FARTO DE...

arnaldo anastácio_

FARTO DE...

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 14 jun 2007, 20:53

Preconceituosamente, há quem considere o hip-hop um tipo de música marginal, com letras sem sentido, recheadas de obscenidades e de apelos à violência.

Para mim, livre pensador, habituado a beber água em todas as fontes e sem nunca se deixar viciar por nenhuma delas, é apenas mais uma forma de arte que reflecte o quotidiano sofrido de alguns membros da nossa sociedade e a quem chamam de “minorias”.

Boa leitura e, neste caso, boa música também.

Arnaldo Anastácio


FARTO DE…

Farto de ser o culpado sem ter culpa de nada
Ser rejeitado, farto de conversa fiada
Farto deste sistema de merda que nos engole
Farto destes políticos a coçar colhões ao sol

Farto de promessas da treta
Sobem ao poder metem as promessas na gaveta
Farto de ver o país parado como uma lesma
Ver as moscas mudarem e a merda ser a mesma

Farto de os ver saltar quando os barcos naufragam
Quanto mais tiverem melhor, menos impostos pagam
Farto de rir quando me apetece chorar
Farto de comer calado e calado ficar

Farto das notícias na televisão
Farto de guerras, conflitos, fome e destruição
Farto de injustiças, tanta desigualdade
Cegos são os que fingem que não vêem a verdade

Racismo, Guerra, Injustiça, Fome, Desemprego, Pobreza
E eu tou farto

Mentiras, Traição, Inveja, Cinismo, Maldade, Tristeza
E eu tou farto

Racismo, Guerra, Injustiça, Fome, Desemprego, Pobreza
E eu tou farto

Mentiras, Traição, Inveja, Cinismo, Maldade, Tristeza
Já chega...

Farto de miséria, o povo na pobreza
Uns deitam a comida fora, outros não a tem á mesa
Farto de rótulos, estigmas e preconceitos
Abrir os olhos e ver que não temos os mesmos direitos

Farto de mentiras, farto de tentar acreditar
Farto de esperar sem ver nada a melhorar
Farto de ser a carta fora do baralho
Farto destes cabrões neste sistema do caralho

Ver roubar o que é nosso, impávido e sereno
Ser acusado de coisas que eu próprio condeno
Farto de ser político quando só quero ser mc
Não te iludas ninguém quer saber de ti

Todos falam da crise mas nem todos a sentem
Muitos com razão, mas muitos deles apenas mentem
Crimes camuflados durante anos a fio
Estavam lá todos eles mas ninguém viu

Não foi ninguém, ninguém fez nada,
E se por acaso perguntarem ninguém diz nada
Farto de ver intocáveis saírem impunes
Dizem que a justiça é para todos mas muitos são imunes

Dois pesos, duas medidas
Fazem o que fazem e seguem com as suas vidas
Para o povo não há facilidades
E os verdadeiros criminosos do lado errado das grades

BOSS AC – Ritmo Amor Palavras (2005)

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Re: FARTO DE...

Mensagempor Guarda Manhoso_ » 15 jun 2007, 23:04

Caro Anastacio “livre pensador”, eu , habituado a beber xaropes em todas as farmácias e deixando-me viciar em todas, também gosto de Hip-Hop “TUGA” , XEG, Sam the Kid, Nina Poison, Bomberjack.
Por vezes penso que talvez, daqui, a uns anos, alguma desta poesia, vá ser,
forma de estudo, lado a lado com outros poetas clássicos da nossa praça





Que Deus
Há perguntas que têm de ser feitas

Quem quer que sejas, onde quer que estejas
Diz-me se é este o mundo que desejas
Homens rezam, acreditam, morrem por ti
Dizem que estás em todo o lado mas não sei se já te vi
Vejo tanta dor no mundo pergunto-me se existes
Onde está a tua alegria neste mundo de homens tristes
Se ensinas o bem porque é que somos maus por natureza?
Se tudo podes porque é que não vejo comida á minha mesa?
Perdoa-me as dùvidas, tenho que perguntar
Se sou teu filho e tu amas porque é que me fazes chorar?
Ninguém tem a verdade o que sabemos são palpites
Se sangue é derramado em teu nome é porque o permites?
Se me destes olhos porque é que não vejo nada?
Se sou feito á tua imagem porque é que durmo na calçada?
Será que pedir a paz entre os homens é pedir demais?
Porque é que sou discriminado se somos todos iguais?

Porquê?!

Porquê que os Homens se comportam como irracionais?
Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porquê que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei
Eu acredito é na Paz e no Amor

Por favor não deixes o mal entrar no meu coração
Dou por mim a chamar o teu nome em horas de aflição
Mas tens tantos nomes, és Rei de tantos tronos
E se o Homem nasce livre porque é que é alguns são donos?
Quem inventou o ódio, quem foi que inventou a guerra?
Ás vezes acho que o inferno é um lugar aqui na Terra
Não deixes crianças sofrer pelos adultos
Os pecados são os mesmos o que muda são os cultos
Dizem que ensinaste o Homem a fazer o bem
Mas no livro que escreveste cada um só leu o que lhe convém
Passo noites em branco quase sem dormir a pensar
Tantas perguntas, tanta coisa por explicar
Interrogo-me, penso no destino que me deste
E tudo o que me acontece é porque tu o assim quiseste
Porque é que me pões de luto e me levas quem eu amo?
Será que essa é a justiça pela qual eu tanto reclamo?
Será que só percebemos quando chegar a nossa altura?
Se calhar desse lado está a felicidade mais pura
Mas se nada fiz, nada tenho a temer
A morte não me assusta o que assusta é a forma de morrer

Porquê que os Homens se comportam como irracionais?
Porquê que guerras, doenças matam cada vez mais?
Porquê que a Paz não passa de ilusão?
Como pode o Homem amar com armas na mão? Porquê?
Peço perdão pelas perguntas que tem que ser feitas
E se eu escolher o meu caminho, será que me aceitas?
Quem és tu? Onde estás? O que fazes? Não sei
Eu acredito é na Paz e no Amor

Quanto mais tento aprender, mais sei que nada sei
Quanto mais chamo o teu nome menos entendo o que te chamei
Por mais respostas que tenha a dúvida é maior
Quero aprender com os meus defeitos, acordar um homem melhor
Respeito o meu próximo para que ele me respeite a mim
Penso na origem de tudo e penso como será o fim
A morte é o fim ou é um novo amanhecer?
Se é começar outra vez então já posso morrer.

(Ao lado ainda arde, a barca da fantasia,
o meu sonho acaba tarde,
acordar é que eu não queria)
"Não ides aos consultórios de psiquiatras, psicólogos e outros veterinários da alma; vinde antes ao confessionário, que, ao menos, é gratuito. "

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Re: FARTO DE...

Mensagempor Guarda Manhoso_ » 16 jun 2007, 00:06

Quando Escrevo
by Xeg
album: Ritmo e Poesia (2001),
Remisturas (2004)


Quando eu escrevo o complicado, torna-se simples
O difícil parece fácil, os versos ganham requintes
Pessoais, são transmitidos aos ouvintes que me dão força ou não
Para passar ao verso seguinte
Então, entro em sintonia, encontro o meu conforto
Como se a caneta e o papel fizessem parte do meu corpo
Sistema nervoso e sanguíneo em comum
Às vezes chego a pensar, que somos apenas um
Rimo na língua dum povo, dum povo que é poeta
Eu rimo em português porque é uma língua completa
Então uso o meu conhecimento e todo o meu vocabulário
Com as 26 letras do nosso abecedário
Na cabeça um dicionário, dicções sobre bases
Letras fazem palavras e palavras fazem frases
Estas dão versos, dois versos é uma rima
Duas rimas é uma quadra, é o poder das palavras
Imagina a mulher que amavas e hoje amas ainda mais
O que eram problemas, hoje são questões banais
Respeito esta cultura como só respeito os meus pais
Cantando e rimando e produzindo instrumentais
Quando eu escrevo, torna-se pequeno o universo
Olho para dentro, comigo próprio converso
Uns divulgam o banal, eu faço o inverso
Viver é o objectivo, rimar é o processo
Muito mais que entretenimento é a sua versão lúdica
Paz é o que quero transmitir a quem ouve a minha música
E a paz começa em ti, em respeitares o teu parceiro
Se queres mudar o mundo então muda-te a ti primeiro

Refrão:
Porque eu pego numa caneta e numa folha de papel
E ando atrás da verdade como a abelha atrás do mel
Digo o que quero, liberto os meus nervos
E é isso que eu sinto, é isso que eu sinto quando escrevo

Com beat ou sem beat, com ou sem apoio
Na casa, no trabalho, na escola ou no comboio
Rimas são muitas mas cada uma, é dita e escrita como se fosse a última
Primeiro eu próprio e toda a minha vivência
O que eu passei, o que eu passo e toda a minha experiência
Public Enemy e Gangstar foram as minhas influências
Mas agora apenas conto com a minha consciência
Desenvolvida e escrita de tardes e insónias
Xeg no microfone, sou mestre de cerimónia
Não preciso de banda, nem orquestra sinfónica
Tou infectado por esta merda como se fosse doença crónica
E progressiva, tou cada vez pior ou cada vez melhor conforme a perspectiva
Voz activa, a teoria une-se à prática
Rimas saem....
E gasto tinta da minha esferográfica,
Escrita nos cadernos ou no bloco de matemática
Cantando, rimando de uma maneira sistemática
Quando eu escrevo, a atmosfera torna-se apática
Desmentindo da verdade mesmo quando esta é dramática
Que a força não está, entre quem perde ou vence a briga
Mas em seres tu próprio, não que a sociedade te obriga
Cago pró que pensam em mim
Cago e prossigo e fico bem com o mundo mesmo que o mundo não esteja bem comigo
Agora com ou sem metáforas, simples ou complicado,
Certo, cruzado ou então emparelhado
Mantém-te ligado porque eu mantenho-me fiel
Torno doce o que era amargo, torno dócil o cruel
"Não ides aos consultórios de psiquiatras, psicólogos e outros veterinários da alma; vinde antes ao confessionário, que, ao menos, é gratuito. "

arnaldo anastácio_

Re: FARTO DE...

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 16 jun 2007, 13:14

Caro Manhoso

Concordo perfeitamente contigo.

Mas… xarope?! :(

Eu pensava que eras mais pró absinto! :LOL

De qualquer maneira... vê lá se conheces este.


Abraço fraterno e que G.A.D.U. esteja contigo. 8)


Arnaldo Anastácio


COISAS DA VIDA

Dino nasceu em Portugal
Os pais vieram d’África à procura duma vida normal
Mas não passou de ilusão
Apenas fé no coração
Mas a fé não alimenta, fome rebenta
Dino tem dois anos se calhar já nem s’aguenta
Alegria não sabem o que é
O pai trabalha todo o dia, a mãe tem que ficar com o bebé
Vivem numa barraca bué fatela
Quatro paredes velhas, uma porta, um telhado e uma janela
A casa de banho é um balde e uma lata
Um colchão para os três, a vida é bem ingrata
Quarenta contos para o mês inteiro
A vida vai de mal a pior e cada vez há menos dinheiro
Mas lá vão sobrevivendo, Dino vai crescendo, ao mesmo tempo
Aprendendo e vendo
Como tudo é sacrifício

É melhor ir para a escola para seu próprio benefício
Não há maneira pa’comprar o material
O pai trabalha como um burro, a mãe tá bué da mal
Aos 9 anos consegue ir estudar
Dá para desenrascar, mas só sabem lh’insultar
É preto dali, preto daqui
Queixa-se à professora mas ela não liga apenas se ri
Os anos passam, chega ao oitavo
Chega de escola, chega de fazer figura de parvo
Meteu-se com as más companhias
Agora vende droga e tem dinheiro todos os dias
De tempos em tempos vai parar à cadeia, semana e meia
Situação tá feia, mas lá se remedeia
No fim do túnel há sempre uma luz
A mãe chora em vão, mas inda acredita em Jesus
Coisas da vida

Ataca um jovem com um bastão
Desta vez não escapou e acabou na prisão
Sem solução, foi preso por ser homicida
Ferida não será esquecida, agora é tarde pa´mudar de vida
Apanha dez anos na sentença, crime não compensa
Uma desgraça não vem só a mãe morreu de doença
Desgosto, tristeza no rosto do pai
Que tem muito pa´chorar tão cedo Dino não sai
Pai desgostoso, filho criminoso
Dino só pensa em fugir daquele lugar horroroso
Mas será que é capaz?
Sabe qu’errou no fundo não é mau rapaz
Dez anos atrás das grades, aprende as verdades
O tempo custa a passar enquanto morre de saudades
A consciência pesa-lhe todos os dias
Não há regalias, restam sonhos e fantasias
Coisas da vida

Chegou o seu momento
Cinco anos depois saiu por bom comportamento
A liberdade é condicional
Agora chegou a altura de levar uma vida normal
Longe do crime Dino quer é sossego
Mas não tem dinheiro nem casa, tem qu’arranjar emprego
Vai-se arranjando na casa do cota
Levanta-se cedo, compra o jornal e põe a fatiota
E tenta a sua sorte à procura de trabalho
“Então você tem cadastro?” “Infelizmente sim” “Vá p’ó caralho!”
Dia após dia, a mesma resposta
Continuou sem emprego até que lhe foi feita uma proposta
Certo dia não aguentou mais
A única solução eram os negócios ilegais
Nada a perder aceitou a oferta
Não há moral que resista quando a fome aperta
Mas o sol pouco durou
Uma transacção deu p’ó torto, alguém o matou

São as coisas da vida

Saiu da prisão meteu-se num beco sem saída
Foi tratado como uma doença
Tentou ser honesto, mas ditaram-lhe a sentença
Mais tenho a dizer que é fodido
Um gajo sair da prisão e não ser reinserido

Pensem nisso

BOSS AC – Mandachuva (1998)

arnaldo anastácio_

Re: FARTO DE...

Mensagempor arnaldo anastácio_ » 14 ago 2007, 21:25

Amigo Manhoso, por onde é que andas que ninguém te põe a vista em cima?

Já conheces este do Sam the kid, cantado a mielas com o Valete e o Bónus?

É 8) mano.

Depois diz qualquer coisa.

TAF

Arnaldo Anastácio


Beleza Artificial

(Sam the Kid)
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
Yo Valete man obrigado mesmo,
foda-se era mesmo neste som que eu queria entrar
man foda-se, certas bitches man, há certas damas é mesmo
que não têm nada na cabeça man foda-se,
tipo um gajo quer falar com elas, e népia man é só para foder man
um gajo quer ter uma conversa, não dá pra ter conversa man
foda-se também chamaste aí o Bonús
yo meu puto fala-me bem yo yo!

(Bónus)
Bem servidas de peito, com uma peida frenética
são modelos femininos de bombas genéticas
e vestem no corpo para se sobrepor ao intelecto
por isso têm o cérebro torto, deixam sempre o peito aberto
quando usam micro sites querem toda a gente atenta
na rua ou no centro chegam sempre às horas de ponta
todos dão conta, man e qualquer homem esquenta
se não for pra ser montada pra quê que serve uma jumenta

(Valete)
Tudo o que elas são está por baixo de uma cueca
o que é que diz uma peida que fala? Merda
o corpo é tudo então não pode ficar parado
o cérebro é um frustrado, anda sempre desempregado
Mediocridade incorporada numa obra de arte
elas nunca existirão segundo Descartes
mamadeira, fazias-te como a minha carteira
safam-se no mercado de emprego porque conheceram o Taveira

Aqui ou acolá, cena tá toda má,
bué da muchachas na cabeça só têm caca
já disse assim não dá
sai do meu habitat
porque tu não dizes nada, apenas blá blá

(Bónus)
É a nova geração, sempre na exibição
querem fama, depois da fama levam difamação
só sabem dizer que sim, concordar com o que disseste
nunca lêm livros que têm muitos caractéres
não são mulheres, são pedaços de carne à paisana
filhas da cultura pimba TV lixam o programa
são acolhedoras damas, com uma peida que abana
e têm forma humana porque Deus também se engana

(Valete)
Manos givas pegam nelas man, pinoca e nada mais
são jogos de treino, nunca chegarão a oficiais
pachacha delas está disponivel como um escuteiro
é como uma discoteca gratuita sem porteiro
até descamisados entram, não há censura
euros a convencer deixa-as na loucura
han han, fisico-predomínio, declínio do raciocínio
se só existisse amor platónico casava-me com um babuíno


Aqui ou acolá, cena tá toda má,
bué da muchachas na cabeça só têm caca
já disse assim não dá
sai do meu habitat
porque tu não dizes nada, apenas blá blá

(Sam the Kid)
Yo beleza exterior, natural, com sabor
a se-não-fores-lavar-essa-merda-já-vai-criar-bolor
yo refiro-me ao teu crânio, o teu corpo tá bom
não passas um dia sem a magia do teu baton
tens um cenário de cuarra quando te abanas ao som
vens ter comigo, dou-te barra, agora já sou barron
tá-se bem, dá-me a estiga, chama-me o que quiseres
eu não procuro affaires, vai ter com os teus chauffers
porque eu não tenho bote nem chicote, então desapareces
sou eu que não te mereço ou és tu que não me mereces?

(Valete)
Ninguém viu o fim dos teus buracos mesmo assim não te aterrorizas
nós não vamos por aí os nosso caralhos têm vertigens

(Sam the Kid)
Os pensamentos medíocres que só querem que tu lucres
todos os dias novos looks, hoje à noite é pro Lux
onde apanhas grandes mocas com vodkas e brocas
e tocas em cocas, sufocas, convocas o sexo a quem provocas
são tantas polaroids que já te doi os olhos
não queres os quarta-classe-boys queres é mongolóides
há para aí aos molhes, és tu que escolhes
destróis os casamentos como homens fossem toys
então mira mira, gala gala
tantos implantes em todos os cantos da sala
adoras balação com o teu damo que te defenda
a provocares os outros com esses teus griffes de renda
para não ficar traído com o vestido fodido
sedução no ouvido em troca de um apelido
tem de ser alguém querido de preferência um senhor
mas eu não vejo cupido então não pode ser amor

Aqui ou acolá, cena tá toda má,
bué da muchachas na cabeça só têm caca
já disse assim não dá
sai do meu habitat
porque tu não dizes nada, apenas blá blá

Só dizes blá blá!
BLING BLING BITCHES!


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