E N S I N O

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Re: E N S I N O

Mensagempor tiririca » 13 abr 2008, 16:25

O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.
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Re: E N S I N O

Mensagempor tiririca » 18 abr 2008, 20:31

“SÉQUESSO”

A pátria adora conversar sobre professores. A pátria, porém, não fala sobre educação.

Portugal ainda não arranjou coragem para lidar com este facto: Os alunos acabam o secundário sem saber escrever. Parece que os professores vão fazer uma “marcha da indignação”.

Pois muito bem. Eu também vou fazer uma marcha indignada. Vou descer a avenida com a seguinte tarja: “os alunos portugueses conseguem tirar cursos superiores sem saber escrever”

A coisa mais básica – saber escrever – deixou de ser relevante na escola portuguesa. De quem é a culpa? Dos professores? Certo. Do Ministério? Certo. Mas os principais culpados são os próprios pais. Mães e pais vivem obcecados com o culto decadente da psicologia infantil.

Não se pode repreender o “menino” porque isso é excesso de autoridade, diz o psicólogo. Portanto, o petiz pode ser mal-educado para o professor. Não se pode dizer que o “menino” escreve mal porque isso afecta a sua auto-estima. Ou seja, o rapazola pode ser burro, desde que seja feliz. O professor não pode marcar trabalhos para casa porque o “menino” deve ter tempo para brincar. Genial: o “menino” pode ser preguiçoso, desde que jogue na consola. Ora, este tal “menino” não passa de um mostrengo mimado que não respeita professores e colegas.

Mais: Este mostrengo nunca reconhece os seus próprios erros; na sua cabeça, “sexo” será sempre “séquesso”.

Neste mundo Peter Pan os erros não existem e as coisas até mudam de nome. O “menino” não escreve mal; o “menino” faz, isso sim, escrita criativa. O “menino” não sabe escrever a palavra “recensão”, mas é um Eça em potência.

Caro leitor, se quer culpar alguém pelo estado lastimável da educação, então, só tem uma coisa a fazer: olhe-se ao espelho. E, já agora, desmarque a próxima consulta do “menino” no psicólogo.

Henrique Raposo
“Primeiro caderno”
henrique.raposo79@gmail.com
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Re: E N S I N O

Mensagempor tiririca » 21 abr 2008, 14:05

O Passado Futurível.
Mais uma para os “stores”

Os Cavalheiros do Apocalipse

http://www.passadofuturivel.blogspot.com/
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Re: E N S I N O

Mensagempor tiririca » 17 mai 2008, 22:29

Super Escola Portuguesa

A SUPER ESCOLA ou o retrato da escola portuguesa

Onde estão as melhores escolas do mundo?
Claro! Está certo! Em... Portugal
Ora vejamos com atenção o exemplo de uma vulgar turma do 7º ano de escolaridade, ou seja, ensino básico.
Ah, é verdade, ensino básico é para toda a gente, melhor dizendo, para os filhos de toda a gente!

DISCIPLINAS / ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES
1. Língua Portuguesa
2. História
3. Língua Estrangeira I - Inglês
4. Língua Estrangeira II - Francês (ou outra)
5. Matemática
6. Ciências Naturais
7. Ciências Físico-Químicas
8. Geografia
9. Educação Física
10. Educação Visual
11. Educação Tecnológica
12. Educação Moral e Religiosa Católica (facultativa)
13. Estudo Acompanhado
14. Área de Projecto
15. Formação Cívica

É ISSO - CONTARAM BEM - SÃO 15

Carga horária = 36 tempos lectivos

Não é o máximo ensinar isto tudo aos filhos de toda esta gente? De todo o Portugal?
Somos demais, mesmo bons!

MAS NÃO FICAMOS POR AQUI!!!!

A Escola ainda:
Integra alunos com diferentes tipologias e graus de deficiência, apesar de os professores não terem formação específica para isso;
Integra alunos com Necessidades Educativas de Carácter Prolongado de toda a espécie e feitio, apesar de os professores não terem formação específica para isso;
Não pode esquecer os outros alunos,"atestado-médico-excluídos" que também têm enormes dificuldades de aprendizagem;
Integra alunos oriundos de outros países que, na maior parte dos casos não falam Português;
Tem o dever de criar outras opções para superar dificuldades dos alunos, como:

* Currículos Alternativos

* Percursos Escolares Próprios

* Percursos Curriculares Alternativos

* Cursos de Educação e Formação

MAS AINDA HÁ MAIS...
A escola ainda tem o dever de sensibilizar ou formar os alunos nos mais variados domínios:

* Educação sexual
* Prevenção rodoviária
* Promoção da saúde, higiene, boas práticas alimentares, etc.
* Preservação do meio ambiente
* Prevenção da toxicodependência
* Etc, etc...

"peço desculpa por interromper, mas... em Portugal são todos órfãos?" (possível interpelação do ministro da educação da Finlândia)

Só se encontra mesmo um único defeito: Os professores.
Uma cambada de selvagens e incompetentes, que não merecem o que ganham, trabalham poucas horas (Comparem com os alunos! Vá! Vá! Comparem!!!) Têm muitas férias, faltam muito, passam a vida a faltar ao respeito e a agredir os pobres dos alunos, coitados! Vejam bem que os professores chegam ao cúmulo de exigir aos alunos que tragam todos os dias o material para as aulas, que façam trabalhos de casa, que estejam atentos e calados na sala de aula, etc... e depois ainda ficam aborrecidos por os alunos lhes faltarem ao respeito! Olha que há cada uma!

COM FRANQUEZA!!!

Vale a pena divulgar ao maior número de pessoas (de preferência não professores) para que uma visão mais realista se comece a sedimentar.
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 23 jun 2008, 00:55

Eric Debarbieux: “Os professores não são treinados para agir em caso de violência”
Entrevista ao presidente do Observatório Internacional para a Violência Escolar

http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... idCanal=58
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 03 jul 2008, 14:12

Caso Carolina Michaëlis segue para tribunal

http://dn.sapo.pt/2008/07/03/sociedade/ ... ara_t.html
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Re: E N S I N O

Mensagempor XRuy » 14 jul 2008, 16:32

Imagem

Só para recordar: no ano passado a percentagem de negativas na prova de Matemática foi de 41%, enquanto este ano foi de 18,3%.

Surpreendente..............no minimo!!!!!!!!!!
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 16 jul 2008, 20:29

Fez exame de Matemática? Veja a correcção

E outros exames

http://diario.iol.pt/sociedade/matemati ... -4071.html


Escola para sobredotados

http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=storie ... ies/367999
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 26 jul 2008, 00:53

Matemática: portugueses conquistam bronze

http://diario.iol.pt/sociedade/olimpiad ... -4071.html
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 30 jul 2008, 02:23

Melhores alunos vão receber prémio de 500 euros

http://diario.iol.pt/sociedade/alunos-p ... -4071.html
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 30 jul 2008, 11:15

Linguagem de SMS e Messenger 'contamina' testes e trabalhos escolares

Abreviaturas sempre houve! A assertividade é que se calhar não é ensinada (ou aprendida)...

http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=storie ... ies/381613
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 04 ago 2008, 15:10

Não basta ter boas notas para entrar em Medicina
Candidatos serão também seleccionados pela «atitude humana» e a «experiência de vida com pessoas vulneráveis»

http://diario.iol.pt/sociedade/algarve- ... -4071.html
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 18 ago 2008, 11:22

Férias grandes levam a perder conhecimentos

Estudo inglês mostra que também podem aumentar delinquência juvenil

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Socieda ... _id=980743
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 24 ago 2008, 12:38

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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 27 ago 2008, 15:04

Escola australiana deixa utilizar Internet nos exames

Um colégio de raparigas localizado em Sidney está a testar a utilização de telemóveis, iPods e Internet durante os exames. Um dos responsáveis acredita que este método irá revolucionar a realização dos exames de acesso ao Ensino Superior no país

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnol ... _id=106324


Universidade escocesa abre inscrições para curso de hacker

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnol ... _id=106863
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Re: E N S I N O

Mensagempor matahary » 29 ago 2008, 23:50

Novo passe escolar a partir de Setembro

Novo passe escolar a partir de Setembro
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Re: E N S I N O

Mensagempor punisher » 13 set 2008, 14:16

OS UCRANIANOS FESTEJAM O INÍCIO DAS AULAS E OS PORTUGUESES O FIM

http://dn.sapo.pt/2008/09/13/sociedade/ ... _aula.html

"As distâncias entre os dois sistemas de ensino são maiores dos que os cinco mil quilómetros que separam as duas cidades."(...)



Artigo muito intressante!!!!!
"quem poupa o lobo...sacrifica o cordeiro..."

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Re: E N S I N O

Mensagempor tiririca » 25 jan 2009, 21:38

Resposta ao Sr Albino Almeida
(Esqueçam o vernáculo! É um texto longo mas que merece ser lido... Chegou-me por mail)

Ó, Albino Almeida, põe-me uns binóculos, e actualiza-te para o real desastre que hoje é a tua querida... "Família"!...

Para quem me conhece, sabe que sou bem-humorado, detesto preconceitos e sou tolerante, mas, quando embico com um qualquer quisto, ai do quisto!...

Durante meses, ouvi falar desse Albino, mas pensava que era algum treinador de Futebol, e não percebo peva de Futebol, até que me disseram que esse gajo era... Pai, enfim, pais são como os chapéus, há muitos, mas este era um pai especial, meu deus, o que será ser filho de um gajo com ar de agente auxiliar de uma Agência Funerária)..., e é por isso que as crianças crescem cada vez mais infelizes, complexadas, e esmagadas por superegos que nunca chegarão a entender.

Hoje, durante mais uma das greves bem sucedidas, que haverão de levar a Lurdes a afocinhar no chão, "en passant", pela televisão, antes de ir a mais uns saldos do "El Corte Ingles", comecei a prestar mais atenção ao destaque que se dava a essa figura, algo secundarizada, e que é o "pai", ou a "mãe", conforme queiram. Acontece que, muito para lá de tudo o que se possa pensar, ambas essas figuras são o fulcro do actual problema educativo, não querelas entre docentes e uma ministra deplorável, porque o que sucede nas escolas não é mais do que o posludium do que vem herdado de casa.

Para o Senhor Albino, desde já, um comentário à maneira: acho que tem cara de sacristão das arcaicas crendices de Fátima, e os "sacristães" não procriam, ou se procriaram, violaram o voto de castidade.

Pronto, já mordi, passo adiante, e vou debruçar-me sobre aquilo que, exaltadamente, o fariseu clamava deverem ser os "serviços mínimos das escolas".

Portanto, eu vou-lhe retorquir, já que é tão normativo e interveniente, com o que deveriam ser os serviços mínimos da Família, que ele tão quixotescamente pretende representar:

1) Casa casal devia, antes de trazer algum filho ao Mundo, apresentar uma Carta de Procriação, onde tivesse passado, em teste e exame, e que indicasse estar em condições de procriar, para evitarmos as Esmeraldas, as Maddies e as Joanas deste mundo, pobres desgraçadas, filhas da pior ralé humana que a espécie já conheceu.

2) A Escola é um lugar de formação, não um refeitório, pelo que, antes de enviar o seu filho para a aula, se deve assegurar de que vai convenientemente alimentado. Se não pode, informe a instituição, e cada docente deverá ser avisado de que tem defronte de si um pobre ser humano, a quem a crueldade, ou impotência, familiares, ali despejam, para que a "malta se desenrasque". Sr. Albino: Nenhuma criança alguma vez poderá aprender o que seja, se estiver com fome.

3) Sr. Almeida, vá de porta em porta, e impeça as famílias desestruturadas de despejarem os seus filhos na Prateleira de Costas Largas do Ensino: verifique -- essa é a sua função -- se as crianças não são torturadas, violadas e abusadas em casa. Sabe que são atirados para a Escola putos que sabem que a mãe se prostitui, o pai está preso e o padrasto se droga, e o espanca?... O Sr. não sabe, mas o professor sabe, e também quer ser avaliado, por esse tremendo e surdo trabalho social que desempenha e lhe não incumbia. Caso o desconheça, Sr. Almeida, esse pronto-socorrismo social não vem nos parâmetros de "Excelência" da incompetente humana, que tutela a Educação. Nem isso, nem coisas piores, que não me atrevo a pôr aqui, para não maldispor os leitores.

4) Sr. Almeida, faça um levantamento dos livros e recursos culturais que a criança tem, ou não tem, em casa: evite que o docente tenha de lidar com autênticos "meninos-lobo", que nunca viram um livro, cujo único multimédia foram infinitas glorificações dos analfabetos do Futebol, e cujo horizonte existencial e linguístico é o quotidiano "ha dem" da mãe e o "caralho-foda-se", do pai, quando está a olhar para os calções transpirados.

5) Sr. Albino, pergunte, em cada casa, quais são os hábitos de higiene das suas... "Famílias". Garanta que a criança não é ostracizada pelos colegas, por dizerem que tem... mau-cheiro. Pode acontecer que o primeiro banho que tome seja na escola, e a escola não tem recursos para dar banho a todos os que se sentem humilhados, e tem de erguer uma permanente barreira de defesa deles, que também não faz parte dos "excelentes" e das quotas.

6) Sr. Almeida, sabe que há alunos que foram excluídos de todas as instituições, e caem em estranhas escolas-alvo, onde os professores são forçados a desempenhar o tal papel dos psicotutores, de que a Finlândia tanto se orgulha, mas que não são objecto, cá, de qualquer preparação prévia?... E sabe por que é que as pessoas se têm de tornar em tutores e ser pais alternativos?... Porque as famílias, ou não prestam, ou não servem. Peça-lhes avaliação por esse trabalho, e exija serviços mínimos no... Lar.

7) Sr. Albino, sabe que há alunos que utilizam, com a maior familiaridade e frequência, o pior calão e os tratamentos mais violentos?... E sabe de quem é a culpa: da família, onde o tratamento corrente é de "cabrão" para cima, e de "puta" para baixo. Não sabia?... Deve ser por frequentar famílias de rodoma de vidro. A maior parte dos professores deste país frequenta famílias reais, e filhos provindos de famílias reais, que soltam constantes palavrões, porque esse é o romance corrente dos seus ambientes familiares. Vá lá a casa, e peça aos pais, que adorarão ser filiados no seu clube de excepções, serviços mínimos de educação. Se apanhar com um taco na testa, não se espante.

8) Sr. Almeida, sabe que muitas vezes os meninos se voltam para o Professor e o ridicularizam, dizendo, "você não acha que anda a perder o seu tempo aqui, a ganhar uma miséria, quando o meu pai, numa noite de tráfico, tira o que você saca num mês?..." Vá lá a casa e diga a esses pais que o tráfico de droga não é uma actividade socialmente venerável.

9) Sr. Almeida, quando ouvir um pai reclamar que as greves são um escândalo, porque não têm onde deixar os filhos, vá lá a casa e grite-lhes aos ouvidos que o ambiente familiar tem de ter reservas e sistemas de acolhimento, a chamada Estrutura Familiar, porque as escolas não são depósitos de corpos, são espaços de convívio de gente em idade e emotividade frágil, não prateleiras para famílias que se esqueceram da palavra "amor", "respeito" e "educar". Se não conseguir nada, peça para a SUA Ministra colocar como parâmetro de avaliação o "entreter" meninos. Antigamente, essa função era atribuída a palhaços e o único que eu vejo neste processo é, curiosamente... você.

10) Pobre Albino: sempre que você receber na sua sala um aluno de ténis rotos e jeans fora de moda, e o vir ser gozado pelos colegas, vá ter com a família e pergunte por que o vestiu assim. Se se lhe depararem grupos familares a viver abaixo do limiar da pobreza, deixe-os em paz, e dirija-se directamente a esse Governo Torpe, de quem você faz tão bem o papel de Comissário, como os havia nas ditaduras de Leste e Oeste, e que tornou Portugal num abismo de Muito Ricos e Muito Pobres. É o professor que tem de perder tempos infindáveis a reequilibrar estes grupos potencialmente explosivos, tempo no qual não ensina, protege o desprotegido e que, curiosamente, também não entra para a avaliação. Tempo de gente muito mal paga para evitar que a Sociedade expluda logo ali, no limar dos 5, dos 6, dos 10 dos 11, dos 15 e dos 16 anos.

11) Miserável Almeida -- não te importas que eu te trate por tu, pois não?... -- faz assim: sempre que te chegue aos ouvidos que os alunos vão armados para as escolas, faz o teu papel, e vai, de porta em porta, revistá-los, um a um, com detectores de metais, para evitar que tenha o professor de ser ameaçado nas aulas, os colegas assaltados e um clima de "gang" a instalar-se num espaço que a grande tradição sempre viu como algo próximo de um santuário, mas que a incúria das tais famílias que tu desconheces e da destruturação social dos Governos das Donas Lurdes e afins permitiu que se transformasse num mero antro de facadas.

12) Obsoleto Almeida: vai de porta em porta, e pergunta por aquelas famílias que preferem andar a feijão e arroz, para que os meninos possam ter os seus fins-de-semana de álcool, droga e discoteca garantido, para entrarem, segunda de manhã, em tal estado que passam as aulas a dormir, ou com "feedbacks" de pastilhas e LSD, que chegam a nem perceber estar em classe. Vai à porta dessas famílias e exige-lhes os serviços mínimos de Família. Se não cumprirem, põe-nas, caso a caso, em Tribunal: é um favor que fazes a 140 000 afrontados.

Não vou ao 13, porque o 13 dá azar: isto é só um prolegómeno de tudo o que tinha para te despejar em cima, Albino Almeida, e sabe que, quando eu ataco, é mesmo de fugir. Pensa que até estou a ser simpático contigo, e que o teu conselho 13 é hoje substituído -- "surprise!..." -- por uma bonita imagem: sou eu, a ver em ti uma barata rastejante e servil, a quem hoje me deu para pôr o calcanhar em cima, para te acabar com tanto sofrimento. Dizem que as baratas podem transmitir maleitas, e eu não queria que os alunos de Portugal, do mais pobre ao mais rico, adoecessem, só pela causa do teu insistente rastejar.

Albino: vai-te catar!...

Muito Boa Noite
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Re: E N S I N O

Mensagempor tiririca » 10 set 2009, 23:07

Transitar Portugal

O caso de um aluno que passou de ano (o 8.°) com nove negativas despertou por aí certos queixumes. É vontade de dizer mal. Antes de mais, o aluno em causa não é uma excepção, é um exemplo: pelos vistos,"transitar"criancinhas com sete, oito, nove ou dez negativas já se tomou prática relativamente comum nas escolas nacionais. E o hábito não é tão negativo quanto aparenta. Muito pelo contrário, e por quatro razões.

Em primeiro lugar acaba com a discriminação entre disciplinas. Até agora, inúmeros alunos saltitavam de ano em ano sem saberem nada de matemática. Agora, são livres de saltitar sem saberem nada de coisa nenhuma. Um ponto a favor da "interdisciplinaridade".

Em segundo lugar, acaba com a discriminação entre os diferentes tipos de ensino. Se os frequentadores das Novas Oportunidades obtêm um diploma do 9° ou do 12° mediante a mera elaboração de uma redacção, num dialecto vagamente evocativo do português, sobre "O Mel" ou "As Minhas Férias" ou "O Magalhães", não há motivo para submeter os restantes usufrutuários do sistema educativo a exigências desumanas. Um ponto a favor da sistematização das "valências".

Em terceiro lugar, acaba com os traumas escusadamente infligidos às crianças. Por regra, os meninos e meninas corridos a nove negativas são criaturas sensíveis,que sofrem imenso com as sanções e que, frustradas, dedicam em consequência a vida à birra, à droga e ao pequeno crime. Um ponto a favor da segurança.

A quarta, e primordial, razão é que o fim das "retenções" acaba com alguns traumas no Orçamento de Estado. Há tempos, a sra. ministra explicou: cada aluno custa ao erário público 3 mil euros por ano, logo um aluno reprovado fica por 6 mil. Em 2007, os "chumbos" no ensino básico e secundário pesaram 600 milhões na despesa, uma enormidade que poderá perfeitamente ser aplicada no aprimoramento tecnológico da rede escolar. de modo a que os alunos que "transitam" na maior ignorância o façam nas melhores condições. Um ponto a favor do avanço em geral.

Alberto Gonçalves
(Diário de Notícias – 28 de Julho de 2009)
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Mensagempor XRuy » 05 out 2009, 15:12

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Mensagempor tiririca » 28 jan 2011, 23:13

Manual de conduta do professor, perante os CEF
Subsídios para um relacionamento saudável com os alunos


Este pequeno Manual tem em vista ajudar os professores a lidar com a faixa de alunos mais incompreendidos e maltratados do sistema de Ensino em Portugal, também conhecidos pelos “filhos da Ministra”.

O autor não se constitui como o arauto da verdade absoluta e por isso aceita as críticas e sugestões a introduzir numa nova edição, se a houver. O documento é portanto, dinâmico e de reflexão, e pretende corrigir eventuais desvios de comportamento dos professores, perante determinadas situações reais, comprometedores para o futuro de uma parte dos discentes, e de suas famílias, que tanto sacrifício fazem para frequentar um CEF.

Seleccionei as 16 questões, mais frequentes, e sobre elas lavrei os conselhos que me pareceram mais ajustados.


Quando o(a) aluno(a) chega atrasado(a).

Quando o(a) aluno(a) chega atrasado(a) mande entrar, e indague dos motivos do atraso. Procure sobretudo saber se a família ficou bem em casa, e verifique se arqueja, mesmo que levemente, devido à pressa com que se dirigiu para a aula. Pergunte se não quererá um copo de água, e descansar um bocadinho no recreio, ou mesmo ali debruçado sobre a mesa. Se já marcou a respectiva falta, releve-a, para que o aluno(a) numa próxima oportunidade, não se sinta pressionado(a).

Quando o(a) aluno(a) pede para ir lá fora, ainda mal acabou de entrar na sala de aula.
Se o(a) aluno(a) lhe pedir para ir lá fora, mesmo que tenha acabado de entrar, seja compreensivo(a), ele(a) pode muito bem estar com necessidade de fazer alguma necessidade que não fez durante o intervalo, devido ao facto de ter tido a necessidade de cumprir outra qualquer necessidade mais urgente. É sabido que o curto lapso de tempo, que é o interregno entre aulas, mal dá para namorar um pouco ou mastigar um pastel de nata. Na dúvida deve sempre deixar o(a) aluno(a) sair, porque é regra de ouro que na incerteza, prevalece sempre a vontade dos alunos.

Quando o(a) aluno(a) não está a prestar atenção ao que o docente está a dizer.
Quando o(a) aluno(a) está “ausente” questione-o(a), no sentido de saber, se essa “ausência” tem alguma coisa a ver com preocupações da sua vida familiar, amorosa, social, ou outra. Pergunte-lhe em que estava a pensar e ajude-o(a) na medida do possível. Ofereça-lhe boleia para casa, no fim das aulas, e no percurso pergunte-lhe se é problema de dinheiro. Se for, empreste-lhe a quantia que achar razoável para que ele(a) resolva os seus problemas mais prementes.

Quando o(a) aluno(a) está permanentemente virado(a) para trás.
Nestes casos convém verificar se o(a) aluno(a) está na última fila ou nas outras mais à frente. Se estiver na última fila pode tratar-se de síndrome de perseguição, uma vez que atrás dele, presumivelmente, não está ninguém, embora ele imagine que está, e daí virar-se. Registe o facto, e na 1ª oportunidade transmita o sucedido ao DT a fim de que ele proceda em conformidade, quiçá comunicando o caso à Equipa de Educação para a Saúde. Se ele(a) estiver numa das filas à frente da fila de trás, não é preocupante, espere que ele(a) termine a transmissão de algo inadiável, que estará a fazer para o colega à sua retaguarda, advirta-o(a) para o perigo de se voltar bruscamente, por causa dos torcicolos. Se por acaso se verificar mesmo o torcicolo, não caia na tentação de lhe torcer o pescoço no sentido contrário porque, apesar da sua boa vontade, podem acusá-lo(a) de agressão a jovem indefeso(a).

Quando o(a) aluno(a) pede para ir “mijar”.
Quando o(a) aluno(a) lhe pede para ir “mijar”, pergunte-lhe delicadamente se o que ele(a) quer mesmo não é, “ir urinar”. Se reagir com espanto, inquirindo-lhe: “ir fázer o qué?!”, explique-lhe pacientemente que urinar é sinónimo de fazer xi-xi e que um menino(a) educado(a) não diz “mijar”. Quando muito poderá dizer “realizar uma micção”, ou ainda, na pior das hipóteses, usar um diminutivo popular, dizendo que vai fazer uma “mijinha”. Se ele(a) não perceber, ilustre a situação no quadro, ou então exemplifique você mesmo, com todos os pormenores, ao vivo e a cores.

Quando o(a) aluno(a) pede para ir comer.
Se o(a) aluno(a) lhe pedir para ir comer, procure informar-se se é a 1ª refeição que ele(a) vai tomar nesse
dia, e sendo, aconselhe- o(a) sobre o que deve comer para não lhe cair “fundo” no estômago. Diga-lhe também que não coma à pressa porque comer à pressa faz mal. Que não se preocupe com o tempo, porque a aula pode esperar, o essencial é a saúde. Aconselhe-o(a) a mastigar os alimentos, pelo menos 35 vezes, a fim de que o bolo alimentar fique devidamente preparado para ser recebido pelo seu delicado estômago.

Quando o(a) aluno(a) boceja.
Segundo o povo, bocejar pode ter dois significados, ou se está com sono ou com fome. Procure saber qual das situações tem a ver com o bocejo, ou, o que pode ser mais grave, se se trata do cúmulo das duas. Se for fome, procure saber a que se deve, porque pode ser um problema de falta de dinheiro e isso é uma situação grave e preocupante. Neste caso não hesite em disponibilizar uma pequena verba ou empreste o seu cartão da escola para que o aluno se possa alimentar. Participe depois o sucedido à Direcção da escola e entregue o talão da despesa, pode ser que haja verba para lhe restituírem o dinheiro emprestado.
Se for sono aconselhe-o(a) a “encostar-se” um pouco na mesa e fale mais baixo, tendo em atenção os conselhos do ponto seguinte..

Quando o(a) aluno(a) dorme na aula.
Quando o(a) aluno(a) dorme na aula, não o(a) acorde. Modere o tom de voz, procurando um registo mais grave e reduzindo um pouco o volume. No entanto, antes do toque de saída procure saber se ele(a) dormiu o suficiente na noite anterior, se teve insónias devido à escola, se tem algum problema familiar ou coisa do género. Assegure-se de que, em última análise, não existirá algum problema de saúde associado. Na dúvida comunique o caso à Equipa de Educação para a Saúde.

Quando o(a) aluno(a) fala em Crioulo.

Quando o(a) aluno(a) fala em crioulo, de duas uma, ou ele(a) sabe que você sabe crioulo e quer que você saiba o que ele quer dizer, ou ele sabe que você não sabe crioulo e não quer que você saiba o que ele está a dizer. De uma forma ou outra ele(a) pretende provocar. Não se deixe intimidar, diga que sim e faça de conta que não percebeu nada, mesmo que tenha percebido. Na 1ª oportunidade passe no Centro de Formação e veja se já abriu a acção de formação, há muito prevista no plano, para aprender o dito crioulo. O saber não ocupa lugar e em breve, vai fazer-lhe falta, já que o crioulo, diz-se, vai passar a ser a 1ª língua oficial da escola.

Quando o(a) aluno(a) se levanta e, sem motivo aparente, vai até à janela.
O(a) aluno(a) vai fazer aquilo que em gíria se chama, “laurear a pevide”. E como esta juventude precisa de “laurear a pevide” como a boca precisa de pão, não fique preocupado(a), ele(a) foi ver o que se passa no recreio e logo, logo regressa ao seu lugar com muito menos vontade do que tinha, quando inopinadamente se ergueu e foi à janela. Com um bocadinho de sorte, pode ser que daí a mais um pouco se deixe dormir, para só acordar próximo da hora de acabar a aula.

...continua...
O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.
(Willian George Ward)

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tiririca
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Re: E N S I N O

Mensagempor tiririca » 28 jan 2011, 23:13

...Continuação...

Quando o(a) aluno(a) fala alto com o colega do lado.
Faça um compasso de espera, sorria levemente com ar benevolente para que o(a) aluno(a) não se melindre. Deixe que ele(a) acabe a conversa e pergunte delicadamente se pode continuar. Perante a resposta afirmativa agradeça o gesto e continue a sua explicação sobre a matéria. Interrompa sempre que o acto se repita e reitere o mesmo procedimento. Não mostre enfado.

Quando o(a) aluno(a) o(a) manda para o “c___alho”.
Se o(a) aluno(a) o(a) mandar para o c___alho, reaja com calma e pense que algum motivo ele há-de ter para se insurgir dessa forma. Não esqueça um velho princípio comercial que diz que o cliente tem sempre razão, e sendo os alunos os nossos clientes, não é preciso dizer mais nada. De qualquer forma explique lhe que ele está a reagir de cabeça quente e que não são modos próprios para se dirigir ao(à) professor(a). Diga-lhe com serenidade que deve usar o termo “pénis” em vez de “c___alho” , ou então mande-o(a) (a ele(a)) mandá-lo(a) (a si) para a “vagina da senhora sua mãe”. Ditas as frases desta forma, tornam-se muito mais simpáticas e nem têm carga ofensiva, porque se evitou o palavrão grosseiro, gratuito e fútil. Aproveite até para fazer uma introdução à Educação Sexual e explique-lhe qual é a diferença entre pénis e vagina, o que os dois fazem, quando o 1º penetra a 2ª, e ainda as consequências dessa acção. Se ele não perceber faça-lhe um desenho para ilustrar o acto.

Quando o(a) aluno(a) encostar o seu (dele(a)) peito ao seu (seu) peito.

O essencial é manter a calma, por natureza estes(as) alunos(as) são serenos(as) e brincalhões(onas). Sorria ainda que o sorriso tenha tons de amarelo. Se for preciso peça desculpa e prometa que o motivo que levou a encostar os peitos, mesmo que o desconheça, jamais se repetirá.

Quando o(a) aluno(a) grita no Hall de entrada do Pavilhão.
É bom sinal, os(as) alunos(as) estão a extravasar toda a energia acumulada durante um dia, resultante da pressão de tanto estudo. É um escape necessário, devemos por isso aconselhá-los a gritar ainda mais alto para abrir completamente os pulmões.

Quando o(a) aluno(a) grita com a(o) funcionária(o).

Alguma a(o) funcionária(o) lhe fez. Devemos certificar-nos dos motivos e participar da(o) empregada(o) à Direcção para que esta proceda em conformidade. Uma boa proposta será deixar o Pavilhão sem funcionária(o), porque assim corta-se o mal pela raiz.

Quando o(a) aluno(a) solta um gás.
Quando o(a) aluno(a) solta um gás devemo-nos por a jeito e com as fossas nasais bem desobstruídas, a fim de que o mesmo cause o efeito desejado por quem o solta, de contrário será uma desilusão e a última coisa que devemos fazer, com os alunos, é desiludi- los. Quando o gás vem com pressão suficiente para provocar som audível, não devemos evitar que todos os outros alunos se riam, devemos, pelo contrário, incentivar e rir muito também, promovendo assim uma verdadeira alegria no trabalho. Mas atenção! O(a) professor (a) está terminantemente proibido(a) de gasear. A liberdade tem limites!
O pessimista queixa-se do vento, o optimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.
(Willian George Ward)


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