Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
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Nautilus
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Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre comunidade cigana
O Alto-Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural vai queixar-se ao Conselho Superior da Magistratura da sentença de uma juíza de Felgueiras que considera o estilo de vida dos ciganos como pouco higiénico e "subsídio-dependente".
A Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI), Rosário Farmhouse, escusou-se a comentar a sentença, mas disse que as considerações "genéricas" sobre a comunidade cigana têm um "teor marcadamente xenófobo". "Fiquei, estou absolutamente perplexa como é que numa sentença se fazem acusações tão genéricas relativas a uma comunidade, tomando a parte pelo todo. Uma coisa é adjectivar a conduta dos arguidos (da qual me abstenho) e outra coisa é tomar toda uma comunidade com cerca de 50 mil pessoas pelo comportamento destas cinco pessoas, destes cinco arguidos", disse Rosário Farmhouse.
A Alta-Comissária avançou ainda que, depois de recebida e analisada a sentença, o ACIDI vai remeter uma queixa da juíza ao Conselho Superior da Magistratura, órgão de gestão, administração e disciplina dos juízes. "Assim que tivermos a sentença, e depois de analisada, ponderamos a hipótese de fazer uma queixa ao Conselho Superior da Magistratura", afirmou a responsável, que disse ainda ser a primeira vez que o organismo que dirige apresenta uma queixa semelhante.
"Só tenho a lamentar que neste Ano Europeu do Diálogo Intercultural, em 2008, seja possível assistirmos em Portugal a afirmações deste teor, marcadamente xenófobo", reforçou Rosário Farmhouse. "Realmente estou espantada, estou perplexa e assim que tiver a sentença vamos de certeza tomar uma posição mais frontal. Assim que tivermos a sentença e depois de analisada iremos remeter uma queixa", frisou.
"Pessoas mal vistas socialmente"
A juíza Ana Gabriela Freitas, do Tribunal de Felgueiras, proferiu ontem uma sentença em que considera que a comunidade cigana tem um estilo de vida com "pouca higiene", é "traiçoeira" e "subsídio-dependente". "Pessoas mal vistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio-dependentes de um Estado a quem pagam desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes". Foi desta forma que a juíza Ana Gabriela Freitas, do 2º Juízo do Tribunal Judicial de Felgueiras, se referiu aos cinco elementos de etnia cigana acusados de agredir diversos agentes da GNR.
Ana Gabriela Freitas, na leitura da sentença, teceu considerações não só aos cinco acusados da agressão aos agentes da GNR de Felgueiras, mas também generalizou a toda a comunidade cigana. "Está em causa o desrespeito da autoridade e, por arrastamento, a própria administração da Justiça como flui com particular ingência dos recentes acontecimentos da Cova da Moura, Aziaga do Besouro, Quinta da Fonte e ainda culminando com a agressão selvática dos agentes da PSP em Abrantes", referiu a juíza na fundamentação da sentença.
Na base da sentença estão acontecimentos ocorridos no dia 7 de Janeiro de 2006. Um grupo de cidadãos de etnia cigana estava a fazer uma festa no Bairro João Paulo II, em Felgueiras, com música alta e disparo de tiros com armas de fogo. A GNR foi chamada ao bairro, a que a Juíza chama "Cova da Moura cigana", para pedir silêncio. Contudo, moradores e agentes da GNR envolveram-se em agressões físicas e verbais.
Na sentença, Ana Gabriela Freitas deu como provado que, durante os acontecimentos, "as mulheres e as crianças guincharam selvaticamente e bateram e chamaram nomes" aos agentes. Os cinco homens de etnia cigana foram todos condenados a penas de prisão efectiva e ao pagamento de indemnizações mas recorreram da sentença. Para elaborar a sentença, "socorreu-se o tribunal das regras de experiência no que toca ao elemento intelectual e volitivo do dolo inevitavelmente associado aos useiros e vezeiros comportamentos desviantes e percursos marginais dos arguidos e do seu pouco edificante estilo de vida".
No levantamento sócio-económico da vida dos arguidos, Ana Gabriela Freitas escreveu no processo que as condições habitacionais "são fracas, não por força do espaço físico em si, mas pelo estilo de vida da sua etnia (pouca higiene)". Desta forma, Ana Gabriela Freitas salientou ainda não se vislumbrar "a menor razão para acolher a rábula da 'perseguição e vitimização dos ciganos, coitadinhos!".
http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1337084
O Alto-Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural vai queixar-se ao Conselho Superior da Magistratura da sentença de uma juíza de Felgueiras que considera o estilo de vida dos ciganos como pouco higiénico e "subsídio-dependente".
A Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI), Rosário Farmhouse, escusou-se a comentar a sentença, mas disse que as considerações "genéricas" sobre a comunidade cigana têm um "teor marcadamente xenófobo". "Fiquei, estou absolutamente perplexa como é que numa sentença se fazem acusações tão genéricas relativas a uma comunidade, tomando a parte pelo todo. Uma coisa é adjectivar a conduta dos arguidos (da qual me abstenho) e outra coisa é tomar toda uma comunidade com cerca de 50 mil pessoas pelo comportamento destas cinco pessoas, destes cinco arguidos", disse Rosário Farmhouse.
A Alta-Comissária avançou ainda que, depois de recebida e analisada a sentença, o ACIDI vai remeter uma queixa da juíza ao Conselho Superior da Magistratura, órgão de gestão, administração e disciplina dos juízes. "Assim que tivermos a sentença, e depois de analisada, ponderamos a hipótese de fazer uma queixa ao Conselho Superior da Magistratura", afirmou a responsável, que disse ainda ser a primeira vez que o organismo que dirige apresenta uma queixa semelhante.
"Só tenho a lamentar que neste Ano Europeu do Diálogo Intercultural, em 2008, seja possível assistirmos em Portugal a afirmações deste teor, marcadamente xenófobo", reforçou Rosário Farmhouse. "Realmente estou espantada, estou perplexa e assim que tiver a sentença vamos de certeza tomar uma posição mais frontal. Assim que tivermos a sentença e depois de analisada iremos remeter uma queixa", frisou.
"Pessoas mal vistas socialmente"
A juíza Ana Gabriela Freitas, do Tribunal de Felgueiras, proferiu ontem uma sentença em que considera que a comunidade cigana tem um estilo de vida com "pouca higiene", é "traiçoeira" e "subsídio-dependente". "Pessoas mal vistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio-dependentes de um Estado a quem pagam desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes". Foi desta forma que a juíza Ana Gabriela Freitas, do 2º Juízo do Tribunal Judicial de Felgueiras, se referiu aos cinco elementos de etnia cigana acusados de agredir diversos agentes da GNR.
Ana Gabriela Freitas, na leitura da sentença, teceu considerações não só aos cinco acusados da agressão aos agentes da GNR de Felgueiras, mas também generalizou a toda a comunidade cigana. "Está em causa o desrespeito da autoridade e, por arrastamento, a própria administração da Justiça como flui com particular ingência dos recentes acontecimentos da Cova da Moura, Aziaga do Besouro, Quinta da Fonte e ainda culminando com a agressão selvática dos agentes da PSP em Abrantes", referiu a juíza na fundamentação da sentença.
Na base da sentença estão acontecimentos ocorridos no dia 7 de Janeiro de 2006. Um grupo de cidadãos de etnia cigana estava a fazer uma festa no Bairro João Paulo II, em Felgueiras, com música alta e disparo de tiros com armas de fogo. A GNR foi chamada ao bairro, a que a Juíza chama "Cova da Moura cigana", para pedir silêncio. Contudo, moradores e agentes da GNR envolveram-se em agressões físicas e verbais.
Na sentença, Ana Gabriela Freitas deu como provado que, durante os acontecimentos, "as mulheres e as crianças guincharam selvaticamente e bateram e chamaram nomes" aos agentes. Os cinco homens de etnia cigana foram todos condenados a penas de prisão efectiva e ao pagamento de indemnizações mas recorreram da sentença. Para elaborar a sentença, "socorreu-se o tribunal das regras de experiência no que toca ao elemento intelectual e volitivo do dolo inevitavelmente associado aos useiros e vezeiros comportamentos desviantes e percursos marginais dos arguidos e do seu pouco edificante estilo de vida".
No levantamento sócio-económico da vida dos arguidos, Ana Gabriela Freitas escreveu no processo que as condições habitacionais "são fracas, não por força do espaço físico em si, mas pelo estilo de vida da sua etnia (pouca higiene)". Desta forma, Ana Gabriela Freitas salientou ainda não se vislumbrar "a menor razão para acolher a rábula da 'perseguição e vitimização dos ciganos, coitadinhos!".
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"Parem com o terrorismo, Acabaram se a virgens."
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Nautilus
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Porra! é o que se pode chamar a esta juíza: uma mulher de tomates
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salgado
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
até que enfim começam a abrir os olhos. devagar mas ainda a tempo. !
nordestino
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MASIII
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Até que enfim, que alguém diz verdades, sobre essa escória!!!
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othelo
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Cuidado com as generalizações, pois se na realidade eu não conheço nenhum que seja de fiar, na realidade conheci em tempos alguns que tinham e ainda devem ter, autenticos palácios e bombas (viaturas) à porta de casa.
Nunca mais esqueço a fiscalização feita a um MER500SEC, conduzido por um puto de 20 anos, acompanhado da sua pandilha, constando no titulo de registo o seguinte - "Estrada nacional nº1 barraca nº xx, (localidade)-
Nunca mais esqueço a fiscalização feita a um MER500SEC, conduzido por um puto de 20 anos, acompanhado da sua pandilha, constando no titulo de registo o seguinte - "Estrada nacional nº1 barraca nº xx, (localidade)-
---Mil hão-de cair à nossa esquerda, dez mil à nossa direita, mas nós não seremos atingidos---
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Pedro Bala
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Comissária para a Imigração não avança com queixa por juíza se dirigir a arguidos e não à comunidade cigana
http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... idCanal=62
Precipitou-se...
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Precipitou-se...
Deus te dê o dobro daquilo que me desejas.
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matahary
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Ainda no Domingo no Fórum Almada passaram uns por mim. Bem vestidos, limpos, cheirosos e bem bonitos. Impecáveis.
Se moravam em barracas ou não, não sei, nem sei se foram de burro ou de mercedes.
Mas eram os mais apresentáveis naquele centro comercial.
Conheci uma miúda que morava numa barraca. Quando tinha um namorado (de preferência estrangeiro) nunca o levava a casa, dando sempre a morada de uma amiga.
Queria à força toda casar com um estrangeiro. E casou. Casou com um inglês.
Alto, loiro e olhos azuis.
Saiu-lhe a sorte grande e a aproximação. É um "wifebeater" (chamam eles aos homens que batem em mulheres).
Antes tivesse casado com um que morasse na barraca, que cheirasse mal e fosse socialmente mal-visto. Coitada... Mas quando vem a Portugal... ó-ó, faz um vistaço!
Antes burro que me leve, que cavalo que me derrube!
Se moravam em barracas ou não, não sei, nem sei se foram de burro ou de mercedes.
Mas eram os mais apresentáveis naquele centro comercial.
Conheci uma miúda que morava numa barraca. Quando tinha um namorado (de preferência estrangeiro) nunca o levava a casa, dando sempre a morada de uma amiga.
Queria à força toda casar com um estrangeiro. E casou. Casou com um inglês.
Alto, loiro e olhos azuis.
Saiu-lhe a sorte grande e a aproximação. É um "wifebeater" (chamam eles aos homens que batem em mulheres).
Antes tivesse casado com um que morasse na barraca, que cheirasse mal e fosse socialmente mal-visto. Coitada... Mas quando vem a Portugal... ó-ó, faz um vistaço!
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"Satisfaça-se com o que lhe agrada, e deixe os outros falarem de si como lhes agrada." - Pitágoras
Uma por dia, tira a azia.
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punisher
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Por acaso os ciganos até tratam muito bem as suas mulheres....(deixam-nas "bem tratadas")....
Mas não pode ser só virtudes né????
Mas não pode ser só virtudes né????
"quem poupa o lobo...sacrifica o cordeiro..."
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matahary
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Eles deixam-nas tão bem tratadas quanto qualquer outro homem, independentemente da cultura, posição social(!!!), religião ou profissão, como é óbvio. Mas, antes um mal-cheiroso, que um que bata em mulheres.
Até nas micro-culturas (micro, porque são poucas pessoas, em número) chinesas e africanas, onde a comunidade é matriarcal deves conseguir encontrar um que bata.
As virtudes, as qualidades, os defeitos são transversais ao Homem; há em todo e qualquer ser humano.
Até nas micro-culturas (micro, porque são poucas pessoas, em número) chinesas e africanas, onde a comunidade é matriarcal deves conseguir encontrar um que bata.
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matahary
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
A sentença sobre os ciganos
Aqui prova que eu tenho razão; neste caso, nem todos os arguidos são ciganos.
Falam que a comunicação social fez mal, mas estes incorreram no mesmo erro, ao darem o título: "A setença dos ciganos" - eles não sao todos ciganos, pelo menos foi isso que percebi.
Sentença
http://www.inverbis.net/actualidade/sen ... ganos.html
Aqui prova que eu tenho razão; neste caso, nem todos os arguidos são ciganos.
Falam que a comunicação social fez mal, mas estes incorreram no mesmo erro, ao darem o título: "A setença dos ciganos" - eles não sao todos ciganos, pelo menos foi isso que percebi.
Sentença
http://www.inverbis.net/actualidade/sen ... ganos.html
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The-Punisher
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
matahary aposto que ha uma casa na quinta da fonte apara ti e para os teus amigos lelos lol n vejo porque nao voltam para lá nao sao os lelos que dizem que se querem integrar entao n podem deixar de "conviver" com os elementos africanos que estao muio mais bem inseridos e fazem o esforço para se inserir do que os ciganos, esses sao mm subsidio depedentes , é de juizas destas que o pais precisa.
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Químico
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Pobres e mal-agradecidos
Miguel Sousa Tavares - Expresso de 2 de Agosto de 2008
É altura de os líderes da comunidade cigana reflectirem e imporem a sua autoridade à comunidade, para que esta decida se querem ser cidadãos ou marginais. Não podem é ser cidadãos para os direitos e marginais para os deveres
Na sentença em que condenou cinco homens de etnia cigana a penas de prisão efectiva por agressões a soldados da GNR, a juíza Ana Gabriela Freitas, de Felgueiras, citando testemunhas, referiu que os arguidos eram “pessoas marginais, traiçoeiras, integralmente subsidiodependentes do Estado”. Muito embora a sentença se tenha sempre referido àqueles arguidos em concreto, o advogado de defesa entendeu que o seu alcance ia muito para lá disso e reflectia uma visão xenófoba sobre toda a comunidade cigana. É, de facto, difícil não desconfiar que assim foi e, todavia, não é isso que retira razão aos testemunhos citados pela juíza. Infelizmente.
Há anos, aplaudi a coragem do governador civil de Braga, Bacelar Gouveia, defendendo praticamente sozinho a comunidade cigana de Oleiros contra as populações locais. Hoje aplaudiria outra vez, porque penso que, num Estado de direito, a autoridade tem de garantir condições de igualdade entre todos, independentemente da raça ou dos hábitos de cada comunidade. Não é simplesmente tolerável que brancos rejeitem viver com negros por perto ou que negros rejeitem ser vizinhos de ciganos, como sucedeu recentemente na Quinta da Fonte. E, todavia, isso não encerra a questão.
Também não é tolerável que uma determinada comunidade ou etnia se torne de tal forma anti-social que ninguém queira viver ao seu lado por medo ou desconforto. Por mais teorias igualitárias que se construam, a realidade é que o mito dos ciganos vagabundos, últimos aventureiros e homens livres do Ocidente, está de há muito esgotado. Nas povoações do interior, os ciganos sempre foram olhados com desconfiança pelo facto de andarem armados, dedicarem-se ao pequeno furto e envolverem-se em frequentes rixas. Traziam problemas e conflitos aos locais por onde passavam e era natural que as populações só descansassem quando os viam longe. A maior parte da comunidade vivia, porém, do contrabando e, embora não fosse uma actividade propriamente legal, sempre foi mais ou menos tolerada como mal menor. Mas a abolição de fronteiras na Europa acabou com o único modo de vida mais ou menos estável dos ciganos. Infelizmente, a alternativa a que lançaram mão foi o tráfico de droga e tudo o que ele arrasta consigo de crimes associados.
80% das famílias ciganas recebem o Rendimento de Reinserção Social, vivem em casas cedidas pelas autarquias com rendas simbólicas, que muitas vezes nem sequer pagam, como se viu na Quinta da Fonte, dispõem de escola grátis para os filhos e assistência médica. Isto é o que a comunidade lhes dá. E o que dão eles em troca? Nada: não trabalham, não pagam impostos, não cumpram as leis do Estado que os acolhe. Reclamam-se uma diferença sociocultural que os exime de responsabilidades semelhantes às de quaisquer cidadãos, mas estão sempre na primeira linha a exigir tudo e mais alguma coisa a que se acham com direito.
Ora, eu aqui dou razão a Paulo Portas: o Estado assistencial não pode perpetuar a dependência de quem tem capacidade para viver de outra maneira. A ajuda pública existe para ocorrer a situações de emergência social, de miséria absoluta, e criar condições para que as pessoas, pelo seu trabalho e pelo seu esforço, possam então ter uma oportunidade para sair do fundo do poço. Mas não existe para alimentar, sem fim à vista, a preguiça, a indolência, a desresponsabilização. Se é que a comunidade cigana está organizada por uma hierarquia estratificada, como dizem, é altura de os seus líderes reflectirem e imporem a sua autoridade à comunidade, para que esta decida se querem ser cidadãos ou marginais. Não podem é ser cidadãos para os direitos e marginais para os deveres.
Na sentença em que condenou cinco homens de etnia cigana a penas de prisão efectiva por agressões a soldados da GNR, a juíza Ana Gabriela Freitas, de Felgueiras, citando testemunhas, referiu que os arguidos eram “pessoas marginais, traiçoeiras, integralmente subsidiodependentes do Estado”. Muito embora a sentença se tenha sempre referido àqueles arguidos em concreto, o advogado de defesa entendeu que o seu alcance ia muito para lá disso e reflectia uma visão xenófoba sobre toda a comunidade cigana. É, de facto, difícil não desconfiar que assim foi e, todavia, não é isso que retira razão aos testemunhos citados pela juíza. Infelizmente.
Há anos, aplaudi a coragem do governador civil de Braga, Bacelar Gouveia, defendendo praticamente sozinho a comunidade cigana de Oleiros contra as populações locais. Hoje aplaudiria outra vez, porque penso que, num Estado de direito, a autoridade tem de garantir condições de igualdade entre todos, independentemente da raça ou dos hábitos de cada comunidade. Não é simplesmente tolerável que brancos rejeitem viver com negros por perto ou que negros rejeitem ser vizinhos de ciganos, como sucedeu recentemente na Quinta da Fonte. E, todavia, isso não encerra a questão.
Também não é tolerável que uma determinada comunidade ou etnia se torne de tal forma anti-social que ninguém queira viver ao seu lado por medo ou desconforto. Por mais teorias igualitárias que se construam, a realidade é que o mito dos ciganos vagabundos, últimos aventureiros e homens livres do Ocidente, está de há muito esgotado. Nas povoações do interior, os ciganos sempre foram olhados com desconfiança pelo facto de andarem armados, dedicarem-se ao pequeno furto e envolverem-se em frequentes rixas. Traziam problemas e conflitos aos locais por onde passavam e era natural que as populações só descansassem quando os viam longe. A maior parte da comunidade vivia, porém, do contrabando e, embora não fosse uma actividade propriamente legal, sempre foi mais ou menos tolerada como mal menor. Mas a abolição de fronteiras na Europa acabou com o único modo de vida mais ou menos estável dos ciganos. Infelizmente, a alternativa a que lançaram mão foi o tráfico de droga e tudo o que ele arrasta consigo de crimes associados.
80% das famílias ciganas recebem o Rendimento de Reinserção Social, vivem em casas cedidas pelas autarquias com rendas simbólicas, que muitas vezes nem sequer pagam, como se viu na Quinta da Fonte, dispõem de escola grátis para os filhos e assistência médica. Isto é o que a comunidade lhes dá. E o que dão eles em troca? Nada: não trabalham, não pagam impostos, não cumpram as leis do Estado que os acolhe. Reclamam-se uma diferença sociocultural que os exime de responsabilidades semelhantes às de quaisquer cidadãos, mas estão sempre na primeira linha a exigir tudo e mais alguma coisa a que se acham com direito.
Ora, eu aqui dou razão a Paulo Portas: o Estado assistencial não pode perpetuar a dependência de quem tem capacidade para viver de outra maneira. A ajuda pública existe para ocorrer a situações de emergência social, de miséria absoluta, e criar condições para que as pessoas, pelo seu trabalho e pelo seu esforço, possam então ter uma oportunidade para sair do fundo do poço. Mas não existe para alimentar, sem fim à vista, a preguiça, a indolência, a desresponsabilização. Se é que a comunidade cigana está organizada por uma hierarquia estratificada, como dizem, é altura de os seus líderes reflectirem e imporem a sua autoridade à comunidade, para que esta decida se querem ser cidadãos ou marginais. Não podem é ser cidadãos para os direitos e marginais para os deveres.
Miguel Sousa Tavares - Expresso de 2 de Agosto de 2008
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matahary
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Como diz Mário Contumelias:
Os média em geral, e as televisões em particular, podem produzir a ilusão de que estamos informados, de que sabemos tudo sobre um assunto, acerca do qual, afinal, não sabemos realmente nada.
Digam lá ao Miguel Sousa Tavares, se fazem o favor, que os cinco ciganos de que ele fala, não eram todos ciganos.
Teria ficado melhor, se ele tivesse falado para todos em geral, em vez de ter colocado um rótulo.
"Pobres e mal-agradecidos" - há em todo o lado. E nem precisamos sair daqui.
Nota: A um homem que acha que é falta de civismo uma família levar as crianças a tomar uma refeição num restaurante, por estas incomodarem, e achar que se pode fumar em hospitais, não se pode levar a sério todas as suas opiniões. Esta é mais uma.
Os média em geral, e as televisões em particular, podem produzir a ilusão de que estamos informados, de que sabemos tudo sobre um assunto, acerca do qual, afinal, não sabemos realmente nada.
Digam lá ao Miguel Sousa Tavares, se fazem o favor, que os cinco ciganos de que ele fala, não eram todos ciganos.
Teria ficado melhor, se ele tivesse falado para todos em geral, em vez de ter colocado um rótulo.
"Pobres e mal-agradecidos" - há em todo o lado. E nem precisamos sair daqui.
Nota: A um homem que acha que é falta de civismo uma família levar as crianças a tomar uma refeição num restaurante, por estas incomodarem, e achar que se pode fumar em hospitais, não se pode levar a sério todas as suas opiniões. Esta é mais uma.
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othelo
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Mata, estamos a maior parte das vezes em desacordo, mas qto ao M.S.T. estou completamente de acordo ctgo.
Mas ele este homem é um livre pensador, e dificilmente alguem o cala.
Pessoalmente, acho que a opinião dele vale aquilo que vale, ou seja, vale tanto como a minha.
Pode ser e tem a obrigação de ser mais esclarecido, o que não implica obrigatoriamente que as suas opiniões sejam sempre as mais politicamente ou socialmente correctas.
Na opinião agora expressa, estou parcialmente de acordo com ele.
Mas ele este homem é um livre pensador, e dificilmente alguem o cala.
Pessoalmente, acho que a opinião dele vale aquilo que vale, ou seja, vale tanto como a minha.
Pode ser e tem a obrigação de ser mais esclarecido, o que não implica obrigatoriamente que as suas opiniões sejam sempre as mais politicamente ou socialmente correctas.
Na opinião agora expressa, estou parcialmente de acordo com ele.
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Ivo
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Re: Comissária para a Imigração vai queixar-se de sentença sobre
Assalto à luz do dia em Ourém
Segunda-feira, em pleno dia, foi assaltada uma habitação ocalizada no lugar de Valongo, freguesia de Casal dos Bernardos, Ourém.
A habitação em causa tem comércio num dos pisos e habitação noutro. A dona, uma sr.ª de 70 anos, foi surprendida por um veículo com vários ocupantes de etnia cigana, maioria mulheres e crianças, que rapidamente entraram pelo estabelecimento pedindo várias coisas ao mesmo tempo, tentanto baralhar a proprietária para empatar tempo.
Ao mesmo tempo, um elemento do grupo que inicialmente teria ficado ao volante do carro infiltrou-se na parte da habitação. Furtaram o que puderam, nomeadamente dinheiro, ouro, máquina fotográfica digital, entre outros bens. Não se sabe ao certo o valor do furto mas rondariam os 1000,00€. Tudo se passou muito rapidamente.
O mesmo estabelecimento já fora vitima de um outro furto também em pleno dia, que na altura fora participado à GNR de Ourém.
http://jn.sapo.pt/CidadaoReporter/Inter ... id=1013957
Segunda-feira, em pleno dia, foi assaltada uma habitação ocalizada no lugar de Valongo, freguesia de Casal dos Bernardos, Ourém.
A habitação em causa tem comércio num dos pisos e habitação noutro. A dona, uma sr.ª de 70 anos, foi surprendida por um veículo com vários ocupantes de etnia cigana, maioria mulheres e crianças, que rapidamente entraram pelo estabelecimento pedindo várias coisas ao mesmo tempo, tentanto baralhar a proprietária para empatar tempo.
Ao mesmo tempo, um elemento do grupo que inicialmente teria ficado ao volante do carro infiltrou-se na parte da habitação. Furtaram o que puderam, nomeadamente dinheiro, ouro, máquina fotográfica digital, entre outros bens. Não se sabe ao certo o valor do furto mas rondariam os 1000,00€. Tudo se passou muito rapidamente.
O mesmo estabelecimento já fora vitima de um outro furto também em pleno dia, que na altura fora participado à GNR de Ourém.
http://jn.sapo.pt/CidadaoReporter/Inter ... id=1013957
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