensa gratuita aos portugueses" e até "afectar" as relações entre Olivença e Portugal.

O primeiro, que é porta-voz do PSOE em Olivença, sustenta que a recriação da Guerra das Laranjas "pode afectar negativamente" as relações entre os dois países. E lembra que "este capítulo da história ainda não está superado", assinalando que o sentimento dos portugueses sobre Olivença é o mesmo dos espanhóis em relação ao território de Gibraltar, administrado pelo Reino Unido num extremo da Andaluzia.

Ramón Rocha adverte para as consequências do evento teatral, realçando que este "não é o momento" para a representação e chamando a atenção para o problema fronteiriço que "ainda não está resolvido". Com efeito, o troço da fronteira entre os dois países ibéricos entre ribeira do Caia e a ribeira dos Cuncos não está delimitado. Portugal sempre recusou a colocação dos respectivos marcos, por não reconhecer a soberania espanhola sobre Olivença.

"Com os nossos vizinhos portugueses não se pode estar em guerra toda a vida", frisa Ramón Rocha, mostrando-se contrário à realização de um espectáculo que inevitavelmente retratará uma guerra que foi "cruel" e conduziu ao "desencontro" entre os povos dos dois lados da fronteira.

Este argumento é partilhado pelo presidente da Câmara de Elvas, Rondão de Almeida, que, numa carta publicada no jornal Hoy, de Badajoz, diz estar "surpreendido" com a "macro-representação da Guerra das Laranjas". O autarca não tem a "menor dúvida" de que, para além de "ensombrar" as relações diplomáticas entre Portugal e Espanha, o projecto "parece de muito mau gosto e é inconveniente".

Rondão de Almeida deixa um aviso: o espectáculo mobilizará o grupo Amigos de Olivença, que reclama a devolução da cidade estremenha a Portugal, e dará força a manifestações contra a sua realização.

O autarca alentejano admite juntar-se a uma acção de protesto desse tipo e diz ter ficado muito "desapontado" pelo facto de o alcaide de Olivença não o ter consultado antes de avançar com a ideia da representação teatral. Mesmo assim, pede-lhe que "tenha um momento de reflexão" e que recorde que o povo de Olivença "descende daqueles que estiveram na Guerra das Laranjas."

O presidente da Câmara de Elvas está convencido de que os portugueses não participarão no evento e assegura que já falou com os presidentes das câmaras de Campo Maior e de Vila Viçosa, que também estão contra a iniciativa de Bernardino Píriz.


Por Carlos Dias
http://www.publico.pt/Local/alcaide-de- ... 522853?p=1
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Xico Picão » 29 nov 2011, 20:48

"HOY", BADAJOZ, 29 de Novembro de 2011
Três cartas a protestar contra a celebração da Guerra das Laranjas em Olivença

TRISTES GUERRAS
Ante la injustificable decisión de decidir conmemorar la batalla de Olivenza, abriendo estúpidamente heridas que a todos nos interesa restañar, no se me ocurre sino manifestar mi oposición, solidarrizarme con los portugueses contrarios al empeño y repetir los versos de Miguel Hernández «Tristes guerras/si no es amor la empresa./Tristes guerras./Tristes armas/si no son las palabras./Tristes, tristes.».
MANUEL PECELLÍN LANCHARRO, BADAJOZ

COLORES DE OLIVENZA
Imaginoa Ventura Ledesma Abrantes (éste sí que merece una calle) paseando con su amigo Egas Moniz por la rua do Alecrim de Lisboa (perto do Tejo), hablando de la OLivença eterna, la que avistó en barca cruzando el Guadiana para rezar en Santa María Magdalena en una noche olvidada. Recreo también al Hermano Neves admirando sus arquitecturas, a Alberto Souza, retratando con sus acuarelas nuestra identidad. Hay tanta História en Olivença-Olivenza que no se puede hablar de ella sólo con las perspectivas de la actualidad, con la polémica de una guerra dolorosa para nuestros antepasados, con la potestad de equipararla a un burdo partido de fútbol entre España y Portugal. Este enclave es algo mucho más complejo, es entre otras cosas, universal, navegante, cultura en estado puro. Cuando los oliventinos sepamos valorar de forma objectiva nuestra identidad, encontraremos el salvoconducto a nuestro futuro. Olivença es "a noite do Menino", "a Casa da Misericórdia", "courelas", quintas "saudades"; mañanas de infancia en donde se habla la lengua de Pessoa. Son los colores del Sol de una Olivença ("sempre olhando o mar") que debe mirar sin tabúes a Portugal. Olivença es mucha Olivenza, es lo más aproximado a la belleza, a ala eternidad. Vengan a conocernos, no se arrepentirán.
JOSÉ ANTÓNIO GONZÁLEZ CARRILLO, OLIVENZA

QUE RECTIFIQUEN
En 1801, la villa de Olivenza fue conquistada por el ejército franco-español, bajo las órdenes del amante de la reina española, de triste recuerdo; la campaña se llamó "Guerra de las Naranjas", y Portugal no ha dejado de reclamarla (Olivenza) desde entonces. En 2011, el Alcalde Píriz (cuyos antepasados, como los míos, fueran víctimas de tal episódio), ha tenido la ocurrencia de recrear esa batalla. ?Será verdad que los oliventinos de hoy querrán celebrar que sus abuelos fueran humillados por el poder español y abandonados por el portugués? No creo. Nadie haria eso, salvo por ignoráncia o maldad. Ya han protestado, con razón, el alcalde de Elvas, los dos anteriores de Olivenza y algunos otros oliventinos. Esperemos que los responsables rectifiquen.
MANUEL SÁNCHEZ FERNÁNDEZ, BARBERÁ DEL VALLÉS
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor PEi » 02 dez 2011, 13:05

Proposta ao «Alcaide» da guerra das laranjas

O presidente do municipio alentejano de Olivença, Bernardino Piris, de 29 anos de idade (o primeiro presidente da câmara oliventino ligado à extrema-direita espanhola), anunciou recentemente que o seu governo vai apoiar uma gigantesca peça de teatro (com mais de 300 figurantes), em que se pretende fazer uma reconstituição histórica para retratar a guerra das laranjas, um incidente militar em que a Espanha invadiu Portugal com o apoio tácito da França. Da ocorrência, resultou a ocupação por parte da Espanha daquele município português.

Alega o jovem edil, que a representação de uma guerra, numa zona de fronteira e ainda mais quando retrata ocorrências traumáticas que deixaram feridas que nunca sararam entre a população da região, será um acontecimento turístico, e educativo.

Mas mais, afirma Bernardino Piris que « a reconstituição histórica da batalha, servirá para fortalecer os laços entre oliventinos e portugueses ».

Estando o senhor presidente da câmara municipal de Olivença tão convencido de que a reconstituição histórica de um acontecimento como a guerra das laranjas, serve para estreitar os laços entre povos, há uma sugestão que lhe deve ser feita.

Sugestão ao presidente do município oliventino

O areamilitar.net, sugere aos seus leitores, que enviem mensagens de e-mail, ou cartas ao senhor presidente da câmara, sugerindo que, guiado pelo espirito de união e estreitamento de laços entre os povos e entre pessoas, o senhor Bernardino Piris, proponha junto da Alcaldia de Badajoz, cidade espanhola vizinha de Olivença, a reconstituição conjunta do episódio que ficou conhecido como MASSACRE DE BADAJOZ, ocorrido em 1936.

A reconstituição histórica do MASSACRE DE BADAJOZ, será seguramente mil vezes mais útil, e certamente trará um estreitamento de laços entre espanhóis e espanhóis e dará a conhecer um facto histórico tantas vezes esquecido, além de com a mais absoluta certeza, permitir aumentar a receita do turismo.

Desde já o areamilitar.net, se propõe promover o evento nas suas páginas, e solicitar a colaboração dos portugueses em tão festiva e cultural reconstrução histórica.

Se a reconstituição do massacre de Badajoz, tiver os efeitos positivos de união e entendimento que o senhor Piris afirma terem estas coisas culturais, eu próprio humildemente me oferecerei para figurante na reconstituição histórica da guerra das laranjas.

por Paulo Mendonça
01.12.2011
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Gregório Correia » 19 fev 2012, 18:23

PS pede ao Governo para tentar impedir "megaprodução" em Olivença para celebrar anexação por Espanha

Dom, 19/02/2012

O PS pediu ao Governo para tentar impedir "uma megaprodução" que diz estar a preparar-se em Olivença para comemorar a Guerra das Laranjas de 1801, o "facto histórico" que assinala a anexação daquele território por Espanha, nunca reconhecida internacionalmente.

"O assunto" de Olivença é "reconhecidamente delicado e tem-se revestido de cuidados especiais, de forma a evitar ferir suscetibilidades históricas e nacionais", lê-se numa pergunta enviada na sexta-feira ao ministro de Estado e do Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, assinada por seis deputados socialistas: Maria de Belém Roseira, Alberto Martins, Paulo Pisco, Basílio Horta, Gabriela Canavilhas e Laurentino Dias.

"Acontece, no entanto, que após as últimas eleições autárquicas em Espanha, realizadas em maio de 2011, o Ayuntamento de Olivença passou a ser dirigido pelo Partido Popular, tendo o novo executivo decidido realizar em junho próximo uma megaprodução que consiste na reconstituição da Guerra das Laranjas, facto histórico que ocorreu em 1801, e que assinala a anexação de Olivença por parte de Espanha", acrescentam os deputados do PS, que dizem tratar-se de uma celebração de 18 dias da "derrota da população oliventina".
Os deputados socialistas consideram que "seria avisado uma intervenção no sentido de impedir a realização da reconstituição da Guerra das Laranjas, para evitar melindres diplomáticos e nas populações de Olivença e nas de outros municípios vizinhos em Portugal".


Perguntam por isso a Paulo Portas se "tem conhecimento" destes planos das autoridades de Olivença, se considera ou não esta celebração "inadequada, dado que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre Olivença" e se pondera "intervir, pelo menos diplomaticamente, para que tal reconstituição não se produza".
Os deputados do PS referem no mesmo texto que o anúncio desta "megaprodução" tem sido "muito polémico e tem suscitado muitas críticas de vários setores dos dois lados da fronteira", precisamente pelo potencial ofensivo e de hostilidade que comporta relativamente a uma situação clara à luz do Direito Internacional, mas que ‘de facto' ainda não está resolvida".


Os socialistas referem, a este propósito, que o Direito Internacional nunca reconheceu a anexação de Olivença por Espanha e que o Ato Final do Congresso de Viena estabeleceu "que Espanha procederia à retrocessão para Portugal" daquele território, "o que nunca veio a acontecer, até hoje", estando por definir as fronteiras definitivas na "linha de território correspondente a Olivença".

Por outro lado, dizem, "nos últimos anos, inclusivamente, o ensino da língua portuguesa ganhou expressão em Olivença e as manifestações culturais evocativas da lusofonia aí têm sido realizadas com naturalidade".
Em declarações à agência Lusa, o deputado Paulo Pisco explicou que o objetivo do PS é "tentar sensibilizar" o Governo para um iniciativa que "de alguma maneira fere algumas suscetibilidades em termos históricos", destacando que "vem interromper uma tradição de aproximação e cooperação entre as populações de Olivença e do outro lado da fronteira, em Portugal".

"Julgamos que é um pouco desnecessário avançar com uma reconstituição que fere a sensibilidade dos portugueses e dos oliventinos", acrescentou.

http://online.jornaldamadeira.pt/artigo ... A3o-por-es
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Gregório Correia
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Gregório Correia » 19 fev 2012, 18:29

Território anexado por Espanha
PS reabre polémica de Olivença por causa da Guerra das Laranjas


O alcaide de Olivença resolveu festejar da anexação do território há 211 anos. O PS não gostou e tenta impedir a festa. A polémica está aberta entre autarquias dos dois países.

Em 1801 Espanha anexou Olivença ao seu território, retirando aquelas terras a Portugal. Por esses anos a polémica foi muita. Embora a questão nunca tenha sido resolvida, a contenda esfumou-se com o passar do tempo. Agora, o PS volta a trazer a polémica à tona da água.

A culpa, dizem seis deputados socialistas, alguns deles ilustres, é do novo alcaide de Olivença (presidente da autarquia local), Bernardino Píris (Partido Popular), que resolveu comemorar a Guerra das Laranjas de 1801, facto que recorda a batalha que levou à anexação nunca reconhecida internacionalmente, nem resolvida entre Portugal e Espanha.

Por isso, os deputados socialistas Maria de Belém Roseira, Alberto Martins, Basílio Horta, Paulo Pisco, Laurentino Dias e Gabriela Canavilhas pediram ao Governo português que impeça o que chamam de mega produção.

A questão de Olivença é delicada “e tem-se revestido de cuidados especiais, de forma a evitar ferir susceptibilidades históricas e nacionais”, diz a nota que os deputados do PS enviaram a Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros, para que a festa não seja realizada.

“Acontece, no entanto, que após as últimas eleições autárquicas em Espanha, realizadas em Maio de 2011, o Ayuntamento de Olivença passou a ser dirigido pelo Partido Popular, tendo o novo executivo decidido realizar em Junho próximo uma megaprodução que consiste na reconstituição da Guerra das Laranjas, facto histórico que ocorreu em 1801, e que assinala a anexação de Olivença por parte de Espanha”, salienta a nota.

Este facto, acrescentou o deputado Paulo Pisco, “chega a parecer esquizofrénico”, porque o que o alcaide está a fazer “é celebrar a derrota dos oliventinos” que foram anexados pelos espanhóis.

Para Pisco trata-se de “sensibilizar por meios diplomáticos” para que a festa não se realize, de forma a não “ferir susceptibilidades” nos dois lados da fronteira. Assim, perguntam a Paulo Portas se “tem conhecimento” destes planos e se considera ou não esta celebração “inadequada, dado que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre Olivença”. Perguntam ainda se pondera “intervir, pelo menos diplomaticamente, para que tal reconstituição não se produza”.

“Potencial ofensivo”

“Trata-se de celebrar ao longo de 18 dias a derrota da população oliventina, sacrificando questões de identidade histórica a objectivos de natureza turística. Nunca uma evocação deste facto histórico tinha sido feita, precisamente para evitar ferir susceptibilidades. O assunto tem sido muito polémico e tem suscitado muitas críticas de vários sectores dos dois lados da fronteira, precisamente pelo potencial ofensivo e de hostilidade que comporta relativamente a uma situação clara à luz do Direito Internacional, mas ‘de facto’ que ainda não está resolvida”, diz ainda o longo texto socialista.

Recordam mesmo um artigo de opinião escrito pelo antigo alcaide de Olivença no jornal Hoy em que este afirma: “A comemoração teatral da Guerra das Laranjas é uma ofensa gratuita que, tendo elevados custos sem trazer nada, cria um problema onde não existia”.

Paulo Pisco recusa a ideia de que o PS esteja a reabrir uma polémica do tipo "Olivença é nossa": “Não tem a ver com isso. Apenas pedimos que se respeite a sensibilidade histórica de um assunto que não está resolvido.”

"Feira luso-espanhola”

A polémica que agora chega a Portugal já dura há quase três meses na região espanhola, especialmente nas páginas do jornal local espanhol Hoy.

Segundo noticiou o jornal na sua edição online de 25 de Novembro do ano passado, têm sido enviadas cartas ao director de cidadãos dos dois países a protestar pela realização da festa, que, entre outras iniciativas, reproduz a batalha que levou à anexação de Olivença. O ex-alcaide também entrou na “guerra”, contestando a festa.Já para o actual alcaide, citado pelo Hoy em Novembro do ano passado, apenas se pretende organizar “uma feira luso-espanhola” que, para além da peça de teatro que reproduzirá a polémica batalha, incluirá um mercado gastronómico que incluirá os dois países.

Elvas entra na polémica

O jornal cita também o autarca de Elvas, Rondão de Almeida, afirma que “não será interessante realizar a réplica de uma batalha em cima das sepulturas nos nossos antepassados”.

Rondão de Almeida, ainda segundo o Hoy, adverte que a festa espanhola terá o protesto dos “Amigos de Olivença”, grupo português que é contra a anexação”, e diz que ele próprio se juntará à contestação.

Rondão de Almeida diz que o alcaide de Olivença está a mentir quando diz que tem o apoio de autarquias portuguesas e diz ter falado com os presidentes das câmaras de Campo Maior e Vila Viçosa, que lhe terão assegurado que não participarão na festa.

19.02.2012 - Por Luciano Alvarez

http://www.publico.pt/Local/ps-reabre-p ... 4448?all=1
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Ivo » 21 fev 2012, 01:46

Grupo dos Amigos de Olivença pede a Portas para exigir 'anulação' de celebrações

O Grupo dos Amigos de Olivença exortou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, a solicitar a «anulação» da parte de Espanha da «megaprodução hostil» para comemorar a Guerra das Laranjas de 1801, prevista para aquela localidade.
«Queremos que, pelo menos, o ministro dos Negócios Estrangeiros exija, em termos frontais, a anulação dessa festa», reivindicou à Agência Lusa o presidente do Grupo dos Amigos de Olivença (GAO), Fernando Castanhinha.
O responsável do GAO falava à Lusa a propósito de uma iniciativa, prevista para Junho, que está a ser preparada pelo Ayuntamiento de Olivença (PP) para assinalar a Guerra das Laranjas.
O objectivo é fazer a recriação teatral daquele episódio histórico, ocorrido em 1801, quando Olivença foi anexada por Espanha.
Esta «megaprodução» já motivou mesmo uma pergunta assinada por seis deputados do PS, enviada, na sexta-feira, ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
Os deputados socialistas pediram ao Governo para tentar impedir a iniciativa, lembrando que o «assunto» de Olivença é «reconhecidamente delicado e tem-se revestido de cuidados especiais», para «evitar ferir susceptibilidades históricas e nacionais».
A pergunta está assinada pelos socialistas Maria de Belém Roseira, Alberto Martins, Paulo Pisco, Basílio Horta, Gabriela Canavilhas e Laurentino Dias.
Os deputados consideram que «seria avisado uma intervenção no sentido de impedir a realização da reconstituição da Guerra das Laranjas, para evitar melindres diplomáticos e nas populações de Olivença e nas de outros municípios vizinhos em Portugal».
Contactado hoje pela Lusa, o presidente do GAO saudou a iniciativa dos seis parlamentares do PS e defendeu que «esta megaprodução, que é hostil, deve ser anulada», merecendo a intervenção diplomática de Paulo Portas.
«O ministro devia ter uma posição muito mais activa. O mínimo que pode fazer é pedir pública e objectivamente, não de uma maneira sub-reptícia, clandestina ou em jogos de bastidores, a anulação da megaprodução», desafiou.
Para o GAO, que considera que, posteriormente, «a questão de Olivença deve ser posta em cima da mesa diplomática», a recriação histórica «é uma provocação».
«Vemos esta festa como uma tentativa de alienação da própria população de Olivença, porque a querem pôr a celebrar a sua derrota e a dos seus antepassados, e uma provocação à posição tradicional de Portugal, que não reconhece a `espanholidade' de Olivença», argumentou.
Sobre esta matéria, a Lusa telefonou também para o Ayuntamiento de Olivença, mas não foi possível contactar o alcalde Berdardino Píriz Antón.

Lusa/SOL

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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor PEi » 20 abr 2012, 13:48

MALVINAS, GIBRALTAR E OLIVENÇA

Parece que abriu a época das reivindicações históricas/territoriais. Logo em 30 de Janeiro de 2012, a Espanha reafirmava as suas pretensões a Gibraltar, afirmando responsáveis políticos do atual Governo que não seriam tão... digamos...benévolos... como o anterior executivo PSOE de Zapatero. Numa frase, "Gibraltar é Espanha!».

Entretanto, e num grau mais acentuado, responsáveis argentinos insurgiam-se contra intentos britânicos em torno das Malvinas, e reafirmavam que as Malvinas eram território argentino usurpado. Em declarações a um periódico (2 de Fevereiro de 2012), o antigo Primeiro-Ministro argentino, Alberto Fernández, proferiu algumas declarações que talvez mereçam alguma meditação... nomeadamente em Portugal. Por exemplo, reafirmou que « A Argentina nunca deixou de reclamar a soberania das ilhas.». E acrescentou que « As Malvinas são um caso de usurpação internacional, e o facto de os usurpadores estarem há muito tempo num sítio não lhes dá direitos».

Os seus argumentos sobre a vontade dos autóctones é incisivo: « os autóctones das Malvinas não são tão autóctones como isso:são pessoas que os ingleses foram levando desde 1833, data da usurpação, até agora; obviamente, se usurpo uma casa, duas ou três gerações depois os meus descendentes vão dizer que a casa é deles; não é um bom argumento: é quase ingénuo. (...) »
Agora, em 2 de Abril de 2012, jornais há que dedicam uma, duas, e até mais páginas ao aniversário da ocupação argentina das Malvinas em 2 de 1982, não se esquecendo de dizer que a sua recuperação pelos britânicos em Junho não resolvei o litígio, antes o agravou!!

Afinal, o tom e a argumentação argentinos aproximam-se das posições espanholas sobre Gibraltar.
O que causa um certo espanto não são estas reivindicações, mas sim a cobertura que órgãos de imprensa portugueses lhes dão, em contraste com as parcas notícias sobre outra problemática! E isso é quase chocante.
Refiro-me à Questão de Olivença. Território que, a nível oficial, é português. Mas de que pouco se fala. Por uma estranha lógica(?), parece achar-se normal que Espanha reivindique Gibraltar, que a Argentina reivindique as Malvinas, que se usem e divulguem todos os argumentos possíveis e imaginários, mas que se ignore Olivença. Estaremos perante uma discriminação contras Portugal? Partir se á do princípio de que Portugal é um caso diferente e que, ao contrário dos outros países, lhe fica mal afirmar as suas reivindicações... ainda que sempre, e naturalmente, de forma pacífica.

Já nem se pedia que fosse divulgada uma reivindicação. Mas, ao menos, que se falasse do renascimento da Cultura portuguesa no local, e da atividade, meramente cultural também, de um grupo local, o Além Guadiana, que luta pela Cultura e História portuguesas em Olivença, mantendo-se naturalmente afastado das polémicas sobre a soberania.
Parece que a Cultura portuguesa só interesse se renasce em lugares exóticos. Em Malaca, em Goa, em Macau. O que leva tantos dos nossos inteletuais e jornalistas a agir assim?

Carlos Eduardo da Cruz Luna
Estremoz



Jornal semanário SOL, 20 de Abril de 2012
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Egas
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Egas » 14 mai 2012, 22:44

A grande Espanha e o Portugal dos Pequeninos

Curta mas relevante, a conferência de imprensa de Pedro Passos Coelho e Mariano Rajoy na Cimeira Luso-Espanhola (que os idiotas da televisão estatal insistem em chamar de "ibérica", precisamente o termo que a diplomacia portuguesa quer evitar). Esta cimeira, suposta realizar-se anualmente, não se realizou nos últimos anos pela simples razão que o governo de Zapatero não queria tirar fotografias ao lado de Sócrates e sus muchachos. Mas esta cimeira é diferente pelo momento de crise económica que afecta Espanha e de relações de poder dentro na União Europeia. Não por acaso foi agendada para hoje, "Dia da Europa", desvalorizando a "efeméride". A Espanha de Rajoy não aceita que situação económica seja usada para diminuir o seu prestígio e a sua posição como potência emergente e deixou isso claro quando disse, de peito aberto, que não iria cumprir a meta para o déficit público.

Nos discursos, ficou evidente a diferença entre os governos: entre os que sabem o que é governar, e os outros que acham que governar é anunciar medidas avulsas e, de quando em vez, dar uma explicação sobre o que estão a fazer.

Passos Coelho discursou para português (e, com alguma sorte, espanhol) ouvir enumerando as medidas acordadas entre ambos os governos para cooperação nisto, entendimento naquilo, abordagem comum para aqui e para ali.

Já Mariano Rajoy falou para ser ouvido na Europa, e sobretudo em Paris e Berlim, sobre a estratégia para combater a crise económica a nível continental. Sem condescendência para com o tradutor simultâneo, falou depressa e foi rapidamente ao cerne da questão: Espanha rejeita por completo a anti-austeridade defendida por François Hollande. Rajoy defende para a Europa a mesma estratégia que aplica em casa e que se baseia em três pilares: primeiro, austeridade (não gastar aquilo que não se tem) e controlo do déficit; segundo, sustentabilidade da dívida; e terceiro, crescimento por via de reformas estruturais, dinamizando o mercado interno.

Passos Coelho, nitidamente subalternizado pelo tema, pareceu ter sido apanhado de surpresa pelo alcance do discurso (o que não é suposto acontecer), com semblante de quem estava claramente «out of his depth»: os politicos portugueses não estão habituados a grande política, que é um campeonato que só conhecem pela televisão.

Não se esquecendo que estava em Portugal, Rajoy disse que a cimeira luso-espanhola servia para relançar as relações entre os dois países (depreendendo-se que tenham passado por um mau momento), referiu-se à importância de ambos os mercados como destino de exportações em ambos os sentidos, e das vantagens da cooperação e entre-ajuda. Pouco mais se referiu a Portugal em concreto e com relevância, não sem deixar de lembrar que - tal como a Grécia - o país foi intervencionado.

Passos Coelho correspondeu com um auto-elogio, na forma de um elogio aos esforços do novo governo de Madrid para restaurar a confiança dos mercados nas finanças espanholas, e nas corajosas reformas que está empreender.

É uma inevitabilidade que nas cimeiras luso-espanholas Portugal apareça subalternizado, e para tal basta a diferença de mentalidade e de postura entre os políticos dos dois lados. Não estamos propriamente a falar de Franco e de Salazar, que jogavam no mesmo campeonato e apareciam em pé de igualdade. No geral, os políticos espanhóis interiorizaram o projecto nacional de fazer Espanha voltar a ser uma das grandes potências europeias e uma com projecção mundial, nomeadamente no seu espaço de influência cultural. É algo que vem desde a derrota na guerra com os Estados Unidos, em 1898, altura quem que a sociedade espanhola sentiu que o país tinha batido no fundo e que tinha que recuperar da decadência para ocupar o seu lugar de direito na hierarquia internacional. Um século depois, após atravessar crises políticas e uma guerra civil que a deixou em ruínas, a Espanha conseguiu alcançar muito do pretendido e hoje reclama um lugar no G-8. Por isso, não aceita agora que a crise económica a obrigue a retroceder nesse processo, muito menos por diktat da Alemanha e de França.

Do lado português, a diferença de mentalidade é obviamente abissal e escusado será desenvolver o tema. Na cimeira luso-espanhola de 1992, Cavaco Silva foi ao ponto de obsequiar Felipe Gonzalez com a promessa que no ensino português o programa de História iria ser revisto de forma a ser mais simpático para com Espanha. Por exemplo, passaria a ensinar-se que a Batalha de Aljubarrota tinha sido, não a monumental derrota castelhana que foi, mas antes um empate e um acidente no bom relacionamento entre os dois povos - honra seja feita ao jornal Expresso, o único que na altura reparou nesta questão. Felizmente que muito do que é assinado nas cimeiras não é cumprido.

À diplomacia espanhola nunca interessa que Portugal apareça na cena internacional. A menos que queiram falar com os europeus maiores, e para isso os espanhóis recorrem ao escadote português, sempre disponível e honrado por tão nobre tarefa. Por isso, esta cimeira "ibérica" foi tão oportuna para Madrid.

http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2050877.html

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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Gregório Correia » 05 abr 2013, 13:20

O QUE SE APRENDE NA TELEVISÃO

Parecia mentira. Mas... era verdade. Oliventinos autênticos, na televisão (RTP), durante mais de quarenta minutos, em Português se expressaram. Discorreram sobre o abandono a que o Estado português, os órgãos de comunicação, os intelectuais lusos, e outros sectores, os votaram até agora. Nos dias 22 e 24 de Março de 2013, pois a entrevista, conduzida por Maria Flor Pedroso, foi para o ar duas vezes.

Vieram a Lisboa para entregar pedidos de nacionalidade portuguesa para conterrâneos seus, de Olivença. É já a segunda vez, e já o fizeram cerca de cento e quarenta pessoas nessas condições. Há mais a quererem fazê-lo.

Não era possível falsificar as imagens. Eduardo Machado e Joaquim Becerra falavam em nome de uma associação de oliventinos com apenas cinco anos, o "Além Guadiana". Parece que, nas palavras de um deles, quer(em) que Olivença regresse linguisticamente aos anos 1950, quando a população, bilingue, tinha como língua materna (principal) o Português, e não o castelhano, como sucede hoje. Disseram também que todos os anos que promovem encontros lusófonos ("Lusofonias") abertos, não só a Portugal, mas a todos os Países de expressão portuguesa, e que têm comunicado isso e que quase são ignorados...

Viram-se imagens. As ruas, desde há dois anos, têm, em Olivença, de novo, os antigos nomes portugueses, ao lado doa atuais. Setenta e tal ruas!!!

Será possível? Haverá vontade, numa comunidade desligada da sua cultura mãe há duzentos anos, encontrar esta vontade e este entusiasmo?

Eles afirmaram, uma e outra vez, que é isso que se passa. Não querem saber das questões políticas e territoriais. Só querem a sua cultura, a sua identidade, e a sua História, reveladas, conhecidas, divulgadas... políticas à parte, disseram-no inúmeras vezes.

Proclamaram estar um pouco ressentidos com o silêncio sobre eles que existe em Portugal. a que chamaram "uma mãe que está a rejeitar um filho". Não entendem. Deram exemplos de persistência portuguesa, chegando a citar a luta por Timor.

Foi assim que oliventinos, autênticos, autóctones, se expressaram na televisão portuguesa. Em 22 e 24 de Março de 2013.

Almada, 26 de Março de 2013
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor PEi » 15 jul 2013, 13:39

Espanhóis cobiçam Gibraltar e fingem esquecer Olivença

Que os espanhóis achem uma vergonha que Gibraltar continue britânica ao fim de três séculos é lá com eles, que ignorem Olivença é connosco. Fez sábado anos que o Tratado de Utreque formalizou a cedência do rochedo e não faltaram nos jornais palavras de indignação sobre a recusa dos britânicos em reconhecer que se trata de um empréstimo, não de cedência de soberania. E que o texto de 1713 prevê a devolução e nunca o direito dos gibraltinos a decidir, como se defende em Londres, sobretudo após os referendos adversos às intenções espanholas.

São sólidos os argumentos de figuras como Martín Ortega, da Complutense, no El País. Até sobre a apropriação abusiva do istmo, pedaço de terra não citado no tratado que pôs fim à Guerra da Sucessão Espanhola, que levou ao trono os Bourbon, antepassados de Juan Carlos. Mas nem uma palavra sobre a questão de Olivença, território reclamado até hoje por Portugal, depois de cedido em 1801 mas recuperado, à luz do direito internacional, pelo Tratado de Viena de 1815.

Como costuma notar com malícia a imprensa londrina, se há paralelismos nisto de contenciosos com toque ibérico é entre Gibraltar e Olivença. Verdade, pois Ceuta é um caso à parte.

Que aconteceu para Olivença passar a Olivenza? Uma invasão quando os espanhóis ainda serviam Napoleão e este não perdoava aos portugueses serem leais à Inglaterra. Derrotado o francês, as potências impuseram a devolução dessas terras para lá do Guadiana. Espanha fez-se de surda e com o franquismo triunfaria a castelhanização, ficando-se os vestígios de Portugal pela arquitetura manuelina e a calçada. À parte o Grupo dos Amigos de Olivença e uma ou outra atitude simbólica do Estado, por cá pouca atenção se tem dado ao diferendo.

Londres e Madrid chegaram a negociar em vão o futuro de Gibraltar, uma mini-Inglaterra com varanda para África. Espanhóis e portugueses foram mais pragmáticos: como dos governantes pouco podem esperar, seja em Madrid ou Lisboa, os oliventinos, agora extremenhos, dão-se bem com os alentejanos e aproveitam o já não haver guardas-fronteiriços. Voltou-se até a estudar o português e junto aos nomes espanhóis as ruas recuperaram as velhas placas.

Diga-se que tudo jogou contra Portugal em Olivença. Dois séculos de submissão a Espanha bastaram para aculturar gente com a mesma religião, cultura semelhante, fisicamente impossíveis de distinguir dos hermanos. Nada tem que ver, por exemplo, com o Kosovo, onde língua e religião perpetuam o fosso entre albaneses e sérvios mesmo que as fronteiras mexam.

Há duas formas pacíficas de resolver diferendos territoriais: a vontade do povo ou o diktat dos tratados. Sobre Gibraltar, os espanhóis insistem na segunda. A geografia reforça-lhes a tese. Mas não deixa de soar a hipocrisia Olivença ser esquecida nestes 300 anos do Tratado de Utreque.

por LEONÍDIO PAULO FERREIRA
in DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 15-Julho-2013, pág. 7
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Gregório Correia » 16 ago 2013, 20:23

GIBRALTAR NAS NAÇÕES UNIDAS PELA MÃO DE ESPANHA. E OLIVENÇA?

Mais uma vez Gibraltar anda nas bocas do mundo. Segundo a Diplomacia espanhola, "a brincadeira acabou". Isto porque o governo do rochedo britânico impôs medidas que afetaram pescadores espanhóis. A retaliação não se fez esperar, e Madrid está a impor restrições várias, incluindo uma espécie de pesada portagem, a quem, de Espanha, se dirige ao território.

A imprensa, nomeadamente a portuguesa, noticia o facto. Alguma dela faz uma "radiografia" do caso, com datas e tudo (começando com a ocupação do território em 1704).
Duas coisas são absolutamente inexplicáveis, mas não são referidas. Na verdade, ninguém de bom senso entende como pode Madrid usar argumentos que rejeita no caso de Ceuta e Melilla, e, mais contraditoriamente ainda, se nega a aplicar em Olivença. Por outro lado, a Imprensa portuguesa consegue ignorar a contradição espanhola em algo que devia ser evidente para ela: o caso de Olivença, um território em litígio entre Portugal e Espanha, e sujeito a uma intensa espanholização, por vezes bastante impiedosa, desde 1801. Território no qual, curiosamente, um grupo luta pela recuperação da Cultura portuguesa.
Talvez haja aqui uma sintonia com a política economicista do Estado português, denunciada por sindicatos... e que pode deixar sem professores portugueses 700 oliventinos.
Mas... é melhor é não falar nisso. A responsabilidade histórica por estas estranhas omissões não assusta, pelos vistos, os defensores do politicamente correto. Estranha maneira de pensar....

Augusto António Amado

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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor PEi » 01 set 2013, 22:32

Mais um exemplo detestável de uma arrogância espanhola sem limites. A existencia de um Portugal livre continua sob ameaça...

http://www.dnoticias.pt/actualidade/mad ... ens?page=2

http://ilhasselvagens.blogs.sapo.pt/72926.html
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Re: A PÁTRIA HONRAI - «CRER É QUERER PARA VENCER»

Mensagempor Fulano_de_tal » 03 fev 2015, 12:26

Na Clandestinidade



Em se tratando da Nação, desse Portugal levado da breca, capaz do melhor e do pior e, a maior parte do tempo, do péssimo, sou um perfeito ferrabrás. Sobe-me logo o sangue à cabeça. Perco instantaneamente as estribeiras e a tramontana junto com elas. Fico capaz de trucidar e estrafegar a eito; sem dó nem piedade. Só me ocorrem contas a ajustar com meio mundo: mouros, castelhanos e ingleses, primeiro que todos!... Obsidia-me uma honra suja, emporcalhada, que urge lavar a qualquer custo – com sangue, a tiro, à bomba, à chapada, seja lá como fôr! É uma obsessão!
Quem me conhece sabe que tem que ter cuidado. Pois há palavras perigosas, que não podem ser ditas de ânimo leve à minha frente, ao alcance destes meus pavilhões auriculares de verdadeiro tísico. Têm pólvora lá dentro, as tais; trotil, nitroglicerina, são lume para o meu sequioso rastilho. “Portugal”, repito – é a mais explosiva de todas! Alguém que se descuide, que a profira a menos de mil metros, eu que a oiça, e temos o caldo entornado. Garanto-vos que não é substantivo que eu deixe impune. Já ninguém me sossega:
“Alisto-me aonde?! Embarco aonde?! Está aonde a caravela?! Vamos atacar quem?!...” – rompo, de imediato, aos gritos, aos roncos, levado de seiscentos diabos, todos eles a arder de fervor patriótico.
No minuto seguinte já estou de camuflado e caçadeira na mão, com os olhos injectados e uma raiva de séculos a instigar-me a proezas épicas. Dardejo olhares alucinados, em prelúdio de carnificina. Devastar seca e meca é o mínimo que me ocorre.
-“Hoje é dia de caça?” - pergunta-me a senhora Dragão, ao deparar com a exótica expedição e também porque eu, em prelúdio de blitzkrieg devastador, vou maltratando cadeiras.
-“Caça?!! –Rujo ofendido, escamadíssimo. –Tu achas-me com cara de quem perde tempo com coelhos, quando os filhos da puta infestam o mundo e potências malignas ocupam o rincão?! Diz-me lá, achas?!!”
Aproveito para salientar que não sou um desses traumatizados da Guerra colonial. A mim, tiveram que me arrancar de lá à força e sob escolta armada, que sítio como África, onde um gajo se divirta tanto, nunca vi. Quer isto dizer que não descarrego as frustrações e a cobardia entranhada nos desgraçados dos coelhos, animais meus compatriotas.
Mas voltemos à minha digníssima esposa que, em certas ocasiões de crise nacional, tem o condão de me enfurecer tanto ou mais que as potências ocupantes.
-“Não me digas que estás outra vez com ideias de ir acabar com os bimbos?!” – (Aqui, ela, alarma-se. Os bimbos são os vizinhos para lá do rio que, em tempos, espanquei. Espancar alguém pode viciar. Ciclicamente visita-nos uma nostalgia. Em se tratando de bimbos, a nostalgia chega a tornar-se opressiva. Um amigo meu que teve a sorte de espancar alentejanos, diz-me que com ele se passa o mesmo. Estamos fartos de nos convidar, ele a mim para ir malhar nos alentejanos dele, eu a ele para vir exercer nos meus bimbos, mas a ocasião, lamentavelmente, tem-se vindo sempre a esfumar. Há uma retracção natural nas vítimas, que, lastimavelmente, as torna cautelosas e furtivas. Mas desvio-me do assunto...)
Estava pois a senhora Dragão a alarmar-se. Tranquilizo-a, apesar de tudo; mas sem nunca perder o tom de voz estentóreo que a ocasião exige:
-“Não tenho tempo para bimbos, pôrra! isso é uma questão tribal interna! (Mas porque raio perco eu o meu valioso tempo a explicar a guerra a mulheres?!!) Olha, vou passar à resistência, vou prá clandestinidade! Se a polícia passar aqui a perguntar por mim, diz-lhes que não me viste!!”
-“E levas a boina preta ou a vermelha?” – Inquere, ela, resignada. O que tem o dom de me irascibilizar ainda mais. Mais belicoso que nunca, urro:
-“Mas tu achas que eu vou para algum desfile?!! Irra! Levo o meu gorro “comando”. E tu, vê lá se metes nessa cabeça dura duma vez por todas: Vou prá clandestinidade!!...Prá clandestinidade, ouviste bem?!!Vou bater-me pela honra do meu país! Se eu morrer, não chores!”
E saio porta fora, resfolegando e praguejando, com toda a fúria de que sou capaz. Não sem que, entretanto, em jeito de despedida, ela não me brinde com o seguinte adeus:-“Olha, já que vais sair, quando voltares da clandestinidade, passa no Pingo Doce e traz o pão.”

Grunffthhh!....
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