A difícil tarefa de ajudar a criança a revelar o segredo

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matahary
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A difícil tarefa de ajudar a criança a revelar o segredo

Mensagempor matahary » 27 fev 2008 12:14

A difícil tarefa de ajudar a criança a revelar o segredo

Todos os dias chegam ao Instituto de Medicina Legal de Lisboa casos de abusos sexuais a crianças. A médica Anabela Neves atende pelo menos dois por dia e não são raras as vezes em que lhe pedem ajuda para que o abusador não vá preso

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Socied ... t_id=82441
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Diana
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Re: A difícil tarefa de ajudar a criança a revelar o segredo

Mensagempor Diana » 11 ago 2008 10:05

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Maus-tratos passam «muitas vezes» despercebidos às equipas de saúde, revela estudo


A identificação de crianças em perigo ou com certos sinais de maus-tratos não é «muitas vezes» feita porque os profissionais dos serviços de saúde «não são capazes de o fazer», revela um estudo divulgado esta quinta-feira.

Eugénia Pereira, que desenvolveu o estudo com Edite Miranda no âmbito de um curso de pós-licenciatura, na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, alertou que muitas vezes a sinalização de crianças que sofrem maus-tratos, físicos ou por negligência, não é feita nem nos serviços de saúde primários nem nos serviços de urgência.

«As causas prendem-se com o facto de os profissionais de saúde ainda não estarem muito despertos para o problema, com a carência de recursos humanos e, se calhar, também devido a alguma falta de formação», revela uma nota de imprensa da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, citando as autoras.

Edite Miranda, citada na mesma nota, adverte que, em certos casos, «aquilo que pode parecer uma situação muito banal poderá ser uma situação de maus-tratos».

A autora acrescenta que situações de crianças «com alguns sinais de maus-tratos que ficam muito apáticas e não dizem o que se passa» bem como «determinadas fracturas ou mazelas que não são susceptíveis de uma queda» devem ser encaradas como sinais de alerta.

«Muitas vezes, dada a azáfama do serviço de urgência de um hospital central, isso passa um bocadinho despercebido para a equipa. É preciso estarmos muito alerta e com disponibilidade mental para detectarmos situações de risco», sublinha Edite Miranda.

Por seu turno, Eugénia Pereira referiu que «há uma articulação muito informal» entre cuidados primários e cuidados hospitalares, e «quando há um contacto telefónico e escrito o retorno não é dado, e o que se pretendia - um trabalho continuado com as famílias, para diminuir ou eliminar o perigo - não é feito».

Para alterar a situação, as autoras do estudo consideram importante que exista um enfermeiro em cada Núcleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco com formação nesta área, que seja responsável pela articulação das situações já sinalizadas, e que se sensibilizem para o problema as equipas de saúde.

TSF
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(pro rege saepe; pro patria semper)


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