Para a frente é que é o caminho!

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lucy
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Para a frente é que é o caminho!

Mensagempor lucy » 09 nov 2011, 20:54

[url]http://www.publico.pt/Política/otelo-diz-que-um-golpe-militar-agora-seria-mais-facil-do-que-em-74-e-melhor-do-que-manifestacoes-1520201[/url]

"Para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo", defendeu Otelo, em entrevista à Agência Lusa, num comentário à “manifestação da família militar”, no sábado, em Lisboa.

“Não gosto de militares fardados a manifestarem-se na rua. Os militares têm um poder e uma força e não é em manifestações colectivas que devem pedir e exigir coisas”, disse.

Mas diz compreender as suas razões e considera que as mesmas podem conduzir a “um novo 25 de Abril”.

“Os militares têm a tendência para estabelecer um determinado limite à actuação da classe política”. Esse limite, considerou, foi ultrapassado em 1974 e culminou com a “revolução dos cravos".

Hoje, Portugal está “a atingir o limite”, disse, corroborando o que há seis meses dissera à Lusa: “Se soubesse o que sei hoje não teria possivelmente feito o 25 de Abril”.

O coronel na reserva acredita que há condições para os militares tomarem o poder e vai mais longe: “bastam 800 homens”.

Em comparação com o golpe de 1974 – do qual afirma ser um “orgulhoso protagonista” –, Otelo considera que um próximo seria até mais fácil, pois “há menos quartéis, logo menos hipóteses de existirem inimigos” da revolução.

Questionado sobre a real possibilidade dos militares tomarem o poder, como há 37 anos, Otelo responde peremptório: “Não tenho dúvida nenhuma que sim”.

“Os militares têm sempre essa capacidade, porque têm armas. É o último bastião do poder instituído”, afirmou.

“Estou convicto que, em qualquer altura, se os militares estiverem dispostos a isso, podem avançar sempre para uma tomada de poder”, adiantou.

O estratega do golpe do 25 de Abril faz uma análise crítica dos últimos 37 anos: “Se eu adivinhasse que o país ia gerar uma classe política igual à que está no poder, e que está a passar a certidão de óbito ao 25 de abril, eu não teria assumido a responsabilidade de dar essa alvorada de esperança ao povo”.

“Estabelecemos com o povo português um compromisso muito forte que era o de criar condições para um acesso a nível cultural, social e económico de um povo que tinha vivido 48 anos debaixo de ditadura”, acrescentou.

“Assumimos esse compromisso, não o cumprimos e não o estamos a cumprir porque entregámos o poder a uma classe política que, desde o 25 de Abril, tem vindo a piorar”, afirmou.

Otelo considera mesmo que, à medida que o tempo corre, tem-se registado “um retrocesso enorme”.

“Gozamos da liberdade de reunião, de manifestação e de expressão, mas começa a haver um caminho para trás”, frisou.

Para Otelo Saraiva de Carvalho, a revolução “está agonizante” e há quem disso beneficie.

“A classe política – sobretudo o que podemos abstractamente chamar de direita – está a retomar subtilmente tudo aquilo que eram as suas prerrogativas antes do 25 de Abril e a passar a certidão de óbito" à revolução.

“A minha mágoa é essa”, adiantou, sem esconder o pessimismo em relação ao futuro: “Perdemos o compasso da história”.

As associações sócio-profissionais de militares têm marcada para sábado uma concentração nacional em protesto contra as "medidas duríssimas" apresentadas pelo Governo na proposta do Orçamento para 2012, nomeadamente a redução de remunerações e pensões, cortes nos subsídios de férias e de Natal e o aumento generalizado dos impostos.

lucy
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Re: Para a frente é que é o caminho!

Mensagempor lucy » 10 nov 2011, 14:45

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=33391

O presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS) manifestou-se hoje contra as declarações de Otelo Saraiva de Carvalho, considerando que as revoluções «não se anunciam na comunicação social» e que os militares têm o direito a manifestarem-se.
«Os militares sabem muito bem quais são as suas obrigações e deveres constitucionais e legais e depois, no limite, as revoltas e as revoluções não se anunciam propriamente na comunicação social e o senhor coronel saberá melhor do que ninguém nessa matéria», disse á agência Lusa António Lima Coelho.

O presidente da ANS reagia às declarações de Otelo Saraiva de Carvalho, que, em entrevista à agência Lusa, afirmou que é contra manifestações de militares, mas defende que se forem ultrapassados os limites, com perda de mais direitos a resposta pode ser um golpe militar, mais fácil do que em 1974.

«Para mim, a manifestação dos militares deve ser: ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo», defendeu Otelo, num comentário à «manifestação da família militar», no sábado, em Lisboa.

«Não gosto de militares fardados a manifestarem-se na rua. Os militares têm um poder e uma força e não é em manifestações colectivas que devem pedir e exigir coisas», disse.

Mas diz compreender as suas razões e considera que as mesmas podem conduzir a «um novo 25 de Abril».

Para o presidente da Associação Nacional de Sargentos, as revoluções que mais se exigem neste momento «são acima de tudo revoluções de mentalidades» e exigir «a quem é conferido o voto de governar que cumpram as promessas feitas e os valores constitucionais e legais».

Lima Coelho adiantou que a lei aprovada por unanimidade na Assembleia da República «determina claramente em que condições os militares podem e devem manifestar-se», cumprindo, assim, os seus direitos de cidadania.

«Neste momento as associações socioprofissionais têm sido porta-voz e imagem da seriedade e elevação com que mesmo na discordância temos defendido as posições em que acreditamos», sustentou, acrescentando que vão continuar a «pugnar pelos valores e princípios» a que estão obrigados.

«Temos uma obrigação e um compromisso jurado com o povo português de honrar a constituição e de cumprir e fazer cumprir as leis da constituição da república», disse ainda.


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