OBVIAMENTE DEMITO-O!"

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alma
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OBVIAMENTE DEMITO-O!"

Mensagempor alma » 27 abr 2008 01:18

From: A BARRACA Produçao
Sent: Friday, April 25, 2008 6:32 PM
To: A BARRACA Produçao








A BARRACA estreia no próximo dia 30 de Abril às 21h30 “OBVIAMENTE DEMITO-O!” com texto e encenação de Helder Costa.

“Obviamente demito-o!”. Com esta frase Humberto Delgado criou o cataclismo que anunciou o fim de Salazar. A partir daí Portugal nunca mais foi o mesmo.

A luta difícil e corajosa contra a tirania do sacrifício, do pecado e do martírio, chegou pela mão de jovens capitães no 25 de Abril.

Finalmente o fascismo tinha sido DEMITIDO.




SINOPSE

“Obviamente demito-o!”. Esta foi talvez a frase mais importante do século XX Português. Criou o cataclismo que anunciou o fim do fascismo à Salazar.

E ainda: rebuscando a minha memória, julgo que também foi esta a frase mais teatral dita em Portugal nos últimos 50 anos.

O General Delgado tinha conseguido articular o poder de síntese – a dramaturgia, o momento e local de actuar – a encenação, e tinha compreendido o que iria agradar ao seu público – o povo português.

Tinha estimulado os sentimentos, espalhado a emoção, acendido a esperança.

Apresentava um final convincente para a tragédia nacional, e assumia-se como actor competente. E como actor competente, acabou por ser assassinado na fronteira.

A propósito destes e de outros acontecimentos, e à falta de melhor, costuma-se falar de drama Shakespeariano.

Quando Salazar, gravemente doente, deu a célebre entrevista ao jornalista do “L’Aurore” onde continuava a assumir-se como Presidente do Conselho, falou-se do absurdo de Ionesco, de tragicomédia, de farsa trágica e de outras misturas de géneros teatrais. Para mim, este exemplo máximo de Tartufismo é dificilmente classificável.

Realmente como definir o carácter e a ética dos governantes que sujeitaram Salazar a essa humilhação? Uns sabujos que não tiveram vergonha de diminuir publicamente o homem – involuntariamente diminuído, note-se – por quem rastejaram toda a vida?

Bom, mas isso já é outra história.

Este espectáculo quer demonstrar que o conflito existente entre o ditador Salazar e o general Delgado se resume em linhas gerais à contradição inconciliável entre a procura e felicidade e prazer na vida, ou a ideologia do sacrifício, do pecado e do martírio.

Com as correspondentes lealdade, sinceridade, gosto pelo risco e descoberta do Futuro, contra a hipocrisia, prepotência e conservadorismo passadista.

Termino dizendo que a força de convicção dos seus Destinos os transformou em seres irremediavelmente SÓS. O que lhes confere uma carga dramática excepcional, motivo determinante para termos escrito e realizado esta peça



Hélder Costa

* Frase sem vírgula porque Humberto Delgado proferiu-a de forma violenta e sem pausas (informação preciosa de Iva Delgado)


Ficha Artística e Técnica
Texto, Encenação, Cenografia e Cartaz de Helder Costa

João D’Ávila - Humberto Delgado
Maria do Céu Guerra - Sra. Maria, Cerejeira
Sérgio Moura Afonso - Salazar
Mariana Abrunheiro - Arajaryr , Odete, Maria de Jesus
Rita Fernandes - Lina, Madalena, Palmira, Christine Garnier, M. Eugénia, Florista
Susana Costa - Mariana, Geninha, Susini, jovem estudante
Adérito Lopes - Padre confessor, Correia de Oliveira, Silva Pais, Skorzeny
Luís Thomar - Agrário, António Sérgio, Rosa Casaco, Rogério Paulo
Rui Sá - Júlio, Agrário, Arlindo Vicente, Dr. Gusmão, Bisogno, Armando Caldas, Pai, Pide
Sérgio Moras - Agrário, Kubitschek, Franco, Barbieri, Abel, Castro e Sousa
Populares, estudantes, manifestantes, “homens sem rosto”
Figurinos: Maria do Céu Guerra
Adereços: Luís Thomar
Concepção Vídeo: Frederico Corado
Execução de Guarda Roupa: Alda Cabrita
Luminotecnia: Fernando Belo e José Carlos Pontes
Sonoplastia: Rui Mamede
Montagem: Mário Dias
Costureira: Inna Siryk
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço
Assistente de Produção: Inês Aboim e Inês Marques
Secretariado: Maria Navarro

O espectáculo classificado para M/12 estará em cena de 5ª a sábado às 21h30 e ao Domingo às 16h00
Em cena até 15 de Junho (excepto nos dias 9,10 e 11 de Maio e 7 de Junho).



Bilhetes
12,5 €
Menores 25, Maiores 65, Estudantes, Reformados e Grupos (+ 15 pessoas): 10 €
Quintas - Feiras: 5€ (preço único)

Faça já a sua reserva!

Locais de Venda: Bilheteira da sala; Fnac; Bliss; Abreu; Bulhosa; Worten e http://www.ticketline.sapo.pt

Para mais informações por favor contacte-nos.

A BARRACA

Largo de Santos, 2
1200-808 Lisboa
T. 213965360/ 213965275/ 913341687
F. 213955845
barraca@mail.telepac.pt, producao@abarraca.com
http://www.abarraca.com

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